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A importância da Ceia do Senhor - Lição 10 – 09 de Junho de 2013


LIÇÃO 10 – 09 de Junho de 2013

A importância da Ceia do Senhor

TEXTO AUREO

“Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor”. ICo 11.29

VERDADE APLICADA

Quando julgamos a nós mesmos, não precisamos ser julgados e disciplinados pelo Senhor.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Mostrar os riscos que correm os que participam da Ceia do Senhor indignamente;
Conscientizar de que o autoexame é necessário antes de participar da Ceia do Senhor;
Ressaltar que só os que confessam e deixam alcançam misericórdia.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

ICo 11.27 - Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.
ICo 11.28 - Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão, e beba deste cálice.
ICo 11.29 - Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor.
ICo 11.30 - Por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem.
ICo 11.31 - Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seriamos julgados.

O apóstolo descreve a ordenança sagrada, da qual tinha conhecimento por revelação de Cristo. Enquanto aos sinais visíveis, estes são o pão e o vinho. O que se come se chama pão, embora ao mesmo tempo se diz que é o corpo do Senhor, mostrando claramente que o apóstolo não queria significar que o pão fosse trocado em carne. Mateus nos diz que nosso Senhor os convidou a todos a beber do copo (26.27), como se tiver previsto, com esta expressão, que um crente seria privado do copo. As coisas significadas por estes sinais externos são o corpo e o sangue de Cristo, seu corpo partido, seu sangue derramado, junto com todos os benefícios que fluem de sua morte e sacrifício.
As ações de nosso Senhor foram, ao tomar o pão e o copo, dar graças, partir o pão e dar um e outro. As ações dos comungantes foram tomar o pão e comer, tomar o copo e beber, fazendo ambas coisas em memória de Cristo. mas os atos externos não são o tudo nem a parte principal do que deve fazer-se nesta santa ordenança. Os que participam dela devem tomá-lo a Ele como seu Senhor e sua Vida, render-se a Ele e viver para Ele.
Nela temos um relato das finalidades desta ordenança. Deve fazer-se em memória de Cristo, para manter fresca em nossas mentes sua morte por nós, e também para lembrar a Cristo que intercede por nós à destra de Deus em virtude de sua morte. Não é tão só em memória de Cristo, do que Ele fez e sofreu, senão para celebrar sua graça em nossa redenção. Declaramos que sua morte é nossa vida, a fonte de todos nossos consolos e esperanças. Nos gloriamos em tal declaração, mostramos sua morte e a reclamamos como nosso sacrifício e nosso resgate aceitado. A Ceia do Senhor não é uma ordenança que se observe somente durante um tempo, mas deve ser perpétua.
O apóstolo expõe aos coríntios o perigo de recebê-la com um estado mental inapropriado ou conservando a aliança com o pecado e a morte enquanto se professa renovar e confirmar a aliança com Deus. sem dúvida, eles incorrem em grande culpa e assim se tornam matéria obrigada de juízos espirituais. Porém os crentes temerosos não devem desencorajar-se de assistirem a esta santa ordenança. O Espírito Santo nunca teria feito que esta Escritura tivesse sido colocada por escrito para dissuadir de seu dever os cristãos sérios, apesar de que o diabo a tem usado amiúde. O apóstolo estava dirigindo-se aos cristãos e os adverte para que estejam alerta ante os juízos temporais com que Deus corrige seus servos que o ofendem. Em meio de sua ira, Deus se lembra da misericórdia: muitas vezes castiga aos que ama. Melhor é suportar problemas neste mundo que ser miserável para sempre.
O apóstolo indica o dever dos que vão à mesa do Senhor. O exame de um mesmo é nosso para participar corretamente nesta ordenança sagrada. Se nos examinássemos cabalmente para condenar e endireitar o que achemos de errado, poderíamos deter os juízos divinos.
O apóstolo termina tudo com uma advertência contra as irregularidades na mesa do Senhor, das quais eram culpáveis os coríntios. Cuidemos todos disso para que eles não se unam à adoração de Deus como para provocá-lo e acarretar vingança sobre si.

Introdução
Como fundamento primário da fé, os cristãos têm que ter as Escrituras Sagradas como verdade inegociável, pelo fato de ser ela inspirada por Deus. A Bíblia é fundamental para que a humanidade possa conhecer não somente o evangelho, mas todo o conselho de Deus. Suas palavras são vida, e tem o poder de transformar o pior dos homens em seres humanos socializados, vivendo de forma digna e honrosa. Ela é infalível, não contém erros e é necessária para todos.

1. Quem participa indignamente está crucificando Jesus de novo
Esse peca contra o Senhor e será culpado da crucificação e da morte de Jesus, do corpo dilacerado e do sangue derramado (ICo 11.27). Não está discernindo o corpo do Senhor. É como uma criança brincar com arma de fogo: o fim pode ser uma tragédia.

Foi assim que o próprio Senhor instituiu a ceia. Nem Paulo nem os coríntios podem dispor dela. Quando, no entanto, uma igreja a celebrar, isso tem de acontecer de modo digno, de conformidade com sua instituição. Paulo o expressa iniciando a frase seguinte com um enfático ―por isso. “Por isso, quem comer o pão ou beber o cálice do Senhor de uma maneira indigna torna-se culpado do corpo e do sangue do Senhor”. Quantas pessoas não se torturaram amargamente com a pergunta se são indignas e se com sua participação na santa ceia estão pecando contra o corpo e sangue do Senhor! Desse modo foi-lhes infundido nos corações o medo da santa ceia, de maneira que atenderam ao convite do Senhor Jesus o mais raramente possível ou nunca. O texto grego diz inequivocamente: aquele que come e bebe “de uma maneira indigna”. Unicamente assim a frase também se encaixa no contexto da passagem. Paulo não critica os coríntios por virem à ceia do Senhor como pessoas indignas, mas por destruí-la através de um modo indigno de celebrá-la. Quando diante da mesa do Senhor há divisões dilacerando a igreja, quando um sofre fome e o outro está embriagado enquanto a morte inusitada do Kyrios por todos é proclamada, então isso constitui uma maneira indigna. Nesse caso, porém, ela não representa um defeito estético, mas possui um efeito terrível, que os coríntios precisam ter em mente. Desse modo tornam-se “culpados do corpo e sangue do Senhor”. Toda celebração da santa ceia é participação no corpo e sangue do Cristo com pleno realismo, independentemente de como ela é celebrada. Contudo, a questão é se essa participação salva e agracia ou se ela torna culpado e sentencia. Esse tornar-se culpado em Cristo corresponde ao desprezar a igreja de Deus, mas de forma aprofundada. Quem se comporta na ceia do Senhor da maneira como diversos coríntios não apenas despreza a igreja de Deus, mas ignora e despreza o próprio Senhor e seu amor sério e sacrifical, tornando-se assim culpado de seu corpo e sangue, que justamente haviam sido entregues para sua salvação. Encontramo-nos muito próximos de Hb 10.28-31.

1.1. Examine-se, pois, o homem a si mesmo.
Os insensatos pensam que podem ficar escondendo seus pecados. Quando perdemos o temor a Deus é porque a nossa consciência já está cauterizada e não nos acusa mais. Nessa situação, tudo é lícito e relativo, porque a insensibilidade espiritual já avançou muito. A falta de respeito às coisas sagradas e a de discernimento espiritual levam ministérios e vidas a um esfriamento sem precedente. Muitos crentes estão mais afiados para examinar o próximo do que para avaliar a si mesmos. Mas a recomendação bíblica é que cada um prove a si próprio, isto é, se já não estiver reprovado (ICo 9.27; 11.28; 2Co 13.5).

A fim de participar dignamente, é preciso examinar o coração, discernir os pecados e confessá-los ao Senhor. Tomar a Ceia com pecados não confessados no coração é se tornar réu do corpo e do sangue de Cristo, pois foi o pecado que o pregou à cruz. Se não discernirmos nossas transgressões, Deus nos julgará e disciplinará até que confessemos e deixemos esses pecados.
Os coríntios não examinavam a si mesmos, mas eram especialistas em examinar a vida de todo mundo.  Quando a igreja se reúne, devemos ter o cuidado de não nos tornarmos "detetives religiosos" que se dedicam a vigiar os outros, incapazes de reconhecer os próprios pecados. Se comemos e bebemos indignamente, comem os e bebemos julgamento (disciplina) para nós mesmos, algo que não deve ser considerado levianamente.

A consciência dada ao homem para estabelecer critérios justos e definir o certo e o errado não está mais podendo ser usada, pois muitas delas estão enfermas. A nossa consciência não pode ser parâmetro para julgar ou balizar o que é pecado, pois muitas estão contaminadas (Tt 1.15), outros as têm cauterizadas (1 Tm 4.2). Comparar os nossos atos como que diz a Bíblia é o mais sensato, pois este é o paradigma divino para avaliar a situação espiritual dos seres humanos. A Bíblia é a autoridade máxima para ditar o que é pecado ou não.

1.2. Se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seriamos julgados.
Se isto acontecesse não precisaríamos ser julgados, mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo. Logo, o julgamento divino é por amor (ICo 11.31-32). Antes que alguém nos julgue devemos corrigir os nossos erros, falhas e pecados cometidos. Precisamos ter a consciência sadia, sem qualquer temor e acusação. Julgar os outros é muito fácil, mas antes de fazê-lo precisamos corrigir a nós mesmos. Jesus diz: “Hipócrita, tira primeiro a grande trave de madeira do teu olho, e então, verás claramente para tirar o pequeno cisco de palha do olho do teu irmão” (Mt 7.5).

A disciplina é a maneira carinhosa de Deus tratar com seus filhos e filhas e de encorajá-los a amadurecer (Hb 12:1-11). Não é como a sentença de um juiz condenando um criminoso, mas como a repreensão de um Pai amoroso, que castiga os filhos desobedientes (e, possivelmente, obstinados). A disciplina é uma prova do amor de Deus por nós e, se cooperarmos, pode aperfeiçoar  a vida de Deus  em nós.

Antes de jogar pedras nos outros, precisamos verificar as nossas condições diante de Deus (Jo 8.7-9). O único julgamento que nos é dado o direito de fazer é o da nossa própria vida. Quem não faz o próprio julgamento não cresce espiritualmente e sofre o juízo de Deus (Lc 15.21).

1.3. Quem confessa alcança misericórdia
“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13). “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9). A grande dificuldade neste item é não ver o próprio erro ou mesmo vendo não assumi-lo. Muitos acham que ao confessar as transgressões estarão sendo depreciados ou não serão mais os mesmos na opinião pública. Mas é melhor estar bem com Deus, ter a consciência em paz e ganhar a salvação do que viver mascarado de hipocrisia e sem a aprovação de Deus.

O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará. Este versículo reflete a teologia hebraica e cristã padronizada. Um homem repleto de pecados finge ser um homem bom. Ele oculta de outras pessoas os seus pecados, e talvez até de si mesmo. Não tem consciência de seu verdadeiro caráter. A experiência mostra-nos que alguns homens encobrem suas transgressões por­que as amam. Não querem que haja nenhuma investigação que revele o que eles são, porquanto estão enamorados de seu perverso estilo de vida. Lembre-se o que Adão e Eva ocultaram seus pecados (ver Gên. 3.8), mas agiram assim temendo o que Deus faria, se os descobrisse. Ver também o caso de Davi, em Sal. 32.3. Cf. esta linha com I Sam. 15.20,21. E ver também I João 1.8-10.
O homem bom também é pecador. Ele haverá de sofrer muitas quedas. Porém, não tentará encobrir seus pecados. Confessará seus erros àque­les a quem tiver ofendido e acertará as coisas com eles. Levará seus pecados à presença de Deus, para expiá-los. Deus esquecerá os pecados desse homem, e ele obterá misericórdia.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

Não adianta querer exortar e corrigir os outros sem ter uma vida digna diante de Deus. A nossa obrigação não é atingir à perfeição, pois isso é impossível enquanto estivermos na terra. Porém a vereda do justo é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito (Pv 4.18; Fp 1.6). Temos, porém, a necessidade de buscar uma auto avaliação rigorosa diante de Deus. Não podemos fugir dos nossos pecados; precisamos encará-los de frente com o propósito de abandoná-los. Ficar livres de suas consequências nem sempre é possível, mas ficaremos em paz com Deus. Davi confessou o seu pecado e pediu misericórdia (2Sm 12.13; Sl 51). Mesmo pagando um alto preço, Deus o perdoou e foi chamado “homem segundo o coração de Deus”.

2. Quem participa indignamente se equipara a Judas, Pilatos e Caifás.
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós (lJo 1.8). Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a Sua Palavra não está em nós (lJo 1.10). Torna-se fácil fazer o que estes homens fizeram, não se comprometendo ou querendo passar por bonzinhos diante do povo. Porém nada pode tirar a culpa ou os pecados cometidos, a não ser pela confissão com pedido de perdão através do arrependimento e coração quebrantado diante de Deus.

2.1. Só jogar as moedas fora, não adianta, não tira o pecado.
‘‘Então, Judas, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar” (Mt 27.5). Não adianta jogar as moedas fora nem se enforcar. Para tirar o pecado precisa confessá-lo e deixá-lo. “Vai, e não peques mais”, disse Jesus à mulher adúltera, depois de perdoá-la (Jo 8.11b). “Não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior”, disse Jesus ao homem ex-paralítico, de Betesda (Jo 5.14b).

Aqui nos encontramos com todo o horror do último ato da tragédia de Judas. Qualquer que seja nossa interpretação da mente de Judas, uma coisa é evidente: neste momento viu o espanto do que tinha feito. Mateus nos diz que Judas tomou o dinheiro e o jogou no templo, e o interessante é que a palavra que emprega não é a que designa os recintos do templo em geral (hieron), mas sim a que se refere ao templo propriamente dito (naos). Lembraremos que o templo constava de uma série de pátios que se abriam uns sobre outros. Em seu cego desespero Judas chegou ao Pátio dos Gentios, passou através dele até o Pátio das Mulheres, daí foi ao Pátio dos Israelitas; não poderia ir mais longe, tinha chegado ao limite que separava o Pátio dos Sacerdotes, com o próprio templo no extremo.
Pediu-lhes que recebessem o dinheiro; mas não quiseram fazê-lo, tomou e o lançou, logo saiu correndo e se enforcou. E os sacerdotes recolheram o dinheiro, que estava tão manchado que não podiam pô-lo no tesouro do templo e com ele compraram um terreno para enterrar os corpos impuros de gentios que morriam dentro da cidade. Sem dúvida o suicídio de Judas é a indicação final de que seu plano tinha fracassado. Sua intenção tinha sido que Jesus surgisse como um conquistador, tinha-o conduzido à cruz; e sua vida ficou destroçada. Aqui nos encontramos com duas grandes verdades sobre o pecado.
(1) O mais terrível sobre o pecado é que não podemos voltar atrás. Não podemos desfazer o que já fizemos. Não se precisa ser muito velho para experimentar esse desejo terrível e urgente de poder voltar a viver algum momento determinado. O relembrar que não podemos voltar atrás em nenhuma ação, deveria nos fazer duplamente cuidadosos de como procedemos.
(2) O que é estranho sobre o pecado é que alguém pode chegar a odiar aquilo que obteve por meio desse mesmo pecado. O prêmio que se obteve por meio do pecado pode produzir desgosto, espanto e repulsa, até que o único desejo da vida é fazê-lo desaparecer dela. A maior parte das pessoas pecam porque acreditam que se puderem possuir a coisa proibida será feliz. Mas aquilo que o pecado desejava e obteve pode converter-se naquilo do qual o homem daria algo para livrar-se – e com muita frequência não pode fazê-lo.

2.2. Só lavar as mãos, não adianta, não se inocenta.
“Então, Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; considerai isso” (Mt 27.24). Não adianta lavar as mãos nem falar que não faz parte do processo. Para tirar o pecado e implantar a inocência não é tão fácil assim. Pilatos pensa que não tem participação, que pode ficar com a consciência tranquila diante das barbáries, que nunca se meteu em nada errado, que tudo é intriga da oposição, nunca assume a responsabilidade das coisas malfeitas ou erradas. O covarde é assim: não assume o erro que pratica e insiste em sua “inocência”. A este filme estamos assistindo todos os dias.

Pilatos adotou aqui um costume judaico, a fim de que os judeus entendessem que ele não compartilhava daquele derramamento de sangue, sobre o qual tanto insistiam, provavelmente esperando que com  isso conseguiria  dissuadi-los  de  sua  perversa  ação.  Porém, conforme diz o comentário de Lange: “Pilatos lavou as mãos, mas não o coração, e ao entregar a Cristo, a quem pronunciara inocente, condenou a si mesmo. O senso de culpa fez dele um covarde”. O código humano de ética permitia aquela ação; mas estamos convencidos de que Pilatos não conseguiu dirimir-se da culpa de sua alma, mediante essa ação exterior.

2.3. Só rasgar as vestes, não adianta, não tira a culpa.
“Então, o sumo sacerdote (Mt 26.57) rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes. agora, a sua blasfêmia” (Mt 26.65). Não adianta rasgar as vestes nem dar sinal de tristeza; é melhor rasgar o próprio coração endurecido e tirar a pedra escondida nele. Culpar os outros não resolve nem tira o seu próprio pecado; nada justifica sua falha: você não pode acusar ninguém, pois cada um dará conta de si mesmo a Deus (Rm 14.12).
Em nome de um falso amor, do dízimo alto, da amizade, dos laços sanguíneos e do medo de perder membros importantes, muitos estão passando as mãos nas cabeças de pessoas que vivem em pecado. Outros procuram o perdão de forma geral. Alguns, no dia da ceia pedem para todos levantarem o pão e pedir perdão de todos os seus pecados sem nenhum tipo de aconselhamento e reconciliação. Normalmente, pecados que atinjam a igreja por serem do conhecimento de todos e que escandalizem o Evangelho precisam ser tratados com maior responsabilidade para que a igreja não fique prejudicada espiritualmente nem desacreditada.

3. Quem participa indignamente traz consequências para si mesmo
O texto diz que o risco é por conta da pessoa. Por isso, cada um deve examinar a si próprio. Se você participar indignamente estará procurando sofrimento contra si mesmo. Há riscos que não compensa correr. É melhor procurar a porta do perdão enquanto a mesma ainda está aberta. A decisão é sua! Paulo estava muito atento a esta situação. Ele dizia que precisava conservar-se puro para que. pregando aos outros, não viesse de alguma maneira a ficar reprovado (ICo 9.27).

3.1. Fica sujeito a juízo e condenação
“Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor" (ICo 11.29). "Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7. 21-23). Não podemos esperar pelo juízo de Deus para ser condenado com o mundo, é melhor nos corrigir antes (ICo 11.32).    Se você sabe que está errado, não espere ser chamado atenção, se antecipe e comece a fazer o certo.

Mais uma vez, porém, Paulo salienta diante de uma igreja irresponsável toda a seriedade: “Pois quem come e bebe, para si próprio come e bebe um juízo se não discernir o corpo.” Como em 1Co 10.16s temos de considerar que no “corpo” que alguém “não está discernindo” sempre ressoa também a ideia do corpo de Cristo, a igreja. Os que em Corinto se refestelavam tranquila e opulentamente já não discernem no pão, dentre todos os demais alimentos, o corpo do Cristo entregue por eles. Mas tampouco discernem o corpo de Cristo, a igreja, de outras reuniões em que se podia contemplar com indiferença a fome de pessoas e envergonhar os pobres. Contudo, nem mesmo agora seu comer e beber permanece ineficaz, apesar de sua indiferença contra o corpo do Senhor. Comem e bebem agora com a ceia do Senhor o juízo para si mesmos. Como em todas as situações Paulo leva a sério o corpo e os processos físicos! O corpo pertence ao Senhor, em nosso corpo glorificamos a Deus (1Co 6.13; 6.20). Nosso comer e beber nos leva à união real com os demônios ou com o corpo e sangue do Cristo (1Co 10.16,20). Pelo comer e beber honramos a Deus (1Co 10.31). Pelo comer e beber nos submetemos pessoalmente ao juízo de Deus. É isso que os coríntios, que acreditam, numa falsa intelectualidade e liberdade, não ter necessidade de se importar com os processos reais e corporais, precisam reconhecer.

3.2. Fica fraco, doente e precisa de UTI espiritual.
Quantos irmãos estão enfermos espiritualmente dentro das igrejas?! Não sentem mais nada, vão aos cultos e voltam da mesma maneira, sem nenhuma mudança! A mensagem não arde mais nos seus corações (Lc 24.32); os hinos não fazem diferença: não exercitam os dons espirituais: não glorificam mais a Deus: não abrem a boca nem para cantar os hinos sacros. Alguns nem estão indo mais aos cultos, não têm força, porque ficaram fracos demais, outros são verdadeiros murmuradores e precisam de ajuda espiritual urgente.

3.3. Dorme espiritualmente
Quantos irmãos estão dormindo espiritualmente dentro e fora dos templos! Quem dorme não enxerga, não escuta, não come, não anda, não vive com Deus. Em algumas passagens bíblicas, dormir significa estar morto (ICo 11.30; Ef 5.14). Quantas pessoas estão desviadas do Evangelho e nem se dão ao luxo de lembrar-se de seus erros! Frequentaram por um tempo as reuniões da igreja tomando a ceia regularmente estando em pecado e enfraqueceram-se. Atraíram consequências espirituais desagradáveis para suas vidas. Cuidado irmão! Indignamente nem pensar.
Deus quer que sejamos encorajados ao autoexame minucioso e ao arrependimento espontâneo para evitar consequência desastrosa ou castigo amargo. Precisamos ter cuidado para não cair na decadência espiritual, mantendo o bom senso diante das coisas sagradas. A Ceia do Senhor não pode ser tratada de qualquer maneira, sem a devida reverência, sem o devido valor. A responsabilidade recai sobre cada um de nós, o temor deverá estar ligado o tempo todo e a consciência boa em pleno funcionamento.

Conclusão
A Ceia do Senhor é algo sagrado de que não se pode participar com irreverência. É preciso ter cuidado para evitar sempre a indiferença, falta de conhecimento do seu real significado, de comunhão com os irmãos e de perdão dos pecados cometidos. Muitos descuidam e participam da ceia com exaltação espiritual como se fossem mais crentes do que os outros. A comunhão envolve santidade e simplicidade diante de Deus e da Igreja.

QUESTIONÁRIO

PARTE 1
1. Quem examina o homem antes da Ceia do Senhor?
R: Ele próprio com sua consciência (ICo11.28).
2. Que tipo de crente deve se examinar?
R: Todos, sem exceção.
3. O que acontece com quem participa indignamente?
R: Fica fraco, doente e dorme espiritualmente.
4. Quem deve nos julgar antes da ceia?
R: Nós mesmos (ICo11.31).
5. O que acontece com quem confessa e deixa?
R: Alcança perdão.

PARTE 2

PARTE 3

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 2º Trimestre de 2013, ano 23 nº 87 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor - Pontos salientes da nossa fé, doutrinas essenciais para a prática de uma vida cristã sadia e equilibrada.
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
O Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento 
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Comentário Bíblico - F. B. Meyer
Bíblia – THOMPSON (Digital)
Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital)

Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

5 comentários:

  1. Pastor. Meu nome é Bruno e dou aula pra mocidade em Guarulhos. O que o senhor pode nos disser sobre a verdade aplicada.

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    1. Não voltei à essa pagina e lamento não haver respondido vossa pergunta amado, contudo, percebi que o irmão Eudes a respondeu; se ainda hoje não se sente seguro
      quanto ao que foi respondido faça um novo questionamento direto em prata222@gmail.com.

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  2. Só pra complementar a pergunta anterior, eu estou em duvida, pois o autor diz que "Quando julgamos a nós mesmos, não precisamos ser julgados e disciplinados pelo Senhor."

    Quem nos julga não é Deus? e ai como fica? Quero aprender pra não ensinar heresia.
    Meu e-mail é bruno_ws4@hotmail.com

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    1. Caro Bruno, a Paz do Senhor Jesus.
      É importante lembrar que esse julgamento é no que diz respeito a crucificar Cristo novamente através de nosso atos, ignorar o sacrifício de Cristo.
      No entanto, existe a lei da semeadura que se encontra em Gálatas 6.7 "Não vos enganeis: Deus não se deixa escarnecer. Tudo o que o homem
      semear, isso também ceifará."
      São duas coisas distintas, amém.
      Um grande abraço irmão Bruno.

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  3. A revista não é apenas para ser lida para a congregação e comentários sobre o comentário é realmente de excelente valia aos monitores; sempre rogo a DEUS por vós para que continueis nesta força.Graça e paz vos sejam multiplicadas.
    Pr Marioeunicio.

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