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LIÇÃO 12 - A Família e a Igreja


Lição 12 – 23 de Junho de 2013 - CPAD

A Família e a Igreja

TEXTO ÁUREO

Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR!” (Sl 122.1).

VERDADE PRÁTICA

A igreja local é o melhor lugar para as famílias se reunirem e prestarem culto ao Senhor.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 16.1-5,7,10,11,13,15,24.

1 - Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia,
2 - para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo.
3 - Saudai a Prisca e a Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus,
4 - os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios.
5 - Saudai também a igreja que está em sua casa. Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Ásia para Cristo.
7 - Saudai a Andrônico e a Júnia, meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apóstolos, e que estavam em Cristo antes de mim.
10 - Saudai a Apeles, aprovado em Cristo. Saudai aos da família de Aristóbulo.
11 - Saudai a Herodião, meu parente. Saudai aos da família de Narciso, os que estão no Senhor.
13 - Saudai a Rufo, eleito no Senhor, e a sua mãe e minha.
15 - Saudai a Filólogo e a Júlia, a Nereu e a sua irmã, e a Olimpas, e a todos os santos que com eles estão.
24 - A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.

INTERAÇÃO

A família e a igreja local são instituições que se confundem, ambas foram criadas por Deus. A família tem a finalidade de preservar e desenvolver social, moral e eticamente todo ser humano. A igreja local visa educar espiritualmente o homem segundo a proclamação e absorção do Evangelho bem como as outras esferas da vida. Família e igreja local são inseparáveis. Uma depende da outra, uma é a extensão da outra. Não se excluem jamais. Ao contrário, se completam e caminham juntas.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Identificar a família como elemento básico da funcionalidade da igreja local.
Fazer da igreja um local de acolhimento das famílias.
Compreender que a família deve se envolver com a igreja local.


COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave
Relacionamento: Capacidade em maior ou menor grau de relacionar-se, conviver ou comunicar-se com seus semelhantes.

Num mundo de intensas mudanças e incertezas a Igreja é a única instituição em que o cristão e sua família podem contar. Lares sofrem terríveis ataques do inimigo, e muitas famílias não têm resistido, sucumbindo moral e espiritualmente às investidas malignas. Por isso a Igreja do Senhor, representada pela comunidade local, é o ponto de apoio espiritual e moral para a família. Ali se aperfeiçoam os relacionamentos entre os cônjuges, pais e filhos, avós e netos. A família cristã se desenvolve no dia a dia da igreja local.

I. FAMÍLIA: O ELEMENTO BÁSICO DA IGREJA

1. Sem a família a igreja não funciona. Não podemos ignorar a importância da igreja local junto à família, pois a saúde da igreja está diretamente ligada ao bem estar espiritual e moral da família. Uma igreja cujas famílias estão arruinadas espiritual e moralmente não terá condições de acolher os não crentes, nem terá autoridade para atuar junto à outras famílias na comunidade em que está inserida.
A família fortalecida na igreja é tão importante que o apóstolo Paulo aconselhou o pastor Timóteo a respeito da qualidade de um candidato ao episcopado. O apóstolo destaca a relação do aspirante com a própria família: “Convém, pois, que o bispo [...] governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?)” (1Tm 3.2,4,5). Aqui, ele expressa o impacto do relacionamento familiar com a funcionalidade da igreja local. Famílias desgovernadas, inevitavelmente, geram uma igreja sem direção.

Se um homem desejar o ofício pastoral, e por amor a Cristo e aos homens estiver disposto a negar-se a si mesmo, e a passar privações para dedicar-se a esse serviço, deveria tratar de dedicar-se à boa obra, e seu desejo deve ser aprovado, sempre e quando estiver preparado para o ofício. O ministro deve dar muito pouca ocasião para ser culpado, a fim de que seu ofício não sofra repreensão. Deve ser sóbrio, prudente, decoroso em todos seus atos, e no uso de todas as bênçãos terrenas. As famílias dos ministros devem ser exemplos do bem para todas as outras famílias. Devemos cuidar-nos do orgulho; é um pecado que transformou os anjos em diabos. Deve ter boa reputação entre os vizinhos, e ser irrepreensível em sua vida anterior.
Para estimular a todos os ministros fiéis temos a graça da promessa de Cristo: "Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt 28.20). Ele equipará a seus ministros para sua obra e os fará passar em meio das dificuldades com consolo e recompensará sua fidelidade.

2. A família como extensão da igreja. Além de a família ser o elemento básico da funcionalidade da igreja local, ela é a própria extensão desta. Descrevendo a respeito do culto doméstico, o saudoso pastor Estevam Ângelo disse: “Se a família quiser assistir a sete cultos a mais por semana, fazendo o culto doméstico, terá uma igreja em casa”. É verdade! Além de cultuar a Deus, a família representará o reino divino na vizinhança, no bairro e no mundo. O próprio Jesus falou: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18.20). Portanto, podemos fazer de nossa família uma extensão da Igreja de Cristo e representar seu Reino neste mundo.

A oração é a obra que unifica família e comunidade. O centro misterioso dessa obra unificadora é Cristo. Em escala menor, a comunidade existe onde dois ou três estão juntos em nome do Senhor para orar. Jesus cumpre sua promessa na menor comunhão. Jesus nos informou que os olhos paternos de Deus vigiam, atentos, precisamente sobre os pequenos, fracos e humildes. Por ser isso um fato e uma realidade divina, o Senhor nos revigora com as palavras de que, ao menor grupo reunido em oração, já se concede o maravilhoso presente do atendimento de oração. Pois onde dois ou três estão reunidos no nome dele, ele está no meio.
Orar em nome de Jesus significa orar de acordo com o pensamento dele. E orar de acordo com o pensamento dele significa orar da maneira como ele orou. Como foi que Jesus orou? Que aconteça a vontade do Pai incessantemente! É assim a oração em nome de Jesus, uma oração que dá honras a ele, o Pai! Entretanto, orar em nome de Jesus também significa fundamentar a oração no nome de Jesus. Isso significa apoiar a oração firmemente sobre o Jesus presente e vivo, apostando sempre no Senhor sobre todos os senhores, poderoso e atual. A última palavra de Jesus, dirigida a seus discípulos, realiza-se constantemente na terra: “Estarei com vocês até o fim dos tempos.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

A família é o elemento básico para a boa funcionalidade da igreja local.

II. A IGREJA ACOLHENDO AS FAMÍLIAS

1. A natureza humana da igreja. A etimologia da palavra igreja remonta a natureza humana do Corpo de Cristo. Mateus 18.17 e Atos 15.4 expressam ekklêsia (igreja) como reunião de pessoas, povo ou assembleia em nome do Senhor Jesus. É uma instituição composta de seres humanos dotados de sentimentos, desejos e volição. Nesse caso, a Igreja é “humana” em sua constituição e composição.
2. A dimensão relacional da igreja. Onde há pessoas, há relacionamentos. A Santíssima Trindade nos mostra um Deus relacional. As trinas pessoas relacionam-se comunitária, intensa e espontaneamente (Mc 1.9-13; Jo 5.17,19-28). Assim, a igreja expressa à dimensão relacional da Santíssima trindade entre os seus membros. É ali, que a família cristã está habilitada a relacionar-se como Igreja de Cristo, tanto com o Pai (Mc 12.30) como com o próximo (Mc 12.31). Assim, a igreja está pronta para acolher as famílias e suas idiossincrasias.

Os escribas haviam determinado que os judeus deveriam obedecer a 613 preceitos da Lei, sendo 365 negativos e 248 positivos. Um dos exercícios prediletos dos escribas era discutir qual desses mandamentos era o maior de todos. Jesus cita Deuteronômio 6:4, 5, famosos pelos judeus piedosos no começo e no final de cada dia. Essa declaração é chamada de Shema por causa de sua primeira palavra: Ouve, em hebraico. Em seguida, Jesus cita Levítico 19:18, que enfatiza o amor pelo próximo. Jesus coloca o amor como a coisa mais importante da vida, pois "quem ama o próximo tem cumprido a lei" (Rm 13:8-10).
Se amamos a Deus, experimentamos o amor dele dentro de nós e expressamos esse amor a outros. Não vivemos em função de regras, mas sim de relacionamentos: um relacionamento de amor com Deus que torna possível nos relacionarmos em amor com os outros.

3. O relacionamento familiar na igreja. Não há dúvidas de que servir a Deus numa igreja local juntamente com toda a família é uma bênção. No entanto, para que este relacionamento continue a abençoar vidas é preciso zelar pelos seguintes princípios: (1) Na igreja local, a família não deve se fechar em si mesma; (2) Não deve haver motivações que desrespeitem a liderança constituída ou a qualquer outra pessoa; (3) A família deve investir tempo para se relacionar com outras famílias também.
4. A família do obreiro. O exercício do ministério não dispensa o obreiro de sua responsabilidade como esposo e pai. Infelizmente, em algumas igrejas locais, é comum cobrarem da família do pastor um padrão de perfeição que nem o Evangelho preceitua. Prevenção ao pecado e vida de retidão na presença de Deus e diante da sociedade são atributos peculiares a toda família cristã. Porém, é preciso reafirmar que a família do pastor é igual à de qualquer outra pessoa. A esposa do pastor tem nome, e os filhos também, e precisam dos mesmos cuidados que as demais famílias da igreja precisam.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A igreja local é uma instituição composta de distintos seres humanos. Aqui está a dimensão humana da Igreja.

III. A FAMÍLIA NA IGREJA LOCAL

1. A comunhão da família. No Salmo 133.1 lemos: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!”. Apesar de alguns pregadores interpretarem este texto de maneira alegórica, dando a ele uma simbologia espiritual, neste versículo o salmista Davi se refere à família de irmãos de sangue em crise, ou, de acordo com Matthew Henry, o homem segundo o coração de Deus escreve “esse salmo por ocasião da união entre as tribos quando todas elas se uniram unânimes para fazê-lo rei”. Logo, o Salmo davídico pronuncia a bênção para uma família que anda em comunhão: Irmãos e irmãs que vivem em paz no lar e fora dele são tão valiosos quanto o óleo que ungiu Arão, o sumo sacerdote. Numa casa pacífica e unida, as bênçãos do Senhor se manifestam.
2. Envolvendo-se com o Corpo de Cristo. A leitura bíblica em classe, particularmente os versículos 7, 11, 12, 13 e 15, destaca o exemplo de familiares unidos pela causa do Evangelho. O apóstolo Paulo muito se contentou com o esforço empregado em cada família na causa do Reino de Deus. Quando a família sente-se alegre em ir à igreja para adorar a Deus é uma grande bênção (Sl 122.1). Ela participa ativamente do culto e não se porta como mera assistente. São momentos preciosos que influenciarão a família por toda a vida.

Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor. O pere­grino, agora de volta à sua casa, relembrava com que alegria ouvira e aceita­ra o convite de subir a Jerusalém e participar de uma das festividades anuais que ali se realizariam. Conforme Israel foi crescendo, e a população se multi­plicava, a regra que decretava que todos os varões subissem a Jerusalém três vezes por ano (na Páscoa, no Pentecoste e nos Tabernáculos) não mais foi obedecida pela maioria dos israelitas. Para alguns, uma única visita em toda a vida deve ter sido o que realmente ocorria. Ou então os peregrinos subiam a Jerusalém apenas ocasionalmente. Além disso, havia os indiferen­tes, os muito pobres, os enfermos e os aleijados, que nunca tinham feito a viagem. Por conseguinte, a julgar por este salmo, para muitos a viagem era algo bastante raro, sendo feito com o máximo de prazer e alegria, a despeito dos muitos perigos enfrentados ao longo do caminho. "Por causa dos perigos do percurso, as viagens a Jerusalém eram raras para os que habitavam em lugares distantes e, por isso, para efeito de segurança, os peregrinos viaja­vam em grupos" (William R. Taylor, in loc.).
Alguns estudiosos vinculam a alegria da viagem a Jerusalém ao retomo dos cativos da Babilónia, possibilitado pelo decreto do imperador Ciro. Este versículo é uma metáfora que encoraja a frequência à igreja, sendo cristianizado para falar da viagem espiritual dos peregrinos à Jerusalém Celestial.

3. Toda a família na casa de Deus. A igreja local é o espaço religioso onde adoramos a Deus e proclamamos o Evangelho. Nada pode impedir este ideário cristão. Por isso, a família chamada por Deus é convocada a depositar o seu talento na causa do Evangelho. No ensino, na pregação, na música ou qualquer outra atividade que vise pregar o Evangelho e edificar a Igreja de Cristo, a família cristã deve estar lá. Não deixe de ir aos cultos, à Escola Dominical e aos encontros da sua igreja. Esta rotina glorificará a Deus, e edificará você e a sua família.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Toda a família deve se envolver com as atividades da igreja. Ali, é o espaço religioso onde adoramos a Deus e proclamamos o Evangelho de Jesus.

CONCLUSÃO

Na lição desta semana vimos que a família é o elemento básico da igreja local. Esta, por sua vez, deve ser uma comunidade acolhedora de famílias carentes. E a família chamada por Deus, tem o privilégio de servir ao Altíssimo juntamente com outras famílias numa igreja local. Aqui, somos ensinados, edificados e exortados a representar o Reino de Deus neste mundo moderno. Portanto, não perca tempo: envolva-se com a sua igreja local, pois esta precisa de você e toda a sua família.

VOCABULÁRIO

Volição: Ato pelo qual a vontade se determina a alguma coisa.
Idiossincrasias: Maneira de ver, sentir, reagir própria de cada pessoa.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

LIMA, E. R. Ética Cristã: Confrontando as Questões Morais do Nosso Tempo. 1 ed., RJ: CPAD, 2002.
SOUZA, E. Â. ...e fez Deus a família: O padrão divino para um lar feliz. 1 ed., RJ: CPAD, 1999.
HUGHES, B.; Kent. Disciplinas da Família Cristã. 1 ed., RJ: CPAD, 2006.

EXERCÍCIOS

1. De acordo com a lição, que importância não se pode ignorar em relação a família?
R. A funcionalidade da igreja local junto a família.
 2. Além de ser o elemento básico da funcionalidade da igreja, o que é a família?
R. É a extensão da igreja local.
 3. Descreva a natureza humana da igreja.
R. A igreja é uma instituição composta de seres humanos dotados de sentimentos, desejos e volição.
 4. Que bênção o salmo davídico pronuncia?
R. Irmãos e irmãs vivendo em paz é como a preciosidade do óleo que ungiu o sumo sacerdote Arão.
 5. Você e a sua família se envolvem com a sua igreja local?
R. Resposta pessoal.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora CPAD - A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo - Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
Antigo e Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Bíblia – THOMPSON (Digital)
Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital)
Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Vida Cristã

“Em plena época do Cristianismo, à luz das ricas revelações bíblicas, fatos que ocorreram há milhares de anos tornam a se repetir. Os desígnios de Deus se chocam com as atitudes dos homens, que não somente vivem chamado ‘século das luzes’, mas também dizem ser iluminados pelo Espírito Santo de Deus.
Reportemo-nos aos exemplos das boas relações entre jovens e velhos, de um período de 1500 a.C., com Moisés e Josué, até aos dias de Paulo e Timóteo, ocasião em que a luz dos conhecimentos, quer seculares, quer espirituais, era incompativelmente mais fraca e as revelações de Deus esporádicas. Se pela vontade e orientação de Deus, esses homens da Antiguidade foram capazes de evidenciar um relacionamento exemplar, por que entre os cristãos de hoje, constata-se a realidade dos abismos de gerações? Por que há tanta divergência até entre pais e filhos que têm em mãos a infalível Palavra de Deus? Por que muitos pais, ao nascerem os filhos, recebem-nos com desgosto? Por que tanta insubmissão aos velhos? Por que há filhos que se sentem tão independentes dos pais, mesmo quando dependem deles para tudo?”(SOUZA, E. Â. ...e fez Deus a família: O padrão divino para um lar feliz. 1 ed., RJ: CPAD, 1999, pp.251-52).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico Pastoral

“A Família do Pastor
Um recente best-seller sobre o ministério pastoral contém um capítulo intitulado ‘Alerta: O Ministério Pode Ser uma Ameaça para Sua Família’. Por mais chocante que seja, o título reflete com precisão a realidade do ministério pastoral hoje. Uma pesquisa pastoral realizada em 1992, publicada em um importante jornal, descobriu as seguintes dificuldades significativas que produzem problemas conjugais nas famílias dos pastores:
• 81% tempo insuficiente em conjunto;
• 71% uso do dinheiro;
• 70% nível de renda;
• 64% dificuldade de comunicação;
• 63% expectativas da congregação;
• 57% diferenças quanto ao lazer;
• 53% dificuldades na criação dos filhos;
• 46% problemas sexuais;
• 41% rancor do pastor com relação à esposa;
• 35% diferenças quanto à carreira ministerial.
Hoje em nossos dias, ninguém questiona o fato óbvio de que a maioria dos pastores e suas famílias estão sofrendo pressões cada vez maiores por causa do ambiente em que estão ministrando. Isso não é de surpreender quando se reflete sobre a natureza do ministério. Considere estas pressões envolvidas no pastorado:
1. O pastor envolve-se com o humanamente impossível — lida com o pecado na vida das pessoas.
2. O pastor cumpre um papel que nunca se completa — resolve problemas que vão se multiplicando.
3. O pastor serve sob uma credibilidade cada vez mais questionada aos olhos da sociedade.
[...] 8. O pastor e a sua família parecem viver em um aquário que todos podem observar.
[...] 10. Como figura pública, o pastor pode receber as mais duras críticas tanto da comunidade como da congregação.
Ninguém que reflita um pouco pode negar que o ministério é potencialmente perigoso para o casamento e a família do pastor. Mas seria isso mesmo? Ou melhor, é necessário que seja assim? Ou, mais importante, Deus quer que seja assim?” (MACARTHUR, J. JR. (Ed.). Ministério Pastoral: Alcançando a excelência no ministério cristão. 7 ed., RJ: CPAD, 2012, pp.163-64).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A Família e a Igreja

A família tem importante participação na igreja. Pelo que se entende do Livro de Atos, a igreja cresceu muito nos lares, pois, por causa da perseguição, as reuniões começaram a ser feitas em residências familiares. Quando Pedro foi aprisionado por Herodes na época da páscoa, a igreja estava em contínua oração pelo apóstolo a Deus na casa de João Marcos, até que ele foi solto. O Espírito Santo de Deus desceu em uma reunião na casa de um centurião chamado Cornélio, enchendo a todos de forma que falaram em línguas da mesma forma que os seguidores de Cristo em Jerusalém falaram. Portanto, não devemos nos surpreender com a interação entre igreja e família descrita na Palavra de Deus.
A igreja é formada por famílias. A unidade familiar é preponderante para a formação da igreja local. Temos ciência de que há diversas pessoas que congregam em nossas igrejas sem que suas famílias (pais, irmãos, avós, cônjuges ou filhos) pertençam à fé evangélica, mas isso não diminui a qualidade daquela pessoa, pois ali existe uma representação familiar. Aquela pessoa ora a Deus por seus familiares.
A igreja fortalece a família. Se por um lado a igreja deve ser composta de famílias, é certo que a igreja fortalece os relacionamentos familiares e a comunhão entre irmãos congregados. Na igreja, a família é fortalecida por meio do ensino cristão sistemático, respeitadas as devidas faixas etárias com suas necessidades próprias. Na igreja a família aprende a ter comunhão com outras pessoas e famílias, aprende a contribuir para o sustento do templo, a desenvolver seus talentos e o poder da oração.
A família do obreiro — Nossos ministros precisam de nossas orações não apenas por eles mesmos, mas também por suas famílias. Não raro, há obreiros que são atacados indiretamente por Satanás, que atingindo a família deles, os atinge também. É triste ver um filho de pastor fora dos caminhos do Senhor, mas é ainda mais triste ver que na congregação há pessoas que murmuram e acusam o ministro por essa situação. Ao invés de orarem por seu pastor e pela família que ele tem, falam mal do obreiro, mas quando um dos seus precisa de oração, é ao pastor que recorrem pedindo oração e até visitas! Aprendamos a interceder por nossos ministros e por suas famílias, pois são alvo dos ataques do Inimigo. Demonstremos amor por nossos líderes apresentando seu lar ao Senhor, para que toda a família possa estar diante de Cristo, pois um dia nós mesmos podemos precisar dessas orações.


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