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O modelo de Deus para a formação da família - Lição 1 – 07 de Julho de 2013


LIÇÃO 1 – 07 de Julho de 2013

O modelo de Deus para a formação da família

TEXTO AUREO

“E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era multo bom; e foi a tarde o a manhã: o dia sexto”. Gn 1.31

VERDADE APLICADA

O modo como o Criador cuidou de cada detalhe na execução da Sua obra deve inspirar e orientar todas as ações dos cristãos na formação de suas famílias.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Inspirar e orientar todas as ações dos cristãos na formação de suas famílias;
Ensinar as preciosas lições que a Bíblia nos ensina sobre a formação da família através do relato da criação;
Orientar os alunos para a vida, principalmente para que sejam pais bem sucedidos e exemplares.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Gn 1.26 - E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.
Gn 1.27 - E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
Gn 1.28 - E Deus os abençoou e Deus lhes disse: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar; e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
Gn 1.29 - E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

Em 1.26-30, encontramos “O Homem Feito à Imagem de Deus”. 1) Um ser espiritual apto para a imortalidade, 26; 2) Um ser moral que tem a semelhança de Deus, 27; 3) Um ser intelectual com a capacidade da razão e de governo, 26c,28-30 (G. B. Williamson).
Uma das marcas da imagem de Deus foi Ele ter dado ao homem o status e o poder de governante. O direito de o homem dominar ressalta o fato de que Deus o equipou para agir como governante. A aptidão para governar implica em capacidade intelectual adequada para argumentar, organizar, planejar e avaliar. A aptidão para governar implica em capacidade emocional adequada para desejar o mais alto bem-estar dos súditos, apreciar e honrar o que é bom, verdadeiro e bonito, repugnar e repudiar o que é cruel, falso e feio, ter profunda preocupação pelo bem-estar de toda a natureza e amar a Deus que o criou. A aptidão para governar implica em capacidade volitiva adequada para escolher fazer a toda hora o que é certo, obedecer ao mandamento de Deus indiscutivelmente e sem demora, entregar alegremente todos os poderes a Deus em adoração jovial e participar em uma comunhão saudável com a natureza e Deus.
Deus criou o homem para ser uma pessoa que tivesse autoconsciência, autodeterminação e santidade interior (Ec 7.29; Ef 4.24; Cl 3.10). A imagem foi distribuída sem distinção de macho e fêmea, tornando-os iguais diante de Deus.
Como Deus abençoou o que previamente havia criado, assim Deus outra vez abençoou esta fase da sua obra. Incumbiu o homem com a responsabilidade de reproduzir-se e sujeitar à sua superintendência a terra e tudo que nela havia.
O ato de abençoar o gênero humano é de significado mais amplo que o de abençoar os animais. O homem é capaz de ter consciência dessa bênção e pode responder a ela. “Abençoar” em relação a um ser racional é ato de transmitir um senso da vontade de Deus para o abençoado. Isto é especialmente significativo para o homem, pois a ordem de procriar coloca a aprovação de Deus no ato de reprodução. Essencialmente, a relação homem-mulher na procriação é boa, está dentro da vontade de Deus e é básica para o bem-estar deles.
No Antigo Testamento, há dois aspectos para o ato de conceder bênçãos. Da parte de Deus, há o ato de um Ser superior concedendo favor a quem é dependente dele. Da parte do homem, há o retorno da gratidão ao Doador de dons (Gn 24.48; Dt 8.10).
Aspecto importante da bênção de Deus era a concessão de poder e habilidade para sujeitar e dominar os outros seres criados que habitam a terra. Mas era uma autoridade delegada, um governo subordinado, pelo qual o homem prestava contas a Deus. Presumimos que a responsabilidade de controlar a vida animal não acarreta o direito de abusar dela, caso contrário não teria sido bom.
Deus concedeu ao homem o direito de usar os frutos da vida vegetal para comida. Isto não lhe deu o privilégio de explorar a natureza, deixando para trás estrago e desolação. O cuidado apropriado dos frutos da vida vegetal tem necessariamente de acarretar o cultivo (2.15) e a conservação dos recursos naturais.
O fato de os animais, sujeitos ao controle do homem, também se alimentarem de plantas, toda a erva verde, destaca ainda mais a responsabilidade que pesa sobre o homem. Ele é responsável por controlar a natureza de modo que a natureza supra as necessidades de todas as criaturas vivas e não só as necessidades do homem.

Introdução
Os primeiros capítulos de Gênesis são riquíssimos em moldes que podem e devem ser utilizados na formação da família. Afinal não há ali nenhuma ação humana, portanto, ninguém pode dizer que são apenas produtos de uma época que há muito está ultrapassada. Todas as providências foram tomadas pelo próprio Deus. O modo como o Criador cuidou de cada detalhe na execução da Sua obra deve inspirar e orientar todas as ações dos cristãos na formação de suas famílias. Voltemos ao princípio de tudo:

SINOPSE DO TÓPICO 1
Deus projetou e executou o homem com propósito.

1. A criação do homem
A Bíblia registra três etapas no processo de concepção do homem na mente de Deus. A primeira se relaciona à área da vontade, do desejo, da intenção. A segunda faz referência ao modo como deveria ser o ente que Deus pretendia formar e aponta para o projeto. A terceira se refere aos propósitos de Deus para aquele ser. Assim, vemos que:

1.1. Deus desejou fazê-lo
Antes de Deus formar o homem houve em Seu coração a aspiração de fazer um ser especial, diferente de tudo o que Ele já criara Deus nada fez que não representasse a Sua vontade integral, De fato, muito antes que o Senhor estabelecesse os fundamentos da terra, já pensava em fazer o homem e o escolheu como alvo de seu amor, para o fazer completo e santo. Por isso, enviou Jesus Cristo para consolidar esse desejo que ficara interrompido por um bom tempo e adotou os pecadores regenerados em sua família (Ef 1.3-6). E é de Sua vontade que agora todos possam participar da celebração desse presente, que é totalmente de graça (Ef 2.8), dado por meio de seu Filho Jesus Cristo.

Aspiração – 1 Ato de aspirar; absorção. 2 Desejo ardente.


1.2. Deus projetou em Sua mente como seria o homem e a mulher
“E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” (Gn 1.26). Neste imperativo divino vemos que Deus, antes de fazer Adão, projetou o modelo de como ele deveria ser. Em termos bem simples, Deus espelhou-se em si mesmo para elaborar o projeto do homem que Ele desejava fazer. Deus nos planejou para sermos parecidos com Ele até ao limite máximo em que a criatura pode se parecer com o Criador. Desse modo, poderíamos agradá-lo em tudo (Ef 1.6b).

Uma das marcas da imagem de Deus foi Ele ter dado ao homem o status e o poder de governante. O direito de o homem dominar ressalta o fato de que Deus o equipou para agir como governante. A aptidão para governar implica em capacidade intelectual adequada para argumentar, organizar, planejar e avaliar. A aptidão para governar implica em capacidade emocional adequada para desejar o mais alto bem-estar dos súditos, apreciar e honrar o que é bom, verdadeiro e bonito, repugnar e repudiar o que é cruel, falso e feio, ter profunda preocupação pelo bem-estar de toda a natureza e amar a Deus que o criou. A aptidão para governar implica em capacidade volitiva adequada para escolher fazer a toda hora o que é certo, obedecer ao mandamento de Deus indiscutivelmente e sem demora, entregar alegremente todos os poderes a Deus em adoração jovial e participar em uma comunhão saudável com a natureza e Deus.

1.3. Deus definiu os propósitos para o homem
Não era um mero capricho de quem tudo pode e por isto desejou um brinquedo novo, ou de um irresponsável que deseja e projeta coisas grandiosas sem nenhum propósito nobre para elas. Deus os criou macho e fêmea, com o propósito de formar uma grande família com muitos filhos à Sua própria imagem e semelhança, e encher com eles a Terra, para expressar através deles a Sua glória e autoridade (Gn 1:27-28). Assim, Sua graça seria louvada e glorificada (Ef 1.4-6). Por conta de tão elevado desígnio, Adão e Eva foram feitos à imagem e semelhança do Criador Quando se unissem em amor, reproduziriam filhos segundo a sua espécie parecidos com Deus, ou seja: santos, justos, benignos, alegres e etc.
Este propósito de Deus para a criação do homem não foi substituído por outro, nem cessou de existir por conta da queda. O profeta Malaquias diz que Deus fez somente uma mulher para um homem e vice-versa por que Ele buscava uma descendência para Si (Ml 2.15). O Apóstolo Paulo afirma que fomos eleitos “antes da fundação do mundo para que fôssemos santos e irrepreensíveis” diante de Deus. E que Cristo, o Filho de Deus, que não foi contaminado pelo pecado, veio ao mundo para tornar a congregar em Si mesmo todas as coisas, inclusive a humanidade desgarrada para que “conforme o propósito daquele que faz todas as coisas" tornássemos a ser para louvor da glória de Deus, ou seja, para cumprirmos o eterno propósito para o qual Ele nos fez. (Ef 1.4-12).

Deus criou o homem para ser uma pessoa que tivesse autoconsciência, autodeterminação e santidade interior (Ec 7.29; Ef 4.24; Cl 3.10). A imagem foi distribuída sem distinção de macho e fêmea, tornando-os iguais diante de Deus.
Como Deus abençoou o que previamente havia criado, assim Deus outra vez abençoou esta fase da sua obra. Incumbiu o homem com a responsabilidade de reproduzir-se e sujeitar à sua superintendência a terra e tudo que nela havia.

SINOPSE DO TÓPICO 2
Deus recria e reorganiza a Terra para que o homem a governasse.

2. Deus construiu um mundo para o homem
Deus desejou formar o homem, definiu como este deveria ser e estabeleceu para ele um grandioso propósito. Porém, antes de executar o projeto, era necessário preparar uma habitação para o homem, um lugar onde ele pudesse desenvolver todas as suas potencialidades e cumprir o propósito da sua criação. Vejamos as providências que Deus tomou neste sentido:

2.1. Recriou e reorganizou a Terra para receber o homem
Deus restaurou a Terra e fez todas as adaptações necessárias para que se tornasse adequada para receber o homem que Ele faria. O Criador poderia criar uma habitação completamente nova, mas preferiu restaurar a Terra que havia sido transtornada, possivelmente pelo impacto da queda de Satanás sobre ela (Gn 1.2; Is 14.12; Lc 10,18), e transformá-la em um lugar belo, agradável e aconchegante. No decorrer deste estudo descobriremos preciosas lições que esta atitude de Deus nos ensina sobre a formação da família.

Isaias 14.12 - Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações!

Isaias 45.18 Pois assim diz o SENHOR, que criou os céus, ele é Deus; que moldou a terra e a fez, ele fundou-a; não a criou para estar vazia, mas a formou para ser habitada; ele diz: “Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro”.

2.2. Criou condições de vida e de crescimento para a humanidade
Deus planejou o homem com capacidade de dominai; governar (Gn 1.26b) e também com uma mente imaginosa e criativa, que estaria em constante e ilimitado progresso. Era necessário, então, criar condições para que ele desenvolvesse estas habilidades e potenciais natos. Assim, antes de formar Adão, Deus reorganizou o reino mineral e criou os animais e os vegetais. Lidando com a natureza, a fim de descobrir as melhores e mais eficientes maneiras de utilizar os recursos naturais e obter deles o mantimento diário (Gn 1.29,30), o ser humano poderia desenvolver a mente, o pensamento e a agilidade física. No trato com a criação inferior, poderia recorrer a Deus sempre que desejasse compartilhar com Ele seus avanços e deleites ou simplesmente informar-se a respeito de algo, mantendo, assim, o desenvolvimento de sua relação com Ele.

Deus concedeu ao homem o direito de usar os frutos da vida vegetal para comida. Isto não lhe deu o privilégio de explorar a natureza, deixando para trás estrago e desolação. O cuidado apropriado dos frutos da vida vegetal tem necessariamente de acarretar o cultivo (2.15) e a conservação dos recursos naturais.
O fato de os animais, sujeitos ao controle do homem, também se alimentarem de plantas, toda a erva verde, destaca ainda mais a responsabilidade que pesa sobre o homem. Ele é responsável por controlar a natureza de modo que a natureza supra as necessidades de todas as criaturas vivas e não só as necessidades do homem.

2.3. Certificou-se de que tudo era de boa qualidade
Depois de restaurar a Terra e tomar todas as providências criadoras para que ela se tornasse habitável, Deus fez o que nós, em muitas ocasiões, negligenciamos: inspecionou a própria obra e certificou-se de que tudo era bom. Por ser perfeito em todas as Suas obras, Deus não precisava desta última ação, mas Ele a executou para exemplo nosso. Se quisermos honrar a Deus, nunca devemos dar nenhuma obra por acabada enquanto não tivermos certeza de que tudo está de fato bom (Mt 5.48 Sede vós, pois, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai que está nos céus.).

SINOPSE DO TÓPICO 3
O homem foi criado para ser santo, irrepreensível, filho de Deus, para agrado e louvor dEle.

3. Deus capacitou o homem para viver
Seria impossível ao homem cumprir o propósito de sua formação se Deus não o capacitasse para isto. Assim, Ele tomou providências intrínsecas ao homem, que são aquelas relacionadas ao caráter, natureza e potencialidades. Dispôs também de um lugar adequado para o começo de tudo e de um plano de ação pelo qual o homem pudesse se orientar. Observemos as ações de Deus:

3.1. Fazendo o homem semelhante Ele
No primeiro tópico vimos que Deus planejou fazer o homem a Sua própria imagem e semelhança, Sabe por quê? Por causa da resolução do Criador para o homem: “Para que sejamos santos, irrepreensíveis, filhos de Deus, para o agrado e louvor de Deus” (Ef 1.4,5,6). Como seria possível atingirmos tão elevado propósito se Ele não colocasse em nós um pouco de Si mesmo? É maravilhoso constatarmos que Deus não pede de nós coisa alguma que primeiro Ele não nos tenha dado. Isto serve de modelo para aqueles que desejam formar uma família. "Dai e dar-se-vos-á” (Lc 6.38). É um princípio imutável estabelecido pelo próprio Deus.
Para que a esposa seja agradável ao marido, este deve dar a ela tudo o que ela precisar. Desde compreensão, companheirismo, amizade, proteção, aprovação, perdão e consideração, que não devem ser dedicados do mesmo modo a ninguém mais, até coisas materiais que possam tornar a vida dela mais confortável e menos desgastada e estressante. Precisa estar disposto a oferecer à mulher condições de vida tranquila. Deste modo, ela poderá estar sempre apresentável agradável e disponível para ele mesmo, para os filhos e para o Senhor. Também tem de cultivar qualidades e aptidões que doutro modo poderiam ficar submersas em trabalhos, preocupações excessivas, mágoas, desconfianças, ciúmes, sentimentos de inferioridade e instabilidades de toda natureza. O modelo do marido é o próprio Cristo (Ef 5.25-28), que mesmo dando tudo, jamais cobra nada. O altruísmo ainda é o melhor modo de amar. Paulo põe estas, responsabilidades sempre sobre o marido. Mas exorta a mulher a que responda ao amor e altruísmo do marido de modo consciente, respeitam e voluntário, ou seja, do modo como a Igreja responde ao amor de Cristo. Isto fecha as portas tanto para o machismo quanto para o feminismo e estabelece as bases para um casamento solido prazeroso e duradouro e para um lar donde irradia alegria, satisfação e bem-estar.

3.2. Preparando para Adão o lugar onde ele deveria começar a vida
Em Gênesis 2.5, lemos que Deus criou os embriões da vida na Terra, mas os deixou adormecidos, aguardando a presença e a ação da humanidade. Nos versículos 8 e 9, lemos que Deus escolheu um lugar, o Éden, e ali fez brotar tudo o que em outras regiões do planeta permanecia apenas como sementes. O jardim foi um presente de Deus, pronto para ser desfrutado (v 15). Seria o lugar onde Adão começaria a vida e onde aprenderia a se relacionar com Deus (Gn 2.16,17; 3.8), com a natureza (Gn 3.19,20), com o outro sexo (Gn 3,23) e com os descendentes. O que temos preparado para dar aos nossos filhos quando chegar o momento de eles iniciarem um novo núcleo familiar?

Deus plantou "um jar­dim no Eden, na direção do Oriente" (Gn 2:8). Éden significa "deleite" ou "lugar de muita água" e indica que esse jardim era um pa­raíso vindo das mãos de Deus. A história da Bíblia começa com um belo jardim, no qual o homem caiu em pecado, mas termina com a "nova jerusalém", uma cidade de grande beleza (Ap 21 - 22), na qual não haverá pe­cado. O que causou essa mudança? Outro jardim chamado de Getsêmani, onde Jesus entregou-se à vontade do Pai e levou adiante!
Não temos nenhuma informação sobre os rios Pisom e Giom; e, apesar de o Tigre e o Eufrates serem dois rios conhecidos, não temos dados suficientes para determinar a localização exata do jardim do Eden. A loca­lização da terra de Havilá também é incerta; alguns dizem que fica na Armênia, outros na Mesopotâmia. A versão King James da Bíblia em inglês identifica a terra de Cuxe como a Etiópia, mas hoje em dia nem todos aceitam essa interpretação. Felizmente, não é necessário dominar a geografia da Antiguidade para compreender as lições espirituais des­ses primeiros capítulos de Génesis.
Nesse magnífico jardim, Deus proveu tan­to abundância quanto beleza; Adão e Eva ti­nham alimento para comer e a maravilhosa obra das mãos de Deus para se deleitarem. Até então, o pecado não havia entrado no jardim e transtornado sua felicidade.

3.3. Fornecendo ao casal um plano de ação
Deus apresentou ao primeiro casal todas as demais criações terrenas e disse-lhe: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gn 1.28). A frutificação e a multiplicação da espécie humana foram o meio planejado por Deus para que o homem pudesse dominar a Terra Deus garantiu em Seu plano que a humanidade teria livre acesso aos bens terrestres: “E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde sem para mantimento (...) Eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore em que há fruto que dá semente, ser-vos-á para mantimento” (Gn 1.29,30). Deus planejou também o modo de segurança: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.17). Assim também devemos orientar nossos filhos para a vida, principalmente para que sejam esposos e pais exemplares.

Quando ordenou o SENHOR Deus ao homem, Ele deixou claro sua relação soberana com o homem e a relação subordinada do homem com Ele. Deus tinha este direito, porque Ele é o Criador e o homem é a criatura.
Para expressar proibição, aqui é empregada a maneira mais forte possível em hebraico para colocar a árvore da ciência do bem e do mal fora da alçada do homem. Visto que o discurso direto é inerentemente pessoal, a ordem: Não comerás, é pessoal e a qualidade do negativo hebraico a coloca em negação permanente. A importância da ordem é aumentada pela severidade do castigo. Isto é muito forte na sintaxe hebraica, sendo que a força é um tanto quanto mantida na tradução com a palavra certamente.

Conclusão
Após estudarmos o modelo de Deus para a formatação da família, ou seja, o modo como Deus cuidou de cada detalhe na execução da Sua obra, poderemos encontrar inspiração e sermos orientados para seguir na direção que o Senhor deseja para cada um de nós. As lições que a Bíblia nos apresenta através do relato da criação devem ser colocadas em prática, com a sabedoria e humildade que o Espírito Santo ministrará em cada um, para que nossa família seja para glória e louvor do Senhor!

QUESTIONÁRIO

1. Quais as três etapas que a Bíblia relata sobre o processo de concepção do homem na mente de Deus?
R: A área da vontade, do projeto, e dos propósitos de Deus.
2. Quais são os propósitos de Deus ao criar o homem, segundo a lição?
R: Formar uma grande família de muitos filhos à Sua própria imagem e semelhança, e encher com eles a Terra para expressar através deles a Sua glória e autoridade.
3. O que Deus fez com a terra para receber o homem?
R: Deus a restaurou e fez todas as adaptações necessárias para que ela se tornasse adequada para receber o homem.
4. Qual a resolução de Deus ao criar o homem?
R: Que seja santo, irrepreensível filho de Deus, para o agrado e louvor dEle.
5.    Qual foi o plano de Deus para que o homem pudesse dominar a terra?
R: Frutificação e a multiplicação da espécie humana foram o meio planejado por Deus para que o homem pudesse dominar a terra.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 3º Trimestre de 2013, ano 23 nº 88 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor - Família cristã resgatando os valores Cristãos na era dos relacionamentos descartáveis.
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
Comentário Bíblico Expositivo Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento 
Comentário Bíblico Expositivo - William Barclay
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Bíblia – THOMPSON (Digital)
Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital)

Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

3 comentários:

  1. INIÍCIO DAS AULAS DO 3º BIMESTRE DA EBD.
    O QUE É O PÓS MODERNISMO?
    Antes de entrarmos nos temas a serem abordados, vimos que também neste bimestre o comentarista, traz em seu comentário inicial uma abordagem ao pós modernismo, para responder à pergunta inicial vou trazer um resumo do conceito do Prof. Marcio Balbino Cavalcante, que assim define o Pós-Modernismo: É o conjunto de idéias que “reúne uma rede de conceitos e modelos de pensamento em “pós”, dentre os quais podemos elencar alguns: sociedade pós-industrial, pós-estruturalista, pós-fordismo, pós-comunismo, pós-marxismo, pós-hierárquico, pós-liberalismo, pós-imperialismo, pós-urbano, pós-capitalismo. A pós-modernidade coloca-se também em relação com o feminismo, a ecologia, o ambiente, a religião, a planificação, o espaço, o marketing, a administração[...]
    As características da pós-modernidade podem ser resumidas em alguns pontos: propensão a se deixar dominar pela imaginação das mídias eletrônicas; colonização do seu universo pelos mercados (econômico, político, cultural e social); celebração do consumo como expressão pessoal; pluralidade cultural; polarização social devido aos distanciamentos acrescidos pelos rendimentos; falências das metanarrativas emancipadoras como aquelas propostas pela Revolução Francesa: liberdade, igualdade e fraternidade.
    A pós-modernidade recobre todos esses fenômenos, conduzindo, em um único e mesmo movimento, à uma lógica cultural que valoriza o relativismo e a (in)diferença, a um conjunto de processos intelectuais flutuantes e indeterminados, á uma configuração de traços sociais que significaria a erupção de um movimento de descontinuidade da condição moderna: mudanças dos sistemas produtivos e crise do trabalho, eclipse da historicidade, crise do individualismo e onipresença da cultura narcisista de massa.
    Em outras palavras: a pós-modernidade tem predomínio do instantâneo, da perda de fronteiras, gerando a idéia de que o mundo está cada vez menor através do avanço da tecnologia. Estamos diante de um mundo virtual, imagem, som e texto em uma velocidade instantânea.”
    [...]
    Resumindo a pós-modernidade pode ser vista como a consolidação da ciência como a responsável por responder aos anseios da sociedade atual, superando a religião, em seu apogeu no período medieval e sua convivência com a ciência no período moderno.
    No período pós moderno o conhecimento religioso é relegado a um plano de inferioridade, de desimportância, é sinônimo de alienação e atraso, enquanto a ciência alcança seu apogeu e inclusive a religião busca equiparar-se e utilizar suas ferramentas em busca de afirmação.
    Essa é uma longa discussão.

    Pr. Francisco Cunha
    Sup. EBD Ass. Deus Cosmos-RJ

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  2. Deus o abençoe Pr Francisco Cunha, por sua participação, que sem dúvida enriqueceu ainda mais essa lição.

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  3. Queridos irmãos ,estas lições estão muito bem explanadas.parabéns.

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