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Lição 4 - Jesus, o Modelo Ideal de Humildade


Lição 4 – 28 de Julho de 2013 - CPAD

Jesus, o Modelo Ideal de Humildade

TEXTO ÁUREO

“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus"
(Fp 2.5).

VERDADE PRÁTICA

Jesus Cristo é o nosso modelo ideal de submissão, humildade e serviço.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Filipenses 2.5-11
5 - De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 - que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
7 - Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8 - e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.
9 - Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,
10 - para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 - e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
 Lembremos sempre que quando Paulo pensava e falava de Jesus seu interesse, intenção e propósito não eram em primeiro termo intelectuais e especulativos, mas sim eram sempre práticos. Em Paulo sempre se unem teologia e ação. Para ele, todo sistema de pensamento deve necessariamente converter-se num caminho de vida. Em muitos aspectos é um dos que têm maior alcance teológico do Novo Testamento, mas toda sua intenção está em persuadir e impulsionar os filipenses a viver uma vida livre de desunião, desarmonia e ambição pessoal. Paulo diz, pois, que Jesus se humilhou, fez-se obediente até a morte, até o extremo de uma morte na cruz. As grandes características da vida de Jesus foram humildade, obediência e renúncia de si mesmo. Não desejou dominar o homem, mas sim apenas servi-lo. Não desejou seu próprio caminho, mas sim o de Deus. Não desejou sua própria exaltação, mas sim a renúncia a toda glória pelo bem do homem. O Novo Testamento assegura várias vezes que só aquele que se humilha será exaltado (Mateus 23:12: Lucas 14:11; 18:14). Se a humildade, a obediência e a renúncia de si são as características supremas da vida de Jesus Cristo, também devem ser os sinais de autenticidade do cristão, porque este deve ser como seu Senhor. Tanto a grandeza cristã como a unidade cristã dependem da renúncia de si mesmo; destroem-se pela própria exaltação. O egoísmo, a busca e a exibição de si destruir a semelhança com Cristo e nossa comunhão uns com outros.
Mas a renúncia que Jesus Cristo fez de si foi o meio para a glória maior. Por isso se constituiu no objeto do maravilhado culto de todo o universo. Isto significa que algum dia, mais cedo ou mais tarde, toda criatura do universo nos céus, na Terra e até nos infernos lhe renderá culto. Mas advirtamos a origem deste culto: o amor. Jesus ganhou os corações dos homens não se exaltando diante deles com seu poder, mas sim lhes mostrando amor, sacrificando-se e negando-se a si mesmo por eles. Isto comove o coração humano. À vista de alguém que deixa a glória pelos homens e os ama até o extremo de morrer na cruz por eles, o coração do homem se enternece e se quebra toda resistência. Quando os homens rendem culto a Jesus não se jogam a seus pés com uma esmagadora submissão, mas com um amor maravilhado. A pessoa não diz: "Não posso resistir a um poder como este", mas sim: "Um amor tão assombroso e tão divino exige toda minha alma e todo meu ser". Não diz: "Fui reduzido e submetido", mas sim: "Estou abismado no assombro, no amor e no louvor." Não é o poder de Cristo que reduz ao homem e o submete; é o amor maravilhoso de Cristo que faz com que o homem se ajoelhe com um amor maravilhado. A adoração se baseia não no temor, mas no amor. Paulo diz ademais que, como consequência do amor sacrificial e da abnegação de Jesus, Deus lhe deu um nome que está acima de todo nome. É comum na Bíblia dar um nome novo para marcar um estágio novo e determinado na vida do homem. Abrão se converteu em Abraão quando recebeu a promessa de Deus (Gênesis 17:5). Jacó se converteu em Israel quando Deus entrou em nova relação com ele (Gênesis 32:28). A promessa de Cristo ressuscitado tanto a Pérgamo como a Filadélfia tem por objeto um nome novo (Apocalipse 2:17; 2:2). O novo nome é o signo de uma nova situação. Qual foi então o novo nome que Cristo recebeu? Não podemos determinar com absoluta segurança o pensamento de Paulo, mas o mais provável é que foi Senhor. O grande título pelo qual Jesus chegou a ser conhecido na Igreja primitiva foi Kyrios. Jesus se fez especificamente o Senhor Jesus.
A palavra Kyrios tem uma história luminosa.
(1) Começou significando senhor ou proprietário. Foi sempre um título de respeito.
(2) Chegou a ser o título oficial dos imperadores romanos; o imperador romano era Kyrios em grego e Dominus em latim, ou seja Senhor e Dono.
(3) Chegou a ser o título dos deuses pagãos; cada um dos deuses tinha o título de kyrios – senhor – como prefixo do nome próprio.
4) Kyrios era o termo grego que traduzia a Jeová na versão grega das Escrituras. Desta maneira, quando Jesus era chamado Kyrios, Senhor, significava que era o Senhor e o Dono de toda vida, o Rei dos reis e Senhor de imperadores; o Senhor de uma maneira em que os deuses pagãos e os ídolos mudos jamais podiam sê-lo. Era nada menos que divino. O novo nome de Jesus com Aquele que todo o universo o chamará um dia é Senhor.
TUDO PARA DEUS
Filipenses 2:11 é um dos versículos mais importantes do Novo Testamento. Aqui lemos que a intenção de Deus, seu sonho e seu desígnio, é que um dia toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor. Estas cinco palavras foram o primeiro credo da Igreja cristã. Ser cristão significava fazer profissão de fé em Jesus Cristo como o Senhor (Romanos 10:9). É um credo simples que, entretanto, abrange tudo. Seria bom retornar a este credo. Em épocas posteriores os homens tentaram definir mais precisamente o que pensavam e com isto discutiram, inimizaram-se e se chamaram mutuamente hereges e néscios. Mas sempre será verdade que se alguém disser: "Para mim Jesus Cristo é o Senhor", é um cristão. Aquele que diz isto afirma que Jesus Cristo é para ele único; que está disposto a entregar-se a Ele com uma obediência que não brindaria a ninguém; que está preparado a lhe dar um amor, uma lealdade e uma fidelidade que não tributaria a ninguém em todo o universo. Pode ser que se sinta incapaz de reduzir a palavras o que Jesus é e significa, mas enquanto morre em seu coração este amor maravilhoso, viva sua vida em altares de uma obediência absoluta, é cristão, porque o cristianismo consiste menos no entendimento da razão que no amor do coração.
Assim chegamos ao final desta passagem, e ao fazê-lo voltamos ao começo. Virá um dia em que os homens chamarão Jesus Cristo de Senhor, mas o farão para glória de Deus Pai. Toda a obra de Jesus e toda sua vida não apontam à glória própria, mas sim a de Deus. Paulo fala com absoluta clareza sobre a supremacia única e última de Deus. Na primeira carta aos Coríntios escreve que no fim dos tempos o próprio Filho estará sujeito a Deus e colocará tudo sob o poder de Deus de maneira que Deus seja tudo em todos (1 Coríntios 15:28). Jesus atrai os homens a si mesmo para poder levá-los a Deus. Na Igreja de Filipos havia alguns que tinham o único propósito de satisfazer sua ambição egoísta; o único propósito de Jesus era servir a outros apesar dos abismos de renúncia pessoal que isto lhe custasse. Na Igreja de Filipos alguns só pretendiam converter-se no centro dos olhares; Jesus queria que o único centro da atenção fosse Deus. Assim também o seguidor de Cristo nunca deve pensar em si mesmo, mas em outros, não deve buscar sua própria glória, mas sim a glória de Deus.


INTERAÇÃO

Você concorda que Jesus Cristo é a plena revelação de Deus? Que em Jesus, o Altíssimo se fez Deus Conosco, o Emanuel? Que o Nazareno é a encarnação suprema do Deus Pai? Mas  por que o Altíssimo não escolheu manifestar-se como um político poderoso judeu? Por que Ele não elegeu um sacerdote da linhagem de Arão para salvar à humanidade? Por que o nosso Deus escolheu alguém que não tinha onde "reclinar a cabeça"? Alguém que em seu nascimento não tinha onde pousar com a sua mãe? A vida de Jesus de Nazaré demonstra, ainda que soberano e glorioso, um Deus que não se revelou plenamente a humanidade exalando opulência, mas simplicidade e ternura. O Pai se fez carne e humilhou-se. Ele revelou-se para o mundo em humilhação. Isto lhe diz alguma coisa?

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer o estado eterno da pré-encarnação de Cristo. 
Apreender o que a Bíblia ensina sobre o estado temporal de Cristo.
Compreender a exaltação final de Cristo

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Prezado professor, a lição a ser estudada nesta semana é bem teológica. As Escrituras apresentam uma doutrina robusta acerca da humanidade e divindade de Jesus Cristo. A história da Igreja apresenta fundamentos sólidos à luz dos concílios ecumênicos que, ao longo do tempo, deram conta da evolução de toda a teologia cristã no Ocidente.
Para introduzir o assunto, reproduza o esquema abaixo. Faça uma rápida exposição da doutrina da união hipostática de Jesus. Para isso o prezado professor deverá munir-se de uma boa Teologia Sistemática e Bíblica.

UNIÃO HIPOSTÁTICA
"[Do gr. hypostasis]  Doutrina que, exposta no Concílio de Calcedônia em 451, realça a perfeita e harmoniosa união entre as naturezas humana e divina de Cristo. Acentua este ensinamento ser Jesus, de fato, verdadeiro homem e verdadeiro Deus"
(Dicionário Teológico, p.352, CPAD).
Natureza Humana
Natureza Divina
"Embora o título 'Filho do Homem' apresente duas definições principais, são três as aplicações contextuais, no Novo Testamento. A primeira é o Filho do Homem no seu ministério terrestre. A segunda refere-se ao seu sofrimento futuro (como por Mc 13.24). Assim, atribuiu-se novo significado a uma terminologia existente dentro do Judaísmo. A terceira aplicação diz respeito ao Filho do Homem na sua glória futura (ver Mc 13.24, que aproveita diretamente toda a corrente profética que brotou do livro de Daniel). [...] Logo, Jesus é o Filho do Homem - passado, presente e futuro. [...] O fato de o Filho do Homem ser um homem literal é incomparável" (Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, pp.312-13, CPAD).
"Os escritos joaninos dão bastante ênfase ao título 'Filho de Deus'. João 20.31 afirma de forma explícita que o propósito do evangelho é 'para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome'. Além do uso do próprio título, Jesus é chamado inúmeras vezes 'o Filho', sem acréscimo de outras qualificações. Há também mais de cem circunstâncias em que Jesus se dirige diretamente a Deus ou se refere a Ele como 'Pai' [...].
As afirmações: 'Eu sou' são exclusivas do evangelho de João. Elas, como afirmações de Jesus na primeira pessoa, formam uma parte relevante da autor revelação dEle ['Eu Sou' é a declaração da autor revelação divina (cf. Êx 3.14)]" (Teologia do Novo Testamento, pp.203, 205, CPAD).

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

PALAVRA-CHAVE
Humildade: Virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza. Modéstia, pobreza.

Nesta lição, enfocaremos as atitudes de Cristo que revelam a sua natureza humana, obediência e humilhação, bem como a sua divindade. Humanidade e divindade, aliás, são as duas naturezas inseparáveis de Jesus. Esta doutrina é apresentada por Paulo no segundo capítulo da Epístola aos Filipenses.
Veremos ainda que Jesus nunca deixou de ser Deus, e que encarnando-se, salvou-nos de nossos pecados. A presente lição revela também a sua exaltação.

I. O FILHO DIVINO: O ESTADO ETERNO DA PRÉ-ENCARNAÇÃO (2.5,6)

1. Ele deu o maior exemplo de humildade. Na Epístola aos Filipenses, lemos: "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (v.5). Este texto reflete a humildade de Cristo revelada antes da sua encarnação. Certa feita, quando ensinava aos seus discípulos, o Mestre disse: "Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração" (Mt 11.29).
Jesus Cristo é o modelo perfeito de humildade. O apóstolo Paulo insta a que os filipenses tenham a mesma disposição demonstrada por Jesus.
2. Ele era igual a Deus. "Que, sendo em forma de Deus" (v.6). A palavra forma sugere o objeto de uma configuração, uma semelhança. Em relação a Deus, o termo referese à forma essencial da divindade. Cristo é Deus, igual com o Pai, pois ambos têm a mesma natureza, glória e essência (Jo 17.5). A forma verbal da palavra sendo aparece em outras versões bíblicas como subsistindo ou existindo.
Cristo é, por natureza, Deus, pois antes de fazer-se humano "subsistia em forma de Deus". Os líderes de Jerusalém procuravam matar Jesus porque Ele dizia ser "igual a Deus". A Filipe, o Senhor afirmou ser igual ao Pai (Jo 14.9-11). A divindade de Cristo é fartamente corroborada ao longo da Bíblia (Jo 1.1; 20.28; Tt 2.13; Hb 1.8; Ap 21.7). Portanto, Cristo, ao fazer-se homem, esvaziou-se não de sua divindade, mas de sua glória.  
3. Mas "não teve por usurpação ser igual a Deus" (v.6). Isto significa que o Senhor não se apegou aos seus "direitos divinos". Ele não agiu egoisticamente, mas esvaziou- se da sua glória, para assumir a natureza humana e entregar-se em expiação por toda humanidade. O que podemos destacar nesta atitude de Jesus é o seu amor pelo mundo. Por amor a nós, Cristo ocultou a sua glória sob a natureza terrena. Voluntariamente, humilhou-se e assumiu a nossa fragilidade, com exceção do pecado.

SINÓPSE DO TÓPICO (1)



Cristo é por natureza Deus, pois antes de fazer-se humano "subsistia em forma de Deus".

II. - O FILHO DO HOMEM: O ESTADO TEMPORAL DE CRISTO (2.7,8)

REFLEXÃO
“Jesus não trocou a natureza divina pela humana. Antes, voluntariamente, renunciou as prerrogativas inerentes à divindade, para assumir a nossa humanidade.” Elienai Cabral

1. "Aniquilou-se a si mesmo" (2.7). Foi na sua encarnação que o Senhor Jesus deu a maior prova da sua humildade: Ele "aniquilou-se a si mesmo".  O termo grego usado pelo apóstolo é o verbo kenoô, que significa também esvaziar, ficar vazio. Portanto, o verbo esvaziar comunica melhor do que aniquilar a ideia da encarnação de Jesus; destaca que Ele esvaziou-se a si mesmo, privou-se de sua glória e tomou a natureza humana. Todavia, em momento algum veio a despojar-se da sua divindade.
Jesus não trocou a natureza divina pela humana. Antes, voluntariamente, renunciou em parte às prerrogativas inerentes à divindade, para assumir a nossa humanidade. Tornando-se verdadeiro homem, fez-se maldição por nós (Gl 3.13). E levou sobre o seu corpo todos os nossos pecados (1Pe 2.24). Em Gálatas 4.4, Paulo escreveu que, na plenitude dos tempos, "Deus enviou seu Filho, nascido de mulher". Isto indica que Jesus é consubstancial com toda a humanidade nascida em Adão. A diferença entre Jesus e os demais seres humanos está no fato de Ele ter sido gerado virginalmente pelo Espírito Santo e nunca ter cometido qualquer pecado ou iniquidade (Lc 1.35). Por isso, o amado Mestre é "verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus".
2. Ele "humilhou-se a si mesmo" (2.8). Jesus encarnado rebaixou-se mais ainda ao permitir ser escarnecido e maltratado pelos incrédulos (Is 53.7; Mt 26.62-64; Mc 14.60,61). A auto-humilhação do Mestre foi espontânea. Ele submeteu-se às maiores afrontas, porém jamais perdeu o foco da sua missão: cumprir toda a justiça de Deus para salvar a humanidade.
3. Ele foi "obediente até a morte e morte de cruz" (2.8). O Mestre amado foi obediente à vontade do Pai até mesmo em sua agonia: "Não se faça a minha vontade, mas a tua" (Lc 22.42). No Getsêmani, antes de encarar o Calvário, Jesus enfrentou profunda angústia e submeteu-se totalmente a Deus, acatando-lhe a vontade soberana. Quando enfrentou o Calvário, o Mestre desceu ao ponto mais baixo da sua humilhação. Ele se fez maldição por nós (Dt 21.22,23; cf. Gl 3.13), passando pela morte e morte de cruz.

SINÓPSE DO TÓPICO (2)



O  crente como sal e  luz do mundo, representante do reino divino,  não pode permitir que atitudes mundanas destruam a família.

III. A EXALTAÇAO DE CRISTO  (2.9-11)

REFLEXÃO
“O valor do cristianismo está naquilo que se crê. A confissão de que Jesus é o ponto de convergência de toda a Igreja.” Elienai Cabral

1. "Deus o exaltou soberanamente" (2.9). Após a sua vitória final sobre o pecado e a morte, Jesus é finalmente exaltado pelo Pai. O caminho da exaltação passou pela humilhação, mas Ele foi coroado de glória, tornando-se herdeiro de todas as coisas (Hb 1.3; 2.9;12.2).
Usado pelo autor sagrado para designar especialmente Jesus, o termo grego Kyrios revela a glorificação de Cristo. O nome "Jesus" é equivalente a "Senhor", e, por decreto divino, Ele foi elevado acima de todo nome. As Escrituras atestam que ante o seu nome "se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor [o Kyrios]" (v.10).
2. Dobre-se todo joelho. Diante de Jesus, todo joelho se dobrará (v.10). Ajoelhar-se implica reconhecer a autoridade de alguém. Logo, quando nos ajoelhamos diante de Jesus, deixamos bem claro que Ele é a autoridade suprema não só da Igreja, mas de todo o Universo. Quando oramos em seu nome e cantamos-lhe louvores, reconhecemos-lhe a soberania. Pois todas as coisas, animadas e inanimadas, estão sob a sua autoridade e não podem esquivar-se do seu senhorio.
3. "Toda língua confesse" (v.11). Além de ressaltar o reconhecimento do senhorio de Jesus, a expressão implica também a pregação do Evangelho em todo o mundo. Cada crente deve proclamar o nome de Jesus. O valor do Cristianismo está naquilo que se crê. A confissão de que Jesus Cristo é o Senhor é o ponto de convergência de toda a Igreja (Rm 10.9; At 10.36; 1 Co 8.6). Nosso credo implica o reconhecimento público de Jesus Cristo como o Senhor da Igreja. A exaltação de Cristo deve ser proclamada universalmente.

SINÓPSE DO TÓPICO (3)



Deus, o Pai, exaltou soberanamente o Filho fazendo-o Senhor e Rei. Haverá, pois, um dia que "todo joelho se dobrará" e "toda língua confessará" o senhorio de Cristo.

CONCLUSÃO

O tema estudado hoje é altamente teológico. Vimos a humilhação e a encarnação de Jesus. Estudamos a dinâmica da sua humanização e a sua consequente exaltação. Aprendemos também que o Senhor Jesus é o Deus forte encarnado - verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. E que Ele recebeu do Pai toda a autoridade nos céus e na terra. Ele é o Kyrios, o Senhor Todo-Poderoso. O nome sob o qual, um dia, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Proclamemos essa verdade universalmente.

REFLEXÃO
“A auto-humilhação do Mestre foi espontânea. Ele submeteu-se às maiores afrontas, porém, jamais perdeu o foco da sua missão: cumprir toda a justiça para salvar a humanidade.” Elienai Cabral

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsidio Teológico
“KENOSIS
[Do gr. kenós, vazio, oco, sem coisa alguma] Termo usado para explicar o esvaziamento da glória de Cristo quando da sua encarnação. Ao fazer-se homem, renunciou Ele temporariamente a glória da divindade (Fp 2.1-6). O capítulo 53 de Isaías é a passagem que melhor retrata a kenósis de Cristo. Segundo vaticina o profeta, em Jesus não havia beleza nem formosura. Nesta humilhação, porém, Deus exaltou o homem às regiões celestes.
Quando se trata de Kenósis de Cristo, há que se tomar muito cuidado. É contra o espírito do Novo Testamento, afirmar que o Senhor Jesus esvaziou-se de sua divindade. Ao encarnar-se, esvaziou-se Ele apenas da sua glória. Em todo o seu ministério terreno, agiu como verdadeiro homem e verdadeiro Deus.
KENÓTICA, TEOLOGIA DA
Movimento surgido na Inglaterra no século 19, cujo objetivo era enfatizar a kenósis de Cristo. Em torno do tema, muitas questões foram suscitadas: Cristo, afinal, esvaziou-se de sua glória ou de sua divindade? Caso haja se esvaziado de sua divindade, sua morte teve alguma eficácia redentora?
Ora, como já dissemos no verbete anterior, a kenósis de Cristo não implicou no esvaziamento de sua divindade, mas apenas no auto esvaziamento de sua glória. Em todo o seu ministério, agiu Ele como verdadeiro homem e verdadeiro Deus" (ANDRADE, Claudionor. Dicionário Teológico. 13.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.246).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsidio Teológico
"O termo 'Senhor' representa o vocábulo grego kurios, bem como os vocábulos hebraicos Adonai (que significa 'meu Senhor, meu Mestre, aquEle a quem pertenço') e Yahweh (o nome pessoal de Deus). Para as culturas do Oriente Próximo e do Oriente Médio antigos, 'Senhor' atribuía grande reverência quando aplicado aos governantes. As nações ao redor de Israel usavam o termo para indicar seus reis e deuses, pois a maioria dos reis pagãos afirmavam-se deuses. Esse termo, pois, representava adoração e obediência. Kurios podia ser usado no trato com pessoas comuns, como uma forma polida de tratamento. Entretanto, a Bíblia declara que o nome 'Senhor' foi dado a Jesus pelo Pai, identificando-o, assim, como divino Senhor (Fp 2.9-11). Os crentes adotaram facilmente esse termo, reconhecendo em Jesus o Senhor divino. Por meio de seu uso, indicavam completa submissão ao Ser Supremo. O título que Paulo preferia usar para referir-se a si mesmo era 'servo' (no grego, doulos, 'escravo', ou seja, um escravo por amor) de Cristo Jesus (Rm 1.1; Fp 1.1). A rendição absoluta é apropriada a um Mestre absoluto. A significação prática desse termo é espantosa quanto às suas implicações na vida diária. A vida inteira deve estar sob a liderança de Cristo. Ele deve ser o Mestre de cada momento da vida de todos quantos nasceram na família de Deus.
Isso, contudo, não significa que Cristo seja um tirano, pois Ele mesmo declarou: 'Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores. Mas não sereis vós assim; antes, o maior entre vós seja como o menor; e quem governa, com quem serve. Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Eu porém, entre vós, sou como aquele que serve' (Lc 22.25-27; ver também Mt 20.25-28). Jesus viveu e ensinou a liderança de servos" (MENZIES, William W.; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.51-52).


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

ZUCK, Roy B. (Ed.). Teologia do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
BLOMBERG, Craig L. Questões Cruciais do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 55 p.38.

EXERCÍCIOS

1. Quem é o nosso modelo perfeito de humildade?
R. Jesus Cristo.

2. Segundo a lição, o que sugere a palavra forma?
R. O objeto de uma configuração, uma semelhança. Em relação a Deus, o termo refere-se à forma essencial da divindade.

3. Qual o significado do verbo grego kenoô?
R. Esvaziar, ficar vazio.

4. Qual o termo importante que aparece como designação principal do autor sagrado para descrever a glorificação do Filho pelo Pai em o Novo Testamento?
R .Kyrios, Senhor.

5. O que você tem feito para proclamar e exaltar o nome de Jesus em sua igreja e fora dela?
R. Resposta pessoal


REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
Antigo e Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Bíblia – THOMPSON (Digital)
Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital)

Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

8 comentários:

  1. QUERO DIZER QUE O SEU COMENTÁRIO SOBRE A TEORIA KENÓTICA NÃO CORRESPONDE AO QUE A BÍBLIA ENSINA:
    1. COMO JESUS ABRIU MÃO DE SUA GLÓRIA QUANDO A BÍBLIA DIZ QUE:
    a. "VIMOS A SUA GLÓRIA, GLÓRIA COMO DO UNIGÊNITO DO PAI? (Jo. 1.14);
    b. "E MANIFESTOU A SUA GLÓRIA; E OS DISCÍPULOS CRERAM NELE? (Jo. 2.11);
    c. "ISAÍAS DISSE ISTO QUANDO VIU A SUA GLÓRIA E FALOU DELE (Jo. 12.41).
    O ESVAZIAMENTO DE CRISTO NÃO ACONTECE PELA SUBTRAÇÃO DE SEUS ATRIBUTOS OU PRERROGATIVAS, POIS JESUS USOU SEUS ATRIBUTOS LIVREMENTE EM CURAS E MILAGRES SEM NENHUM CONSTRANGIMENTO OU INQUIETAÇÃO PESSOAL. USOU SUAS PRERROGATIVAS DO MESMO MODO QUANDO PERDOOU PECADOS, RESSUSCITOU MORTOS, RECEBEU ADORAÇÃO, E ETC.
    OUTRA COISA É QUE O ESVAZIAMENTO PROPRIAMENTE DITO DIZ RESPEITO À VIDA TERRENA E NÃO PARTINDO DA ETERNIDADE. O ESVAZIAMENTO DE CRISTO ACONTECE AQUI E NÃO NA ETERNIDADE.
    O VERDADEIRO ESVAZIAMENTO DE CRISTO NÃO ESTÁ EM COMO ELE SE ESVAZIOU E NÃO DE QUE ELE SE ESVAZIOU. ESTE É O ERRO DOS TEÓLOGOS QUENÓTICOS, E DE BOA PARTE DA TEOLOGIA EM PORTUGUÊS E DE PROFESSORES E PREGADORES QUE REPRODUZEM ESSA TEOLOGIA. SE FIZERMOS UM TESTE HERMENÊUTICO NO TEXTO DE FILIPENSES 2.5 - 8, PERGUNTANDO AO TEXTO DE "QUE" CRISTO SE ESVAZIOU, ELE NÃO RESPONDE LITERALMENTE, MAS SE PERGUNTARMOS "COMO" ELE SE ESVAZIOU, O TEXTO RESPONDE QUE CRISTO SE ESVAZIOU "ASSUMINDO A FORMA DE SERVO". (V.6).
    O TEXTO DE JOÃO 13 NOS DÁ A EXATA VISÃO DO ESVAZIAMENTO DE CRISTO: Jo. 13.13 - 15 "Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também."
    JESUS SENDO MESTRE E SENHOR SE FEZ SERVO DOS DISCÍPULOS LAVANDO-LHES OS PÉS. CRISTO NÃO PRECISOU DEIXAR DE SER SENHOR E MESTRE, OU DE USAR SUAS PRERROGATIVAS DE SENHOR E MESTRE PARA SERVI-LOS. ERA ISTO QUE PAULO QUERIA ENSINAR AOS FILIPENSES: QUE ELE NÃO PRECISARIAM DEIXAR DE SER CIDADÃOS ROMANOS PARA SERVIR UNS AOS OUTROS, MAS SENDO CIDADÃOS ROMANOS PODERIAM VIVER UMA VIDA MÚTUA, ABENÇOANDO UNS AOS OUTROS. QUANTO À UNÇÃO DE JESUS NO JORDÃO, NÃO HÁ ALI UNÇÃO DE CONCESSÃO DE PODER, MAS AUTORIZAÇÃO, POIS JESUS INICIAVA SEU MINISTÉRIO DE PROFETA, SACERDOTE E REI, TODOS ESTES INICIADO COM UNÇÃO E É ISTO QUE O TEXTO DE ATOS 10.38.

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    1. Obrigado. Sua participação neste espaço de aprendizado é muito importante.

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  2. Senhor anônimo, é deselegante na internete expôr um pensamento ou tese com letras em caixa alta.

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  3. Meu querido quero desde, já agradecer por este comentario veio só para mim acrescer o conhecimento das escritura sagradas porque: dentro da biblia com muita propriedade mim deixou muito esclarecido sobre o assunto e é sempre bom poder ouvir pontos de vistas diferentes pois assim acredito que podemos aprender mais de Deus pois esse é o nosso objetivo. Forte abraço.. que Deus continue ti abençoando.

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  4. humildade também e sentar para a prender tem pessoas hoje que já foi professor dirigente e hoje não tem a humildade de sentar para a prender a lideres como pastores presbíteros quando ver um irmão apenas membro para alguns e humilhante e eu vejo isso no nosso meio

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  5. Entendo que ao tornar-se o filho de um carpinteiro e não de um rei, Jesus se esvaziou sim da sua glória, "palpável e celeste" como é descrita por João no livro de Apocalipse, neste sentido, Ele não apegou-se a ela ao tornasse um homem! Ele não se esvaziou da sua glória divina, no sentido da Deidade! O problema da simples resposta à pergunta proposta por anônimo ao texto da carta ao Filipenses, é que ela não dimensiona o que Ele abdicou ao tornar-se servo.

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  6. sou professora e aprende muito com esses comentarios a minha classe tambem vai prender bastante com esses comentario

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  7. Caro amigo.Vemos que o mestre se esvaziou
    quando disse aos discípulos o que deveriam fazer dando exemplo de humildade: O TEXTO DE JOÃO 13 NOS DÁ A EXATA VISÃO DO ESVAZIAMENTO DE CRISTO: Jo. 13.13 - 15 "Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também."

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