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Lição 6 - A Fidelidade dos Obreiros do Senhor


Lição 6 – 11 de Agosto de 2013 - CPAD

A Fidelidade dos Obreiros do Senhor

TEXTO ÁUREO

"Espero, porém, no Senhor Jesus, mandar- vos Timóteo, o mais breve possível, a fim de que eu me sinta animado também, tendo conhecimento da vossa situação" (Fp 2.19 - ARA).

VERDADE PRÁTICA

Os obreiros do Senhor devem estar conscientes quanto à sua responsabilidade no santo ministério.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Filipenses 2.19-29
19 - E espero, no Senhor Jesus, que em breve vos mandarei Timóteo, para que também eu esteja de bom ânimo, sabendo dos vossos negócios.
20 - Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do vosso estado;
21 - porque todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus.
22 - Mas bem sabeis qual a sua experiência, e que serviu comigo no evangelho, como filho ao pai.
23 - De sorte que espero enviá-lo a vós logo que tenha provido a meus negócios.
24 - Mas confio no Senhor que também eu mesmo, em breve, irei ter convosco.
25 - Julguei, contudo, necessário mandar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nos combates, e vosso enviado para prover às minhas necessidades;
26 - porquanto tinha muitas saudades de vós todos e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente.
27 - E, de fato, esteve doente e quase à morte, mas Deus se apiedou dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza.
28 - Por isso, vo-lo enviei mais depressa, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza.
29 - Recebei-o, pois, no Senhor, com todo o gozo, e tende-o em honra:

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
É provável que Paulo tenha encontrado Timóteo em sua primeira viagem missionária (At 14:6ss) e que o rapaz tenha se convertido nessa ocasião (1 Co 4:17). Tudo indica que a mãe e a avó de Timóteo se converteram antes dele (2 Tm 1:3-5). Ele era filho de mãe judia e de pai gentio, mas Paulo o considerava seu "amado filho" (2 Tm 1:2). Quando Paulo voltou de Derbe e Listra em sua segunda viagem missionária, chamou o jovem Timóteo para ser um de seus colaboradores (At 16:1-4). Em certo sentido, Timóteo substituiu João Marcos, o qual Paulo havia se recusado a levar consigo nessa viagem por causa de um incidente anterior em que Marcos havia abandonado seu trabalho (At 13:13; 15:36-41).
Aprendemos, pela experiência de Timóteo, que a atitude de submissão não é algo que surge de modo repentino e automático na vida do cristão. Timóteo teve de desenvolver e de cultivar a "mente de Cristo". Não tinha uma inclinação natural para servir, mas, ao longo de sua caminhada com o Senhor e de seu trabalho com Paulo, tornou-se um servo no qual Paulo poderia confiar e que Deus poderia abençoar. Observe algumas características desse rapaz.
Pensava como servo (v. 19-21). Em primeiro lugar, Timóteo demonstrava preocupação natural pelas pessoas e por suas necessidades. Não estava interessado em "fazer amigos e influenciar pessoas"; importava-se sinceramente com o bem-estar físico e espiritual dos outros. Paulo preocupava-se com a igreja de Filipos e desejava enviar alguém para transmitir essa preocupação e descobrir exatamente o que se passava ali. Por certo, havia centenas de cristãos em Roma (Paulo saúda 26 pelo nome em Rm 16); no entanto, nenhum deles se mostrou disposto a fazer essa viagem! "Todos eles buscam que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus" (Fp 2:21). Em certo sentido bastante real, todos vivemos em Filipenses 1:21 ou em Filipenses 2:21!
Mas Timóteo importava-se com o bem-estar de seus semelhantes e pensava como servo. É uma pena que os cristãos de Roma estivessem tão envolvidos com os próprios problemas e desavenças (Fp 1:15,16) a ponto de não ter tempo para a obra importante do Senhor. Essa uma das grandes tragédias causadas pelos problemas internos das igrejas; eles consomem tempo, energia e preocupação que deveriam estar sendo dedicados a coisas mais essenciais. Timóteo não estava interessado em apoiar um partido nem em promover alguma causa que provocasse divisões, mas apenas na situação espiritual do povo de Deus; e essa preocupação lhe ocorria naturalmente. De que maneira essa preocupação espontânea se desenvolveu?
A resposta encontra-se na característica seguinte desse jovem extraordinário.
Havia sido treinado como servo (v. 22). Paulo não colocou Timóteo em sua "equipe" no mesmo dia em que o rapaz se converteu. O apóstolo era sábio demais para cometer um erro desses. Ele o deixou como membro da igreja de Derbe e Listra, uma congregação onde Timóteo cresceu nas coisas espirituais e aprendeu como servir ao Senhor. Quando Paulo voltou à região alguns anos depois, descobriu com grande alegria que "davam bom testemunho [de Timóteo] os irmãos em Listra e Icônio" (At 16:2). Anos depois, Paulo escreveu a Timóteo sobre a importância de permitir que os novos convertidos cresçam antes de coloca-los em cargos de maior responsabilidade no ministério (1 Tm 3:6, 7).
Um cantor famoso de casas noturnas visitou um pastor e anunciou que havia sido salvo e desejava servir ao Senhor.
- O que devo fazer agora? - perguntou o recém-convertido.
- Bem, sugiro que você comece a participar de uma igreja séria e comece a crescer.
- disse o pastor, e, depois, perguntou: - Sua esposa é cristã?
- Não - respondeu o cantor. - Espero ganhá-la para Cristo. Mas será que devo esperar? Gostaria de fazer algo para Deus de imediato.
- Você não precisa esperar para testemunhar de Cristo - explicou o pastor. - Envolva-se com o trabalho da igreja e use seus talentos para Cristo.
- Mas você não sabe quem sou eu? - protestou o homem. - Eu sou um cantor famoso... Todos me conhecem. Quero começar minha própria organização, gravar discos, me apresentar para multidões...
- Se você se precipitar, pode acabar fazendo mal a si mesmo e ao seu testemunho
- disse o pastor. - E o melhor lugar para começar a ganhar almas para Cristo é seu próprio lar. Deus lhe dará oportunidades de servir quando você estiver preparado. Enquanto isso, estude a Palavra e dê a si mesmo a chance de crescer.
O homem não seguiu o conselho do pastor. Em vez disso, criou uma grande organização e começou a trabalhar por conta própria. Seu "sucesso" durou menos de um ano. Não apenas perdeu seu testemunho, porque não teve forças para carregar os fardos pesados da obra que se dispôs a realizar, como também se afastou da esposa e do restante da família por causa de suas viagens frequentes. Acabou ingressando em uma "com unidade alternativa" e, falido e humilhado, desapareceu do ministério público.
- Seus galhos espalharam-se demais enquanto as raízes não eram profundas -, comentou um pastor. - Quando isso acontece, a árvore tomba.
Paulo não cometeu esse erro com Timóteo. Deu-lhe tempo para desenvolver raízes profundas e, depois, chamou o rapaz para acompanhá-lo em suas viagens missionárias. Ensinou a Palavra a Timóteo e deixou que ele observasse como realizava seu ministério apostólico na prática (2 Tm 3:10-1 7). Foi assim que Jesus treinou seus discípulos. Junto com a instrução pessoal, deu-lhes oportunidades práticas de ganhar experiência. A experiência sem instrução pode gerar desânimo, e a instrução sem experiência pode gerar inatividade espiritual. As duas coisas são importantes.
Recebeu a recompensa de servo (vv. 23, 24). Timóteo sabia, por experiência própria, o que significava sacrificar-se e servir (Fp 2:17), mas Deus o recompensou por sua fidelidade. Em primeiro lugar, Timóteo teve a alegria de ajudar a outros. Por certo, houve tribulações e dificuldades, mas também houve bênçãos e vitórias. Pelo fato de Timóteo ser um "servo bom e fiel" (Mt 25:21), teve a alegria de trabalhar com o grande apóstolo Paulo e ajudá-lo em algumas de suas incumbências mais difíceis (1 Co 4:1 7ss; Timóteo é mencionado pelo menos 24 vezes nas epístolas de Paulo).
Mas talvez a maior recompensa que Deus deu a Timóteo foi tê-lo escolhido para ser substituto de Paulo quando o apóstolo foi chamado para junto do Senhor (ver 2 Tm 4:1-11). Paulo desejava ir a Filipos pessoalmente, mas teve de enviar Timóteo em seu lugar. Uma honra e tanto! Timóteo não apenas serviu a Paulo e foi como um filho para ele, mas também assumiu seu lugar! Hoje, cristãos de toda parte o têm em alta consideração, algo que o jovem Timóteo jamais imaginou enquanto estava ocupado servindo a Cristo.
Não é possível gerar uma atitude submissa com uma hora de sermão, uma semana de retiro espiritual ou mesmo um ano de serviço. Como no caso de Timóteo, a submissão desenvolve-se dentro de nós à medida
que nos entregamos ao Senhor e procuramos servir aos outros.
- Epafrodito (Fp 2:25-30) Paulo era um "hebreu de hebreus". Timóteo era parte judeu e parte gentio (At 16:1). E, tanto quanto sabemos, Epafrodito era inteiramente gentio; era membro da igreja de Filipos e arriscou a saúde e a vida para levar a oferta missionária dos filipenses ao apóstolo em Roma (Fp 4:18). Seu nome significa "agradável", um adjetivo que condiz com esse cristão!
Era um cristão equilibrado (v. 25). Paulo não se cansa de falar de Epafrodito: "meu irmão, cooperador e companheiro de lutas". Essas descrições são paralelas ao que o apóstolo escreveu sobre o evangelho no primeiro capítulo desta epístola:
"meu irmão" a "cooperação no evangelho" (Fp 1:5);
"cooperador" o "progresso do evangelho" (Fp 1:12);
"companheiro de "fé evangélica" lutas" (Fp 1:27).
Epafrodito era um cristão equilibrado. O equilíbrio é importante para a vida cristã. Alguns enfatizam tanto a "comunhão" que se esquecem do progresso do evangelho. Outros se encontram de tal modo envolvidos com a defesa da "fé evangélica" que não desenvolvem a comunhão com outros cristãos. Epafrodito não caiu nessas armadilhas. Era como Neemias, o homem que reconstruiu os muros de Jerusalém segurando a pá em uma das mãos e a espada na outra (Ne 4:17). Não podemos construir com uma espada nem combater com uma pá! Precisamos desses dois instrumentos para realizar a obra do Senhor.
Era um cristão interessado pelo próximo (v. 26, 27, 30). Como Timóteo, Epafrodito se preocupava com os semelhantes. Em primeiro lugar, demonstrou sua preocupação por Paulo. Quando a notícia de que Paulo era prisioneiro em Rom a chegou a Filipos, Epafrodito se ofereceu para fazer a viagem longa e perigosa até a capital do império, ficar ao lado de Paulo e ajudá-lo. Levou consigo a oferta de amor da igreja, protegendo-a com a própria vida.
As igrejas de hoje precisam de homens e mulheres que se preocupem com as missões em locais mais difíceis do serviço cristão. Nas palavras de um líder missionário: "O maior problema em nossas igrejas é que temos espectadores demais e participantes de menos". Epafrodito não se contentou apenas em contribuir financeiramente. Ofereceu a si mesmo para ajudar a levar a contribuição arrecadada!
Mas Epafrodito também se preocupava com sua congregação local. Depois de chegar a Roma, caiu doente com uma enfermidade grave e quase morreu. Em função disso, teve de adiar a volta a Filipos, deixando apreensivos os membros de sua igreja. Epafrodito não se afligiu com a própria situação, mas com a preocupação dos cristãos de Filipos! Vivia de acordo com Filipenses 1:21, e não de acordo com Filipenses 2:21. Como Timóteo, demonstrava preocupação natural pelo próximo. O termo "angustiado", em Filipenses 2:26, é o mesmo usado para descrever Cristo no Getsêmani (M t 26:37). Como Cristo, Epafrodito sabia o significado do sacrifício e do serviço (Fp 2:30), as duas características marcantes da atitude submissa.
Era um cristão abençoado (w. 28-30). Como seria triste viver uma vida inteira sem ser bênção para alguém! Epafrodito foi uma bênção para Paulo. Ficou com ele na prisão e não permitiu que a própria enfermidade atrapalhasse seu serviço. Ele e Paulo devem ter passado bons momentos juntos! Além disso, foi uma bênção para a própria igreja. Paulo admoestou a igreja a honrá-lo por seu sacrifício e serviço (Cristo recebe a glória, mas não há nada de errado em um servo receber honra; ver 1 Ts 5:12,13). Não há contradição alguma entre Filipenses 2:7 ("a si mesmo se esvaziou") e Filipenses 2:29 ("e honrai sempre a homens como esse"). Cristo "se esvaziou" em seu ato bondoso de humilhação, e Deus o exaltou. Epafrodito sacrificou-se sem visar qualquer recompensa, e Paulo incentivou a igreja a honrá-lo para a glória de Deus.
Epafrodito foi uma bênção para Paulo e para a própria igreja, assim como é uma bênção para nós hoje! Ele é prova de que a vida alegre é uma vida de serviço e de sacrifício e de que a atitude de submissão é eficaz. Juntos, ele e Timóteo são um estímulo para que nos sujeitemos ao Senhor e uns aos outros no Espírito de Cristo. Jesus Cristo é o Exemplo que devemos seguir. Paulo mostra o poder (Fp 4:12-19); Timóteo e Epafrodito são a prova de que essa atitude funciona.
Você está disposto a deixar que ó Espírito reproduza em você "a mente de Cristo"?

INTERAÇÃO


"Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas". É assim que Jesus é apresentado aos seus discípulos pela narrativa do Evangelho de João. O bom Pastor doa a sua vida às ovelhas. Ele não espera receber nada em troca do seu exercício ministerial, a não ser a alegria e a grata satisfação em ver uma vida, outrora em frangalhos, mas agora em perfeito juízo com a mente e o coração imersos no Evangelho. O verdadeiro pastor sabe bem a dimensão profunda daquilo que significa "apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho" (1 Pe 5.2,3).

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Reconhecer a preocupação de Paulo com a Igreja.
Pontuar o modelo paulino de liderança.
Inspirar-se à prática cristã com o exemplo de Epafrodito.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Para introduzir o primeiro tópico da lição sugerimos a seguinte atividade: (1) Pergunte aos alunos o que é o ministério pastoral para eles. (2) Ouça as diversas respostas com atenção. (3) Em seguida, discorra acerca das principais características que a lição apresenta sobre a liderança de Paulo: (a) O compromisso com o pastorado; (b) mentoria de novos obreiros; (c) um líder que amava a igreja. Ao concluir o tópico I, o prezado professor deverá deixar bem claro que o modelo de liderança do apóstolo Paulo estava pautado no de Jesus, isto é, um ministério de serviço, jamais de domínio

INTRODUÇÃO

PALAVRA-CHAVE
Fidelidade: Qualidade de fiel; lealdade.

A preocupação de Paulo com a unidade e a comunhão da igreja filipense era tão intensa que ele desejava estar presente naquela comunidade. Todavia, o apóstolo encontrava-se preso. Impedido de rever aqueles pelos quais estava disposto a "sacrificar-se" (Fp 2.17 E, ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós.), Paulo envia dois obreiros fiéis, Timóteo e Epafrodito, para cuidar daquela igreja até sua chegada (2.19-30).

I. - A PREOCUPAÇÃO DE PAULO COM A IGREJA

1. Paulo, um líder comprometido com o pastorado. O versículo do texto áureo revela o coração amoroso de Paulo que, apesar de encarcerado, ansiava por notícias dos irmãos na fé. O apóstolo temia que a igreja filipense ficasse exposta aos "lobos devoradores" que se aproveitam da vulnerabilidade e da fragilidade das "ovelhas" a fim de "devorá-las" (Mt 10.16 Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.; At 20.29 Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho.). Paulo se preocupava com a segurança espiritual do rebanho de Filipos e esforçava-se ao máximo para atendê-lo.
2. Paulo, o mentor de novos obreiros. O apóstolo apresenta dois obreiros especiais para auxiliar a igreja de Filipos. Primeiramente, Paulo envia Timóteo, dando testemunho de que ele era um obreiro qualificado para ouvir e atender às necessidades espirituais da igreja. Em seguida, o apóstolo valoriza um obreiro da própria igreja filipense, Epafrodito. Este gozava de total confiança de Paulo, pois preservava a pureza do Evangelho recebido. O apóstolo Paulo ainda destaca a integridade desses dois servos de Deus contra a avareza dos falsos obreiros (v.21). Estes são líderes que não zelam pela causa de Cristo, mas se dedicam apenas aos seus próprios interesses.
3. Paulo, um líder que amava a igreja. Ao longo de toda a Carta aos Filipenses, percebemos que a relação do apóstolo Paulo para com esta igreja era estabelecida em amor. Não era uma relação comercial, pois o apóstolo não tratava a igreja como um negócio. Ele não era um gerente e muito menos um patrão. A melhor figura a que Paulo pode ser comparado em seu comportamento em relação à igreja é a de um pai que ama os seus filhos gerados na fé de Cristo. Todas as palavras do apóstolo - admoestações, exortações e deprecações - demonstram um profundo amor para com a igreja de Filipos. Precisamos de obreiros que amem a Igreja do Senhor. Esta é constituída por pessoas necessitadas, carentes, mas, sobretudo, desejosas de serem amadas pelos representantes da igreja (2 Tm 2.1-26).

SINÓPSE DO TÓPICO (1)
O compromisso pastoral do apóstolo Paulo passava pela mentoria que ele exercia sobre os novos obreiros e por  seu amor pela igreja. Ele não era gerente de uma instituição, mas pastor de uma igreja.

REFLEXÃO
“(...) O principal ensino de Paulo aos seus liderados era que o líder é o servidor da Igreja. O apóstolo aprendera de Jesus que o líder cristão deve servir à Igreja e jamais servir-se dela.” Elienai Cabral

II. O ENVIO DE TIMÓTEO À FILIPOS (2.19-24)

1. Paulo dá testemunho por Timóteo. O envio de Timóteo à Filipos tinha a finalidade de fortalecer a liderança local e, consequentemente, todo o Corpo de Cristo. Além de enviar notícias suas à igreja, Paulo também esperava consolar o seu coração com boas informações acerca daquela comunidade de fé. Assim, como Timóteo era uma pessoa de sua inteira confiança, considerado pelo apóstolo como um filho (1 Tm 1.2 a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: graça, misericórdia e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da de Cristo Jesus, nosso Senhor.), tratava-se da pessoa indicada para ir a Filipos, pois sua palavra à igreja seria íntegra, leal e no temor de Deus). Paulo estava seguro de que o jovem Timóteo teria a mesma atitude que ele, ou seja, além de ensinar amorosa e abnegadamente, pregaria o evangelho com total comprometimento a Cristo (v.20).
2. O modelo paulino de liderança. Timóteo, Epafrodito e Tito foram obreiros sob a liderança de Paulo. Eles aprenderam que o exercício do santo ministério é delineado pela dedicação, humildade, disposição e amor pela obra de Deus. Qualquer obreiro que queira honrar ao Senhor e sua Igreja precisa levar em conta os sofrimentos enfrentados pelo Corpo de Cristo na esperança de ser galardoado por Deus. Nessa perspectiva, o principal ensino de Paulo aos seus liderados era que o líder é o servidor da Igreja. O apóstolo aprendera com Jesus que o líder cristão deve servir à Igreja e jamais servir-se dela (Mt 20.28 bem como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em resgate de muitos.).
3. As qualidades de Timóteo (2.20-22). Timóteo aprendeu muito com Paulo em relação à finalidade da liderança. Ele se solidarizou com o apóstolo e dispôs-se a cuidar dos interesses dos filipenses como um autêntico líder. Paulo declarou aos filipenses que Timóteo, além de "um caráter aprovado", estava devidamente preparado para exercer a liderança, pois tinha uma disposição de "servir" ao Senhor e à igreja. Todo líder cristão precisa desenvolver uma empatia com a igreja, tornando-se um marco referencial para toda a comunidade de fé (1 Tm 4.6-16).

SINÓPSE DO TÓPICO (2)
O apóstolo desejou enviar Timóteo a igreja de Filipos visando o fortalecimento da liderança local e,  consequentemente, de todo o Corpo de Cristo

III. - EPAFRODITO, UM OBREIRO DEDICADO (2.25-30)

1. Epafrodito, um mensageiro de confiança. Epafrodito era grego, um obreiro local exemplar e de caráter ilibado. O apóstolo Paulo o elogia como um grande "cooperador e companheiro nos combates". Sua tarefa inicial era a de ajudar o apóstolo enquanto ele estivesse preso, animando-o e fortalecendo-o com boas notícias dos crentes filipenses. Epafrodito também fora encarregado de levar a Paulo uma ajuda financeira da parte da igreja de Filipos, objetivando custear as despesas da prisão domiciliar do apóstolo.
2. Epafrodito, um verdadeiro missionário. Epafrodito não levou apenas boas notícias para o apóstolo, mas também propagou o Evangelho nas adjacências da cidade de Filipos. Em outras palavras, Epafrodito era um autêntico missionário. À semelhança de Silvano e Timóteo (1 Ts 1.1-7), bem como Barnabé, Tito, Áquila e Priscila, ele entendia que, se o alvo era pregar o Evangelho, até mesmo os sofrimentos por causa do nome de Jesus faziam parte de seu galardão.
3. Paulo envia Epafrodito. Filipenses 2.20 relata o desejo de Paulo em mandar alguém para cuidar dos assuntos da igreja em Filipos. O pensamento inicial era enviar Timóteo, pois Epafrodito adoecera vindo quase a falecer. Deus, porém, teve misericórdia desse obreiro e o curou (v.27), dando ao apóstolo a oportunidade de enviá-lo à igreja em Filipos (v.28). Epafrodito possuía condições morais e emocionais para tratar dos problemas daquela igreja. Por isso, o apóstolo pede aos filipenses que o recebam em Cristo, honrando-o como obreiro fiel (vv.29,30). Que os obreiros cuidem da Igreja de Cristo com amor e zelo, e que os membros do Corpo do Senhor reconheçam a maturidade, a fidelidade e a responsabilidade dos obreiros que Deus dá à Igreja (Hb 13.17 Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.).

SINÓPSE DO TÓPICO (3)
Epafrodito era um mensageiro de confiança do apóstolo Paulo, um verdadeiro missionário. Foi enviado a Filipos para cuidar de assuntos locais.

REFLEXÃO
“A Igreja pertence a Cristo, e nós, os obreiros, somos os servidores desta grande comunidade espalhada por Deus pela face da terra.” Elienai Cabral

CONCLUSÃO

A Igreja pertence a Cristo, e nós, os obreiros, somos os servidores desta grande comunidade espalhada por Deus pela face da terra. Que ouçamos o conselho do apóstolo Pedro, e venhamos apascentar "o rebanho de Deus [...], tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho" (1 Pe 5.2,3).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOI


Subsídio Vida Cristã "
"Quando a Igreja nasceu, no Dia de Pentecoste, Deus começou a chamar 'pastores' para apascentar os rebanhos de fiéis que se levantariam ao redor do mundo. Os pastores devem ser responsáveis pelo cuidado, direção e ensinamentos que uma congregação recebe. Eles são dons para a igreja (Ef 4.11), líderes necessários que devem ter vidas exemplares. Seu chamado ao ministério é de procedência divina (At 20.28); seu exemplo é Jesus Cristo, e o poder para fazerem esta incrível obra vem do Espírito Santo.
Julgo que os pastores têm de ser pentecostais para que apascentem igrejas também pentecostais. Essa é ordem de Deus. Visto que vivemos num dos tempos mais complicados e plenos de avanços tecnológicos que este mundo jamais viu, é crucial que os líderes da Igreja do Senhor sejam não só cheios mas também guiados pelo Espírito Santo. As pessoas são complexas; suas dificuldades e problemas, também. Somente Deus pode capacitar-nos a entendê-las e ajudá-las. À medida que os pastores empenham-se em auxiliar os que se acham nas garras do alcoolismo, das drogas, do divórcio e de outras incontáveis tragédias, precisam urgentemente de poder e discernimento do Espírito para ministrar. Os métodos para se alcançar as pessoas mudam; entretanto, nossa mensagem não pode mudar" (CARLSON, Raymond; TRASK, Thomas (et all.). Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.7).

VOCABULÁRIO


Empatia: Capacidade de sentir os sentimentos de outra pessoa.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


CARLSON, Raymond; TRASK, Thomas (et all.). Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
MACARTHUR JR, John. Ministério Pastoral: Alcançando a excelência no ministério cristão. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. SAIBA MAIS

SAIBA MAIS


Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 55, p.39.

EXERCÍCIOS


1. Qual era o temor do apóstolo Paulo em relação à igreja filipense?
R. Que ela ficasse exposta aos "lobos devoradores" que se aproveitam da vulnerabilidade e da fragilidade das "ovelhas" a fim de "devorá-las" (Mt 10.16; At 20.29).

2. Cite os nomes dos obreiros apresentados por Paulo para auxiliar a igreja de Filipos.
R. Primeiramente, Paulo envia Timóteo, dando testemunho de que ele era um obreiro qualificado para ouvir e atender às necessidades espirituais da igreja. Em seguida, o apóstolo valoriza um obreiro da própria igreja filipense, Epafrodito.

3. Qual era o principal ensino de Paulo aos seus liderados?
R. O principal ensino de Paulo aos seus liderados era que o líder é o servidor da Igreja.

4. Qual era a tarefa inicial de Epafrodito?
R. Sua tarefa inicial era a de ajudar o apóstolo enquanto ele estivesse preso, animando-o e fortalecendo-o com boas notícias dos crentes filipenses.

5. Para você, quais são as características indispensáveis a um obreiro do Senhor?
R. . Resposta pessoal.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
Antigo e Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Bíblia – THOMPSON (Digital)
Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital)

Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

2 comentários:

  1. Sou de Jesus Cristo6 de agosto de 2013 21:12

    Esse comentário, foi fluido pelo Espirito Santo de Deus.

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  2. Realmente, somente o Espírito de Deus pra mostrar tamanho conhecimento...Que Deus continue abrilhantando a mente desse comentarista.

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