Lição 7 - A Atualidade dos Conselhos Paulinos


Lição 7 – 18 de Agosto de 2013 - CPAD

A Atualidade dos Conselhos Paulinos

TEXTO ÁUREO

"Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor" (Fp 3.1a).

VERDADE PRÁTICA

Para quem ama a Deus o mais importante é ter um coração renovado pela ação do Espírito Santo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Filipenses 3.1-10
1 – Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor. Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós.
2 – Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão!
3 – Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne.
4 – Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu:
5 – circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu,
6 – segundo o zelo, perseguidor da igreja; segundo a justiça que há na lei, irrepreensível.
7 – Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.
8 – E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo
9 – e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé;
10 – para conhecê-lo, e a virtude da sua ressurreição, e a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte;

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
1. AJUSTIÇA PELAS obras (Fp3:1-6)
A exortação (v. 1-3). A expressão "quanto ao mais", no versículo 1, não indica que Paulo está preste a encerrar a carta, pois ele continua escrevendo. Antes, serve para dar início a uma nova sessão. Paulo já havia advertido os filipenses anteriormente, mas volta a alertá-los: "Acautelai-vos dos cães! Acautelai-vos dos maus obreiros! Acautelai-vos da falsa circuncisão!" A quem ele está se referindo nessa advertência tripla? A resposta remete à história do início da Igreja.
Desde o princípio, o evangelho foi dado "primeiramente a vós outros [os judeus]" (ver At 3:26; Rm 1:16), de modo que os sete primeiros capítulos do Livro de Atos falam somente de cristãos judeus ou de gentios prosélitos (At 2:10). Em Atos 8:5-25, a mensagem é levada a Samaria, o que não causou grande polêmica, uma vez que os samaritanos eram, pelos menos em parte, judeus. A discórdia começa quando Pedro leva o evangelho aos gentios em Atos 10. Ele é convocado, oficialmente, a prestar contas de suas atividades (At 11). Afinal, os gentios, em Atos 10, se converteram à fé cristã sem aderir em antes ao judaísmo, acontecimento inteiramente novo na Igreja. Pedro explicou que Deus o havia orientado a pregar aos gentios, e tudo indicava que a questão havia sido resolvida.
Mas essa trégua não durou muito tempo. Paulo foi enviado pelo Espírito Santo a ministrar especificamente aos gentios (At 13:1-3; 22:21). Pedro havia aberto a porta da fé aos gentios em Atos 10, e Paulo seguiu seu exemplo na primeira viagem missionária (ver At 14:26-28). Não tardou para que os cristãos judeus mais rígidos se opusessem ao ministério de Paulo e fossem a Antioquia ensinar que era necessário os gentios se sujeitarem às regras do judaísmo a fim de serem salvos (At 15:1). A assembleia em Jerusalém, descrita em Atos 15, foi realizada para tratar desse desentendimento. O resultado da assembleia foi a aprovação do ministério de Paulo e a vitória do evangelho da graça de Deus. Os gentios não precisavam tornar-se prosélitos a fim de se converterem ao cristianismo.
Os dissidentes, porém, não se deram por satisfeitos. Depois do insucesso de sua oposição a Paulo em Antioquia e em Jerusalém, seguiram o apóstolo por toda parte tentando roubar seus convertidos e suas igrejas. Os estudiosos da Bíblia chamam esse grupo de falsos mestres que tentavam misturar a Lei e a graça de "judaizantes". A Epístola aos Gálatas foi escrita, principalmente, para combater esses falsos ensinamentos. É a esse grupo de judaizantes que Paulo faz referência em Filipenses 3:1, 2, usando três termos para descrevê-los. "Cães." O judeu ortodoxo costumava chamar o gentio de "cão", mas Paulo chama os judeus ortodoxos de "cães"! O objetivo do apóstolo não é insultar esses falsos mestres judeus, mas sim compará-los aos animais carniceiros que as pessoas decentes consideravam tão desprezíveis. Como cães, esses judaizantes mordiam os calcanhares de Paulo e o seguiam de um lugar para outro ladrando suas falsas doutrinas. Eram agitadores e infectavam as vítimas com ideias perigosas.
"Maus obreiros." Esses homens ensinavam que a salvação do pecador dava-se pela fé mais as boas obras, especialmente as obras da Lei. Mas Paulo declara que suas "boas obras", na verdade, são obras perversas, pois são realizadas pela carne (velha natureza), não pelo Espírito, glorificando ao obreiro, não a Jesus Cristo. Efésios 2:8-10 e Tito 3:3-7 deixam claro que ninguém pode ser salvo por suas boas obras, mesmo que estas sejam de cunho religioso. As boas obras de um cristão constituem consequência de sua fé, não os alicerces de sua salvação.
"Falsa circuncisão." No original, Paulo faz um jogo de palavras com o termo "circuncisão". A palavra traduzida por "falsa circuncisão" significa, literalmente, "mutilação". Os judaizantes acreditavam que a circuncisão era essencial para a salvação (At 15:1; Gl 6:12-18); mas Paulo afirma que a circuncisão em si não passa de mutilação! A verdadeira experiência cristã é uma circuncisão espiritual em Cristo (Cl 2:11), não requer uma operação física. A circuncisão, o batismo, a Ceia do Senhor, o dízimo, bem como qualquer outra prática religiosa, não são capazes de salvar o ser humano de seus pecados. Somente a fé em Jesus Cristo pode salvar. Em um contraste com os falsos cristãos, Paulo descreve os cristãos autênticos, a "verdadeira circuncisão" (para um texto paralelo, ver Rm 2:25-29).
Ele adora a Deus no Espírito. Não depende das próprias boas obras, que são apenas obras da carne (ver Jo 4:19-24). Ele se gloria em Jesus Cristo.
Quem depende da religião costuma gloriar-se do que fazem. O verdadeiro cristão não tem motivo algum para gloriar-se (Ef 2:8-10). Toda a sua glória está em Cristo! Em Lucas 18:9-14, Jesus propõe uma parábola que descreve essas duas atitudes opostas. Ele não confia na carne. De acordo com a filosofia religiosa em voga hoje, "Deus ajuda a quem se ajuda". Essa ideia também era comum no tempo de Paulo e é tão errada hoje quando era naquela época (Paulo usa o termo "carne" para designar a "velha natureza" que recebemos em nosso nascimento). A Bíblia não tem coisa alguma positiva a dizer a respeito da "carne", e, no entanto, quase todas as pessoas hoje se fiam inteiramente naquilo que elas próprias são capazes de fazer para agradar a Deus. A carne apenas corrompe os desígnios de Deus na Terra (Gn 6:12). No que se refere à vida espiritual, não serve para coisa alguma (Jo 6:63) e não tem nada de bom em si (Rm 7:18). Não é de se admirar que não devemos confiar na carne!
Uma senhora discutia com seu pastor a questão da fé e das obras.
- Creio que alcançar o céu é como remar um barco - disse a mulher. - Um remo representa a fé, o outro, as obras. Quando usamos os dois juntos, conseguimos chegar aonde queremos. Quando usamos apenas um, nos movemos em círculos.
- Sua ilustração só tem um problema -
respondeu o pastor. - Ninguém vai para o céu num barco a remo!
Há somente uma "boa obra" que pode levar o pecador para o céu: a obra que Cristo consumou na cruz (Jo 7:1-4; 19:30; Hb 10:11-14).
O exemplo (v. 4-6). Paulo não está falando em termos hipotéticos; sabia por experiência própria como era inútil tentar obter a salvação por meio das boas obras. Quando era um jovem estudante, assentara-se aos pés do grande rabino Gamaliel (At 22:3). Tinha diante de si uma carreira promissora como líder religioso judeu (Gl 1:13, 14); no entanto, abriu mão de tudo isso para se tornar um membro odiado da "seita cristã" e pregador do evangelho! Na verdade, os judaizantes faziam concessões indevidas a fim de evitar a perseguição (G l 6:12, 13), enquanto Paulo era fiel à mensagem da graça de Cristo e, como resultado, estava sendo perseguido.
Nesta seção extremamente autobiográfica, Paulo examina a própria vida. Ele se torna um "auditor" que confere os livros-caixa para ver quanta riqueza tem e descobre que está falido! A relação de Paulo com a nação. Ele nasceu em uma família hebraica pura e, quando foi circuncidado, passou a fazer parte de uma aliança. Não era um prosélito nem tampouco um descendente de Ismael (o outro filho de Abraão) ou de Esaú (o outro filho de Isaque). Os judaizantes entenderiam a referência de Paulo à tribo de Benjamim, pois Benjamim e José eram os filhos prediletos de Jacó. Haviam nascido de Raquel, sua esposa mais amada. O primeiro rei de Israel era da tribo de Benjamim, e essa pequena tribo permaneceu fiel a Davi durante a rebelião de Absalão. O legado humano que Paulo havia recebido era algo de que poderia se orgulhar! Ao ser medido por esse parâmetro, ele era impecável.
A relação de Paulo com a Lei. "Quanto à lei, fariseu, [...] quanto à justiça que há na lei, irrepreensível" (Fp 3:5, 6). Para os judeus do tempo de Paulo, o fariseu era o que havia alcançado o ápice da experiência religiosa, o ideal mais elevado que um judeu poderia almejar. Se alguém era digno de ir para o céu, esse alguém era o fariseu! Guardava a doutrina ortodoxa (ver At 23:6-9) e tentava cumprir fielmente todos os deveres religiosos (Lc 18:10-14). Apesar de, hoje em dia, empregar-se o termo "fariseu" em referência a pessoas hipócritas, esse não era o uso comum da palavra no tempo de Paulo. Ao ser medido pela justiça da Lei, Paulo era irrepreensível. Guardava a Lei e as tradições perfeitamente.
A reação de Paulo com os inimigos de Israel. Mas não basta crer na verdade; também é preciso opor-se às mentiras. Paulo defendia sua fé ortodoxa perseguindo os seguidores "[daquele] embusteiro", Jesus (Mt 27:62-66). Ele participou do apedrejamento de Estêvão (At 7:54-60) e, depois disso, liderou os ataques contra a Igreja em geral (At 8:1-3). Mesmo anos depois, Paulo reconheceu seu papel na perseguição da Igreja (At 22:1-5; 26:1-11; ver também 1 Tm 1:12-16). Todo judeu podia de vangloriar de sua linhagem (ainda que não pudesse assumir o crédito por isso). Alguns judeus, podiam vangloriar-se de sua dedicação à religião judaica. Mas Paulo podia vangloriar-se de tudo isso e também de seu zelo em perseguir a Igreja.
A essa altura, podemos perguntar: "Como era possível um homem tão sincero quanto Saulo de Tarso estar tão errado?" A resposta é simples: e/e usou os parâmetros errados! Como o jovem rico (Mc 10:17-22) e o fariseu na parábola de Jesus (Lc 18:10­14), Saulo de Tarso olhava para o ser exterior, não para o ser interior. Comparava-se a padrões definidos por homens, não por Deus. No que se referia a seu cumprimento exterior dos requisitos da Lei, Paulo era impecável, mas se esqueceu de considerar os pecados interiores que cometia. No Sermão do Monte, Jesus deixa claro que, além dos atos pecaminosos, também existem atitudes e apetites pecaminosos (M t 5:21-48).
Ao olhar para si mesmo ou para os outros, Saulo de Tarso considerava-se justo. Mas, um dia, enxergou a si mesmo em comparação com Jesus Cristo! Foi então que mudou seus parâmetros e valores e abandonou a "justiça pelas obras" em troca da justiça em Jesus Cristo.
2. A JUSTIÇA PELA fé (Fp 3:7-11)
Quando Paulo se encontrou com Jesus Cristo na estrada para Damasco (At 9), creu em Jesus e se tornou um filho de Deus. Foi um milagre instantâneo da graça de Deus, do mesmo tipo que acontece hoje, quando os pecadores reconhecem sua necessidade e se voltam para o Salvador pela fé. Quando Paulo teve seu encontro com Cristo, percebeu como suas boas obras eram fúteis e com o sua suposta justiça era pecaminosa, e uma transação maravilhosa ocorreu. Paulo perdeu algumas coisas, mas ganhou muito mais do que havia perdido!
As perdas de Paulo (v. 7). Para começar, ele perdeu tudo o que era lucro para ele pessoalmente sem Deus. Por certo, Paulo tinha uma excelente reputação como estudioso (At 26:24) e líder religioso. Orgulhava-se de sua herança judaica e de suas realizações religiosas. Todas essas coisas lhe eram preciosas e lhe traziam benefícios. Sem dúvida, tinha muitos amigos que admiravam seu zelo. Mas ao comparar esses tesouros com aquilo que Jesus Cristo poderia oferecer, Paulo percebeu que todas as coisas que lhe eram mais caras não passavam de "refugo". Os próprios "tesouros" davam-lhe glória pessoal, mas não glorificavam a Deus. Constituíam "lucro" somente para ele, portanto eram egoístas. Isso não significa que Paulo repudiasse sua rica herança como judeu ortodoxo. Ao ler as cartas do apóstolo e acompanhar seu ministério no Livro de Atos, vemos como ele estimava tanto seu sangue judeu quanto sua cidadania romana. Converter-se ao cristianismo não o tornou menos judeu. Na verdade, fez dele um judeu completo, um verdadeiro filho de Abraão, tanto em termos espirituais quanto físicos (G l 3:6-9). Ele também não rebaixou seus padrões de moralidade ao perceber como a religião farisaica era superficial. Em vez disso, aceitou o padrão ainda mais elevado de vida, a conformidade com Jesus Cristo (Rm 12:1, 2). Quando uma pessoa torna-se cristã, Deus remove o que é pernicioso e aperfeiçoa tudo o que é bom.
Os lucros de Paulo ( w . 8-11). Mais uma vez, somos lembrados das palavras de Jim Elliot: "Sábio é aquele que dá o que não pode guardar a fim de ganhar o que não pode perder". Essa foi a experiência de Paulo: perdeu sua religião e reputação, mas ganhou muito mais do que perdeu.
O conhecimento de Cristo (v. 8). Trata-se de algo muito maior do que o conhecimento sobre Cristo, pois Paulo possuía esse tipo de informação histórica antes de ser salvo. Ter "conhecimento de Cristo" significa ter um relacionamento pessoal com ele pela fé. É essa experiência que Jesus menciona em João 17:3. Sabemos muita coisa sobre muita gente, até mesmo sobre pessoas que viveram séculos atrás, mas são poucos os que conhecemos pessoalmente. "O cristianismo é Cristo." A salvação é conhecer a Cristo de maneira pessoal.
A justiça de Cristo (v. 9). Quando Paulo era fariseu, a justiça era o grande objetivo de sua vida, mas era uma justiça própria e por obras, algo que ele jamais conseguiria obter completamente. Mas quando Paulo creu em Cristo, perdeu essa justiça própria e ganhou a justiça de Cristo. O termo técnico para essa transação é imputação (ver com atenção Rm 4:1-8) e significa "depositar na conta de alguém". Paulo olhou para a própria "conta bancária" e descobriu que estava espiritualmente falido. Olhou para a de Cristo e viu que o Senhor era perfeito. Quando Paulo aceitou a Cristo, descobriu que Deus havia depositado a justiça de Cristo em sua conta! Descobriu também que seus pecados haviam sido colocados na conta de Cristo na cruz (2 Co 5:21). E Deus prometeu ao apóstolo que jamais imputaria contra ele suas transgressões. Que experiência maravilhosa da graça de Deus! Romanos 9:30 a 10:13 é uma passagem paralela a ser lida com bastante atenção. O que Paulo diz sobre a nação de Israel vale para a própria vida dele antes de ser salvo. Também vale para muitos religiosos de hoje; recusam abrir mão da própria justiça para receber o dom gratuito da justiça de Deus. Muitos religiosos sequer admitem que precisam de qualquer justiça. Como Saulo de Tarso, usam a si mesmas ou aos Dez Mandamentos como parâmetro e não conseguem ver a interior idade do pecado. Paulo teve de abrir mão de sua religião para receber a justiça, mas não considerou isso um sacrifício.
A com unhão de Cristo (vv. 10, 11). Para Paulo, sua conversão não foi o fim, mas sim o começo. Sua experiência com Cristo foi tão extraordinária que transformou sua vida. E essa experiência continuou ao longo dos anos subsequentes. Foi uma experiência pessoal ("para o conhecer"), à medida que o apóstolo caminhou com Cristo, orou, obedeceu à sua vontade e procurou glorificar seu nome. Quando vivia debaixo da Lei, tudo o que Paulo tinha a seu dispor era uma série de regras. Mas em Cristo, tinha um Amigo, um Mestre, um Companheiro constante! Também foi uma experiência poderosa ("e o poder da sua ressurreição"), à medida que o poder da ressurreição de Cristo passou a operar na vida do apóstolo. "Cristo vive em mim" (Gl 2:20). Podemos ler sobre as convicções de Paulo acerca do poder da ressurreição de Cristo e daquilo que ele é capaz de fazer na vida dos cristãos em Efésios 1:15-23 e 3:13-21. Além disso, foi uma experiência dolorosa ("e a comunhão dos seus sofrimentos"). Paulo sabia que era um privilégio sofrer por Cristo (Fp 1:29, 30). Na verdade, o sofrimento havia estado presente nessa experiência desde o princípio (At 9:16). Ao crescer em nosso conhecimento de Cristo e em nossa experiência de seu poder, sofremos ataques do inimigo. Paulo, que em outros tempos havia sido o perseguidor, aprendeu o que significava ser perseguido. Mas valeu a pena, pois andar com Cristo também foi uma experiência prática para ele ("conformando-me com ele na sua morte"). Paulo viveu para Cristo porque morreu para si mesmo (Rm 6 explica essa verdade); tomou sua cruz diariamente e seguiu seu Mestre. O resultado dessa morte foi uma ressurreição espiritual (Fp 3:11) que levou Paulo a andar "em novidade de vida" (Rm 6:4).

INTERAÇÃO
A presente lição busca ressaltar a atualidade que os conselhos do apóstolo Paulo têm para o tempo que se chama "hoje". Além de o apóstolo versar sobre o cuidado com os falsos obreiros, aqueles que distorcem a liberdade em Cristo Jesus, Paulo conclama a igreja a se alegrar em Deus, a despeito de todos os transtornos que ela possa ter sofrido no confronto com os falsos obreiros. A vida de Paulo nos mostra que é possível alegrar-se em meio ao sofrimento. O sofrimento na vida do crente não significa ausência de alegria em Deus. O apóstolo mostrou que a fé no Cristo ressurreto transcende o nosso estado momentâneo de sofrimento. Portanto, prezado professor, alegre-se em Deus.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Dissertar a respeito da alegria do Senhor.
Explicar a tríplice advertência de Paulo contra os inimigos da fé.
Compreender o significado da verdadeira circuncisão cristã.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, para concluir o tópico III da lição, reproduza o esquema abaixo de acordo com as suas possibilidades. O objetivo desta atividade é estabelecer uma diretriz bíblica e clara a respeito do que o apóstolo Paulo estava falando a respeito da "verdadeira circuncisão cristã". À luz do texto de Filipenses 3.1-4 o apóstolo mostra que a "circuncisão" que é realizada pelo Espírito nada tem com a circuncisão imposta pela "carne". Afirme para a classe que o crente em Jesus não se gloria dos seus atributos exteriores, pois sabe que eles não têm o poder de influenciar nada, a não ser para gerar uma falsa piedade, falsa humildade e falsa disciplina com o corpo. Portanto, não são de valor algum para a espiritualidade, senão para a "satisfação da carne" (Cl 2.20-23).

SEGUNDO O ENSINO DO APÓSTOLO PAULO AOS FILIPENSES, O VERDADEIRO
CRISTÃO É DE FATO A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO, NÃO O COSTUME DO JUDAÍSMO. O APÓSTOLO USA TRÊS CONCEITOS PARA IDENTIFICAR TAIS CRISTÃOS:
1) Eram aqueles "que adoravam pelo Espírito de Deus". A palavra traduzida na NIV como "adoração" (latreuo) é usada na LXX [septuaginta] e no livro de Hebreus para se referir ao serviço dos sacerdotes no templo (Êx 23.25; Dt 6.12; Hb 8.5; 10.2). A palavra é também usada em Romanos 12.1, onde Paulo incita seus ouvintes a oferecerem seus corpos a Deus como sacrifício, bem como um "ato de adoração espiritual". Paulo continua a encorajar os cristãos romanos a permitirem que suas mentes sejam renovadas e suas vidas capacitadas pelo poder do Espírito, exercitando seus dons para servirem uns aos outros (12.2-8).
2) Os cristãos filipenses não deveriam ter como orgulho quaisquer sinais físicos que demonstrassem sua condição de comunhão, porém, antes, deveriam orgulhar-se em Cristo e na sua obra. Não deveriam depositar a sua confiança em regra e rituais respeitados ou valorizados por aqueles que viviam sob a lei Mosaica. O motivo de orgulho do cristão nunca deveria consistir em ser irrepreensível com respeito aos mandamentos da lei (3.4). A verdadeira circuncisão é formada por aqueles que colocam sua fé somente em Cristo, e que têm nEle seus motivos de orgulho.
3) "A [verdadeira] circuncisão" são aqueles que não depositam nenhuma confiança na carne. Para Paulo, a ideia de "carne" (sarx) significou frequentemente um "local natural" de existência humana (Rm 9.3; 1 Co 10.18), mas usa frequentemente a palavra em um sentido teológico para se referir à condição da humanidade em rebelião contra Deus. A consequência final de ser dominado pela carne é a morte (Rm 8.6). O cristão é chamado a crucificar a carne e as suas obras e viver de acordo com o Espírito (Gl 5.16ss). Deste modo, sarx traz consigo um significado duplamente nítido em Paulo: (a) É renúncia sincera a toda e qualquer observância da lei cerimonial, como a circuncisão, que alegue poder alcançar a salvação; (b) Paulo, à luz do uso mais amplo do termo sarx, expõe as ações dos judaizantes ao que realmente são: obras realizadas em rebelião contra Deus.
Paulo mostra que a espiritualidade dos judaizantes está em manter a lei; sua glória está em suas realizações; e sua confiança em cerimônias e costumes religiosos exteriores. Caso alguém pense que Paulo tenha exagerado nesta ênfase, basta olhar para sua vida e veremos que ele sabe o que está dizendo. Antes de se tornar um cristão, ele mesmo aceitava as convicções judaicas.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

PALAVRA-CHAVE
Conselho: Parecer, juízo, opinião. Advertência que emite; admoestação, aviso.

No capítulo três de sua carta aos Filipenses, Paulo continua revelando preocupação a respeito dos "maus obreiros". Estes se aproveitavam de sua ausência para introduzir falsas doutrinas na igreja. A fim de precavê-la, por três vezes o apóstolo diz: "guardai-vos" (v.2 Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão!). Nesta lição, veremos que Paulo também não deixou de exortar os filipenses a que, mesmo diante das adversidades, se alegrassem no Senhor (v.1 Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor. Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós.), pois a alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8.10 Disse-lhes mais: Ide, e comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque esse dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força.).

I. A ALEGRIA DO SENHOR

1. Regozijo espiritual. A expressão "resta, irmãos meus" (v.1 Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor. Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós.), aparece no texto grego como to loipon, que é traduzido como "finalmente". Ela sugere que Paulo estava concluindo sua carta, mas ainda havia algo importante a dizer aos irmãos da igreja em Filipos. O apóstolo ensina aos irmãos filipenses que a alegria do Senhor é a força que nos faz superar toda e qualquer adversidade. O contentamento que Jesus nos oferece é um reforço para a nossa fé em tempos de adversidade.
2. Exortação ao regozijo. A alegria do Senhor é produzida pelo Espírito Santo no coração do crente. Esta alegria independe das circunstâncias, pois é divina e faz com que o cristão supere as dificuldades. Paulo mostra aos filipenses que esse sentimento de felicidade, concedido pelo Senhor, é uma capacitação divina que fortalece a igreja a suportar as adversidades. Para o apóstolo, que se encontrava na prisão, a alegria do Senhor era como um precioso consolo, capaz de trazer descanso e quietude para a sua alma.
3. Alegria em meio às preocupações e aflição. Paulo percebeu que, em virtude do sofrimento, os irmãos de Filipos poderiam ser tomados pelo desânimo. Por isso, ele os exortou a se alegrarem em Deus, pois a alegria vinda da parte do Senhor nos fortalece (Ne 8.10 Disse-lhes mais: Ide, e comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque esse dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força.). Triunfante por causa de sua confiança no Cristo ressurreto, o apóstolo sabe que somente aquele que conhece e confia no Senhor, e em sua Palavra, é capaz de regozijar-se diante das dificuldades, tal como ele e Silas o fizeram (At 16.24,25 o qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no cárcere interior e lhes segurou os pés no tronco. Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.). Deus é o nosso conforto. Nele podemos confiar e regozijar-nos sempre (1 Ts 5.16 Regozijai-vos sempre.).

SINÓPSE DO TÓPICO (1)
A alegria do Senhor, a que Paulo se refere, se manifesta em meio às preocupações e as aflições da vida.

REFLEXÃO
“Eles (os judaizantes) ensinavam, erroneamente, que a circuncisão tornaria os gentios verdadeiramente cristãos.” Elianei Cabral

II. A TRÍPLICE ADVERTÊNCIA CONTRA OS INIMIGOS (3.2-4)

1. "Guardai-vos dos cães". A hostilidade de Paulo contra os maus obreiros era forte e decisiva, pois eles causavam muitos males à igreja, em especial aos novos convertidos. Paulo chama os judaizantes de "cães", pois estes acreditavam e ensinavam que os gentios deviam obedecer a todas as leis judaicas, um fardo legalista que nem mesmo os próprios judeus suportavam (Gl 2.14 Mas, quando vi que não andavam bem a direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?). Os judaizantes eram como "cães" que atacavam os novos convertidos durante a ausência de Paulo. O apóstolo repelia-os com veemência e orientava os filipenses a que deles se resguardassem. 
2. "Guardai-vos dos maus obreiros". Estes também são denominados por Paulo como "cães" e os da "circuncisão".  Eles espalhavam falsos ensinos, não se importando com a sã doutrina ensinada pelos apóstolos. Pregavam um falso evangelho (Gl 1.8,9 Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.). Afirmavam que para que os gentios se tornassem cristãos deveriam seguir a lei mosaica e, pior, as tradições judaicas. Todavia, no concílio da igreja em Jerusalém, conforme Atos 15, os apóstolos já haviam discutido sobre o papel da lei judaica em relação aos gentios. Segundo as deliberações do "concílio de Jerusalém" os gentios cristãos não deveriam comer alimentos oferecidos aos ídolos, carne com sangue e sufocada (Lv 17.14 E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos.). Deveriam também evitar as práticas sexuais imorais. Não obstante, os "maus obreiros" faziam questão de discordar do ensino paulino, a fim de impor aos gentios as práticas judaicas.
3. "Guardai-vos da circuncisão". Um dos costumes judaicos que aqueles "maus obreiros" queriam impor era a prática da "circuncisão". Eles ensinavam, erroneamente, que a circuncisão tornaria os gentios verdadeiramente cristãos. Paulo então passa a ensinar aos filipenses que a verdadeira circuncisão é aquela operada no coração; logo não é algo da carne, mas do Espírito Santo. De acordo com o Comentário Bíblico Pentecostal, editado pela CPAD, "os cristãos filipenses não deveriam ter como motivo de orgulho quaisquer sinais físicos que demonstrassem sua condição de comunhão, porém, antes, deveriam orgulhar-se em Cristo e na sua obra".

SINÓPSE DO TÓPICO (2)
"Guardai-vos dos cães", "guardai-vos dos maus obreiros", "guardai-vos da circuncisão"; são advertências paulinas a que a igreja se cuidasse com os judaizantes.

III. A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO CRISTÃ (3.3)

1. A circuncisão no Antigo Testamento. Sabemos que a circuncisão era um rito religioso com caráter moral e espiritual, consistindo em um sinal físico de que a pessoa pertencia ao povo com o qual Deus fez um pacto. Era também um sinal de obediência a Deus (Gn 17.11 E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal do concerto entre mim e vós.; At 7.8 E deu-lhe o pacto da circuncisão; e, assim, gerou a Isaque e o circuncidou ao oitavo dia; e Isaque, a Jacó; e Jacó, aos doze patriarcas.). Porém, os seguidores de Jesus não precisam da circuncisão para serem identificados como pertencentes a Ele. A circuncisão do cristão é espiritual e interior, operada pelo Espírito Santo, no coração, mediante a fé em Jesus Cristo (Rm 4.9-11 Vem, pois, esta bem-aventurança sobre a circuncisão somente ou também sobre a incircuncisão? Porque dizemos que a fé foi imputada como justiça a Abraão. Como lhe foi, pois, imputada? Estando na circuncisão ou na incircuncisão? Não na circuncisão, mas na incircuncisão. E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que creem (estando eles também na incircuncisão, a fim de que também a justiça lhes seja imputada)).
2. A verdadeira circuncisão não deixa marcas físicas. Paulo ensina aos colossenses que a verdadeira circuncisão em Cristo não é por intermédio de mãos humanas, mas "no despojo do corpo da carne" (Cl 2.11,12 no qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo da carne: a circuncisão de Cristo. Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos.). É um ato espiritual, levado a efeito pelo Senhor Jesus que remove a nossa velha natureza e nos concede uma nova (2 Co 5.17 Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.). É uma circuncisão do coração (Rm 2.29 Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não na letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.).
 3. A verdadeira circuncisão não confia na carne (3.3-7). Os cristãos judaizantes que participavam da igreja em Filipos confiavam muito mais na carne e na circuncisão do que em Cristo. Por isso, Paulo narra a sua história como judeu. Ele declara ter sido circuncidado ao oitavo dia (v.5 circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu,) e ter seguido todos os ritos da lei (v.6 segundo o zelo, perseguidor da igreja; segundo a justiça que há na lei, irrepreensível.). Mas o apóstolo enfatiza que ao encontrar-se com Cristo, renunciou a tudo da velha religião para servir apenas a Cristo. Paulo declara: "Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne" (3.3 segundo o zelo, perseguidor da igreja; segundo a justiça que há na lei, irrepreensível.). A salvação é somente pela fé em Jesus. Nenhum rito religioso é capaz de trazer salvação

SINÓPSE DO TÓPICO (3)
A verdadeira circuncisão não confia na carne nem deixa marcas físicas, pois ela é gerada pelo Espírito.

REFLEXÃO
“(...) O apóstolo enfatiza que ao encontrar-se com Cristo, renunciou a tudo da velha religião para servir a Cristo. (...) A salvação é somente pela fé em Jesus. Nenhum rito religioso é capaz de trazer salvação.” Elienai Cabral

CONCLUSÃO
Paulo ensinou aos filipenses que a confiança em Cristo nos garante alegria. Tal felicidade independe das circunstâncias e faz-nos enfrentar todas as dificuldades comuns às demais pessoas com uma diferença: temos esperança! Paulo também mostrou aos filipenses que as leis do Antigo Testamento e seus ritos tinham sua importância, todavia, a obediência a tais leis e ritos não garantiam a salvação de ninguém. O que deve ser considerado pelo crente é o seu relacionamento com o Cristo ressurreto.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Sócio-Cultural
A Alegria em Filipenses
Todos querem ser felizes. Isto era tão verdadeiro no século I quanto hoje. E, nesta área, várias filosofias ofereciam sistemas éticos que prometiam guiar os estudantes a uma vida completa e feliz. Estes sistemas eram sofisticados demais para confundir 'sentir-se feliz' com felicidade. E assim os filósofos começaram a redefinir o termo, porque embora não pudessem ajudar ninguém a se sentir feliz, era certamente possível convencê-los de que seu estado era feliz, não importa como pudessem se sentir!
Os filósofos consideravam a alegria (chara) uma subdivisão do prazer (hedone). Como uma emoção, chara era vista com desconfiança pelos estóicos, que sob a pressão da opinião comum posteriormente a classificaram como 'um bom humor' da alma. [...]
O que é admirável no uso do NT deste conceito, seja na forma de substantivo (chara) ou verbo (chairo), é que ela retém uma força secular básica. Contudo, a forma como se experimenta este estado de espírito forte, positivo, confiante e exaltado está diretamente ligada a um outro paradoxo da fé. Mesmo sabendo que o caminho para a exaltação é a humilhação voluntária, ilustrada em Filipenses 2.6-11, a alegria do cristão é frequentemente experimentada em circunstâncias que ninguém consideraria feliz!  (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.441).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4.ed. Vol. 2 Rio de  Janeiro: CPAD, 2009.
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 55, p.39.

EXERCÍCIOS
1. Quem produz a verdadeira alegria em nossos corações?
R. O Espírito Santo.

2. Quem são os inimigos mencionados por Paulo em Filipenses 3.2?
R. Os judaizantes.

3. O que os judaizantes acreditavam e ensinavam aos cristãos gentios?
R. Eles acreditavam e ensinavam que os gentios deviam obedecer a todas as leis judaicas, um fardo legalista que nem mesmo os próprios judeus suportavam (Gl 2.14).

4. De acordo com a lição o que era a circuncisão no Antigo Testamento?
R. A circuncisão era um rito religioso com caráter moral e espiritual, consistindo em um sinal físico de que a pessoa pertencia ao povo com o qual Deus fez um pacto. Era também um sinal de obediência a Deus (Gn 17.11; At 7.8).

5. Defina a verdadeira circuncisão para o cristão.
R.  A circuncisão do cristão é espiritual e interior, operada pelo Espírito Santo, no coração, mediante a fé em Jesus Cristo (Rm 4.9-11)

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
Antigo e Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Bíblia – THOMPSON (Digital)
Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital)

Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

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