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Lição 8 - Aplicando as parábolas de resgate à família cristã

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
A história da ovelha perdida tocaria o coração de homens e de meninos da multidão, enquanto as mulheres e as meninas se interessariam pela história da moeda perdida do colar de casamento. Jesus procurou alcançar o coração de todos.
A ovelha perdida (v. 3-7). A ovelha perdeu-se por sua falta de senso de direção. Esses animas têm a tendência de se desencaminhar, por isso precisam de um pastor (Is 53:6; 1 Pe 2:25). Para os escribas e fariseus, era fácil ver os publicanos e pecadores como "ovelhas perdidas", mas não aplicavam essa imagem a si mesmos! No entanto, o profeta deixou claro que todos pecaram e estão perdidos, e isso inclui os religiosos.
Cada uma das ovelhas era responsabilidade do pastor; se uma desaparecia e o pastor não era capaz de provar que ela havia sido morta por um predador, precisava pagar por ela (ver G n 31:38, 39; Êx 22:10-13; Am 3:12). Isso explica por que deixaria o rebanho com outros pastores, sairia em busca do animal perdido e se alegraria ao encontrá-lo. Não encontrar a ovelha perdida pesaria no bolso dele e lhe daria a vergonhosa reputação de pastor descuidado.
O fato de deixar as noventa e nove ovelhas não implicava que o pastor não se importasse com elas. Essas noventa e nove estavam em segurança, enquanto a ovelha perdida corria perigo. O fato de o pastor sair à procura de uma ovelha é prova de que cada um dos animais era importante para ele. Jesus não sugeriu, aqui, que os escribas e fariseus não precisavam da salvação, pois certamente não era o caso. Se atribuirmos um significado específico a cada parte da parábola, ela se torna uma alegoria, e distorcemos sua mensagem.
Quando um pecador se entrega ao Salvador, sua alegria é quadruplicada. Apesar de a história não dizer coisa alguma a respeito de como a ovelha se sentiu, certamente o coração da pessoa encontrada enche-se de alegria. Tanto as Escrituras (At 3:8; 8:39) quanto nossa experiência pessoal comprovam a alegria da salvação.
Mas há também a alegria de quem encontra o perdido. Sempre que ajudamos a conduzir uma alma perdida a Cristo, experimentamos maravilhosa alegria interior. Outros se alegram conosco, quando compartilhamos a boa notícia de que a família de Deus tem mais um filho. Além disso, há alegria no céu (Lc 15:7, 10). Os anjos sabem melhor do que nós que somos salvos de algo para algo e se alegram conosco.
A moeda perdida (v. 8-10). A ovelha perdeu-se por não ter senso de direção, mas a moeda foi perdida por causa do descuido de alguém. E extremamente triste pensar que algum descuido em casa pode resultar na perda de uma alma.
Quando uma menina judia se casava, começava a usar na cabeça uma espécie de diadema com dez moedas de prata para indicar que agora era uma esposa. Era a versão judaica da aliança de casamento, e seria uma verdadeira tragédia perder uma dessas moedas. As casas na Palestina eram escuras, de modo que a mulher precisou acender uma candeia e procurar por toda a parte até achar a moeda perdida; podemos imaginar a alegria dela ao encontrá-la.
Não devemos estender excessivamente a interpretação de imagens parabólicas, mas vale a pena observar que a moeda poderia ter nela gravada a efígie de um governante (Lc 20:19-25). O pecador perdido tem em si a imagem de Deus, mesmo quando essa imagem foi desfigurada pelo pecado. Quando um pecador perdido é "encontrado", Deus começa a restaurar essa imagem divina pelo poder do Espírito, e, um dia, o cristão será como Jesus Cristo (Rm 8:29; 2 Co 3:18; Cl 3:10; 1 Jo 3:1, 2).
Essas duas parábolas ajudam a entender o que significa estar perdido. Em primeiro lugar, quer dizer estar fora do lugar. As ovelhas devem ficar com o rebanho, e as moedas, presas à corrente. Os pecadores perderam a comunhão com Deus. Estar perdido também significa estar impossibilitado de servir.
Uma ovelha perdida não é de proveito algum para o pastor, assim como não se pode comprar coisa alguma com uma moeda perdida. Um pecador perdido não pode experimentar a plenitude enriquecedora que Deus tem para ele em Jesus Cristo.
Mas invertendo tudo isso, ser "encontrado" (salvo) significa estar de volta ao lugar certo (reconciliado com Deus), ter a possibilidade de servir (a vida tem um propósito) e fora de perigo. Não é de se admirar que o pastor e a mulher alegraram-se e convidaram os amigos para compartilhar essa alegria!
Hoje em dia, é fácil ler essas duas parábolas sem dar muita atenção a sua mensagem, mas quem as ouve pela primeira vez deve ficar surpreendido. Jesus estava dizendo que Deus procura os pecadores perdidos!
Não é de se admirar que os escribas e fariseus tivessem ficado ofendidos, pois em sua teologia legalista não havia lugar para um Deus desse tipo. Haviam esquecido que Deus procurou Adão e Eva quando pecaram e se esconderam dele (Gn 3:8, 9). Apesar de seu suposto conhecimento das Escrituras, os escribas e fariseus se esqueceram que Deus é como um Pai que se compadece de seus filhos rebeldes (SI 103:8-14).
Poucas alegrias comparam-se à de encontrar os perdidos e levá-los ao Salvador. Como disse John Wesley: "A igreja não tem outra coisa a fazer senão salvar almas. Portanto, dediquem-se e sejam consumidos por essa obra".
2. A ALEGRIA DE VOLTAR (Lc 15:11-24). Chamam os essa história de "Parábola do Filho Pródigo" (pródigo quer dizer "esbanjador"), mas poderia ser chamada também de "A Parábola do Pai Amoroso", pois sua maior ênfase não é sobre a pecaminosidade do filho, e sim sobre a benevolência do pai. Ao contrário do pastor e da mulher nas parábolas anteriores, o pai não saiu à procura do filho, mas foi a lembrança da bondade do pai que levou o rapaz ao arrependimento e ao perdão (ver Rm 2:4). A história apresenta três experiências do rapaz.
Rebelião - ele foi para uma terra distante (v. 11-16). De acordo com a lei judaica, a parte da herança do filho mais velho correspondia ao dobro da parte dos outros filhos (Dt 21:17), e, se o pai assim o desejasse, poderia distribuir a riqueza ainda em vida. O filho mais novo agiu dentro da lei quando pediu sua parte dos bens e mesmo quando os vendeu, mas certam ente não foi um gesto amoroso de sua parte. Foi como dizer ao pai: "Gostaria que estivesse morto!". Thomas Huxley disse: "As piores dificuldades de um indivíduo começam quando ele tem a possibilidade de fazer o que bem entende". Que grande verdade!
Sempre que damos mais valor a coisas do que a pessoas, mais importância ao prazer do que ao dever e nos interessamos mais pelas paisagens distantes do que pelas bênçãos em nosso próprio lar, estamos procurando problemas. Certa vez, Jesus advertiu dois irmãos em conflito: "Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza" (Lc 12:15). Isso porque, por mais coisas que possa obter, o avarento nunca fica satisfeito, e um coração insatisfeito leva a uma vida de decepção. O filho pródigo aprendeu do jeito difícil que é impossível desfrutar as coisas que o dinheiro pode comprar ao ignorar as coisas que o dinheiro não compra.
A "terra distante" não é, necessariamente, um lugar distante para onde vamos viajar, pois ela existe, em primeiro lugar, em nosso coração. O filho mais novo sonhava em "desfrutar" sua liberdade longe do pai e do irmão mais velho. Se a ovelha perdeu-se por falta de senso de direção e a moeda foi perdida por falta de cuidado, o filho perdeu-se por obstinação. Desejava fazer as coisas a sua maneira, por isso se rebelou contra o pai, entristecendo profundamente o coração dele.
Mas a vida na terra distante não era o que o jovem esperava. Seus recursos esgotaram-se, seus amigos o deixaram , veio a fome, e o rapaz foi obrigado a fazer por um desconhecido o que havia se recusado a fazer pelo pai: trabalhar! Essa c e n a dramática é a maneira de Jesus enfatizar o que o pecado faz na vida dos que rejeitam a vontade do Pai. O pecado promete liberdade, mas traz apenas escravidão (Jo 8:34); promete sucesso, mas traz fracasso; promete vida, mas " o salário do pecado é a morte" (Rm 6:23). O rapaz pensou que "se encontraria", mas, na verdade, se perdeu! Quando Deus é deixado de fora da vida, o prazer transforma-se em escravidão.
Arrependimento e/ou caiu em si (v. 17-19). "Arrepender-se" significa "mudar de ideia", e foi exatamente isso o que o rapaz fez enquanto cuidava dos porcos (que trabalho para um rapaz judeu!). Ele "caiu em si", o que indica que, até então, estava "fora de si". O pecado traz consigo uma "insanidade" que parece paralisar a imagem de Deus dentro do indivíduo e liberar o instinto "animal". Os estudiosos dos textos de Shakespeare gostam de contrastar duas citações que descrevem essa contradição na natureza humana: "Que obra-prima, o homem! Quão nobre pela razão! Quão infinito pelas faculdades! Como é significativo e admirável nas formas e nos movimentos!
Nos atos quão semelhante aos anjos!
Na apreensão, como se aproxima dos deuses..."
(Hamlet, II, ii)
"No seu melhor estado, é pouco pior que homem; no pior, pouco melhor do que animal".
(O Mercador de Veneza, I, ii) O rapaz mudou de ideia sobre si mesmo e sobre sua situação e admitiu que era um pecador. Reconheceu que o pai era um homem generoso e que servir na casa dele era melhor do que ser "livre" naquela terra distante. É a bondade de Deus, não apenas a maldade do homem, que nos conduz ao arrependimento (Rm 2:4). Se o rapaz tivesse pensado apenas em si mesmo, na fome, na saudade e na solidão teria entrado em desespero. Mas suas circunstâncias difíceis o ajudaram a ver o pai sob outra ótica, e isso lhe deu esperança. Se o pai era tão bom com os servos, talvez se mostrasse disposto a perdoar um filho.
Se o rapaz tivesse parado nesse ponto, só teria sentido pesar e remorso (2 Co 7:10), mas o verdadeiro arrependimento implica não apenas a mente e as emoções, mas também a volição: "Levantar-me-ei [...] irei [...] lhe direi [...]". Nossas decisões podem ser nobres, mas a menos que as coloquemos em prática, jamais trarão qualquer benefício permanente. Se o arrependimento é, verdadeiramente, obra de Deus (At 11:18), o pecador obedecerá a Deus, crerá em Jesus Cristo e será salvo (At 20:21). 
1. A ovelha perdida
Em Mateus, a Parábola da Ovelha Perdida é precedida; de ensinamento sobre a humildade; da necessidade de cuidado com aqueles que, entre os judeus, eram considerados “socialmente insignificantes”, “economicamente desprovidos” e “teologicamente ignorantes”, aos quais Jesus chama de “pequeninos” e os compara a crianças tenras e também da necessidade daqueles que se consideravam superiores se comportarem de modo responsável, a fim de não escandalizarem os pequeninos. Em Lucas ela é antecedida da informação de que os fariseus murmuravam contra Jesus, por este receber, ensinar e confraternizar-se com pecadores e é sucedida pela Parábola do Filho Pródigo. Depois desta rápida avaliação, consideremos: 
1.1. Algumas características da ovelha
A ovelha é o animal mais dócil e de mais fácil trato, embora tenha os seus defeitos. Por exemplo, a mãe abandona a cria para responder ao seu instinto de viver em grupo, visto que os cordeirinhos não têm condição de acompanhar a marcha do rebanho adulto. Sua atenção se dispersa facilmente, podendo ser atraída para uma direção diferente daquela em que o pastor conduz o rebanho, ou simplesmente se deter por conta de alguma distração e ficar para trás. Por ser um animal doméstico, a ovelha depende do pastor para tudo. O pastor que conhece o rebanho e o valoriza, está habituado a estas situações, faz sempre uma vistoria no caminho por onde seguiu o rebanho, além, é claro, de contar as ovelhas, para ter a certeza que não fica para trás alguma cria abandonada ou alguma ovelha desatenta. 
1.2. As ovelhas perdidas dos lares cristãos
Considerando que a família cristã é a comunidade básica da Igreja, o que se aplica a esta, também se aplica àquela. Assim, a família é um pequeno rebanho e o lar é o redil. No lar; a ovelha perdida pode ser aquele filho ou filha que ao chegar à adolescência foi-se deslumbrando com o mundo fora das fronteiras seguras de casa, que inicialmente é apresentada a eles pela TV e depois pelo ambiente escolar ou com o modo de vida de colegas cujas famílias não pertencem ao Grande Rebanho. Ao receber um pouco de autonomia, distancia-se do seu grupo de origem, a família, e aproxima-se de um grupo que atenda e satisfaça a sua curiosidade juvenil e passa a adotar a linguagem, os hábitos, o comportamento e os vícios das “ovelhas” daquele novo “aprisco”.
A fase do deslumbramento nem sempre é percebida pelos pais. Alguns só se dão conta do fascínio que o modo de vida de garotos e garotas; de outras medis exercem sobre seus filhos depois que os perdem. Normalmente isso ocorre porque ambos os pais trabalham fora de casa e não dispõem de tempo para orar com os filhos, para o culto doméstico e para acompanhar o desenvolvimento e as inclinações deles. Mas há outros motivos, entre os quais o despreparo com que moços e moças se casam. 
1.3. Perdedores de ovelhas
No aprisco familiar todos são ovelhas, mas os pais representam a Cristo, o Sumo Pastor, no cuidado dos filhos, o marido no cuidado da esposa e esta O representa no cuidado do marido. Os pastores do aprisco familiar são responsáveis diretos pela perda de ovelhas. A mulher que perde o foco de sua principal missão e tarefa, que é a de ser uma boa esposa e criar filhos para Deus, e se fixa em outros objetivos, legítimos e dignos, mas que concorrem contra a sua missão principal, peca contra o lar. O mesmo acontece a homens que negligenciam a missão de maridos e pais, sob o pretexto de que têm que trabalhar duro para cumprir o papel de provedores. Tais mulheres e homens correm o sério risco de verem o cônjuge ou os filhos se transformarem em ovelhas perdidas. Na verdade, muitos já os perderam e não sabem, pois ainda vivem na mesma casa, compartilham a cama, a mesa, a TV da sala, etc. Mas isso é tudo. Não há diálogo, respeito, satisfação, consideração, obediência, cooperação, amor, cumplicidade, carinho, afeto, entre outras coisas próprias do lar. Estas coisas buscam noutros pastos e redis, e, se a situação não mudar, haverá um dia em que não encontrarão mais o caminho de volta, 
2. A dracma perdida
A dracma, por ser um objeto inanimado, não sente nada pelo seu possuidor. Também não pode tomar a iniciativa de se separar do dono ou de seu grupo e perder-se. Por isto, a Dracma Perdida é totalmente isenta da responsabilidade por sua condição de perdida. Estas características fazem com que a figura da dracma tenha muitos significados e aplicações: 
2.1. Filhos pequenos
Pode significar nossos filhos pequenos, os quais temos a obrigação de guardar para que seus espíritos, mentes e emoções não sejam contaminados por nada e por ninguém. Porém, muitas vezes, nós mesmos, pai e mãe, manchamos suas almas com brigas de casal, falatórios vãos, murmurações, contendas, malquerença, expondo-os a situações e ambientes impróprios para eles, ou os deixamos à míngua de alimentos espirituais e de apoio na formação emocional; há pais que até abusam sexualmente de seus filhinhos ou enteados. Também negligenciamos seus talentos, habilidades e vocações e, um belo dia, notamos que eles cresceram, mas suas capacidades natas não progrediram junto com seus corpos. Não amadureceram espiritual, moral, intelectual e emocionalmente; porventura foram marcados por traumas, que sequer desconfiávamos que houvessem sofrido.
Outras vezes os deixamos aos cuidados de terceiros, que além de não possuírem para com eles o mesmo senso de dever e o mesmo amor e respeito que cabe aos pais, há casos de abuso sexual e violência física contra os pequeninos, cometidos por babás e cuidadores os quais transmitem princípios e valores nem sempre benéficos à formação do caráter de nossas crianças. 
2.2. Valores e princípios cristãos
As dez dracmas podem significar ainda a soma total dos valores e princípios cristãos que devem reger nossa vida espiritual, afetiva, conjugal, profissional e social, como também as vocações e ministérios que deveriam ser descobertos e desenvolvidos na disciplina doméstica. A que foi perdida fala daquela parte do valor, vocação e ministério que existe, mas, em algum momento, por falta de fervor, zelo, atenção, dedicação, de uso de investimentos adequados e de prioridades, perdeu-se dentro de nós mesmos e por consequência, dentro da nossa casa, no seio da nossa família e está ausente nas nossas relações: com Deus, com a Igreja, com a sociedade, com parentes e amigos, com nossos colegas de trabalho, patrão, profissão, negócios, com as atividades sociais, com o cônjuge, com os filhos e com a criação e educação que damos a eles. 
2.3. O cuidado que devemos ter com tudo o que Deus nos confia
Cotidianamente temos que contar “nossas dracmas”. Não podemos ficar acomodados quando notarmos uma perda, mesmo que seja aparentemente pequena. O cuidado de infundir em nossos pequeninos os valores que Deus nos deu, os princípios espirituais, éticos e morais aprendidos na Escritura Sagrada; de desenvolver neles os talentos e as vocações, bem como de ensinar-lhes a aproveitar as oportunidades e tudo o mais que Deus nos dá, não somente é útil a conservação de Suas dádivas, mas também à multiplicação delas e à demonstração do quanto somos gratos ao Senhor. Tal cuidado é necessário também para que aprendam a valorizar as coisas mais excelentes, diminuindo assim os riscos de que se tomem “filhos pródigos” ou “Esaús”. 
3. O filho pródigo
Na Igreja, o pródigo representa aquele crente que pensa que tem maturidade e preparo espiritual suficiente para levar uma vida longe do convívio dos irmãos e da disciplina e proteção pastoral. Decide então se emancipar e romper qualquer vínculo com a congregação. Ao se afastar, porém, do seu ambiente de fé, de doutrina, do cuidado pastoral e do amor dos irmãos, desperdiça seus dons e talentos e se perde nos encantos enganosos do mundo. No que diz respeito à família cristã, o filho pródigo representa: 
3.1. O membro da família que escolhe se perder
O Pródigo representa aquele filho ou filha que foi criado em um lar onde nenhuma “dracma” se perdeu, onde todos os valores, princípios e cuidados necessários à criação e formação de uma pessoa, bem como o desenvolvimento dos dons e o treinamento para uso adequado dos talentos foram utilizados, para a glória de Deus. Mas quando este filho ou filha tem a oportunidade de escolher, rejeita tudo o que recebeu de sua família, exceto bens e recursos econômicos, e reclama independência completa. Os pais, por respeito à liberdade de escolha do filho, concedem-lhe a desejada emancipação.
Uma vez longe da tutela dos pais, se enveredam por caminhos tortuosos, escorregadios, escuros e perigosos. Pais cristãos, assim, como o amoroso e esperançoso pai da Parábola, jamais devem desistir daquele filho que escolheu se perder. Antes devem cuidar de manter abertos os braços e o coração para recebê-los quando ele decidir voltar aos princípios e valores dantes rejeitados, ou para o lar, literalmente. 
3.2. Um cônjuge que se afasta do lar sem motivo justificável
O filho pródigo também representa uma pessoa casada, que mesmo tendo um cônjuge dedicado, amoroso, carinhoso, que satisfaz sexualmente, e em tudo o mais, acha que o casamento é uma espécie de prisão. Busca a liberdade e, no uso dela, dá preferência a programas que o cônjuge não pode ou não gosta de participar, diversões impróprias para pessoas casadas e para filhos de Deus. 
3.3. Um extraviado responsável por seu próprio extravio
O filho que se perdeu não pode ser enquadrado no mesmo molde da ovelha perdida que, por ser irracional, poderia ter sido treinada a agir do modo como o pastor esperava, mas não poderia ser responsabilizada por suas ações. O pastor é o único responsável por seu extravio. Também não se encaixa na forma da dracma que a mulher perdeu dentro de casa, pois a moeda é um objeto inanimado, e como tal jamais poderia fazer coisa alguma, voluntária ou involuntariamente. Seu proprietário é responsável por qualquer coisa que lhe aconteça. Entretanto, o filho pródigo é um ser racional e volitivo. Ninguém, a não ser ele mesmo, é responsável por seu extravio. Assim, os pais, ou o cônjuge (quando é o marido ou a mulher que se afasta sem motivo justificável) não são culpados e nem devem cultivar nenhum sentimento de culpa pelo afastamento deles. Mas, precisam manter o coração aberto, ficar atentos ao menor sinal de retorno e criar no lar um ambiente mais acolhedor possível para receber “o pródigo” quando ele voltar. 

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