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A VOCAÇÃO E ATUAÇÃO DE JOÃO BATISTA, LC 3.3-18

2b – Veio (aconteceu) a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto.
O surgimento de João é descrito no v. 2b com palavras que soam como retiradas do AT. Com isso,
Lucas remete conscientemente aos relatos sobre a vocação dos profetas da antiga aliança (cf. Jr 1.2;
Ez 1.1; Jl 1.1s).
O AT sempre cita, como também no caso de João, o nome do pai do profeta (cf. Jr 1.1; Jl 1.1,
etc.). Não se explica como a “palavra de Deus” chegou a João. De qualquer maneira foi-lhe
concedida uma revelação direta de Deus.
Lemos no v. 2b que “uma palavra de Deus” veio a João. Deve ter sido uma palavra maravilhosa,
uma palavra poderosa. João não tinha de anunciar uma palavra de mero discurso, mas uma palavra
que precisava acontecer, tornar-se um evento, que sucederia como ato de Deus, que interviria na
História como agir de Deus.
Dessa forma, a palavra que nos cumpre anunciar e à qual também precisamos consagrar precisa
tornar-se perceptível, de forma visível e audível, por meio de toda a nossa natureza e existência. Em
João, tudo era pregação: palavra e vida, espírito e gesto, coração e mão. Linguajar e postura, tudo
dava testemunho da grandiosa mensagem que Deus queria transmitir por meio de seu mensageiro.
Veio uma palavra de Deus a João. Uma palavra que impõe reverência, uma palavra santa,
porque contém o juízo divino sobre um povo perdido em toda a sua gravidade, rigor e inflexibilidade.
Uma palavra de Deus que, revelada de forma implacável e inescrupulosa, desenrolava o pecado e a
vergonha das pessoas, a perdição, maldade e falsidade das pessoas, em todos os segmentos e
profissões.
Uma palavra veio a João. Uma palavra imensa, uma palavra transcendente, pois trazia a graça e
muito perdão para uma geração perdida e pecadora, em toda a santidade e glória, em toda
profundidade e preciosidade. Uma palavra que contém vida e beatitude, uma palavra de perdão. A
palavra perdão dos pecados, i. é, anulação dos pecados, continha a esperança suprema dos profetas da
antiga aliança (Is 33.24; Jr 31.34; Is 55.7; Ez 18.31; 36.25,27; Zc 13.1; Mq 7.18).
Ambas as dimensões estão contidas na “palavra de Deus que veio a João”, juízo e graça, destroçar
e ligar, ferir e sarar, espezinhar e erguer, humilhar e consolar, ambas de fato em plena verdade e
atualidade. É o que veremos de imediato!
Perdão dos pecados! O próprio João deve ter sucumbido em adoração diante dessa incumbência
avassaladora, diante dessa inesperada resolução de Deus! Apesar de tudo Deus será vitorioso no
final! “Onde abundou o pecado, há de superabundar a graça” (Rm 5.20).  – “Olhai para mim e sede
salvos…!” (Is 45.22).
Essa é a palavra de Deus que sobreveio a João.

Fonte: Lucas - Comentário Esperança

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