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Lição 11 - Sirva a Deus em todo o tempo e com toda a sua família

Lição 11 - Sirva a Deus em todo o tempo e com toda a sua família

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
O JULGAMENTO DE DEUS SOBRE NÓS (Mt 7:21-29)
Depois da ilustração dos dois caminhos e das duas árvores, Jesus encerra sua mensagem descrevendo dois construtores e duas casas. Os dois caminhos ilustram o começo da vida de fé, e as duas árvores ilustram o crescimento e os resultados dessa vida de fé aqui e agora. As duas casas, por sua vez, ilustram o fim dessa vida de fé, quando Deus julgará todas as coisas. H á falsos profetas junto à porta que conduz para a estrada espaçosa, facilitando a entrada de todos. Mas, no final desse caminho, há destruição. O teste final não é o que pensam os de nós mesmos, ou o que os outros pensam de nós, mas sim: o que Deus dirá? Como se preparar para esse julgamento? Fazendo a vontade de Deus. A obediência a sua vontade é a prova da verdadeira fé em Cristo. Tal prova não consiste em palavras, não é dizer: "Senhor, Senhor" e não obedecer a suas ordens. Como é fácil aprender um vocabulário religioso, até memorizar versículos bíblicos e canções, e ainda assim não obedecer à vontade de Deus. Quem é, verdadeiramente, nascido de novo tem o Espírito de Deus habitando dentro de si (Rm 8:9), e o Espírito permite que conheça a vontade do Pai. O amor de Deus em seu coração (Rm 5:5) motiva-o a obedecer a Deus e a servir aos outros.
Nem palavras nem atividades religiosas substituem a obediência. A pregação, a expulsão de demônios e a operação de milagres podem ter inspiração divina, mas não garantem a salvação. É bem possível que até mesmo Judas tenha participado de algumas ou talvez de todas essas atividades, mas, mesmo assim, não era um cristão verdadeiro. Nos últimos dias, Satanás usará "prodígios da mentira" para enganar as pessoas (2 Ts 2:7-12).
É preciso ouvira Palavra de Deus e praticá-la (ver Tg 1:22-25). Não se deve apenas ouvir (ou estudar) o que está escrito. O ouvir deve redundar em ações. É isso o que significa construir a casa na rocha. Não se deve confundir esse símbolo com a "rocha" de 1 Coríntios 3:9ss. Ao pregar o evangelho e ganhar almas para Cristo, Paulo fundamentou a igreja local de Corinto em Jesus Cristo, pois ele é o único alicerce verdadeiro da igreja local.
O alicerce da parábola em questão é a obediência à Palavra de Deus - obediência que com prova a fé verdadeira (Tg 2 :1 4ss). Os dois homens da história tinham vários aspectos em comum. Ambos desejavam construir uma casa e ambos a fizeram de forma a parecer bela e forte. Porém, quando veio o julgamento (a tempestade), um a delas caiu. Qual era a diferença? Por certo, não era a aparência exterior. A diferença estava no alicerce: o construtor bem-sucedido "cavou, abriu profunda vala" (Lc 6:48) e alicerçou sua casa numa fundação sólida.
Uma falsa profissão de fé só dura até o julgamento. Algumas vezes, esse julgamento manifesta-se nas provações da vida. Como é o caso da pessoa que recebeu a semente da Palavra de Deus num coração sem profundidade (Mt 13:4-9) e, quando vieram as provações, falhou em seu compromisso. Muitos que declaram sua fé em Cristo acabam por negá-la, quando a vida torna-se espiritualmente difícil e custosa.
Mas o julgamento ilustrado nessa passagem provavelmente se refere ao juízo final de Deus. Não se deve tentar encontrar nessa parábola toda a doutrina ensinada nas epístolas, pois Jesus estava apenas ilustrando um ponto principal: a declaração de fé será testada d e uma vez por todas diante de Deus. Os que creram em Cristo e provaram sua fé pela obediência não terão coisa alguma a temer, pois sua casa está alicerçada na rocha e resistirá. Mas os que dizem crer em Cristo e não obedecem à vontade de Deus serão condenados.
Como testar a profissão de fé? Não é pela popularidade, pois o caminho espaçoso que conduz à destruição está cheio de gente. Também há muitos que dizem: "Senhor, Senhor", mas isso não lhes garante a salvação. Nem mesmo a participação em atividades religiosas num a igreja é garantia de salvação. Como, então, julgar a si mesmo e a outros que professam crer em Cristo como Salvador?
Os dois caminhos indicam que devem os examinar o que a profissão custou. Foi pago algum preço ao professar a fé em Cristo? As duas árvores indicam que devem os investigar se a vida de fato mudou. Estão sendo produzidos frutos de piedade? E as duas casas lembram que a verdadeira fé em Cristo resistirá não apenas às tempestades da vida, mas também ao julgamento final.
O sermão deixou o povo maravilhado, pois Jesus falou com autoridade divina. Os escribas e fariseus falavam "em nome das autoridades", citando sempre vários rabinos e mestres da Lei. Jesus não menciona mestres humanos para dar autoridade a suas palavras, pois falava como Filho de Deus.
É preciso levar esse sermão a sério, pois foi Deus quem o deu! Também é importante curvar-se perante o Senhor, submetendo-se a sua autoridade, pois, do contrário, haverá condenação. 
1. Construa, reforme ou reconstrua sua família
Há muito que a família, edifício mais importante da sociedade, vem sendo construída sobre a areia, inclusive famílias cristãs. Não é de se admirar, portanto, que haja tanta delinquência juvenil, tantas meninas mães, tantos meninos de rua, tantos crimes passionais e muitos outros crimes e mazelas sociais resultantes de lares desfeitos, de pais que não sabem educar filhos, de pais violentos, de abusadores sexuais dos próprios filhos, etc. Precisamos despertar agora e fazer o que tem que ser feito para, daqui por diante, voltarmos aos sólidos fundamentos da Palavra e sobre eles edificar ou reedificar nossas famílias. 
1.1. Transforme seu lar em uma escola
A Bíblia contém exortações objetivas e contundentes aos pais, a que tornem ao seu encargo direto a educação de seus filhos (Dt 6.6-9; Pv 22.6; Ef 6.4), porém, infelizmente, nestes últimos dias, algumas famílias cristãs, assim como as demais, têm terceirizado a educação de suas crianças, adolescentes e jovens. Delegam tão importante tarefa às creches, às escolas, e às Igrejas. Todas as instituições citadas são importantes, porém devem atuar apenas como colaboradoras dos pais e não como substitutas deles. Os cultos de ensino, a EBD e os seminários oferecidos pelas Igrejas são necessários e muito importantes à formação integral da pessoa, mas foi aos pais que Deus entregou a tarefa de educar os filhos.
Também vemos na Bíblia que a educação que Deus quer que as famílias cristãs deem aos seus filhos seja capaz de se perpetuar em muitas gerações futuras (Gn 18.19). Para que este resultado seja alcançado, é necessário que os pais unam o exemplo ao discurso, conforme já estudamos anteriormente. O exemplo dos pais não deve ser apenas bom, tem que ser inteligente, com a finalidade de educar. Sua sinceridade deve ser manifestada dentro de casa, diante dos filhos. Os pais devem ter cuidado para não expor os filhos a qualquer situação que possa contaminá-los através dos sentidos: visão, audição, olfato, tato e paladar e isso inclui literalmente, TV, Internet, entretenimentos, bebidas, cigarros de qualquer erva, hábitos alimentares ou qualquer comportamento indigno de ser imitado (Sl 101.2,3). 
1.2. Transforme seu lar em um templo
Não importa se é num palácio, num espaçoso e luxuoso apartamento, ou num “dois quartos” popular, onde vivem seis pessoas ou mais, num barraco de lona, num casebre; o lugar em que a família cristã se abriga precisa ser um templo onde o Senhor é adorado diariamente. 
1.3. Transforme seu lar em uma oficina
Nosso crescimento, formação e aperfeiçoamento implicam em muitos erros e desacertos, na verificação de falhas e defeitos, em tropeções e quedas que nos ferem e traumatizam o corpo e a alma. Façamos do nosso lar uma olaria, uma oficina bem equipada, um hospital bem aparelhado e um consultório psicológico bem aconchegante, onde todos os membros da família possam ser amparados, consertados e curados, de modo a que se transformem em belos e úteis vasos para a glória de Deus (Jr 18.4 Como o vaso que ele fazia de barro se quebrou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer.). Não descarte seu cônjuge por conta das imperfeições e infidelidades dele. Não descarte seu filho em hipótese alguma. Cônjuges e filhos são seres em aperfeiçoamento, os quais Deus nos entregou. Não podemos jamais desistir deles. 
2. As principais regras para a escola do lar
Como os primeiros e os principais mestres responsáveis pela formação integral dos indivíduos que Deus lhes confiou, os pais não devem se conformar com a mentalidade deste mundo, mas buscar a transformação cotidiana pela renovação do entendimento, para que possam experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para si e levar os filhos a experimentá-la também (Rm 12.2 E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.). O Ministério da Educação, o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e outros órgãos públicos, estabelecem uma série de normas para a abertura e funcionamento de escolas. Mas é a Bíblia que estabelece as normas para a formação da família, a primeira e mais importante escola da humanidade. Para que os edificadores e mestres desta escola sejam bem sucedidos, é necessário que observem: 
2.1. O lar deve ser fundamentado e desenvolvido sobre o amor bíblico
Em que errei na educação de meus filhos? É a pergunta desesperada de pais que veem seus filhos escolherem andar por um caminho diferente daquele em que esperavam que andassem. Talvez tenham feito tecnicamente tudo certo, mas tenha falhado no amor. Como assim? Amo meus filhos mais que tudo na vida, como posso ter falhado justamente no amor? Este talvez seja o primeiro erro e é o pai dos demais erros, pois o amor bíblico é aquele que é dedicado primeiro e com maior intensidade a Deus (Mt 10.37 Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.; 22.37 E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.), a fim de que possa permear de modo equilibrado e saudável nossas relações humanas de amor, inclusive com nossos filhos.
Caro professor, ensine também que o pecado contaminou tudo, inclusive perverteu o sentido verdadeiro do amor: o marido diz que ama a esposa, mas é desleal e/ou grosseiro para com ela; os pais dizem que amam os filhos, mas se irritar com eles com enorme facilidade ou os enchem de presentes e coisas para substituírem a presença; a esposa diz que ama o marido, mas não confia, nele, etc. Nosso amor pela família, precisa ser submetido ao padrão estabelecido por Deus em 1 Coríntios 13. Através desta passagem, vemos que o amor é prática, é ação e não sentimento. Se a qualidade do amor que é praticada no nosso lar for comparada a este padrão, sobrará alguma coisa digna de permanecer? Também precisamos deixar claro que é mundana, carnal e maligna a afirmação que qualquer espécie de amor é válida, e que qualquer maneira de ama r vale a pena (Rm 12.9; 1 Jo 4.18). 
2.2. No lar não pode haver lugar para o medo
O lar cristão deve ser um ambiente onde haja bons costumes (que não ferem nem contrariam a Palavra), onde se cultivam os bons sentimentos (os mesmos que houve em Cristo Jesus), onde se forma o caráter (semelhante ao de Cristo), onde se edificam princípios e se comunicam valores (eternos), onde se forma e se renova a mente (pelo enchimento da mente Cristo). Por isso, nesta escola, a educação não pode ser administrada através da coação, do medo e do temor (1 Jo 4.18 Na caridade, não há temor; antes, a perfeita caridade lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em caridade.), mas pela persuasão do Espírito Santo (Zc 4.6 E respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.). 
2.3. No lar deve haver liberdade
Deve vigorar no lar uma liberdade que não é sinônima de ausência de autoridade e de disciplina, mas aquela em que os filhos podem se aproximar dos pais para exporem suas dúvidas e curiosidades, pedirem ajuda, dar e receberem carinho, confessarem uma falta ou fraqueza, etc. Além disso, é aquela liberdade que concede aos membros da família condições e espaço para desenvolverem potenciais e habilidades, personalidade própria, gostos e convicções pessoais, fazerem escolhas e assumirem responsabilidades. Liberdade e autoridade são plenamente conciliáveis e complementares no lar em que habita o Espírito de Deus (2Co 3.17 Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.).
No lar em que há este tipo de liberdade, a educação flui com mais leveza e os vínculos afetivos são fortalecidos nas Crianças, adolescentes e Jovens educados dessa maneira, adquirem mais capacidade para responderem e reagirem de modo adequado às investidas externas, para influir de modo positivo no meio em que vivem e para dizer em "sim" às virtudes e "não” aos vícios e pecados. 
3. Conduza sua família ao Senhor
Muitos de nós falhamos com nosso cônjuge e filhos em um aspecto que jamais deveríamos falhar: a salvação deles aliada a uma vida cristã frutífera. Em muitos casos, talvez na maioria deles, isso ocorre porque somos consumidos pelas exigências educacionais deste mundo e não nos damos conta do desequilíbrio em que estamos incorrendo. Na verdade, se não for possível equilibrar o terreno e o espiritual na edificação da família e educação dos filhos, melhor seria que favorecêssemos o aspecto espiritual, porque este mundo milita contra Deus e contra nossa família. Para corrigir possíveis falhas, prevenir outras, e resgatar nossa família, precisamos, entre outras coisas, não negligenciar as três coisas a seguir: 
3.1. Cultuar em casa e frequentar os cultos e demais atividades da Igreja
Ninguém entrava no tabernáculo sem passar pelo pátio externo, pelo altar do holocausto e pelo lavatório (Ex 40.6-8). Estas eram as primeiras etapas percorridas pelo homem para aproximar-se de Deus na dispensação da Lei. Aplicando a nós hoje, é neste estágio da vida espiritual que adquirimos a consciência de que somos escravos do feio e imundo pecado e que precisamos ser resgatados pelo sangue de Jesus, e dia a dia sermos purificados pela lavagem da Palavra, para irmos adquirindo pensamentos, linguagem, hábitos, desejos, relacionamentos e comportamentos cristãos. Os pais precisam construir o pátio, que significa solidificar na família o hábito de adorar a Deus no lar e no templo. Nossos filhos, desde a gestação, precisam ser protegidos pelas cortinas da adoração.
No Livro de Êxodo, Deus dá ordem a Moisés para construir o tabernáculo, que era uma tenda que serviria para abrigar a mesa dos pães da propiciação, o candelabro de ouro e a arca da aliança; esta era separada dos móveis e utensílios por um pesado véu, aquele que foi rasgado de alto a baixo na morte de Jesus. O tabernáculo era protegido por um pátio feito de pesadas cortinas de linho que eram sustentadas por colunas de prata apoiadas em bases de cobre e possuía apenas uma porta, que aponta para Cristo e para Seu corpo, a Igreja (Jo 10.9). Havia dois pátios: o exterior ao qual todo o povo poderia ter acesso e onde ficavam o altar do holocausto e o lavatório e, o pátio interior, onde estava a mesa do pão da proposição e o candelabro de ouro que era uma espécie de antessala ao Lugar Santíssimo. 
3.2. Conduzir seus filhos para mais perto de Deus
O pátio externo era um lugar maravilhoso, tanto que Davi diz: “...vale mais um dia nos Teus átrios do que mil em outros lugares”. Entretanto, é no Lugar Santo (uma espécie de pátio íntimo), em que Cristo, o pão da proposição e a luz que alumia as trevas espirituais da mente e do coração do homem, espera por nós. Todos os membros de sua família precisam ser iluminados por Cristo para perceberem, odiarem e abandonarem o pecado, vislumbrando as riquezas celestiais e se alimentando de Cristo para fazerem parte dEle. Conduza-os para mais perto de Cristo, a fim de que possam recebê-Lo como Salvador e viver dEle, nEle e para Ele (Ef 3.17-19). Maridos, esposas, pais, como sacerdotes do lar, para obterem sucesso na incumbência de conduzir a família a Cristo, atendam aos rogos do Apóstolo Paulo (Rm 12.1-2; Ef 5,2). 
3.3. Consagre sua família a Deus
A consagração para o serviço de Deus é uma resposta ao amor que Ele nos tem e que nos foi concedido e mostrado em Cristo (Jo 3.16). Maridos, esposas, se tem consciência do amor de Deus e por conta disso nos entregamos a Ele como sacrifício vivo, santo e agradável, o mesmo deve ocorrer com nossas famílias. Precisamos consagrar ao Senhor todos os membros de nosso lar para que sejam instrumentos de honra nas mãos de Deus. 

4 comentários:

  1. A PAZ DO SENHOR.
    PARABÉNS POR ESSE EXELENTE TRABALHO.
    DEUS ABENÇOE E CONSERVE NESTE TRABALHO.

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  2. Paz do Senhor meu amado.
    Presto continências ao nosso Deus por levantar homens como você para usar como instrumento vivo nesse século onde a pós-modernidade está atingindo famílias e igrejas... Esse seu trabalho é muito bunito e importante.
    Que Deus continue te abençoando.

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  3. A Paz do Senhor.
    Peço a Deus que continue te abençoando, pois você tem me ajudado muito com seus comentário/subsídios. E o evangelho de nosso Senhor esta sendo propagando por este mundo, onde muitos estão brincando, mas a nossa parte está sendo feita. Que Deus continue te abençoando e dando Graça para você continuar com esta obra.

    Abraço

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  4. comentários maravilhoso q deus continue te usando e que possa levantar homens com vc para fazer a diferença

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