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Lição 13 - Culto doméstico: como realizar com sucesso

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Dedicação interior e exterior (6.1-9). O versículo 2 resume o conteúdo do capítulo inteiro. A reverência a Deus se expressa em guardar todos os... mandamentos... todos os dias de nossa vida e ensinar nossos filhos a fazer o mesmo.
Os versículos 4 e 5 fazem parte do que chamamos Shema (hb. “ouve”). Este é o credo do judaísmo. O SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR ou “O Senhor é o nosso Deus, o Senhor é um” são traduções válidas. Os judeus consideram a palavra hebraica Yahweh muito sagrada para ser pronunciada e, por isso, a substituem pela palavra Adonai, “meu Senhor”. Yahweh quer dizer, literalmente, “Ele é” ou “Ele se toma, Ele vem a ser”. Moffatt a traduz por “o Eterno”. Os dizeres do versículo 4 declaram que o Senhor é o Deus de Israel, que ele é o único Deus e que ele é o mesmo em todos os lugares. Esta descrição estava em oposição aos deuses das nações circunvizinhas, particularmente a Baal que era adorado de diferentes formas e com diferentes ritos em diversas localidades. A palavra único não é incompatível com a doutrina cristã da Trindade, ou seja, três Pessoas da mesma substância em uma deidade. Com efeito, a palavra Deus está, via de regra, na forma plural nas Bíblias hebraicas como também neste versículo.
Em seguida à confissão de fé há uma exortação para amar. Este padrão ocorre dez vezes em Deuteronômio, e em nenhum outro lugar do Pentateuco. 4 Este amor tem de abranger a personalidade total: coração, alma e poder (5). Estes três termos envolvem o homem inteiro, sua vida interior e exterior, sua mente, vontade, desejo, emoções psíquicas, energia mental e física, e até suas posses. Quando lhe perguntaram qual era o primeiro mandamento da lei, Jesus citou o Shema, acrescentando “entendimento” (Mc 12.30; Lc. 10.27). Fez isso provavelmente para pôr em relevo o vocábulo grego dianoia, que significa “entendimento”, usado pela Septuaginta. Também acrescentou Levítiço 19.18: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. As pessoas que têm o Antigo Testamento em baixa estima deveriam lembrar que, de suas páginas, o Filho de Deus definiu a religião vital em termos de amor. “A resposta de Jesus estava em concordância com o melhor pensamento judaico sobre o assunto. Em consequência disso, os judeus e cristãos consideram esta lei a exigência primária de Deus, o resumo de todas as outras exigências.” 5 As Escrituras declaram: Estas palavras... estarão no teu coração (6). O centro da religião está no coração. Mas não deve se limitar a isso. Tem de entrar em circulação nas atividades cotidianas da vida. A palavra de Deus deve ser ensinada aos filhos, mencionada em casa e pelo caminho (7), o último item antes de dormir e o primeiro pela manhã. Até que ponto esta ordem deve ser interpretada literalmente, cada um de nós tem de decidir. Jesus disse: “A boca fala do que está cheio o coração” (Lc 6.45, ARA).
Devemos prestar atenção e perceber se o que reputamos estar em primeiro lugar em nossa vida goza de suficiente proeminência em nossas conversas.
As opiniões divergem acerca dos versículos 8 e 9 quanto à literalidade. Driver declara: “Levando em conta a totalidade, é mais provável que a prescrição deva ser interpretada literalmente”.6 Por outro lado, há pouca evidência bíblica ou extra bíblica de ter sido colocada em prática até o tempo dos Macabeus (c. 167 a.C.). A partir do século II d.C., os judeus costumavam usar quatro trechos da lei: Êxodo 13.1-10; 13.11-16; Deuteronômio 6.4-9 e 11.13-21. Punham estas passagens em caixinhas de couro amarradas por correias à mão esquerda e na testa antes das preces matinais. Chamam-se tefilins,“orações”, ou filactérios, provavelmente “meio de proteção”. Em um estojo de metal ou de vidro, os judeus também punham os textos de 6.4,5 e 11.13-21 e o fixavam no batente do lado direito da entrada externa de cada compartimento na casa. Chama-se mezuzá, “ombreira da porta, batente”. Não foi porque usavam filactérios que Jesus censurou os fariseus, mas porque os exibiam pomposamente. Esta ostentação era parte do trágico engano de exaltar as ornamentações da religião acima da atitude do coração.
O tema dos versículos 4 a 11, segundo G. B. Williamson, é “Deus é o Único Senhor”.
Fonte: Comentário Bíblico Beacon 
1.1. A escolha da hora
O melhor horário para a realização do culto doméstico é aquele em que a família está toda em casa. Seja pela manhã, no horário das refeições ou à noite. Porém, os teóricos do aprendizado insistem em que os últimos pensamentos da noite costumam ser os primeiros da manhã e que os primeiros pensamentos da manhã permanecem na mente durante o restante do dia. Portanto, quando for possível, o culto doméstico deve ser realizado à noite, antes das crianças dormirem. O horário do culto pode ser alternado, por exemplo: nos dias em que a família vai aos cultos noturnos da Igreja, deve ser realizado durante o dia, exceto no domingo, pois a prioridade é para a Escola Dominical. Nos demais dias, à noite. Mas, qualquer que seja o horário escolhido, é importante que seja mantido por tempo suficiente para formar o hábito (1 Co 14.40). Havendo necessidade de mudança de horário, faça-a, mas não permita a extinção do Culto Doméstico. 
1.2. A escolha do lugar
O culto doméstico pode ser realizado em qualquer parte da casa, desde que seja o mais agradável, confortável, iluminado e ventilado. Pode ser realizado na sala, sentados nos sofás ou no chão, na cozinha, na varanda, no jardim, enfim, onde a família puder se reunir o mais prazerosamente que for possível. Também pode ser realizado cada dia numa parte da casa, atendendo aos desejos e sugestões dos membros da família (1 Co 14.26).
A instrução não deve ficar limitada a um devocional após o café da manhã ou uma história antes de dormir. Até mesmo os momentos mais rotineiros da vida — “quando você se assenta em casa e quando anda pelo caminho” — oferecem ocasiões para reflexão teológica espontânea e criativa. Por exemplo, as formigas que carregam suas migalhas podem estimular uma discussão sobre a diligência (Pv.6:6-8). A descoberto de um cãozinho perdido pode ser oportunidade para uma conversa sobre a alegria que Deus sente pela salvação de pecadores perdidos (Lc 15). Deus pede para Si estes momentos do dia especialmente apropriados para o treinamento formal e informal. Os pais que querem combater a amnésia espiritual devem iniciar e terminar cada dia falando do Senhor além de fazerem todo esforço para preencherem o dia com reflexão espontânea sobre a Sua Palavra. 
1.3. A duração do culto
Esta vai depender de como o culto é realizado. Se for uma reunião sem atrativos, monótona e sem a participação das crianças, uns poucos minutos parecerão uma eternidade, mas se for feita de modo criativo e envolvente, os participantes mirins, adolescentes, jovens e adultos nem perceberão o passar do tempo (Ef 5.19). Outro fator que deve ser levado em conta quanto a duração do Culto Doméstico é a disponibilidade de cada um. Melhor é que a família se reúna para cultuar a Deus quinze minutos todos os dias do que deixar de fazê-lo (SI 92.1,2). De qualquer modo, o tempo gasto neste Culto não pode ser tão longo que desestimule sua prática, principalmente nas crianças e adolescentes. 
2.1. Evite formalidades
A adoração familiar deve ser viva, espontânea e natural. Um culto onde as criancinhas falam com Deus do mesmo modo que falam com o “papai” e com a “mamãe”. Uma reunião de estudo da palavra, onde todos podem perguntar e procurar respostas na Bíblia com tranquilidade, onde os pequenos podem rir quando algo lhes parecer engraçado, e onde não há sermões. O Culto Doméstico deve possuir os elementos principais do culto público: leitura bíblica, oração e cânticos, mas estes são executados sem formalidade e de modo a atender a todos os participantes, ainda que na mesma reunião haja bebês, crianças, pré-adoleseentes, adolescentes, jovens e adultos (At 2.44). Pode começar na sala e terminar na cozinha. 
2.2. Evite transformar a oração em alfinetes e em sermões rebuscados
Alguns cônjuges e filhos torcem o nariz quando são chamados para orar em família porque recebem alfinetadas disparadas contra eles através da oração. Trata-se do marido ou esposa, do pai ou mãe aproveitarem a oração para criticar o comportamento dos membros da família ou repreendê-los de forma indireta. Alguns chegam ao extremo de estabelecer comparações entre um filho e outro na oração. Quando termina o culto, ao invés de comunhão, o que se conseguiu foram raiva, constrangimento, insegurança e desunião (1 Co 11.17). Qualquer fraqueza, defeito, pecado ou falha dos nossos filhos ou cônjuges, devem ser levados a Deus em nossas orações particulares, e não como queixas contra eles, mas como súplicas, para que Deus lhes conceda tempo e oportunidade para aperfeiçoamento ou arrependimento (Fl 4.6). Outros oram como se tivessem pregando um sermão cheio de palavras rebuscadas, como se estivessem a dar uma aula de Teologia à família ou ao próprio Deus. Tais práticas devem ser evitadas, não somente no Culto Doméstico, mas em qualquer momento de oração, pois estas não são as finalidades para as quais Deus nos deu a oração (Mt 6.6-13; F1 1.4). 
2.3. Não use o culto e seus elementos como punição, castigo ou penalidade
O Culto Doméstico deve ser algo prazeroso, pelo qual os membros da família esperam ansiosamente (SI 92,1; 96.1). Portanto, seus elementos: leitura bíblica e explanação, oração e cânticos, não podem ser associados a castigos e penalidades. Por exemplo, o menino que foi apanhado numa mentira não deve ser posto a ler a Bíblia e a orar de joelhos como punição por sua prática delituosa. Tanto a oração quanto a leitura da Palavra devem ser utilizados para disciplinar a criança, mas o modo correto é o pai ou a mãe ou ambos chamarem o transgressor, mostrando-lhe a natureza e as consequências do seu erro e perdoá-lo e só depois, para confirmar o que foi dito, ler com e para ele a porção bíblica indicada para a situação e em seguida orar pedindo a Deus que o purifique. Também não se deve aumentar o tempo do culto ou acrescentar a ele elementos e atividades com a finalidade de castigar as crianças, qualquer que seja o motivo. 
 Dinâmica é o conjunto de forças que visam o desenvolvimento ou o progresso de algo. Estas forças são utilizadas para impulsionar um corpo, uma ferramenta, um projeto, a fim de que mantenha o vigor, a velocidade ou a ação para que alcance o objetivo esperado ou simplesmente para mantê-la vivo. A dinâmica também serve para bloquear e combater forças contrárias.
O culto Doméstico constitui um corpo, pois é nele que a família se reúne e se unifica. É também uma ferramenta para ser utilizada pela família e é um projeto a ser implantado e levado a efeito. Portanto, exige dinamismo na proporção, na velocidade e na direção certa. Sugerimos que a dinâmica do Culto Doméstico observe ao menos o seguinte:
 3.1. Criatividade e flexibilidade
Quando o casal ainda não tem filhos, o culto doméstico pode consistir em leitura bíblica, cântico, colocação dos problemas relacionais e dos planos e projetos diante de Deus e oração conjunta. Com bebês, os elementos e a forma do culto podem continuar os mesmos, exceto pelos cânticos, que poderão conter hinos infantis, e pela inclusão do nenê nos motivos de oração. Com crianças que já andam e falam, a leitura bíblica precisa ser mais curta: Um Salmo, uma porção dos Evangelhos ou das Epístolas, acompanhada de uma história da Bíblia de temática correspondente à leitura feita. É importante que durante a semana o tema seja o mesmo e que se escolha um versículo para memorizar (SI 119.11).
3.2. Envolvimento e participação
Envolva todos os membros da família com o Culto Doméstico. Crianças a partir de três anos podem e devem ter participação no culto, cantando e fazendo a própria oração. Às que já sabem ler deve ser concedida a oportunidade de participarem da leitura do dia, lerem a história bíblica ou a história que ajudará na compreensão da porção bíblica lida aos irmãos menores, etc. Adolescentes e jovens podem explicar a Palavra, os que souberem tocar algum instrumento devem fazê-lo. A medida que as crianças forem crescendo, temas bíblicos que geram alguma polêmica devem ser introduzidos no culto para estimular a curiosidade; deste modo terão oportunidade de interrogar os pais a respeito do assunto e assim, além de aprenderem, passarão o maior tempo possível ocupadas e envolvidas com a Palavra de Deus (Pv 9.9). A família precisa estar tão envolvida com Deus que os pensamentos e conversas se voltem naturalmente para Ele durante o dia inteiro (Fl 4.8). 
3.3. Praticidade
O Culto Doméstico precisa funcionar como uma aula prática. Os ensinamentos dados devem ser simples e aplicáveis à vida diária da família. Devem ser baseados em princípios bíblicos para os quais se deve apontar o máximo possível de situações práticas. Por exemplo: Você escolheu estudar com sua família sobre o Amor. Logo, tudo que tratar durante a semana terá que apontar uma ou mais situações em que sua família possa vivenciar o amor Por exemplo: um irmão não deve agredir o outro, porque a agressão não cabe no pacote do amor (Tg 1.20) e quem faz isso fica de fora daquele “pacotão maravilhoso”; orar pelos amigos que estão passando por dificuldades é manifestação de amor, por isto hoje oraremos por fulano; alimentar os famintos faz parte do “trenzinho do amor”, então na primeira oportunidade que tivermos vamos viajar nesse trem repartindo com os necessitados os alimentos que Deus nos deu amorosamente... As informações bíblicas que a família obtém nos Cultos Domésticos são muito importantes, mas não devem constituir o único objetivo do Culto. O estudo bíblico realizado no devocional do lar deve atingir o coração e promover mudança de vida. O sucesso do Culto Doméstico depende, em grande parte, das aplicações práticas para a vida de cada membro da família, de modo que se atenda a recomendação apostólica: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra, e não somente ouvintes”, (Tg 1.22).
Certo casal, que pratica o Culto Doméstico, estava passando por graves dificuldades financeiras. Acabada toda a provisão, restavam na despensa apenas dois litros de leite que seriam dosados cuidadosamente para servir de alimento à filha de menos de quatro anos. Pela manhã, enquanto a mulher estava no quintal a cuidar da horta, bateram palmas. A menina, correu para a tender e eis que era uma pedinte com um bebê nos braços. A garotinha não teve dúvida, foi à prateleira e pegou um litro de leite e deu à mulher. Quando sua mãe soube do ocorrido, ponderou; aqueles dois litros de leite eram tudo o que tínhamos para você se alimentar e não sei quando o papai vai conseguir dinheiro para comprar mais. A menina respondeu prontamente: “Mamãe, foi a senhora quem me ensinou que amamos a Deus de verdade quando dividimos nosso alimento com quem precisa e eu quero amar a Deus de verdade". 

3 comentários:

  1. Parabéns pela elaboração do site, o tema da revista apresentado em slide fica mais fácil de ser entendido e apresentado!! Que Deus continue te abençoado e te usando dessa forma!!
    Regina, Igreja Assembleia de Deus em Taguatinda- df.

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  2. Parabéns pela iniciativa Deus abençoe

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  3. Amei o jeito q foi elaborado! Q vcs continuem assim e se mudar seja pra melhor! fabiana s s de castro CADESC Santa Cruz RJ

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