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Maria exalta a fidelidade de Deus para com Israel. - Lc 54-55

Maria exalta a fidelidade de Deus para com Israel. - V. 54 e 55
54 – Acolheu a Israel, seu servo (filho, em grego: pais), a fim de lembrar-se da sua
misericórdia.
55 – Lembrou-se da misericórdia nos termos em que falou a nossos pais, a saber, a Abraão e
à sua descendência (tradução do autor).
“Acolheu” vem do verbo grego “antilambanesthai” e significa: “estender uma mão ajudadora a
alguém que esteja caído”. Os v. 54 e 55 recordam Mq 7.20: “Mostrarás a Jacó a fidelidade e a
Abraão, a misericórdia, as quais juraste a nossos pais, desde os dias antigos.” Os pensamentos de
Maria são confirmados mais tarde pela palavra de Jesus (Jo 8.56). Foi ele que se lembrou da
misericórdia, justamente como prometera aos pais. Ele não ficará eternamente irado. Não esquecerá
Israel, que foi chamado de seu pais, que pode significar “filho” o u “servo” (Is 41.8), a fim de levar a
bênção de Abraão a todos os povos. Ele purificará Israel de sua transgressão (Is 40.1s), para que sua
alma torne a agradar-se de Israel (Is 42.1). Ele restituirá honra aos desprezados, ao verme esmagado,
que se tornou opróbrio e gozação proverbial entre os gentios.
Esse é o tom que ressoa por todos os salmos e profetas do AT. Essa era a esperança de Israel, e de
forma cada vez mais límpida configura-se em Maria a imagem do grande descendente de Abraão,
que é Jesus Cristo, o fundamento de toda a salvação, que por intermédio de Israel virá para todas as
nações da Terra (Gl 3.16). Jesus Cristo é, de fato, o “verdadeiro Israel e filho ou servo de Deus”, do
qual Deus se agradará. Nele há de se cumprir a palavra: “Num ímpeto de indignação, escondi de ti a
minha face por um momento; mas com misericórdia eterna me compadeço de ti, diz o Senhor, o teu
Redentor” (Is 54.8).
Chegou, pois, a hora! Maria reconhece-se como a mãe sumamente agraciada. Agora o quase
destruído povo de Israel experimentará torrentes de misericórdia, e a profecia retardada por milênios
será cumprida eternamente em Abraão e sua semente física e espiritual.
Que olhar magnífico Maria lança no coração de amor de Deus, que palpita com infinita
misericórdia por seu povo! Essa é a grande causa da exultação de Maria. Porque, como autêntica
israelita, ela sofria amargamente com a humilhação de seu povo.
Maria sabe que o Deus eterno, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó ergue – seu povo – para sempre e
eternamente! Ele se lembra também do povo de Israel segundo a carne. Também neste aspecto Ele
reerguerá Israel, quando a plenitude dos gentios tiver chegado. Se  a queda de Israel já enriqueceu o
mundo, quanto mais o mundo será abençoado quando seu número ficar completo, i. é, quando todo o
Israel, como unidade histórico -soteriológica, comunicar sua bênção aos gentios de forma ditosa e
como servo do Senhor! (Rm 11.12,25s). – Em termos escatológicos (do fim dos tempos), o número
pleno de Israel corresponde ao número pleno dos gentios. Muitas coisas grandes e gloriosas serão
cumpridas antes que chegue o grande dia do Senhor.

Fonte: Lucas - Comentário Esperança

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