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O modelo bíblico para as relações familiares - Lição - 10


LIÇÃO 10 – 08 de setembro de 2013 - BETEL

O modelo bíblico para as relações familiares


TEXTO AUREO

“Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”. Ef 4.13

VERDADE APLICADA

Para os filhos de Deus, a doutrina bíblica da autoridade e submissão continua atual e praticá-la do modo bíblico é o único meio de salvaguardar a família e conduzi-la com êxito no cumprimento de sua missão.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Contribuir para que os alunos da EBD obtenham maior proveito do estudo bíblico;
Ajudar a família cristã a alcançar a unidade através do modelo de relacionamento familiar proposto pela Bíblia;
Promover, entre os alunos, o combate ao espírito de rebelião que se tem instalado no seio das Igrejas por conta de pessoas contaminadas por ideias machistas ou feministas.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Ef 5.22 - Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor;
Ef 5.23 - porque o marido é a cabeça da mulher como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
Ef 5.24 - De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido.
Ef 5.25 - Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
A exortação geral é seguida pela solicitação dirigida às esposas: “As mulheres se submetam a seus maridos como ao Senhor.” Com essa afirmação Paulo se refere à posição que Deus atribui à esposa no contexto da ordem da criação. Em 1Co 11.7-9 o apóstolo explica esse contexto. Além disso, Fm 2.13s remete à queda no pecado adicionalmente à criação. De acordo com a sentença de punição de Deus em Gn 3.16 o homem deve ser o senhor da esposa (cf. 1Tm 2.12; 1Co 14.34).
É digno de nota que a nova comunhão entre homens e mulheres instituída em Jesus Cristo não revoga a relação entre marido e esposa estabelecida na criação nem a que foi imposta depois da queda. O fato de que a relação apesar disso possui um cunho realmente novo pode ser notado pelo adendo “no Senhor”: em sua essência, a subordinação ao marido apenas corresponde à subordinação ao Kyrios, ao Senhor. Dessa forma a ligação conjugal é inserida na moldura incomparavelmente maior da ligação com o Senhor da igreja. Isso não revoga a “lei” (1Co 14.34), que ainda assim é perpassada e reconfigurada pela nova realidade do Espírito Santo.
Assim como em 1Co 11.3, a solicitação da submissão é fundamentada com a referência à criação: “Porque o homem é o cabeça da mulher.”
A continuação da frase rebate qualquer iminente mal-entendido de que a posição de “cabeça” possa ser interpretada como “dominação”, inserindo também o homem na relação com Cristo: “como também Cristo é o cabeça da igreja; ele é o Salvador do corpo.”
Paulo já expusera em Ef 1.22s e 4.15s que Cristo é o “cabeça” de sua igreja. Tudo o que acontece na igreja deve ser orientado a partir dele e em direção a ele. Cada cristão é uma pedra (cf. Ef 2.21s) ou um membro (Ef 4.16) incorporado nessa obra de arte e é determinado por Cristo. Ainda que segundo a ordem da criação os maridos tenham de exercer a função do “cabeça” em relação às suas esposas e essa ordem também persista no matrimônio de cristãos, tanto maridos como esposas estão simultaneamente subordinados ao cabeça Cristo, como já foi expresso na instrução geral em Ef 5.21. Isso combate as diversas formas equivocadas do convívio conjugal: a dominação arbitrária do marido, bem como o esforço da esposa de meter o marido “no chinelo”: a recusa do marido em, como “cabeça”, assumir responsabilidade pela família e o esforço egoísta da mulher de emancipar-se às custas do matrimônio e da família.
Como cabeça acima da igreja Cristo é ao mesmo tempo “Salvador do corpo”. Os v. 25-27 apresentam detalhadamente o significado de tudo isso. Principalmente fica claro que a condição de Jesus Cristo como cabeça surge pela entrega de seu corpo. Por ter sido obediente até a morte na cruz Deus também o exaltou acima de todas as coisas (Fp 2.9). Sendo servo, ele é o Senhor. Sem esse serviço fundamental não haveria corpo, igreja. O corpo vive continuamente a partir da circunstância de que por meio de sua morte Jesus Cristo se tornou e continua sendo persistentemente o “Salvador”, o Redentor.
É a esse Senhor que a igreja deve se subordinar. Se ela se “emancipasse” dele, perderia seu “Salvador” e consequentemente também a base de sua existência. Se outros “senhores” empurrassem o cabeça Jesus Cristo para segundo plano, ocupando o seu lugar, a igreja seria destruída. No curso da história da igreja repetidamente ocorreram tais descaminhos. Houve épocas em que a “imagem” do corpo de Cristo estava tão desfigurada que era quase impossível reconhecê-la como tal. Não obstante, seria uma atitude sumamente superficial avaliar a natureza da igreja apenas a partir do aspecto exterior. Em Ef 4.4s Paulo lembrou: “um só corpo e um só Espírito… um só Senhor, uma só fé, um só batismo.” Apesar de todas as tentativas de “inovação” e “mudança” Cristo continua sendo o cabeça de seu corpo, a igreja. Em cada época todos os membros do corpo precisam ser repetidamente chamados de volta para o senhorio de Cristo, retornando de seus múltiplos descaminhos. Somente assim a igreja é renovada como um todo e permanece por todos os tempos.
Quando as esposas são desafiadas a se “submeter aos maridos” “em tudo”, isso deve ser entendido com base no fato de que a igreja deve tudo a seu cabeça, Cristo, razão pela qual também está sujeita a ele em tudo.
Como anteriormente para as mulheres, o apóstolo começa dirigindo também aos maridos a exortação: “Maridos, amai vossas mulheres.” Na sequência descreve-se em detalhes a forma como Cristo ama sua igreja, antes que o v. 28 repita a interpelação, formando uma síntese conclusiva.
Aquilo que Cristo realizou é elevado a padrão para o amor dos maridos: “Do mesmo modo” como Cristo amou dedicadamente a igreja, eles também devem amar as esposas. Demanda-se deles a ágape, o amor caracterizado por Cristo. Isso não exclui outras formas de amor (como a relação sexual, o amor de amigos), mas estas são abraçadas e determinadas pela ágape. Dado que Deus nos amou primeiro em Jesus Cristo (Rm 5.8; 1Jo 4.19), dado que seu amor foi derramado nos corações dos que creem (Rm 5.5), o relacionamento entre cônjuges – bem como todos os demais relacionamentos – são imersos em uma nova luz e dirigidos para um alvo conjunto. Enquanto o cerne das diversas demonstrações do amor foi deturpado por decorrência da queda do pecado e por meio do egoísmo humano, abriu-se com Cristo uma situação completamente diferente: seu amor pela igreja caracteriza-se pelo fato de que ele “se entregou por ela”.
Fonte: Comentários Bíblicos Esperança

Introdução
Todo casal cristão, com um pouco de conhecimento bíblico,  sabe de  cor os deveres dos pais e dos filhos, listados em  Efésios 5.22-24 e  6.1-4.  Porém,  a maioria, ou  talvez  todos,  encontra grande dificuldade  em viver o modelo de relacionamento  familiar  proposto pelo Apóstolo Paulo. Ao que parece,  o problema reside em  não  conseguirem,  entender e aplicar o princípio que rege a doutrina paulina destinada a  “regulamentar” as relações domésticas. A constatação desta dificuldade é que fez surgir a lição que estudaremos agora.

OBJETIVO E SINOPSE – TÓPICO 1
Contribuir para que os alunos da EBD obtenham maior proveito do estudo bíblico;
Cristo é o tema central da bíblia; a Família deve obedecer os princípios da autoridade e da unidade; e por fim chegando a Unidade da fé.

1. Entendendo o modelo bíblico para as relações familiares
A Bíblia é um  livro escrito por várias  pessoas,  algumas  separadas  por  período milenar de tempo;  possui  grande  diversidade de conteúdo,  porém, nela não há nenhuma  informação  casual  ou isolada (2Pe  1.20 Acima de tudo, lembrai-vos de que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.).  Tudo na  Bíblia está  inter-relacionado:  uma  informação leva a outra, um ensino remete a um princípio, que por sua vez faz parte de um conjunto de preceitos fundamentados no tema central das Escrituras Sagradas. Para localizarmos o princípio que rege ou embasa qualquer doutrina, devemos conhecer o tema central e identificar o secundário, procurar a palavra chave, que é aquela capaz de traduzir o sentido global do texto que apresenta a doutrina, e remetê-lo aos seus contextos imediatos e remotos. Estes procedimentos clareiam o texto e o tornam plenamente compreensível Vamos fazer isto agora com Efésios 5,22 Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor. - 6.1-4?

1.1. O  tema central da Bíblia
Cristo está presente em todos os livros da Bíblia, mesmo no Livro de Ester, que sequer faz menção a Deus. Ali podemos ver Mardoqueu preparar Ester para interceder pelos judeus e anunciar-lhes o dia e o modo da salvação preparada para eles. Isto prefigura um dos aspectos do ministério de Jesus: Edificar a sua Igreja e capacitá-la a anunciar o Evangelho da Salvação aos que estão sentenciados à morte. Cada um dos Evangelhos apresenta Jesus por um ângulo específico. Em Mateus vemos a realeza de Jesus; em Marcos, Sua humilhação à forma de servo; em Lucas, Sua humanidade e, em João, Sua divindade. Tudo na Bíblia converge para Cristo. Isto faz dEle o tema central da Escritura e o constitui modelo para todos os aspectos da vida de seus discípulos.
A Bíblia Sagrada foi dividida em capítulos no século XIII (entre 1234 e 1242) pelo teólogo Stephen Langhton, então Bispo de Canterbury, na Inglaterra, e professora da Universidade de Paris, na França. A divisão do Antigo Testamento em versículos foi estabelecida por estudiosos judeus das Escrituras Sagradas, chamadas de massoretas. Com hábitos monásticos e ascéticos, os massoretas dedicavam suas vidas a recitação e cópia das Escrituras, bem coma à formulação da gramática hebraica e técnicas didáticas de ensino do texto bíblico. Foram eles que, entre os séculos IX e X, primeiro dividiram o texto hebraica (do Antigo Testamento) em versículos, influenciado pelo trabalho dos massoretas no Antigo Testamento, um impressor francês chamado Robert d' Etiénne. dividiu o Novo Testamento em versículos no ano de 1551. D' Etiénne morava então em Gênova, na Itália.

1.2. O princípio regente e a palavra chave
Os sub-temas centrais e secundários dos capítulos 4.6 um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos. - 6.1-4 são regidos pelo princípio da Autoridade de Deus. A porta que dá acesso ao princípio se encontra em Ef 4.6. É por causa dessa autoridade sobre tudo e todos e de Sua paternidade doada, gratuita e igualitariamente a todos os membros do corpo de Cristo, que deve haver unidade entre os membros da Igreja, pois em Cristo são todos filhos de Deus e, portanto, iguais. Para que a unidade do Corpo, subordinada à autoridade e paternidade de Deus se concretize, como no céu, são dadas instruções aos crentes quanto à vida deles nas sociedades terrenas. A palavra “como” rege essas instruções. Ela aparece 22 vezes de modo direto e uma vez no equivalente “no” Senhor (6.1). Das 23 aparições de "como” e seu equivalente, 13 estão relacionadas à autoridade de Deus e de Cristo. As demais se dividem em declarações, comparações negativas e positivas entre o como eram, como são, como não podem ser e como devem ser os crentes, para que a Unidade pretendida seja alcançada. Portanto, como é a chave que abre a porta à compreensão do nosso texto e se constitui o elemento aferidor das relações sociais dos cristãos.

1.3. O contexto
Para estudar o contexto, isolaremos os dezesseis versículos que tratam diretamente da Doutrina da Família Cristã. Eles serão nosso texto principal para esta lição. Vão de 5.22 a 6.1-4. O contexto remoto se apresente no capitulo 4, onde encontramos ensinamentos gerais sobre o procedimento dos crentes e em outras referencias bíblicas relacionadas, onde o objetivo principal a ser alcançado através de modo de proceder proposto por Paulo é "que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida de estatura completa de Cristo" (4.13) O contexto imediato vai de 5.1 ate o versículo 22, onde vemos que o principal motivo para que a família cristã se comporte da maneira descrita no texto é que todos os seus membros são filhos amados de Deus (5.1), logo são semelhantes a Deus e a Cristo e, por isso é que devem sujeitar-se uns aos outros em amor, como ao Senhor (5.21).

OBJETIVO E SINOPSE – TÓPICO 2
Ajudar a família cristã a alcançar a unidade através do modelo de relacionamento familiar proposto pela Bíblia;
No céu a Autoridade é em sintonia; Autoridade não é autoritarismo; Submissão é como um circulo, hoje sirvo e amanhã sou servido.

2. Autoridade e submissão no sistema celestial
Embora as comparações das coisas celestiais com as terrenas sejam terrenas, elas servem para nos ajudar a entender as doutrinas bíblicas. Portanto, pense no céu como o sistema governado pelo Deus Trino. O Pai, o Filho e o Espírito Santo em perfeita sintonia submetem-se voluntariamente e cooperam para que todas as partes que compõem o sistema celestial funcionem perfeitamente e cumpram a sua missão. Pense na Igreja como uma grande organização, um subsistema, pertencente ao sistema celestial, da qual Cristo é a cabeça. Pense na família cristã como a unidade representativa básica da organização (Igreja). Embora possuam esferas de atuação diferentes, os subsistemas e as unidades representativas possuem valor igual para o sistema e têm a mesma missão. Os sucessos e fracassos de qualquer dos dois refletem um no outro e no cumprimento da missão.
Um sistema pode ser definido como um conjunto de elementos inter-relacionados que interagem no desempenho de uma função. Todo sistema possui um objetivo geral a ser alcançado. A este objetivo damos o nome de missão. Esta é comum a todos os componentes do sistema, aos quais chamamos subsistemas e unidades representativas. Por exemplo: O Ministério da Saúde (MS) é um órgão federal. Sua missão é "definir a política nacional de saúde, exercer as correspondentes funções normativas e promover a respectiva execução e avaliar os resultados (Decreto Lei,  212/2006, art. 1°)”. As secretarias de saúde são subsistemas do MS e, portanto, possuem a mesma missão nas esferas estaduais e municipais. Todas os profissionais e empresas ligados à saúde também são subordinados ao MS e por ele são avaliados e fiscalizados, direta ou indiretamente, a fim de que cumpram a Política Nacional de Saúde. Todo o sistema celestial e o  universo inteiro tem por missão declarar a glória de Deus e anunciar a obra da Suas mãos (Sl 19.1; ICo 10.31;  1.5,6).

2.1. Como  são  definidas as autoridades no sistema celestial?
Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo formam um único ser divino. Entretanto, diz a Escritura: Deus é a cabeça de Cristo (ICo 11.3 Mas quero que saibais que Cristo é o cabeça de todo o homem, e o homem o cabeça da mulher, e Deus o cabeça de Cristo.). Este é o enviado de Deus (Lc 4.43 Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do reino de Deus, porque para isso fui enviado.; Jo 3.17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.) e o Espírito Santo é o enviado de Cristo (Jo 15.26 Quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos enviarei, o Espírito da verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.). Mas, o próprio Jesus diz que o Espírito Santo o ungiu e enviou (Lc 4,18 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres. Enviou-me para apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos,). Assim, vemos Cristo ora enviando, ora sendo enviado. Ora liderando, ora sendo liderado. Logo, entendemos que o critério aplicado é o da igualdade.

2.2. Como a autoridade é exercida no sistema celestial?
Não é como nos sistemas autoritários terrenos, em que os governantes e detentores de cargos os exercem como um direito. Exigem o serviço dos governados e agem como se toda a comunidade existisse para promover o bem deles. Olham para o povo de cima para baixo, como se este fosse composto de seres inferiores e incapazes. No sistema celestial, entretanto, o exercício da autoridade é visto como um dever. Os detentores de autoridade são considerados servos (Lc 22.26 Pois vos digo que não mais a comerei até que ela se cumpra no reino de Deus.). A autoridade é exercida como um serviço de amor (Jo 3.16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.). Exige renúncia, humildade e obediência. Jesus, sendo Deus e Senhor do sistema, cabeça (poder, autoridade e liderança) da Igreja e autoridade suprema do Universo, veio a este mundo para servir e não para ser servido, para dar e não para receber (Mt 20.28 tal como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.; Mc 10.45; F12.5-8).

2.3. Como se dá a submissão no sistema celestial
Ela ocorre num ambiente de igualdade. Deus não escolhe quem deve se submeter baseado no critério de superioridade x inferioridade. Ele os escolhe em uma correspondência perfeita entre as partes de um todo. Assim, o sistema inteiro obedece a uma hierarquia pre–determinada por Deus, de modo que tudo e todos obedeçam e sejam obedecidos. Todos os filhos de Deus têm valor igual para Ele. A todos, em algum momento, é dada a oportunidade de liderarem e serem liderados. Por exemplo, o filho que hoje é submisso aos pais e por eles é servido, amanhã servirá aos próprios filhos e estes lhe serão submissos. Todos, liderados e líderes, são importantes e indispensáveis à boa ordem e funcionamento do sistema celestial. Nos sistemas e subsistemas terrenos, mesmo naqueles instituídos por Deus, como a família, liderados se sentem inferiores e injustiçados porque os relacionamentos foram contaminados pelo pecado, as funções são mal definidas e os papéis de cada um têm sido mal interpretados. Porém, quanto maior for o grau de conversão das pessoas a Cristo, tanto maior será a liberdade e a honra que perceberão haver na submissão cristã.

OBJETIVO E SINOPSE – TÓPICO 3
Promover, entre os alunos, o combate ao espírito de rebelião que se tem instalado no seio das Igrejas por conta de pessoas contaminadas por ideias machistas ou feministas.
A autoridade do marido deve seguir o modelo de Cristo; A esposa se submete ao marido como companheira, não como escrava; Os filhos devem honrar e obedecer aos pais como se para Deus.

3. Aplicando os princípios celestiais à família
Em meio à onda de feminismo que varre as sociedades atuais, a doutrina bíblica da autoridade e submissão parece ser, no entender de muitos, polêmica e ultrapassada. Porém, para os filhos de Deus, ela continua atual. Sua prática, subordinada ao elemento aferidor das relações familiares com o padrão utilizado no sistema celestial, é o único meio de salvaguardar a família e conduzi-la com êxito no cumprimento de sua missão. Segundo Paulo, o elemento aferidor é a palavra “como”, o padrão de autoridade é Cristo e o de submissão é a Igreja.

3.1. Como o marido deve exercer sua autoridade
Como já vimos no tópico 2, a família cristã não é uma unidade social isolada e independente, pelo contrário, faz parte de um sistema do qual Jesus é a cabeça. Como tal, para que cumpra bem o seu papel, o marido deve seguir o molde que lhe foi proposto por seu líder maior: Jesus. Ora, como é que Cristo exerce Sua autoridade sobre a Igreja? Não a impõe pela força, mas é conquistada pelo amor. Amor que se dá, que entrega a própria vida pelo bem de sua amada (Ef 5.25 Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,). A autoridade de Cristo sobre a Igreja é o coroamento da encarnação (Mt 28.18 Chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.).
O marido deve perguntar: Como Cristo ama a Igreja? Amo minha mulher desse mesmo modo? Por que Cristo se sacrificou pela Igreja? Sacrifico-me por minha mulher por esses mesmos motivos? Amo, trato, cuido e educo meus filhos como Deus faz aos Seus?

3.2. De que modo a esposa deve submeter-se ao marido
Em primeiro lugar, precisamos considerar que a submissão da esposa ao marido não significa servidão nem inferioridade, mas uma incumbência, um direito que precisa ser exercido para o bom funcionamento da família como célula básica do Reino de Deus. A esposa cristã não deve agir como empregada do marido, mas como sua companheira, que faz tudo em acordo com ele e procura agradá-lo, como a Igreja age para com o Senhor. Ela sabe que a unidade da Igreja depende de famílias edificá-las e cimentadas no amor de Cristo e na comunhão do Espírito Santo.

3.3. Como os filhos devem se comportar nesta cadeia hierárquica
Praticando o mesmo princípio e padrão que os casais devem observar. Enquanto o marido deve cumprir seu papel em casa como Cristo o faz para com a Igreja, a esposa deve cumprir o seu papel no casamento como a Igreja o faz para com Cristo, os filhos devem honrar, obedecer e considerar os pais como ao próprio Deus, aprender com eles como quem aprende com o próprio Deus e receber deles amor, sustento, educação, disciplina como quem recebe do próprio Deus. Eles precisam: servir e submeter-se uns aos outras em amor (Ef 5,21 sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.; G1 5.13 Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, porém, a liberdade para dar ocasião à carne; mas servi-vos uns aos outros pelo amor.); considerar, amar e cuidar uns dos outros (Jo 13.34 Novo mandamento vos dou: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei a vós, assim também deveis amar uns aos outros.; Rm 12.10 Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.).

Conclusão
Portanto, a autoridade e a submissão no corpo social, chamado  Família  Cristã, serão  aplicadas  de  modo correto  e  eficaz  quando foram regidas pelo mesmo princípio que rege a igreja: a autoridade pertence a Deus e Ele “colocou os membros no corpo, cada um deles como quis” (1Co 12.15). É fundamental entendermos que Deus mesmo deu os maridos para liderar o lar; as esposas para cooperarem e em concordância com o marido e esposa possam juntos exercitar a liderança e o aperfeiçoamento da família ao padrão que nos foi dado.

QUESTIONÁRIO

1. Como é composta a Bíblia?
R: Tudo na Bíblia esta inter-relacionado: uma informação leva a outra, um ensino remete a um principio, que por sua vez faz parte de um conjunto de princípios fundamentados no lema central das Escrituras Sagradas.
2.  Qual  é  o  tema  central  da Bíblia?
R: Jesus Cristo
3. Para que servem as comparações celestiais com as terrenas?
R: Para nos ajudar a entender as doutrinas bíblicas.
4.  Como são definidas  as autoridades no sistema celestial?
R: O  critério  usado é o da igualdade.
5.  Como  deve  ser  exercida  a autoridade do marido?
R: Imitando a  Jesus Cristo,  não imposta pela força, mas conquistada pelo amor.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 3º Trimestre de 2013, ano 23 nº 88 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor - Família cristã resgatando os valores Cristãos na era dos relacionamentos descartáveis.
Comentário Bíblico Expositivo – Warrem W. Wiersbe
Comentário Bíblico Expositivo Interpretado Versículo Por Versículo - Russell Norman Champlin
Comentário Esperança - Novo Testamento 
Comentário Bíblico Matthew Henry - Novo Testamento
Bíblia – THOMPSON (Digital)
Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital)

Dicionário Teológico – Edição revista e ampliada e um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores – CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

4 comentários:

  1. Que o Senhor continue te abençoando!!!!!

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  2. Começei como prof.da ebd.nesse ano de 2013
    Seus comentários tem me ajudo muito.
    Que Deus continue te abençondo, a paz do senhor.

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  3. Seus comentàrios tem sido um suporte valioso para mim, ainda mais em temas tão abrangentes e de certa forma polêmicos como os deste trimestre.Deus o abençoe.

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  4. Professor Eudes, Paz do Senhor,

    Que iniciativa abençoada a sua de compartilhar seus estudos com todos nós, eu sei que é preciso muita disciplina pessoal, para todas as semanas prover material para tantos outros. Quero aqui expressar minha gratidão a Deus pela sua vida, e rogar ao Todo Poderoso que o capacite cada vez mais. Receba um abraço, em nome de Jesus. Rubens

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