Pessoas que gostam deste blog

Lição 12 - Quando Deus diz não

Baixar/Slide



LIÇÃO 12 – 22 de dezembro de 2013 – Editora BETEL

Quando Deus diz não

TEXTO AUREO

“Vai, e dize a meu servo Davi: Assim diz o Senhor: Edificar-me-ás tu uma casa para minha habitação?” 2 Sm 7.5

Comentarista: Pastor Dr. Abner de Cássio Ferreira

VERDADE APLICADA

Os planos e propósitos divinos estão sempre acima dos nossos, um “não” de Deus pode representar o melhor para nós.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Ensinar que, mesmo tendo boas intenções, a vontade de Deus sempre será melhor para nós;
Mostrar que o “não” de Deus sempre vem acompanhado de bênçãos futuras para nossas vidas;
Explicar que Davi não pode construir o templo, mas ajudou seu filho na realização.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

lCr 28.2 - E pôs-se o rei Davi em pé, e disse: Ouvi-me, irmãos meus, e povo meu; em meu coração propus eu edificar uma casa de repouso para a arca da aliança do Senhor e para o estrado dos pés do nosso Deus, e eu tinha feito o preparo para a edificar.
lCr 28.3 - Porém Deus me disse: Não edificarás casa ao meu nome, porque és homem de guerra, e derramaste muito sangue.
lCr 28.4 - E o Senhor Deus de Israel escolheu-me de toda a casa de meu pai, para que eternamente fosse rei sobre Israel; porque a Judá escolheu por soberano, e a casa de meu pai na casa de Judá; e entre os filhos de meu pai se agradou de mim para me fazer reinar sobre todo o Israel.

Ele convocou todos os homens importantes a comparecerem à sua presença, para que pudesse se despedir de todos juntos, v. 1. Assim fez Moisés (Dt 31.28), e Josué, cap. 23.2; 24.1. Davi não declararia a transmissão da coroa a não ser na presença, e para a satisfação, daqueles que eram os representantes do povo.
Ele se dirigiu a eles com muito respeito e carinho. Ele não só se esforçou para se levantar da cama, para se encontrar com eles (uma ocasião que lhe deu um novo ânimo), mas se levantou da cadeira, e se pôs de pé (v. 2), em reverência a Deus cuja vontade ele deveria declarar, e em reverência a esta reunião solene do Israel de Deus; como se considerasse, embora sendo o maior que qualquer indivíduo dentre eles, o menor do que todos eles juntos.
A sua idade e as suas fraquezas, bem como a sua posição, poderiam muito bem ter permitido que ele permanecesse sentado; mas ele quis mostrar que estava realmente humilhado em relação à soberba do seu coração, tanto pelo número do seu povo como pelo domínio que possuía sobre eles. Ele teve muito prazer pelo fato de que todos eles eram seus servos (cap. 21.3), mas agora ele lhes chama de irmãos, a quem ele amava, o seu povo, de quem ele cuidava, não seus servos, de quem ele tinha o comando: Ouvi-me, irmãos meus e povo meu. Convém aos superiores falar assim com afeição e condescendência mesmo aos seus inferiores; eles não serão menos honrados por causa disso, mas os mais amados. Assim ele concentra a sua atenção naquilo que está prestes a dizer.
Ele declarou o propósito que tinha formado para edificar um templo para Deus, e que Deus não havia permitido que ele o realizasse, w. 2,3. Isto já havia sido destinado a Salomão, cap. 22.7,8. É dito aqui que uma casa de repouso para a arca é uma casa de repouso para o escabelo dos pés do Senhor nosso Deus; porque o céu é o seu trono de glória; a terra, e os templos mais magníficos que podem ser edificados sobre ela, são apenas o escabelo dos seus pés; há muita diferença entre as manifestações da glória divina no mundo superior e o inferior. Os anjos estão ao redor do trono de Deus, Isaías 6.1. Nós, pobres vermes, apenas nos prostram os diante do escabelo dos seus pés, Salmos 99.5; 132.7. Como evidência da sinceridade do seu propósito de edificar o templo, ele lhes diz que tinha feito a preparação para isso, mas que Deus não permitiu que ele desse prosseguimento porque tinha designado outra obra para ele fazer, o que era suficiente para um único homem, ou seja, cuidar das guerras de Israel. Ele deveria servir ao interesse público coma espada; outro deveria servir com a linha e o prumo. Os tempos de repouso são tempos de edificação, Atos 9.31.
Ele produziu o seu próprio título primeiro, então o de Salomão, para a coroa; ambos eram inequivocamente jure divino - divinos. Eles podiam distinguir esse título como nenhum monarca na terra poderia; o Senhor Deus de Israel escolheu a ambos imediatamente, pela profecia, e não pela providência, w. 4,5. Nenhum direito de primogenitura é forjado. Escolhidos pela dignidade, e não pela idade.
1. Judá não era o filho mais velho de Jacó; no entanto, Deus escolheu esta tribo para ser a tribo dominante; Jacó passou o cetro para ela, Gênesis 49.10.
2. Não é mencionado se a família de Jessé foi a casa mais velha desta tribo; de Judá é certo que não era, porque Se lá existiu antes de Perez; se era de Naassom e Salmom é incerto. Rão, o pai de Naassom, tinha um filho mais velho, 1 Crônicas 2.9. Talvez também tivesse Boaz, Obede e Jessé. Contudo, “Deus escolheu a casa de meu pai.”
3. Davi era o filho mais novo de Jessé, mas Deus gostou dele a ponto de fazê-lo rei; assim lhe pareceu bem. Deus toma aqueles de quem gosta, e gosta daqueles que Ele torna semelhantes a Si mesmo, assim como fez com Davi, que era um homem segundo o Seu próprio coração.
4. Salomão era um dos filhos mais novos de Davi, e mesmo assim Deus o escolheu para se assentar no trono, porque era, dentre todos os filhos de Davi, o que se disporia a edificar o templo; Salomão seria o mais sábio e o mais disposto.
Davi lhes revelou os propósitos misericordiosos de Deus a respeito de Salomão (w. 6,7): Eu o escolhi para ser meu filho. Assim ele revela o decreto que o Senhor havia estabelecido para Salomão, como um tipo de Cristo: Tu és meu filho (SI 2.7), o filho do meu amor; ele foi chamado Jedidias, porque o Senhor o amou, e Cristo é o seu Filho amado. Dele Deus disse, como uma figura Daquele que estava para vir:
1. Ele edificará a minha casa. Cristo é o fundador e o fundamento do templo do Evangelho.
2. Eu estabelecerei o seu reino para sempre. Esta promessa deveria ter o seu cumprimento no reino do
Messias, que continuará em suas mãos eternamente (Is 9.7; Lc 1.33) e será então entregue a Deus, o próprio Pai, talvez para ser entregue de volta ao Redentor para sempre. Quanto a Salomão, esta promessa do estabelecimento do seu reino é feita, aqui, de uma forma condicional:
Se ele perseverar em cumprir os meus m andamentos, como neste dia. Salomão estava agora muito dedicado e bom: “Se ele continuar assim, o seu reino continuará; do contrário, não.” Note que se perseverarmos no nosso dever, então, e não de outra forma, poderemos esperar pela continuidade do favor de Deus. Notem isto aqueles que estão bem instruídos, e que começam bem se eles perseverarem, serão felizes; a perseverança usa a coroa, embora ela não a ganhe.
Ele os exortou a buscarem a Deus com firmeza, cumprindo sempre os seus deveres, v. 8. Observe:
1. O objeto desta exortação: Guardai e buscai todos os mandamentos do Senhor, vosso Deus. O Senhor era o Senhor deles; os seus mandamentos deveriam ser a lei deles; eles deveriam ter respeito por todos eles; deveriam ter a consciência de guardá-los, e, para isso, deveriam buscá-los, isto é, deveriam inquirir a respeito do seu dever, sondar as Escrituras, tomar conselho, buscar a lei na boca daqueles cujos lábios deveriam guardar este conhecimento, e rogar a Deus que os ensinasse e os guiasse. Os mandamentos de Deus não poderão ser guardados sem grande cuidado.
2. A sua solenidade. Ele os exortou à vista de todo o Israel, que deveria notar esta ordem pública, e na audiência do seu Deus. “Deus é testemunha, e esta congregação é testemunha, de que receberam bom conselho, e bom aviso; se eles não aceitarem, é culpa deles, e assim Deus e o homem serão testemunhas contra eles.” Veja 1 Timóteo 5.21; 2 Timóteo 4.1. Aqueles que professam a religião, quando apresentam o favor de Deus e a sua reputação aos homens, devem ser fiéis à sua profissão de fé.
3. O motivo para observarem esta exortação. Era a maneira para serem felizes, para terem a posse pacífica desta boa terra e para preservarem a transmissão dela aos seus filhos.
Davi concluiu com uma exortação ao próprio Salomão, w. 9,10. Ele queria deixar muito claro que Salomão deveria ser religioso. Ele deveria ser um grande homem, mas não deveria pensar em estar acima da religião - ele seria um homem sábio, e esta seria a sua sabedoria. Observe:
1. A exortação que Davi lhe dá. Salomão devia olhar para Deus, para o Deus do seu pai, do seu bom pai que o havia dedicado a Deus e o educado para Deus. Ele nasceu na Casa de Deus e, portanto, tinha o dever de ser Seu, criado em sua casa e, portanto, tinha o dever de ser grato. Não abandones o teu próprio amigo, nem o amigo de teu pai. Ele devia conhecer a Deus e servi-lo. Não podemos servir a Deus corretamente se não o conhecermos; e em vão o conheceremos se não o servirmos, se não o servirmos de todo o nosso coração. Não teremos o proveito que poderíamos ter através da religião se não nos importarmos com ela, e se não a praticarmos de todo o nosso coração. Sirva ao precioso e bendito Senhor com um coração perfeito, isto é, com um coração reto (porque a sinceridade é a nossa perfeição no Evangelho), e com uma mente disposta, a partir de um princípio de amor, e como um povo disposto, com muita alegria e prazer.
2. Os argumentos que reforçam esta exortação. (1) Dois argumentos de persuasão geral: [1] Que os segredos das nossas almas estão patentes diante de Deus; Ele sonda todos os corações, até mesmo os corações dos reis, que para os homens são insondáveis, Provérbios 25.3. Devemos, portanto, ser sinceros, porque, se agirmos enganosamente, Deus verá, e Ele não pode ser enganado; devemos, portanto, em pregar os nossos pensamentos, e ocupá-los no serviço a Deus, porque Ele entende totalmente todas as nossas imaginações, tanto boas quanto más. [2] Que serem os felizes ou infelizes aqui, e para sempre, de acordo com um único critério: se servirmos ou não servirmos a Deus. Se o buscarmos diligentemente, Ele será achado por nós, e isto é bastante para nos fazer felizes, Hebreus 11.6. Se nós o abandonarmos, desertarmos do seu serviço e deixarmos de segui-lo, Ele nos rejeitará para sempre, e isto é o bastante para nos tornar completamente infelizes. Note que Deus nunca rejeita ninguém até ser rejeitado primeiro. Aqui está, (2) Um argumento peculiar a Salomão (v. 10): “Olha, pois, agora, porque o Senhor te escolheu para edificares uma casa para o santuário; portanto, buscai e servi a Deus, para que a tua obra possa ser feita a partir de um bom princípio, de uma maneira certa, e para que possa ser aceita.”
3. Os meios prescritos para este fim, e que são prescritos para todos nós. (1) Cuidado: Preste atenção. Cuidado com tudo que pareça mal, ou que conduza ao que for mal.
(2) Coragem: Seja forte, e faça a obra. Não podemos fazer o nosso trabalho como deveríamos a menos que sejamos determinados, e busquemos forças na graça divina.
Fonte: Comentário Matthew Henry

Introdução
Davi está velho, cansado, e ainda com sonhos. São os momentos finais de sua vida antes de passar a seu filho Salomão o trono de Israel, o qual governou segundo o intento do Senhor como a nenhum outro depois dele. Então, Davi congrega o povo e faz um importante anúncio: de que apesar de querer construir o Templo, Deus não permite. Mas caberá a seu filho Salomão a responsabilidade da construção. Vejamos como aconteceu:

OBJETIVO
Ensinar que, mesmo tendo boas intenções, a vontade de Deus sempre será melhor para nós;

1. Desejos e frustrações
Davi reuniu seus principais guerreiros, seus soldados valentes, governadores de todas as províncias, e relatou publicamente o propósito que havia em seu coração. Mas Deus negou seu pedido. Nesta lição, vamos observar como Davi conviveu com um pedido negado, e qual atitude tomou após ouvir um “não” da parte de Deus.

1.1. Os planos de Davi
O que fazer quando temos uma boa intenção, temos como realizar, temos maturidade, tempo para fazer, mas Deus simplesmente acende um farol vermelho e nos diz: “Você não, não chamei você para isso”. Esse era um tempo em que Deus havia dado descanso a Davi de todos os seus inimigos. Ele estava em paz na sua casa, e a nação prosperava. Não havia guerras nem gigantes por perto (2Sm 7.1). Foi nesse período, que Davi refletiu, propôs em seu coração, fez planos para Deus, mas o Senhor lhe respondeu com um simples “não”. Davi não tinha uma ambição egoísta, não queria engrandecer seu nome, queria apenas edificar um templo ao Senhor. Era um sonho nobre, mas não era o desejo de Deus, e ele teve que se contentar em apenas ter desejado e nada mais.
O que aconteceu a Davi acontece com muitos servos de Deus. Muitas vezes no silêncio de nosso quarto, ou na hora da meditação, um objetivo novo surge, e acreditamos que essa é a direção que devemos tomar. Mas precisamos compreender que algumas vezes essa vontade vem da parte de Deus; outras vezes não. Quando elas procedem de Deus, irão, com certeza, realizar-se em nossas vidas. Mas, quando não, ficarão apenas em nossas lembranças. Amigos podem até surgir, como Natã, e nos incentivar, mas, de certo, irá prevalecer a vontade de Deus (2Sm 7.3-5).

1.2. Esclarecendo os limites
A princípio, Natã havia dado incentivo a Davi em seu intento de coração, mas naquela mesma noite veio a Palavra do Senhor a Natã para que interviesse na situação de Davi (2Sm 7.3-5). Davi recebe de Deus uma resposta. O Senhor o havia chamado para ser rei e não construtor. “Eu te tomei da malhada, de detrás das ovelhas, para que fosses o soberano sobre o meu povo, sobre Israel... E fui contigo, por onde quer que foste, e destruí a teus inimigos diante de ti; e fiz grande o teu nome, como o nome dos grandes que há na terra.” (2Sm 7.8.9). O que estava dizendo: “Embora sua ideia seja boa, não chamei você para isso”. Como tudo o que Deus criou tem limites, Davi também o tinha. O poder ou a posição não nos dá o direito de realizar tudo o que nosso coração deseja, mesmo que seja de boa intenção, e até em nome do Senhor. Não era vontade de Deus, e Davi não se frustrou, soube compreender muito bem (Rm 12.2).

1.3. Deus tem a última palavra
Quantas pessoas acreditam que são Aladim e que Deus é o gênio da lâmpada? Elas acham que tudo o que projetam e colocam diante de Deus, Ele deve realizar porque agora são seus filhos, são filhos do rei. Algumas pessoas disseram as mesmas palavras de Davi, mas Deus tinha planos diferentes para elas. Ele é soberano! Será que já pensamos no que sentiu Maria, a mãe de Jesus, quando teve seus projetos frustrados, porque os planos de Deus eram outros? E quantos de nós vimos os projetos sucumbirem, porque Deus tinha planos diferentes dos nossos? (Jo 42.2). Deus, então, animou Davi dizendo: “Você não fará, mas conhecerá o prazer de ter um filho que construirá esse templo - por intermédio de seu filho o sonho será cumprido” (2Sm 7.12,13). Precisamos estar sempre atentos e saber que o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa vem de Deus (Pv 16.1,2).
Davi foi impedido de realizar a construção, porque havia derramado muito sangue inocente. Às vezes, nossos temperamentos, precipitações e anseios nos têm levado também a sermos impedidos de fazer várias coisas. Todavia, de sua própria casa, o Senhor ergueu seu filho, o qual dana seguimento ao desejo que estava em seu coração.

OBJETIVO
Mostrar que o “não” de Deus sempre vem acompanhado de bênçãos futuras para nossas vidas;

2. Atitudes de um coração segundo Deus
É muito ruim ser contrariado quando nosso coração deseja tão ardentemente alguma coisa. Mas Davi soube reconhecer e compreender muito bem suas limitações em Deus. Embora não fosse ele aquele que cumpriria, era o idealizador, e estava disposto a apoiar seu filho Salomão, uma vez que já compreendia a vontade direta de Deus.

2.1. Aprendendo a conviver com um “não”
Quando ouvimos um “não” da parte de Deus pensamos logo em disciplina ou rejeição, mas Ele pode estar redirecionando nossas vidas (Jr 29.11). Muitas vezes queremos ver Deus a partir de nossa lógica humana, e, assim, frustramo-nos, porque Ele não realizou o intento de nosso coração. Entenda! Deus não lançou em rosto o pecado de Davi, aqui não se trata de pecado ou não. Mas ao contrário, Deus louva sua atitude dizendo: “Já que desejaste edificar uma casa ao meu nome, bem fizeste em o resolver em teu coração” (2Cr 6.8). Quantas vezes buscamos o que pensávamos ser a vontade de Deus e, como quem joga um pedaço de madeira ao fogo, vimos nossos desejos egoístas subirem em forma de fumaça? Às vezes, traçamos um plano para a vida inteira, mas, infelizmente, não funciona. Todavia, não é por esse motivo que devemos terminar a vida com sentimentos de culpa. Deus sabe muito bem redirecionar nossas vidas, e dar a elas um novo sentido. Basta apenas que examinemos o plano e sejamos sensíveis para sentir se é dEle ou não.
Os planos e propósitos divinos estão sempre acima dos pensamentos racionais (Jr 29.11). Deus não deu um sim para Davi, mas lhe deu outras coisas. Deu-lhe um reino, deu-lhe um nome, fê-lo importante, deu-lhe riquezas, deu-lhe longevidade. Por mais que aquele desejo não fosse satisfeito, ele jamais teria motivos para frustrar-se, além de tudo isso, Deus ainda escolheu um de seus filhos para realizar o que havia em seu coração. Ele compreendeu muito bem e fez o melhor que pode para ajudar seu filho.

2.2. Olhando na perspectiva divina
E muito fácil para cada um de nós sentir frustração e angústia por causa de algo que Deus não quis realizar em nossas vidas. Tais decepções, muitas vezes, fazem-nos esquecer o que Deus já fez por nós, e o que nos deu. Nos últimos anos de sua vida, Davi não ficou se lamentando pelo que não pode ter, mas se concentrou nas boas coisas que Deus lhe dera. Ele passou a olhar sob uma perspectiva divina, não sob um olhar egoísta de aquisições não realizadas. A maturidade trouxe a Davi uma verdade: “existem coisas que Deus jamais realizará”. E, como dizem os sábios: “Essa é a pílula difícil de engolir”. Isso não se aprende na juventude, porque ela está repleta de sonhos e desejos efêmeros. Esse é nosso grande desafio. Fazer o que podemos com aquilo que Deus nos deu, ou ter um viver frustrado por aquilo que desejamos e não tivemos. Davi lembrou quem era e de onde havia saído, isso foi o suficiente para viver feliz e em paz com Deus após receber o “não” (lCr 28.4).

2.3. Um vislumbre de graça
“E me disse: Teu filho Salomão, ele edificará a minha casa e os meus átrios; porque o escolhi para filho, e eu lhe serei por pai” (lCr 28.6). Não precisamos defender Davi. Ele foi sanguinário, bandido, mulherengo, e assassino. Se fosse membro de uma de nossas igrejas jamais seria o que foi para Deus. Mas os critérios e julgamentos divinos são bem mais graciosos que os nossos. Quem diria, que, do relacionamento entre Davi e Bate-Seba, nasceria um filho a quem o Senhor amaria, seria o sucessor de Davi, e o Senhor lhe seria por pai? Davi pode, então, visualizar duas coisas maravilhosas que o “não” havia lhe produzido. Primeiro: Deus havia escolhido um filho seu para dar continuidade à obra que havia começado; segundo: das sombras de sua desgraça, Deus erguia a Salomão como se dissesse a Davi: “eu transformo maldição em bênção, por isso, te disse não”.
Embora soubesse que não era a vontade de Deus que edificasse uma casa ao Senhor, Davi pode sorrir, pois viu a graça de Deus operando através de seus filhos. Deus não lhe permite, mas não recrimina seu desejo, e permite que Salomão, seu filho, possa realizar o sonho tão esperado de Davi, Na verdade, Deus lhe disse “não”, mas lhe deu um presente inesquecível, que alegrou para sempre seu coração. Que alegria é para um pai, saber que seu filho dará continuidade aos seus sonhos.

OBJETIVO
Explicar que Davi não pode construir o templo, mas ajudou seu filho na realização.

3. Instruções ao novo monarca
Com muita maturidade para entender os desígnios de Deus, Davi se alegra por saber que Salomão edificará um templo ao Senhor, em seguida, transmite alguns conselhos, selecionando com cuidado as palavras, que, baseadas em sua experiência de vida, são ricas em conteúdo, e cheias de emoção. Destacaremos três coisas que Davi deixou para seu filho antes da partida.

3.1. Um grande conselho
“E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai.” (lCr 28.9a). As experiências vividas remetiam a Davi o temor de que Salomão repetisse padrões similares ao seu, ele sabia que haveria problemas no trono de Israel, sabia que as ocupações poderiam levar seu filho a não reservar tempo para conhecer Deus. Então, ele olha para seu filho e diz: “conheçe o Deus de teu pai” - conheça na intimidade (Os 4.6; 6.1,3). Logo em seguida ele diz: “serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária” (lCr 28.9b). Ou seja, de boa vontade. Não faça Deus obrigá-lo a render-lhe adoração. Faça isso sinceramente. Voluntariamente. Salomão conhecia as composições de seu pai, sabia qual era seu legado. E Davi o orientou, porque sabia como havia vacilado, e como Deus estava levantando seu filho como sucessor, ele não desejava ver em seu filho os erros que cometera. Será que estamos passando isso para nossos filhos?
Qual será o legado espiritual que estamos deixando para nossas gerações? Será que nossos filhos irão crescer sabendo que servimos a Deus de todo o coração? Será que nossos exemplos são alicerces para nossos filhos não tropeçarem? Davi podia, com certeza, advertir seu filho, pois havia vivido o que estava aconselhando afazer. Pode ser que se lembrasse dos momentos obscuros de quando pecou e, preocupado com o futuro de seu filho, aconselhou-o a buscar Deus, e servi-lO com um coração voluntário.

3.2. Uma grande provisão
“E deu Davi a Salomão, seu filho, a planta do alpendre... E também a planta de tudo quanto tinha em mente... E deu ouro, segundo o peso do ouro, para todos os utensílios de cada ministério... E ainda, porque tenho afeto à casa de meu Deus, o ouro e prata particular que tenho eu dou para a casa do meu Deus, afora tudo quanto tenho preparado para a casa do santuário” (lCr 28.11,12,14; 29.3). Davi não construiu o tempo, mas como um bom rei e um excelente pai, ele deixou tudo pronto, nos mínimos detalhes, com planta de tudo, com provisões para tudo, e Salomão deveria apenas seguir o que estava escrito. Salomão era menino e inexperiente, mas seu pai estava feliz, porque lhe entregava o cetro de Israel e os planos para o templo de Deus. É lamentável que os grandes líderes além de não gerarem outros, morrem sem deixar legado algum.

3.3. Um tesouro espiritual
Observamos que Davi foi magistral em seus últimos momentos. Ele não somente deixou tudo organizado política e financeiramente para seu filho, mas espiritualmente. Ao contarmos a soma de ouro e de tesouros que Davi deixou, podemos pensar que isso foi tudo, mas não. A maior riqueza deixada por Davi para Salomão foram 35 mil homens sábios e todos adoradores, para o auxiliarem e o aconselharem em tudo o que fazia, porque ainda era inexperiente e jovem (lCr 28.20.21). O reino de Salomão foi um reino de paz, porque era assessorado por pessoas espirituais, e todos adoradores formados por seu pai. Um legado sem igual, uma riqueza incomparável. Salomão viveu tranquilo, porque Davi deixou um grande número de pessoas de confiança, integridade, e temor a Deus para ajudá-lo.

Conclusão
Davi cumpriu sua missão e deixou um legado espetacular para sua posteridade. Ele, antes de morrer, foi sábio e não somente preparou um sucessor, mas lhe deu todas as condições e aparatos para alcançar sucesso. Aprendemos com Davi que um líder bem sucedido é aquele que visa o reino e não a si mesmo. Será que estamos enquadrados nesse perfil? O que deixaremos para nossos filhos?

QUESTIONÁRIO

1. Qual desejo teve Davi em seu coração?
R. Construir o templo do Senhor.
2. Quem lhe trouxe resposta negativa da parte de Deus?
R. O profeta Natã.
3. O que fez Davi ao saber que Salomão edificaria casa ao Senhor e não ele?
R. Alegrou-se e o ajudou.
4. Qual foi o conselho dado por Davi a Salomão?
R. Conhece o Deus de teu pai.
5. Qual foi a maior riqueza deixada por Davi a seu filho?
R. A riqueza espiritual.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


Editora Betel 4º Trimestre de 2013, ano 23 nº 89 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor - Davi, a lâmpada de Israel - A incrível história de um rei segundo o coração de Deus

2 comentários:

  1. Uma lição maravilhosa, fala profundamente em meu coração. é olhando para este Homem de Deus, que aprendemos a cada dia ser melhor no servir ao Mestre amado.

    ResponderExcluir
  2. Esta lição é desafiadora, na manha deste domingo o Pr. Enoque Oliveira esplanou muito bem os tópicos da lição. Foi benção demais, obrigado aos administradores deste site por dar comentários tão proficuos.

    ResponderExcluir

Obrigado por nos visitar! Volte sempre!