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Lição 13 - Davi, um homem escolhido por Deus

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LIÇÃO 13 – 29 de dezembro de 2013 – Editora BETEL

Davi, um homem escolhido por Deus

TEXTO AUREO

“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração”. ISm 16.7

Comentarista: Pastor Dr. Abner de Cássio Ferreira

VERDADE APLICADA

As escolhas de Deus são sempre surpreendentes, porque Ele vê o que nenhum de nós pode contemplar. Ele vê o que está dentro do coração humano.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Ensinar que Davi foi levado por Deus para o lugar da provação com o intento de aperfeiçoá-lo e torná-lo apto para reinar;
Mostrar que as provações não fizeram de Davi um homem revoltado, mas o transformaram em um adorador;
Explicar que o final de um homem quebrantado é sempre diferente dos demais.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Sl 78.65 - Então o Senhor despertou, como quem acaba de dormir, como um valente que se alegra com o vinho.
Sl 78.69 - E edificou o seu santuário como altos palácios, como a terra, que fundou para sempre.
Sl 78.70 - Também elegeu a Davi seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas.
Sl 78.71 - E o tirou do cuidado das que se acharam prenhes; para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança.
Sl 78.72 - Assim os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou pela perícia de suas mãos.

A declaração no versículo 65 é metafórica, pois o Senhor nunca fica embriagado nem dorme. No tempo de Samuel e de Saul, Israel derrotou os inimigos com a ajuda do jovem Davi, mas foi quando Davi subiu ao trono que a nação conquistou suas maiores vitórias e expandiu mais expressivamente as suas fronteiras. Esse é um dos motivos pelos quais Deus rejeitou a tribo de Efraim e escolheu a tribo de Judá e porque abandonou o tabernáculo em Siló e decidiu colocar o templo no monte Sião. Jacó havia profetizado que o rei viria de Judá (Gn 49:10), e o rei Saul era de Benjamim. Quando o Senhor dirigiu Davi para que tomasse o monte Sião e transformasse Jerusalém em sua capital, foi um gesto de amor (47:4; 87:2). Se Asafe escreveu este salmo depois da divisão do reino, então está lembrando o povo de Judá como eram, de fato, privilegiados por terem Jerusalém, o monte Sião e um rei da linhagem de Davi, da qual viria um dia o Messias! (ver Lc 1:30-33, 66-79; Mt 2:6). Se dessem o devido valor a esses privilégios, não seguiriam o péssimo exemplo do reino do Norte, pecando contra o Senhor ao se entregar à idolatria.
Os reis eram chamados de "pastores" (Jr 23:1-6; Ez 34), pois o povo escolhido de Deus era considerado seu rebanho (v. 52; 77:20; 100:3), e ninguém melhor do que Davi para receber esse título (2 Sm 5:1-3). Ele amava suas "ovelhas" (2 Sm 24:17) e, em várias ocasiões, arriscou a vida por elas no campo de batalha. Suas mãos eram hábeis, quer estivesse segurando uma espada, uma harpa, uma pena ou um cetro, e, ao contrário de seu antecessor Saul, o coração de Davi era inteiramente dedicado ao Senhor (sobre "integridade", ver 7:8; 25:21; 26:1, 11; 41:12). A integridade e a aptidão são interdependentes, pois não há habilidade que compense um coração pecaminoso, assim como também não há devoção a Deus que supere a falta de aptidão.
Fonte: Comentário - Warren W. Wiersbe

Introdução
Chegamos ao fim de nosso trimestre, e com muita alegria, discorremos sobre a vida de um dos maiores heróis que a Bíblia já mencionou, o mavioso cantor de Israel, um homem segundo coração de Deus, que não foi de modo algum perfeito, mas foi autêntico. Alguém que soube viver diante de Deus de forma humilde, dependente e íntegro, apesar de tudo o que viveu.

OBJETIVO
Ensinar que Davi foi levado por Deus para o lugar da provação com o intento de aperfeiçoá-lo e torná-lo apto para reinar;

1. Davi, um homem quebrantado
Não teríamos outra palavra melhor para explicar Davi senão esta: “Porque o Senhor não vê como vê o homem” (ISm 16.7). Deus, simplesmente, viu o que nenhum de nós veria em Davi. Viu sua trajetória, viu suas fraquezas, viu suas virtudes, viu sua fidelidade, e o fez rei. Vejamos algumas lições de sua vida.

1.1. Aprendendo com as flechas
Por mais insano que fosse Saul, e por mais hostil que fosse com Davi, aquele era o lugar da vontade de Deus para seu servo. E por quê? Porque Deus possui uma universidade com poucas pessoas graduadas em quebrantamento. Davi foi aluno nessa escola, e Saul o instrumento escolhido para esmigalhar sua alma. Quanto mais a loucura de Saul aumentava, mais crescia o conhecimento de Davi. O pastorzinho de ovelhas teve de mergulhar fundo num inferno terreno. Deus lhe queria mostrar que existe um Saul dentro de cada um de nós, e somente um Saul externo poderia matar o Saul interno de Davi. Ele deveria aprender a se esquivar de flechas sem revidar (Mt 5.5), a não dar lugar a injustiça nem a deslealdade (Mt 5.6), a não fabricar lanças para atirar de volta, a ver a loucura de um rei, e esperar seu tempo em Deus para fazer o que era correto (Ec 3.17).

1.2. Aprendendo com os gigantes
Muitas vezes, desconhecemos os gigantes que habitam em nós mesmos. E o que Deus faz? Usa circunstâncias adversas para que os possamos conhecer e eliminá-los. Davi enfrentou o leão e o urso; enfrentou as dificuldades de ser alguém quase invisível na família; enfrentou Golias; enfrentou Saul; enfrentou a solidão; enfrentou a perseguição, enfrentou a tentação; enfrentou a desilusão. Mas Davi sempre foi o que era, tinha uma capacidade de reconhecimento de si mesmo fora do comum. Ele também se tornou um gigante através da história. Mas seu maior ato heroico foi reconhecer que Deus o conhecia; sabia quem era; de onde o havia tirado; e o que fez em sua vida. Sabia que, mesmo ainda antes de ser formado, Deus havia escrito sua história, e que jamais poderia fugir de sua face (SI 139. 1-17).

1.3. Aprendendo as lições do palácio
É muito constrangedor ter unção, saber que se é o rei, mas ter que servir sem cobiçar. Davi silenciosamente suportou tudo isso sem sequer murmurar contra Deus e Saul. O rei Saul procurava destruir Davi, mas o seu único sucesso foi ter-se tornado o instrumento de Deus para matar o Saul que vagava nas cavernas da própria alma de Davi. O pequeno pastor foi quase destruído no processo, mas isso tinha de acontecer. De outra forma, o Saul que havia nele teria sobrevivido. Davi aceitou esse destino. Abraçou as duras circunstâncias. Não levantou a mão contra Saul, nem ofereceu resistência. Silenciosamente, privadamente, carregou suas agonias. Por essa causa, foi profundamente ferido. Todo o seu interior e personalidade foram alterados, e, acabada a prova, Davi estava quase irreconhecível. E, quando fugiu para não morrer injustamente, Davi não dividiu o reino. Não levou consigo parte da população. Saiu sozinho. Sendo premiado com uma guarda de valentes forjados na mesma dor que ele.
Davi viveu no palácio uma situação muito incômoda; porém, nas circunstâncias em que se achava, parecia que havia alcançado uma profunda compreensão do desdobramento do drama em que fora envolvido por Deus. Parece mesmo que ele havia compreendido alguma coisa, que poucos dos mais sábios entre os seus contemporâneos haviam notado. Algo que, mesmo nos nossos dias, em que os homens têm mais extensos e profundos conhecimentos, menos são capazes de compreender. E que coisa era essa? Deus não tinha, mas desejava muito possuir, homens que pudessem viver em meio ao sofrimento. Deus queria um vaso quebrado.

OBJETIVO
Mostrar que as provações não fizeram de Davi um homem revoltado, mas o transformaram em um adorador;

2. Davi, um líder trabalhado por Deus
Davi jamais poderia compreender no que redunda a destruição. Mas pôde ver até o fim de sua vida como tudo o que passou fazia parte de um plano para aperfeiçoá-lo e para que se tornasse um rei inesquecível e amado. Ele não era perfeito, era humano. Mas, através dele, Deus pode se revelar a uma nação. Vejamos um pouco mais dessa trajetória.

2.1. Aprendendo com as cavernas
A caverna não é um ambiente oportuno para renovar os ânimos. É um lugar de mesmice, e se torna pior ainda quando somos seus únicos habitantes. O que chegou à caverna foi o que restou de Davi, eram as horas mais sombrias de sua vida. Nós, hoje, sabemos que eram os dias que antecediam o seu reinado, mas ele, não. Achava que era esse o seu destino. Foi nesse tempo que o sofrimento gerou a humildade e a dor se transformou nos salmos que até hoje cantamos e ensinamos (SI 23.1-3; 91.1-5). Ali não dispunha de nenhum instrumento, tudo no seu interior estava sendo esmagado. Assim, mergulhado na tristeza da sua melodia e no cantar da sua tristeza, Davi, indiscutivelmente, tornou-se o maior hinista e o maior confortador de corações despedaçados que o mundo jamais veria. Não é mesmo estranho o que o sofrimento gera? Com certeza, os mais belos hinos e poesias, foram escritos em tribulação (Rm 8.28-30).
Mais adiante, Davi alcançaria uma terra estranha, terra de inimigos, e pouquíssima segurança. Lá também foi odiado, temido, vítima de mentiras e alvo de conspirações. Em vários momentos encarou a morte, em outros, o calor das provações lhe tornou um líder sem igual. Segundo os padrões terrenos, ele era um homem esmagado; segundo a medida celestial, um homem quebrantado. E pasmemos! Ele estava no lugar onde Deus queria. Deus desejava trabalhá-lo, e ele jamais deixou de ser ele mesmo. Não era perfeito, mas foi autêntico.

2.2. Tornando-se um grande líder
Deus sempre usará métodos estranhos e pessoas que nossos olhos jamais captariam para nos falar profundamente ao coração e ensinar grandes lições de vida. Liderar quem deseja nos seguir é simples, mas transformar pessoas desesperadas, sofridas, e desgostosas em fiéis heróis e amigos, não é comum, ou fácil. Convivendo com essas pessoas, Davi jamais lhes falou de autoridade. Nunca lhes disse palavra sobre submissão; contudo, a um homem, eles se submeteram. Ele não lhes deu regulamentos. Legalismo não é palavra que se encontre no vocabulário dos fugitivos. Apesar disso, puseram em ordem a sua vida exterior. Pouco a pouco, a sua vida interior também começou a mudar. A verdadeira monarquia não começou com Saul, mas veio através de Davi. Aquelas pessoas o seguiram pelo que era, não pelo que lhes impusera. Ele as conquistou, por isso, liderou-as. Ninguém lidera quem não conquista (Jo 13.1).

2.3. Eles o seguiram
Que preparo teve Davi! Quando tudo parecia sem sentido, e a calamidade já havia-se instalado em sua vida, Davi se vê cercado por uma congregação de bandidos. Quando enfrentamos situações calamitosas, passamos a conviver com pessoas que nunca imaginávamos. Davi deu sentido à vida desses homens, e como recompensa divina, eles passaram a ser a primeira fila do seu exército. Eles seguiram Davi, porque viram nele o que faltava em Saul: a presença de Deus. Davi foi rei a seu tempo, jamais forçou as coisas. Por isso, foi seguido, amado, e confirmado por Deus. Mas, afinal, por que o seguiram? Porque Era um homem depurado, um guerreiro. Mas, acima de tudo, um adorador, um homem, um servo, um amigo.
Saul era um homem de grandes qualidades. Ele unificou um povo e fundou um reino. Ele fez surgir um exército. Venceu batalhas pelo poder de Deus, venceu como poucos jamais fizeram. Ele foi escolhido por Deus, foi também ungido, o Espírito vinha sobre ele. E qual a diferença? Saul sempre pensou em sua própria reputação. Davi sempre pensou em Deus e Sua vontade para a nação.

OBJETIVO
Explicar que o final de um homem quebrantado é sempre diferente dos demais.

3. Aprendendo com Davi
De que necessita este mundo: de homens bem dotados, exteriormente cheios de poder? Ou de homens quebrados, mas interiormente transformados? A mais viva recordação que temos de Davi é a submissão. Sua vida é uma rica amostra da arte da paciência.

3.1. Por que Deus escolheu Davi?
Para muitos homens, o Senhor concedeu o seu poder. Mas eles se tornaram como Saul. Arremessaram lanças, odiaram outros homens, atacaram e perseguiram outros ungidos, fizeram planos para matar, e até consultaram feiticeiras. Davi era diferente. Não temia rebeliões, porque não se importava se fosse destronado. Davi nos ensina a perder, não a vencer. A dar, não a tomar. Revela-nos que o incomodado é o líder, e não o seguidor. Que a autoridade cede à revolta, especialmente quando a revolta não é mais perigosa do que a imaturidade, ou talvez a ignorância. Com ele, aprendemos que a autoridade que procede de Deus não teme desafios, não se defende, nem se importa se tiver de perder o trono. Era assim a grandeza do verdadeiro rei.

3.2. Os dois epitáfios
Qual será a mensagem que colocarão em nosso epitáfio? O epitáfio de Saul foi muito triste, resumia a vida desse homem que poderia ter sido um grande aliado de Davi, poderia ter sido seu conselheiro. I Samuel 26.21 descreve perfeitamente quem foi Saul: “TENHO PROCEDIDO COMO LOUCO”. Na hora da morte, Saul se preocupou com sua imagem diante do inimigo, não queria ser derrotado, e se matou. Mas pouco se importou com sua relação com Deus, com quem estava prestes a encontrar-se. Ele sequer orou, sequer se arrependeu. Caiu sobre a espada, e, por fim, literalmente, perdeu a cabeça (ISm 31.9). Quanto a Davi, a Bíblia diz: “E morreu numa boa velhice, cheio de dias, riquezas e glória; e Salomão, seu filho, reinou em seu lugar” (lCr 29.28). Quando um homem de Deus morre, nada de Deus morre, nenhum dos princípios divinos morre. Vemos isso claramente na vida de Davi. Qual seria o epitáfio que colocariam em nossa lápide? Seria o de Davi ou o de Saul?

3.3. Lições de sua vida
Pelo menos duas coisas interessantes nos chamam atenção no epitáfio de Davi. Primeiro, embora tendo fracassado tanto em algumas áreas, Deus afirmou que ele apascentou a Israel segundo a “integridade de seu coração” (SI 78.72). Aonde todos nós vimos pecados e falhas, Deus viu integridade. Segundo, Davi terminou bem seu ministério, passando seu legado para seu filho. Com ele aprendemos esperança, apesar de sua humanidade; aprendemos coragem, mesmo em meio ao seu próprio medo. Aprendemos louvor nas canções que brotaram em suas horas de desespero, aprendemos perdão em seus sombrios momentos de pecado, e o valor de servir a Deus em nossa geração, mesmo quando nossos maiores sonhos não podem ser realizados.
Embora não tenha sido um homem realizado em termos familiares, Davi pôde ouvir de Deus que fora escolhido, que sua casa seria congratulada pelo reinado de seu filho Salomão, e o trono que ele tanto lutou para que Deus fosse o adorado governante se perpetuou através de sua semente, filho da mulher por quem tudo investiu. No fim de sua vida ele estava depurado, maduro, e partiu feliz, cheio de dias, e vendo seu filho dar continuidade ao trabalho que havia começado.


Conclusão
“E morreu numa boa velhice, cheio de dias, riquezas e glória; e Salomão, seu filho, reinou em seu lugar” (lCr 29.28). Esse é um epitáfio que agradaria: a qualquer servo de Deus. Davi foi um homem muito sofrido, trabalhado, e aprovado por Deus. Não existe a estrela de Saul, o trono de Saul, a raiz de Saul, ou a descendência de Saul. E por quê? Escolhas. Podemos escolher servir a Deus com integridade de coração ou não. Davi optou por servir e você o que fará?

QUESTIONÁRIO

1. O que Deus viu em Davi para ungi-lo rei?
R. Deus, simplesmente, viu o que nenhum de nós veria em Davi.
2. Na universidade de Deus há poucas pessoas graduadas em quê?
R. Quebrantamento.
3. Qual foi o epitáfio de Saul?
R. “Tenho procedido como louco” (ISm 26.21).
4. Por que as pessoas seguiram Davi?
R. Porque ele as conquistou.
5. Qual foi epitáfio de Davi?
R. “E morreu numa boa velhice, cheio de dias. Riquezas” (1 Cr 29. 28).

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


Editora Betel 4º Trimestre de 2013, ano 23 nº 89 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor - Davi, a lâmpada de Israel - A incrível história de um rei segundo o coração de Deus

Um comentário:

  1. Faltam palavras para descrever tamanha grandeza e beleza nesta lição, que possamos guardar este tesouro dentro de nossos corações.
    Deus abençoe.

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