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Escola Dominical - Dons de Elocução

Dos de Elocução
Lição 5 - 4 de Maio de 2014

Dons de Elocução

TEXTO ÁUREO

"Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém!"
(1 Pe 4.11).

VERDADE PRÁTICA

Os dons de profecia, de variedades de línguas e de interpretação das línguas são para edificar, exortar e consolar a Igreja de Cristo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Coríntios 12.7,10-12; 14.26-32
ICo 12.7 - Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.
ICo 12.10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
ICo 12.11 - Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
ICo 12.12 - Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.
ICo 14.26 - Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
ICo 14.27 - E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete.
ICo 14.28 - Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus.
ICo 14.29 - E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
ICo 14.30 - Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro.
ICo 14.31 - Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados.
ICo 14.32 - E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.

Ministramos ao mesmo corpo (7-11). Os dons são concedidos para o beneficio da igreja toda. Não são para o usufruto individual, mas para uso corporativo. Os coríntios em especial precisavam ser lembrados disso, pois usavam os dons espirituais de maneira egoísta, para promover a si mesmos, não para edificar a igreja. Quando aceitamos nossos dons com humildade, podemos usá-los para promover harmonia e para ajudar a igreja como um todo.
Os diversos dons são citados em I Coríntios 12:8-10 e 28 bem como em Efésios 4:11 e Romanos 12:6-8: Quando combinamos essas listas, encontramos dezenove dons e cargos diferentes. Uma vez que a lista em Romanos não é idêntica à de 1 Coríntios, podemos supor que Paulo não estava tentando tratar exaustivamente do assunto em nenhuma dessas passagens. Apesar de os dons citados serem apropriados para o ministério da igreja, Deus não se restringe a essas listas. Pode dar outros dons como bem lhe aprouver.
Tratamos anteriormente dos apóstolos (1 Co 9:1-6). Os profetas eram os porta-vozes de Deus no Novo Testamento, pessoas cujas mensagens vinham diretamente de Deus por meio do Espírito. Seu ministério era edificar, encorajar e consolar (1 Co 14:3). Seus ouvintes testavam essas mensagens, a fim de determinar se eram, de fato, provenientes de Deus (1 Co 14:29; 1 Ts 5:19-21), Efésios 2:20 deixa claro que os apóstolos e profetas trabalharam juntos para lançar os alicerces da Igreja, e podemos supor que deixaram de ser necessários, uma vez que esses fundamentos foram completados.
Os mestres instruíam os convertidos acerca das verdades doutrinárias da vida cristã. Ensinavam de acordo com a Palavra de Deus e com os preceitos pregados pelos apóstolos (tradição). Ao contrário dos profetas, não recebiam suas mensagens diretamente do Espírito, apesar de o Espírito ajudá-los em seus ensinamentos, Tiago 3:1 indica que se trata de um chamado extremamente sério.
O evangelista dedica-se a compartilhar as boas-novas da salvação com os perdidos. Todos os ministros devem atuar como evangelistas (2 Tm 4:5) e procurar ganhar almas, mas algumas pessoas receberam um chamado especial para evangelizar.
Na Igreja primitiva, os milagres faziam parte das credenciais dos servos de Deus (Hb 2:1-4). Na verdade, milagres, curas e línguas pertencem a uma categoria que os teólogos chamam de "dons de sinais" e que se referem especificamente ao início da Igreja. O Livro de Atos, bem como a história da Igreja, indicam que esses dons miraculosos saíram de cena com o passar do tempo.
Os socorros e governos (1 Co 12:28) referem-se aos servos e dirigentes da igreja, pois sem liderança espiritual a igreja não pode prosperar. Os dons de ministrar (Rm 12:7) e de presidir pertencem a essa mesma categoria.
Há vários dons referentes à locução: línguas e interpretação de línguas (dos quais trataremos em mais detalhes adiante), a palavra de sabedoria e a palavra de conhecimento (a capacidade de compreender e de aplicar a verdade de Deus a uma determinada situação) e a exortação (encorajamento e, se necessário, repreensão).
Contribuir e demonstrar misericórdia são relacionados a prover auxílio material aos necessitados e a sustentar os servos de Deus no ministério. O dom da  é relacionado a crer em Deus quanto ao que ele deseja realizar no ministério da igreja, confiando que guiará e proverá. O discernimento de espíritos era importante na Igreja primitiva, uma vez que Satanás desejava falsificar a obra e a Palavra de Deus. Hoje, o Espírito usa especialmente a Palavra escrita para dar discernimento (1 Jo 2:18-24; 4:1-6). Uma vez que não há profetas na Igreja de hoje, não precisamos nos preocupar com falsos profetas; no entanto, devemos ter cuidado com os falsos mestres (2 Pe 2:1).
Alguns estudiosos dividem os dons em categorias: dons de locução, de sinais e de serviço. No entanto, não devemos dedicar tanta atenção aos dons individuais a ponto de esquecer o motivo principal pelo qual Paulo os relacionou: para nos lembrar que eles nos unem em nossos ministérios a um só corpo. O Espírito Santo concede esses dons "como lhe apraz" (1 Co 12:11), não de acordo com a nossa vontade. Nenhum cristão deve se queixar de seus dons. Somos muitos membros de um só corpo e ministramos uns aos outros.
Ordem (1 Co 14)
Esta seção apresenta duas declarações que devem ser colocadas lado a lado: "Seja tudo feito para edificação" (1 Co 14:26), e "Tudo, porém, seja feito com decência e ordem" (1 Co 14:40). Quando um prédio está sendo construído, é preciso haver um projeto, pois, do contrário, a construção se transformará em caos. Conheço uma igreja que enfrentava problemas sérios para construir a casa pastoral até que alguém descobriu que o projeto fornecido à madeireira que preparava o material de construção era diferente do que estava sendo usado pelos empreiteiros. Não é de se admirar que nada se encaixava!
A igreja de Corinto tinha problemas específicos com a desordem em seus cultos (1 Co 11:17-23). O motivo não é difícil de determinar: usavam seus dons espirituais para agradar a si mesmos, não para ajudar os irmãos e as irmãs em Cristo. A palavra-chave não era edificação, mas sim exibição. Se acreditamos que nossa contribuição para o culto é mais importante do que a de nosso irmão, ficamos impacientes, querendo que ele acabe logo, ou o interrompemos. Acrescentando a isso as dificuldades causadas pelas "mulheres emancipadas" da congregação, podemos entender por que a igreja sofria com essa confusão carnal.
Em 1 Coríntios 14:26, temos um vislumbre do culto na Igreja primitiva. Todos os membros eram convidados a participar conforme o Senhor os dirigia. Um desejava cantar um salmo (Ef 5:19; Cl 3:16). Outro era conduzido pelo Espírito para compartilhar uma doutrina. Alguns recebiam revelações transmitidas em línguas e interpretadas. Sem uma ordem determinada por Deus, jamais haveria edificação.
É importante observar que as pessoas que falavam em línguas eram as que causavam mais problemas, de modo que Paulo dirige-se a elas e dá várias instruções a serem seguidas pela igreja em seus cultos.
Em primeiro lugar, a locução, a interpretação e o julgamento (avaliação da mensagem) deveriam ser feitos de forma ordenada (1 Co 14:27-33). Não mais do que três pessoas falariam em cada reunião, e cada mensagem deveria ser avaliada e interpretada na sequência. Caso nenhum intérprete se apresentasse, o que havia falado em línguas deveria manter-se calado. A admoestação de Paulo à igreja de Tessalônica também se aplica a este caso: "Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom" (1 Ts 5:19-21).
Por que as mensagens deveriam ser avaliadas? Para determinar se o locutor, de fato, transmitira a Palavra de Deus por meio do Espírito Santo. Poderia acontecer de alguém, sob a influência das próprias emoções, imaginar que Deus falava por seu intermédio. Era possível a Satanás falsificar uma mensagem profética (ver 2 Co 11:13, 14). Os ouvintes deveriam, então, testar a mensagem usando as Escrituras do Antigo Testamento e a tradição apostólica, bem como a orientação pessoal do Espírito ("discernimento de espíritos"; 1 Co 12:10).
Se, enquanto uma pessoa falava, Deus desse uma revelação a outra pessoa, o primeiro locutor deveria se calar, enquanto a nova revelação era transmitida. Sob a direção de Deus, não haveria competição nem contradição nas mensagens. Se, porém, vários locutores estivessem "criando" suas próprias mensagens, haveria confusão e contradição.
Quando o Espírito Santo está no controle, os vários ministros terão domínio próprio, pois o domínio próprio é um fruto do Espírito (Gl 5:23). Nosso domínio próprio é uma das evidências de que o Espírito está, de fato, operando em uma reunião de cristãos. Um dos ministérios do Espírito é colocar ordem no caos (Gn 1). A confusão vem de Satanás, não de Deus (Tg 3:13-18). Quando o Espírito está conduzindo, os participantes conseguem ministrar um por vez, de modo que o impacto total da mensagem de Deus seja recebido pela igreja.
De que maneira aplicamos essas instruções à igreja de hoje, uma vez que não há mais em nosso meio profetas como os do Novo Testamento, mas temos as Escrituras completas? Em primeiro lugar, devemos usar a Palavra de Deus para testar as mensagens que ouvimos, pedindo que o Espírito nos oriente. Há falsos mestres espalhados pelo mundo afora e devemos ser cautelosos (2 Pe 2; 1 Jo 4:1-6). Mesmo mestres e pregadores autênticos não sabem tudo e, por vezes, cometem enganos (1 Co 13:9,12; Tg 3:1). Cada ouvinte deve avaliar a mensagem e aplicá-la a seu coração.
Nossos cultos hoje são mais formais que as reuniões da Igreja primitiva, de modo que dificilmente precisamos nos preocupar com essa questão de ordem. Mas, em nossas reuniões mais informais, devemos usar de consideração uns para com os outros e manter a ordem. Lembro-me de participar de uma reunião onde todos estavam dando testemunho, e uma mulher passou quarenta minutos falando de uma experiência enfadonha e, com isso, destruiu o espírito da reunião.
O evangelista D. L. Moody dirigia um culto e pediu a um homem para orar. Aproveitando a oportunidade, o homem estendeu a oração a ponto de parecer que não teria fim. Sentindo que aquela oração prejudicava a reunião em vez de abençoá-la, Moody disse em voz alta: "Vamos cantar um hino enquanto nosso irmão termina de orar!" Os que dirigem as reuniões da igreja precisam de discernimento... e de coragem.
Em segundo lugar, as mulheres presentes na reunião não deveriam falar (1 Co 14:34, 35). Paulo já havia permitido que as mulheres orassem e profetizassem (1 Co 11:5), de modo que essa instrução aplica-se ao contexto imediato da avaliação das mensagens proféticas. Ao que parece, a grande responsabilidade de manter a integridade doutrinária na Igreja primitiva cabia aos homens, especialmente aos presbíteros (1 Tm 2:11, 12).
O contexto dessa proibição pode indicar que algumas mulheres da congregação estavam criando problemas ao fazer perguntas, talvez até gerando discussões. Paulo lembrou as mulheres casadas de que deviam ser submissas a seus maridos e lhes fazer suas perguntas em casa. (Supomos que as mulheres solteiras podiam buscar o conselho dos presbíteros ou de homens da própria família.) Infelizmente, em muitos lares cristãos de hoje, a mulher deve esclarecer as dúvidas do marido, pois é mais instruída na Palavra do que ele.
Fonte: Comentário Bíblico Warren W. Wiersbe


INTERAÇÃO

Prezado professor, na lição de hoje estudaremos a respeito dos três dons de elocução: profecia, variedade de línguas e interpretação. Qual o propósito destes dons? Atualmente temos visto muita confusão e falta de sabedoria no uso destes dons, em especial o de profecia, por isso, precisamos estudar com afinco este tema a fim de que não sejamos enganados pelos falsos profetas. Paulo exortou os crentes de Corinto para que eles procurassem com zelo os dons espirituais e em especial o dom de profecia, pois aquele que profetiza edifica toda a igreja. Por isso, ao preparar a lição, ore e peça que o Senhor conceda a você e aos seus alunos os dons de profecia, de falar em línguas estranhas e o de interpretá-las.

OBJETIVOS

Após a aula, o aluno deverá estar apto a:
Analisar biblicamente o dom de profecia. 
Compreender o dom de variedade de línguas.
Valorizar o dom de interpretação de línguas.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para introduzir o primeiro tópico da lição, faça as seguintes indagações: "O que é ser profeta?" "Qual é a função do profeta?" Depois de ouvir os alunos, explique que o profeta é aquele que fala em lugar de outrem. Sua função é proclamar os oráculos de Deus a fim de que a Igreja seja edificada, exortada e consolada. A Palavra de Deus nos exorta a não desprezarmos as profecias, todavia precisamos examiná-las com sabedoria, de acordo com a Palavra de Deus, pois muitos falsos profetas têm se levantado atualmente. Leia, juntamente com os alunos 1 Tessalonicenses 5.20,21. Ressalte que a Igreja não pode deixar de julgar as profecias e discernir os espíritos.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

PALAVRA-CHAVE
Elocução: Ação ou efeito de anunciar o pensamento por palavras.

O estudo da lição desta semana concentrar-se-á nos três dons classificados como os de elocução: profecia, variedade de línguas e interpretação das línguas. Os propósitos destes dons especiais são os de edificar, exortar e consolar a Igreja de Cristo (1 Co 14.3). Isso porque os dons de elocução são manifestações sobrenaturais vindas de Deus, e não podem ser utilizadas na igreja de forma incorreta. Assim, devemos estudar estes dons com diligência, reverência e temor de Deus, para não sermos enganados pelas falsas manifestações.

I. DOM DE PROFECIA (1 Co 12.10)


1. O que é o dom de profecia? De acordo com Stanley Horton, o dom de profecia relatado por Paulo em 1 Coríntios 14 refere-se a mensagens espontâneas, inspiradas pelo Espírito, em uma língua conhecida para quem fala e também para quem ouve, objetivando edificar, exortar ou consolar a pessoa destinatária da mensagem. Profetizar não é desejar uma bênção a uma pessoa, pois essa não é a finalidade da profecia. Infelizmente, por falta de ensino da Palavra de Deus nas igrejas, aparecem várias aberrações concernentes ao uso incorreto deste dom. Não poucos crentes e igrejas locais sofrem com as consequências das falsas profecias. Apesar de exortar-nos a não desprezar ou sufocar as profecias na igreja local (1 Ts 5.20), as Escrituras orientam-nos a que examinemos "tudo", julgando e discernindo, pelo Espírito, o que está por trás das mensagens. Toda profecia espontânea deve ser julgada (1 Co 14.29-33).
2. A relevância do dom de profecia. O dom de profecia é tão importante para a Igreja de Cristo que o apóstolo Paulo exortou a sua busca (1 Co 14.1). Não obstante, ele igualmente recomendou que o exercício desse dom fosse observado pela ordem e cuidado nos cultos (1 Co 14.40). Os crentes de Corinto deveriam julgar as profecias quanto ao seu conteúdo e a origem de onde elas procedem (1 Co 14.29), pois elas possuem três fontes distintas: Deus, o homem ou o Diabo. Devemos nos cuidar, pois a Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, mostra ações dos falsos profetas. O Senhor Jesus nos alertou: "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores" (Mt 7.15). Vigiemos!
3. Propósitos da profecia.  A profecia contribui para a edificação do crente. Porém, ainda existe muita confusão a respeito do uso dos dons de elocução, e em especial ao de profecia e sua função. Há líderes permitindo que as igrejas que lideram sejam guiadas por supostos profetas. A Igreja de Jesus Cristo deve ser conduzida segundo as Escrituras, pois esta é a inerrante Palavra de Deus. A Bíblia Sagrada, a Profecia por excelência, deve ser o manual do líder cristão. Outros líderes, também erroneamente, não tomam decisão alguma sem antes consultar um "profeta" ou uma "profetisa".  Estes profetizam aquilo que as pessoas querem ouvir e não o que o Senhor realmente quer falar. Todavia, a Palavra de Deus alerta-nos a que não ouçamos a tais falsários (Jr 23.9-22).

SINOPSE DO TÓPICO (1)

O propósito do dom de profecia é edificar, exortar e consolar a Igreja (1 Co 14.3).

II. VARIEDADE DE LÍNGUAS (1 Co 12.10)


1. O que é o dom de variedades de línguas? De acordo com o teólogo pentecostal Thomas Hoover, o dom de línguas é "a habilidade de falar uma língua que o próprio falante não entende, para fins de louvor, oração ou transmissão de uma mensagem divina". Segundo Stanley Horton, "alguns ensinam que, por estarem alistados em último lugar, estes dons são os de menor importância". Ele acrescenta que tal "conclusão é insustentável", pois as "cinco listas de dons encontradas no Novo Testamento colocam os dons em ordens diferentes". O dom de variedades de línguas é tão importante para a igreja quanto os demais apresentados em 1 Coríntios 12.
2. Qual é a finalidade do dom de variedade de línguas? O primeiro propósito é a edificação da vida espiritual do crente (1 Co 14.4). As línguas, ao contrário da profecia, não edificam ou exortam a igreja. Elas são para a devoção espiritual do crente que recebe este dom. À medida que o servo de Deus fala em línguas estranhas vai sendo  também edificado, pois o Espírito Santo o toca e renova diretamente (1 Co 14.2).
3. Atualidade do dom. É preciso deixar claro que a variedade de línguas não é um fenômeno exclusivo do período apostólico. O Senhor continua abençoando os crentes com este dom e cremos que assim o fará até a sua vinda. No Dia de Pentecostes, todos os crentes reunidos no cenáculo foram batizados com o Espírito Santo e falaram noutras línguas pelo Espírito (At 1.4,5; 2.1-4). É um dom tão útil à vida pessoal do crente em nossos dias quanto o foi nos dias da igreja primitiva.

SINOPSE DO TÓPICO (2)

O dom de línguas é tão importante para a igreja quanto os demais apresentados em 1 Coríntios 12.

III. INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS (1 Co 12.10)


1. Definição do dom. Thomas Hoover ensina que a interpretação das línguas é "a habilidade de interpretar, no próprio vernáculo, aquilo que foi pronunciado em línguas". Na igreja de Corinto havia certa desordem no culto com relação aos dons espirituais, por isso, Paulo os advertiu dizendo: "E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus" (1 Co 14.27,28).
2. Há diferença entre dom de interpretação e o de profecia? Embora haja semelhança são dons distintos. O dom de interpretação de línguas necessita de outra pessoa, também capacitada pelo Espírito Santo, para que interprete a mensagem e a igreja seja edificada. Do contrário, os crentes ficarão sem entender nada. Já no caso da profecia não existe a necessidade de um intérprete. Estêvam Ângelo de Souza definiu bem essa questão quando disse que "não haverá interpretação se não houver quem fale em línguas estranhas, ao passo que a profecia não depende de outro dom".

SINOPSE DO TÓPICO (3)

O dom de línguas é tão importante para a igreja quanto os demais apresentados em 1 Coríntios 12.

CONCLUSÃO

Ainda que haja muitas pessoas em diversas igrejas que não aceitem a atualidade do batismo com o Espírito Santo e dos dons espirituais - os chamados "cessacionistas" - Deus continua abençoando os crentes com suas dádivas. Portanto, não podemos desprezar o dom de profecia, o de falar em línguas estranhas e o de interpretá-las. Porém, façamos tudo conforme a Bíblia: com sabedoria, decência e ordem (1 Co 14.39,40). Agindo dessa forma, Deus usará os seus filhos para que sejam portadores das manifestações gloriosas dos céus.


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOI

Subsídio Teológico

"Paulo era grato a Deus por falar em línguas, e mais do que todos os coríntios. Na igreja, porém, diz que preferiria falar cinco palavras com seu entendimento, a fim de que pudesse, pela sua voz ensinar aos outros, do que dez mil palavras em línguas (1 Co 14.18,19). Mas não deseja com isso excluir as línguas. É parte legítima de sua adoração (1 Co 14.26).
Paulo lhes adverte para que cessem de proibir o falar em línguas. Segundo parece, alguns não gostavam da confusão causada pelo uso exagerado das línguas. Procuravam solucionar o problema por meio da proibição total do falar em línguas. Mas a experiência era preciosa, e a bênção excelente, para a maioria dos coríntios aceitar essa proibição. Alguns dizem hoje: 'Há problemas envolvidos no falar em línguas; vamos evitá-las, portanto'. Mas não foi essa a solução de Paulo para si, nem para a Igreja. Até mesmo os limites que Paulo impõe não tinham a intenção de impedir as línguas. Tratava-se, apenas, de dar mais oportunidade, para maior edificação a outros dons" (HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.242).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOII

Subsídio Teológico
"Natureza Encarnacional dos Dons
Os crentes desempenham um papel vital no ministério dos dons. Romanos 12.1-3 nos diz para apresentarmos nosso corpo e mente como adoração espiritual e que testemos e aprovemos o que for a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Semelhantemente, 1 Coríntios 12.1-3 nos adverte a não perdermos o controle do corpo e a não sermos enganados pela falsa doutrina, mas deixar Jesus ser Senhor. E Efésios 4.1-3 nos recomenda um viver digno da vocação divina, tomar a atitude correta e manter a unidade do Espírito.
Nosso corpo é o templo do Espírito Santo e, portanto, deve estar envolvido na adoração. Muitas religiões pagãs ensinam um dualismo entre o corpo e o espírito. Para elas, o corpo é mau, uma prisão, ao passo que o espírito é bom e precisa ser liberto. Essa opinião era comum no pensamento grego.
Paulo conclama os coríntios a não se deixarem influenciar pelo passado pagão. Antes, perdiam o controle; como consequência, podiam dizer qualquer coisa e alegar que provinha do Espírito de Deus. O contexto bíblico dos dons não indica nenhuma perda de controle. Pelo contrário, à medida que o Espírito opera através de nós, temos mais controle do que nunca. Entregamos nosso corpo e mente a Deus como instrumentos a seu serviço" (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.469).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

BEVERE, John. Assim Diz o Senhor? Como saber quando Deus está falando através de outra pessoa. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão CPAD
 nº 59, p.38.

EXERCÍCIOS

1. Quais são os propósitos da profecia?
R. Exortar, consolar e edificar.

2. Quais são as três fontes de onde podem proceder as profecias?
R. Deus, o homem ou o Diabo.

3. Segundo o teólogo Thomas Hoover, o que é o dom de línguas?
R. "É a habilidade de falar uma língua que o próprio falante não entende, para fins de louvor, oração ou transmissão de uma mensagem divina".

4. Qual é a finalidade principal do dom de variedade de línguas?
R. É a edificação da vida espiritual do crente.

5. Defina, de acordo com a lição, o dom de interpretação de línguas.
R. "É a habilidade de interpretar no próprio vernáculo, aquilo que foi pronunciado em línguas".


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