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Escola Dominical - Oseias, A fidelidade no relacionamento com Deus

Lição 2 - Oseias, A fidelidade no relacionamento com Deus
Título: Os Doze Profetas Menores — Advertências e consolações para a santificação da Igreja de Cristo
Comentarista: Esequias Soares

Lição 2: Oseias - A fidelidade no relacionamento com Deus

Data: 14 de Outubro de 2012

TEXTO ÁUREO

Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co 11.2).

VERDADE PRÁTICA

O casamento de Oseias ilustra a infidelidade de Israel e mostra a sublimidade do amor de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Oseias 1.1,2; 2.14-17,19,20.

Oseias 1
1 - Palavra do SENHOR que foi dita a Oseias, filho de Beeri, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel.
2 - O princípio da palavra do SENHOR por Oseias; disse, pois, o SENHOR a Oseias: Vai, toma uma mulher de prostituições e filhos de prostituição; porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR.

Oseias 2
14 - Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.
15 - E lhe darei as suas vinhas dali e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu da terra do Egito.
16 - E acontecerá naquele dia, diz o SENHOR, que me chamarás: Meu marido e não me chamarás mais: Meu Baal.
17 - E da sua boca tirarei os nomes de baalins, e os seus nomes não virão mais em memória,
19 - E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias.
20 - E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás o SENHOR.

INTERAÇÃO

O casamento de Oseias denota uma diversidade de sentimentos humanos que desabrocham numa história trágica entre Deus e seu povo. Sim! Tristezas e frustrações fazem parte da vida pessoal do profeta. Mas também é verdade que renovadas esperanças estão implícitas na mensagem dramática desse profeta. Como marido, ele esperava a reconciliação plena com sua esposa Gomer. Tal retrato reflete o amor, a beleza e a intimidade que o verdadeiro casamento pode proporcionar. No caso de Israel, o Altíssimo almeja que a nação deixe o caminho do adultério espiritual e retorne ao amor inefável do esposo que, acima de tudo, a ama.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·   Conhecer a estrutura do livro de Oseias.
·   Compreender a linguagem simbólica usada no livro.
·   Conscientizar-se de que Deus está pronto a nos reconciliar e acolher.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Reproduza o esquema abaixo no quadro de giz. Utilize-o na introdução do primeiro tópico da lição. O esquema facilitará a compreensão dos alunos a respeito da estrutura do livro de Oseias. Explique que os assuntos principais do livro são: a apostasia de Israel; o grande amor de Deus; o juízo divino e as promessas de restauração. O objetivo do livro é mostrar quão grande e abnegado é o amor de Deus por seu povo.

O ESBOÇO DO LIVRO DE OSEIAS
Esposa do profeta Oseias.......................................................................(Os 1 — 3).
O povo de Oseias.....................................................................................(Os 4 — 14).
Mensagem de julgamento......................................................................(Os 4 — 10).
Mensagem de Amor................................................................................(Os 11 — 14).

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave
Matrimônio: União voluntária entre um homem e uma mulher.

A mensagem de Oseias começa a partir de sua vida pessoal. O seu casamento com Gomer e o difícil relacionamento familiar ocupam os três primeiros capítulos do livro que leva o seu nome. Deus tinha uma mensagem para o povo, pois a esposa e os filhos de Oseias, assim como o abandono e a prostituição dela, e o seu sofrimento e perdão, são sinais e profecias sobre Israel e Judá ao longo dos séculos.

I. O LIVRO DE OSEIAS


1. Contexto histórico. O ministério de Oseias deu-se no período da supremacia política e militar da Assíria. Ele profetizou em Samaria, capital do Reino do Norte, durante os “dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel” (1.1). A soma desses anos deve ser reduzida significativamente porque Jotão foi corregente com seu pai, Uzias, e da mesma forma Ezequias reinou com Acabe, seu pai (2 Rs 15.5; 18.1,2,9,10,13).
Esses dados fornecidos pelo profeta nos permitem datar o seu ministério entre 793-753 a.C. Jeroboão II, reinou 41 anos num período de prosperidade econômica, mas também de apostasia generalizada (2 Rs 14.23-29).
2. Estrutura. A revelação foi entregue ao profeta pela palavra “dita a Oseias” (1.1a). A segunda declaração: “O princípio da palavra do Senhor por Oseias” (1.2a), reitera a forma de comunicação do versículo anterior. Também esclarece que a ordem para Oseias se casar com “uma mulher de prostituições” aconteceu no começo do seu ministério, como fica claro na ARA e na TB (1.2b).
O livro pode ser dividido em duas partes principais. A primeira é uma biografia profética escrita em prosa que descreve a crise do relacionamento de Oseias com sua esposa infiel, ao mesmo tempo que compara essa crise conjugal com a infidelidade e a apostasia do seu povo (1-3). A segunda parte é escrita em forma poética e se constitui de profecias proferidas durante um longo intervalo de tempo (4-14).
3. Mensagem. O assunto do livro é a apostasia de Israel e o grande amor de Deus revelado, que compreende advertência, juízo divino e promessas de restauração futura (8.11-14; 11.1-9; 14.4-9). Mesmo num contexto de decadência moral, o oráculo descreve o amor de Deus de maneira bela e surpreendente (2.14-16; 6.1-4; 11.1-4; 14.4-8). Seus oráculos são cheios de metáforas e símbolos dirigidos aos contemporâneos. Sua mensagem denuncia o pecado do povo e a corrupção das instituições sociais, políticas e religiosas das dez tribos do norte (5.1). Oseias é citado no Novo Testamento (1.10; 2.23 cp. Rm 9.25,26; 6.6 cp. Mt 9.13; 12.7; 11.1 cp. Mt 2.15).

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SINOPSE DO TÓPICO (I)

O livro do profeta Oseias é repleto de metáforas e símbolos. Sua mensagem denuncia o pecado e a corrupção do povo.

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II. O MATRIMÔNIO


1. Etimologia. Os termos “casamento” e “matrimônio” são equivalentes e ambos usados para traduzir o grego gamos, que indica também “bodas” (Jo 2.1,2) e “leito” conjugal (Hb 13.4). Trata-se de uma instituição estabelecida pelo Criador desde a criação, na qual um homem e uma mulher se unem em relação legal, social, espiritual e de caráter indissolúvel (Gn 2.20-24; Mt 19.5,6). É no casamento que acontece o processo legítimo de procriação (Gn 1.27,28), gerando a oportunidade para a felicidade humana e o companheirismo.
2. Simbolismo. A intimidade, o amor, a beleza, o gozo e a reciprocidade que o casamento proporciona fazem dele o símbolo da união e do relacionamento entre Cristo e a sua Igreja (2 Co 11.2; Ef 5.31-33; Ap 19.7). Essa figura é notada desde o Antigo Testamento.
3. A ordem divina para o casamento de Oseias. Considerando a santidade do casamento confirmada em toda a Bíblia, a ordem divina parece contradizer tudo o que as Escrituras falam sobre o matrimônio. Temos dificuldade em aceitá-la, mas qualquer interpretação contra o caráter literal do texto é forçada. Quando Jeová deu a ordem, acrescentou: “porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR” (1.2b). Isso era literal. A infidelidade a Deus é em si mesma um adultério espiritual (Jr 3.1,2; Tg 4.4), ainda mais quando se trata do culto a Baal, que envolvia a chamada prostituição sagrada (4.13,14; Jz 8.33).

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SINOPSE DO TÓPICO (II)

O matrimônio de Oseias com Gomer simboliza a infidelidade do povo em relação a Deus.

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III. A LINGUAGEM DA RECONCILIAÇÃO


1. O casamento restaurado. O amor é o tema central de Oseias. Com ele, Israel será atraído por Jeová (11.4; Jr 31.3). O deserto foi o lugar do julgamento (2.3) e nele Israel achou graça, tal qual a noiva perante o noivo (Êx 5.1; Jr 2.2). A expressão “e lhe falarei ao coração” (2.14) é a linguagem de um esposo falando amorosamente à esposa (4.13,14; Gn 34.3; Jz 19.3). Nós fomos atraídos e alvejados pelo amor de Deus (Rm 5.6-8).
2. O vale de Acor e a porta de esperança. Há aqui uma menção do monumento erguido no vale de Acor, onde Acã pagou pelos seus crimes e foi executado com toda a sua casa (Js 7.2-26). A promessa é que esse vale não será mais lembrado como lugar de castigo. Será transformado em lugar de restauração (Is 65.10), cujas vinhas serão dadas “por porta de esperança” (2.15).
3. A reconciliação. A sentença de divórcio (2.2) será anulada: “desposar-te-ei comigo para sempre” (2.19). O baalismo generalizado (2.13) virá a ser transformado em conversão nacional e genuína. Todo o povo servirá a Jeová em fidelidade, e cada um voltará a ter conhecimento do Deus verdadeiro (2.20).

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SINOPSE DO TÓPICO (III)

A linguagem da reconciliação no livro de Oseias é apresentada através do amor, tema principal do oráculo divino neste livro.

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IV. O BANIMENTO DA IDOLATRIA EM ISRAEL

1. Meu marido, e não meu Baal. A fórmula “naquele dia” (2.6,18,21) é escatológica (Jl 3.18). As expressões “meu marido” e “meu Baal”, em hebraico ishi e baali, são um jogo de palavras muito significativo.
a) Significados. A palavra ish significa “homem, marido” (Gn 2.24; 3.6); e baal, ou baalim, no plural, quer dizer “dono, marido” (Êx 21.29; 2 Sm 11.26). O termo também é aplicado metaforicamente a Deus, como marido: “Porque o teu Criador é o teu marido” (Is 54.5). A palavra “baal”, como “dono, proprietário”, aparece 84 vezes no Antigo Testamento, sendo 15 delas como esposo de uma mulher, portanto “marido”.
b) Divindade dos cananeus. Como nome da divindade nacional dos fenícios com a qual Israel e Judá estavam envolvidos naquela época, aparece 58 vezes, sendo 18 delas no plural. Essa palavra se corrompeu por causa da idolatria e por isso Jeová não será mais chamado de “meu Baal”, mas de “meu marido” (2.16).
2. O fim do baalismo. Os ídolos desaparecerão da terra (Jr 10.11). Isso inclui os baalins, cuja memória será execrada para sempre, uma vez que a palavra profética anuncia o fim definitivo do baalismo: “os seus nomes não virão mais em memória” (2.17). Apesar de a promessa divina ser escatológica, esses deuses são hoje repulsa nacional em Israel.

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SINOPSE DO TÓPICO (IV)

O baalismo foi definitivamente extinguido em Israel. Isso pode ser confirmado até hoje.

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CONCLUSÃO

O emprego das coisas do dia a dia como ilustração facilita a compreensão da mensagem divina, e a Bíblia está repleta desses recursos literários. O casamento é o símbolo perfeito para compreendermos o relacionamento de Deus com o seu povo, e do Senhor Jesus Cristo com o cristão.

VOCABULÁRIO

Corregente: Pessoa que governa com outra.
ARA: Versão Almeida Revista e Atualizada.
TB: Versão da Tradução Brasileira.
Metáfora: Consiste na transferência da palavra para outro âmbito semântico; fundamenta-se numa relação de semelhança entre o sentido próprio e o figurado.
Execrada: Abominável.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

BOYER, O. Pequena Enciclopédia Bíblica. 2 ed., RJ: CPAD, 2008.
SOARES, E. Oseias: A restauração dos filhos de Deus. 1 ed., RJ: CPAD, 2002.

EXERCÍCIOS

1. Qual o assunto do livro de Oseias?
R. O assunto do livro é a apostasia de Israel e o grande amor de Deus revelado.

2. O que faz do casamento um símbolo do relacionamento entre Cristo e a Igreja?
R. A intimidade, o amor, a beleza, o gozo e a reciprocidade.

3. Que linguagem a expressão “e lhe falarei ao coração” lembra?
R. A linguagem de um esposo falando amorosamente à esposa.

4. Que palavra se corrompeu por causa da idolatria?
R. A Palavra “baal”.

5. O que os deuses são hoje em Israel?
R. Uma repulsa nacional.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Bibliológico

“Livro de Oseias
[...] Quando Oseias iniciou seu ministério, Israel estava desfrutando o zênite da sua prosperidade e poder sob o reinado de Jeroboão II. Para entender melhor o livro de Oseias, leia 2 Reis 14.23 a 15.31. Oseias distinguia as dez tribos pelo nome de Israel, ou de Samaria, sua capital, ou de Efraim, a tribo principal. Oseias não morreu antes de ver o cumprimento de suas profecias.
O autor: Oseias, 1.1.
A chave: Adultério espiritual, 4.12. A idolatria com toda espécie de vício, permeava todas as classes sociais. Oseias por mais ou menos 60 anos condenava do modo mais veemente o procedimento do povo, qualificando-o de adultério. Continuava seus avisos sem resultados, o que é um tocante exemplo de perseverança no meio dos maiores desânimos.
As divisões:
I. Israel, a esposa infiel de Deus, caps. 1 a 3;
II. Israel pecaminoso, 4.1 a 13.8;
III. Israel restaurado, 13.9 a 14.9”.
(BOYER, O. Pequena Enciclopédia Bíblica. 2 ed., RJ: CPAD, 2008, p.394)

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

“Diante de tudo que temos estudado podemos compreender que o homem tem sido ingrato e rebelde e mesmo assim Deus trabalha para a redenção humana. Primeiro levantou um povo na antiguidade para a glória de seu nome: Israel. Esse povo fracassou, mas ainda será restaurado. Quando Israel fracassou, rejeitando o seu Messias, Deus levantou outro povo, a Igreja.
É comum encontrar no livro do profeta Oseias as promessas de bênçãos após as advertências de juízos, isso revela o grande amor de Deus por seu povo e isso é confirmado no Novo Testamento pela expressão: ‘Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo’ (2 Tm 2.13).
Depois de anunciar o fim da casa de Israel, ‘farei cessar o reino da casa de Israel’ (1.4), e de afirmar que Israel não é mais seu povo, ‘porque vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus’ (1.9), logo em seguida afirma que os filhos de Israel são povo de Deus e também chama de filhos de Deus. Não há nisso contradição alguma, pois essa promessa é escatológica, vem depois dos juízos anunciados nesse capítulo, em outros lugares do livro de Oseias.
Vemos que no Velho Testamento, Jeová se utilizou da experiência de seu povo para se revelar a si mesmo de maneira progressiva, culminando com a manifestação de sua plenitude na Pessoa de seu Filho Jesus Cristo (Cl 2.9). Agora, em Oseias, começa-se a vislumbrar o amor de Jeová pelo seu povo e por toda a humanidade, amor manifestado no calvário (Jo 3.16)” (SOARES, E. Oseias: A restauração dos filhos de Deus. 1 ed., RJ: CPAD, 2002, p.53).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

O primeiro dos profetas menores é Oseias. Ele foi profeta às 10 tribos do Norte, à nação de Israel já dividida. Notemos que por ocasião de seu ministério, Israel experimentou o exílio pelos assírios. Antes de Oseias falecer, Samaria, a capital da nação do Norte, caiu, cumprindo o que Oseias havia predito. Profetas como Amós, Isaías e Miqueias foram contemporâneos de Oseias, sendo que o primeiro profetizou para o Reino do Norte, ao passo que os dois últimos profetizaram no reino do Sul.
O nome Oseias significa Salvação. Esse nome difere de Josué e de Jesus, pois eles significam “Jeová é Salvação”. Ele também é tido como “o mais gentil dos profetas do Antigo Testamento” (Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, pág.523). Ao longo de seu livro, Oseias é apresentado como um homem casado com uma mulher infiel. De forma sintética e didática, podemos dividir o livro de Oseias em duas grandes partes. Nos capítulos 1 a 3, Oseias se casa com Gomer e tem três filhos com ela. Mas Gomer abandona o marido e vai buscar o amor de outros homens. Oseias recebe de volta sua esposa adúltera, comprando-a de volta em um mercado de escravos! Já nos capítulos 4 a 14, vemos a tristeza de Deus para com Israel, e a advertência de Oseias para com a nação: eles seriam levados para a Assíria cativos. Apesar de tudo, da mesma forma que Oseias recebe de volta sua esposa infiel, demonstrando amor e misericórdia, Deus receberá de volta a Israel, um povo desta vez amadurecido pela adversidade e pelo reconhecimento de que só o Senhor é Deus.
E certo que Gomer pagou um alto preço por ser infiel a Oseias. De uma mulher honrada passou a ser adúltera, e depois, escrava, tendo sido resgatada por aquele a quem ela desprezou. Da mesma forma que Gomer, Israel abandonou ao Senhor, que lhe deu um nome e o transformou de um bando de escravos dos egípcios em uma nação forte e reconhecida no cenário internacional. Apesar de tudo o que Deus fez por eles, os israelitas não valorizaram sua posição e se deixaram levar pela adoração a outros deuses, sendo, portanto, punidos pelos seus pecados.
Oseias apresenta uma profecia que se cumpriu na pessoa de Jesus Cristo: “Do Egito chamei a meu filho” (Os 11.1), uma referência ao retorno de José e Maria com o menino Jesus para Israel, após a morte daqueles que queriam matar o Senhor quando Ele era ainda uma criança indefesa e totalmente dependente de seus pais. Esses dois eventos ocorreram séculos depois.


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