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Lição 2 - Maturidade, exigência para líderes cristãos

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LIÇÃO 2 – 13 de julho de 2014 – Editora BETEL

Maturidade, exigência para líderes cristãos

TEXTO AUREO

“Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja”. lTm 3.1

VERDADE APLICADA

A maturidade e a experiência com Deus são imprescindíveis no ato de liderar.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Deixar claro que tipo de líderes a igreja precisa;
Demonstrar o perfil essencial dos líderes;
Apontar três principais aptidões de um líder na igreja.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

1Tm 3.2 - Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
1Tm 3.3 - não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;
1Tm 3.4 - que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia
1Tm 3.5 - (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?);
lTm 3.6 - não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo.
lTm 3.7 - Convém, também, que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta e no laço do diabo.

A ascensão e a queda de todas as coisas dependem da liderança, quer se trate de uma família, quer de uma congregação local. O Espírito Santo concede dons aos cristãos para o ministério na igreja local, dentre eles os de "pastores e mestres" (Ef 4:11) bem como os de "socorros" e de "governos" (1 Co 12:28). Conforme observamos anteriormente, apesar de a igreja ser um organismo, é importante que seja organizada, pois de outro modo, não sobreviverá. A liderança faz parte da organização espiritual.
Nesta seção, Paulo descreve o bispo, o diácono e a igreja em si. Ao compreender essas três descrições, poderemos liderar com mais excelência no ministério da igreja.
1. O pastor (1 Tm 3:1-7)
De acordo com o Novo Testamento, os termos "bispo", "pastor" e "presbítero" são sinônimos. A palavra bispo significa "supervisor", e os presbíteros têm a responsabilidade de supervisionar o trabalho da igreja (At 20:17, 28; 1 Pe 5:1-3), "Presbítero" é a tradução do termo grego presbutes, que significa "um ancião". Paulo usa o termo presbitério em 1 Timóteo 4:14, referindo-se não a uma denominação, mas ao conjunto de presbíteros da assembleia que ordenaram Timóteo. Os presbíteros e bispos (dois nomes para o mesmo cargo, Tt 1:5, 7) eram pessoas maduras, com sabedoria espiritual e experiência espiritual. Por fim, o termo "pastor" também tem o sentido de "pastor de ovelhas", aquele que conduz e cuida do rebanho de Deus. Quando comparamos as qualificações apresentadas nesta passagem para os bispos com aquelas apresentadas para os presbíteros em Tito 1:5-9, vemos que, na verdade, todas se referem ao mesmo cargo. No período apostólico, a organização da igreja era bastante simples: havia os pastores (bispos, presbíteros) e os diáconos (Fp 1:1). Ao que parece, vários presbíteros supervisionavam o trabalho de cada igreja, alguns deles encarregados de "presidir" (trabalhar com a organização e o governo), outros, de ensinar (1 Tm 5:1 7). Mas era necessário que esses homens fossem qualificados, É bom um cristão que está crescendo na fé aspirar ao cargo de presbítero, mas a melhor maneira de alcançá-lo e de desenvolver o caráter cristão é preencher os requisitos discutidos a seguir. Tornar-se presbítero/bispo é uma decisão séria, que não era tratada levianamente na Igreja primitiva. Paulo apresenta dezesseis qualificações que deveriam estar presentes no homem que desejava servir como presbítero/bispo/pastor.
irrepreensível (v; 2a). Esse termo significa, literalmente, "sem ter por onde pegar", ou seja, não deve haver em sua vida qualquer coisa que Satanás ou um incrédulo possa usar como um motivo para criticar ou atacar a igreja. Nenhum homem é impecável, mas devemos nos esforçar para ser irrepreensíveis e não merecer qualquer censura.
Esposo de uma só mulher (v. 2b). Todos as qualificações desta passagem são masculinas. Apesar de haver amplo espaço para o ministério feminino na congregação local, o cargo de presbítero não está aberto a mulheres. No entanto, a vida do pastor em casa é importante, especialmente no que diz respeito a sua situação conjugal (o mesmo requisito aplica-se aos diáconos, de acordo com 1 Tm 3:12). Significa que um pastor não deve ser divorciado e casado pela segunda vez. Sem dúvida, Paulo não está se referindo à poligamia, pois nenhum membro da igreja, muito menos um pastor, seria aceito se tivesse mais de uma esposa. Também não está se referindo ao segundo casamento de viúvos, pois, tendo em vista Gênesis 2:18 e 1 Timóteo 4:3, por que um pastor nessa situação seria proibido de se casar novamente?
Por certo, os membros da igreja que haviam perdido o cônjuge poderiam se casar de novo, então por que impor tal exigência ao pastor?
É evidente que a capacidade de um homem em conduzir o próprio casamento e lar indica sua capacidade de administrar a igreja local (1 Tm 3:4, 5). O pastor que se divorcia expõe a si mesmo e à igreja às críticas de pessoas de fora e, dificilmente, membros da congregação que passam por problemas no casamento se aconselharão com um pastor que não conseguiu manter a integridade do próprio casamento. Não vejo motivo algum que impeça cristãos consagrados que tenham se divorciado e casado novamente de servir em outros cargos da igreja, mas são desqualificados para os cargos de presbítero e de diácono.
Tem perante (v. 2c). Significa "sóbrio". "Que demonstra temperança em todas as coisas" (2 Tm 4:5, tradução literal) ou "que mantém a cabeça no lugar em todas as situações". O pastor precisa exercitar o julgamento sóbrio e sensato em todas as coisas.
Sóbrio (v. 2d). Deve ter seriedade em sua atitude e em seu trabalho. Isso não significa que não possa ter senso de humor ou que deva ser sempre taciturno e solene. Antes, indica que ele sabe o valor das coisas e não vulgariza o ministério nem a mensagem do evangelho com um comportamento tolo.
Modesto (v. 2e). Uma boa tradução para esse termo é "ordeiro". O pastor devo ser organizado em sua forma de pensar e de viver, bem como no ensino e na pregação. Trata-se do mesmo termo grego usado em 1 Timóteo 2:9 ("modéstia") com referência aos trajes das mulheres.
Hospitaleiro (v. 2f). Literalmente, "que ama o forasteiro". Esse era um ministério importante da Igreja primitiva, quando os cristãos que viajavam precisavam de um Jugar para se hospedar (Rm 12:13; Hb 13:2; 3 Jo 5-8). Mas mesmo nos dias de hoje, o pastor e a esposa que demonstram hospitalidade são de grande ajuda para a comunhão da igreja local.
Apto para ensinar (v. 2g). O ensinamento da Palavra de Deus é um dos principais ministérios do presbítero. Na verdade, muitos estudiosos acreditam que "pastores e mestres", em Efésios 4:11, se refere a uma só pessoa com duas funções. Um pastor é, automaticamente, um mestre (2 Tm 2:2, 24). Phillips Brooks, famoso bispo norte-americano do século xix, disse: "A aptidão para ensinar não é algo que se obtém por acidente nem por um irrompimento de zelo ardente". O pastor deve ser um estudioso dedicado da Palavra de Deus e de tudo o que o ajude a conhecer e a ensinar a Palavra. O pastor que tem preguiça de estudar é uma calamidade no púlpito.
Não dado ao vinho (v. 3a). O termo no original descreve uma pessoa que passa um longo tempo com uma taça de vinho na mão e, portanto, bebe em excesso. O fato de Paulo aconselhar Timóteo a usar vinho com fins medicinais (1 Tm 5:23) indica que não se exigia a abstinência total dos cristãos. Infelizmente, alguns dos membros da igreja de Corinto embebedavam-se até nas refeições de comunhão que acompanhavam a Ceia do Senhor (1 Co 11:21). Os judeus diluíam o vinho com água para que não ficasse forte demais. Naquele tempo, sabia-se que a água não era pura, de modo que seria mais saudável beber com moderação o vinho diluído. Existem, porém, diferenças enormes entre o uso cultural do vinho nos tempos bíblicos e o subsídio da indústria do álcool hoje. A admoestação e exemplo de Paulo, em Romanos 14 (especialmente Rm 14:21), se aplica, de modo especial, a nosso tempo. Um pastor piedoso certamente deseja dar o melhor exemplo possível e não ser uma desculpa para o pecado na vida de alguns irmãos mais fracos.
Não violento (v. 3b). "Que não seja contencioso nem procure briga." Charles Spurgeon dizia aos alunos do seminário: "Não andem pelo mundo afora com os punhos fechados, prontos para lutar e carregando um revolver teológico na perna das calças".
Cordato (v. 3c). Uma tradução mais apropriada seria "amável". O pastor deve ouvir as pessoas e ser capaz de aceitar críticas sem reagir. Deve permitir que outros sirvam a Deus na igreja sem fazer imposições.
Inimigo de contendas (v. 3d). Os pastores devem sempre ser pacificadores, não agitadores. Isso não significa fazer concessões indevidas em questões de fé, mas discordar sem ser desagradáveis. Quem tem pavio curto, normalmente, não tem um ministério longo.
Não avarento (v. 3e). Paulo fala mais sobre o dinheiro em 1 Timóteo 6:3ss. Os que não têm consciência nem integridade podem usar o ministério como um modo fácil de ganhar dinheiro. (O que não significa que os pastores ganhem tão bem na maioria das igrejas!) Os pastores cobiçosos sempre têm "negócios" paralelos, e tais atividades corrompem seu caráter e servem de empecilho a seu ministério. Os pastores não devem trabalhar "por sórdida ganância" (1 Pe 5:2). É possível cobiçar muitas coisas além de dinheiro: popularidade, um ministério grandioso que lhe dê projeção, cargos mais elevados dentro da dominação.
Uma família temente a Deus (vv. 4, 5). Isso não significa que o pastor deva ser casado ou, se for casado, que deva ter filhos. No entanto, é provável que o casamento e a família façam parte da vontade de Deus para a maioria dos pastores. Se os próprios filhos de um indivíduo não lhe obedecem nem o respeitam, dificilmente sua igreja lhe obedecerá e respeitará sua liderança. Para os cristãos, a igreja e o lar são uma coisa só. Devemos administrar ambos com amor, verdade e disciplina. O pastor não pode ser uma pessoa em casa e outra na igreja. Se isso acontecer, seus filhos perceberão, e haverá problemas. Os termos "governe" e "governar", em 1 Timóteo 3:4, 5, significam "presidir sobre algo, dirigir", e indicam que é o pastor quem dirige os negócios da igreja (não como um ditador, obviamente, mas como um pastor amoroso cuidando de seu rebanho - 1 Pe 5:3). O termo traduzido por "cuidar", em 1 Timóteo 3:5, indica um ministério pessoal às necessidades da igreja. É usado na parábola do bom samaritano para descrever o cuidado deste para com o homem ferido (Lc 10:34, 35).
Não seja neófíto (v. 6). Neófito significa, literalmente, recém-plantado e se refere aos cristãos novos na fé. Idade não é garantia de maturidade, mas é bom um homem dar a si mesmo tempo para estudar e crescer antes de aceitar uma igreja. Alguns homens amadurecem mais rapidamente do que outros. Satanás gosta de ver o pastor jovem ser bem-sucedido e se orgulhar; depois, tem prazer em destruir tudo o que foi construído.
Bom testemunho dos de fora (v. 7). Ele paga as contas? Tem boa reputação no meio dos incrédulos com os quais faz negócio? (ver Cl 4:5 e 1 Ts 4:12).
Nenhum pastor chega a um ponto em que acredita haver alcançado a plenitude de seu potencial; assim, precisa sempre das orações dos membros de sua congregação. Não é fácil servir como pastor/presbítero, mas é muito mais fácil exercer esse cargo, se nosso caráter estiver de acordo com o ideal de Deus.
Fonte: Comentário Warren W. Wiersbe

Introdução
Liderança é uma necessidade para a vida de qualquer grupo ou organização. Tanto as organizações eclesiásticas quanto as seculares clamam por líderes devotos. Não há nenhuma instituição mais poderosa que a Igreja de Cristo na terra (Mt 16.18b ...e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.). Ela conta com os maiores recursos existentes, sejam eles materiais ou espirituais. Mesmo assim, carece de liderança espiritual autêntica que faça a diferença no mundo. Vejamos que tipos de líderes ela precisa.

OBJETIVO
Deixar claro que tipo de líderes a igreja precisa;

1. Pessoas que tenham aspiração
Aspiração é o desejo profundo de atingir uma meta, um sonho, um desígnio. Nenhum sonho de se alcançar uma liderança no campo espiritual e eclesiástico deve ser desestimulado (lTm 3.1 Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.), ao contrário, deve ser visto com cuidado e apontada as duas vertentes: das carências e das exigências, como fez Paulo. Vejamos então algumas:

1.1. Aspiração priorizada
O aspirante a liderança religiosa como qualquer outra, pode ter boas ou más motivações. Há aqueles que desejam liderança por vaidade pessoal, como mero desejo de sucesso e reconhecimento (Fp 1.15 Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa mente;). Outros gostariam de ostentar um título com suas credenciais, salário, etc. Esse desejo é impuro e como tal precisa ser purificado pelo sangue de Jesus, e pelo fogo da Palavra de Deus. Jesus ensinou o que deve motivar a liderança no Reino de Deus: O desejo sincero de ser servo, e de compartilhar a própria vida (Jo 15.13 Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.). Quando alguém se destaca com tais qualidades podemos deduzir que tal pessoa possui uma autêntica chamada ministerial, para a liderança.
A Igreja precisa de edificadores de almas. Liderar é mentorear; edificar pessoas, e não prédios. O próprio Jesus não deixou nenhuma edificação, como herança, mas discípulos para darem continuidade à Sua missão. Então, o mais importante é encontrar a pessoa que vai substituí-lo e treiná-la. Se tudo o que o líder fez desaparecer quando ele morrer, então a liderança dele foi um fracasso.

1.2. Aspiração resignada
Se alguém deseja servir a Deus como bispo ou pastor, excelente obra almeja (lTm 3.1 Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.). Vemos que o desejo de servir como líder é historicamente incentivado na igreja local. E claro o apreço no N.T. por parte daqueles que têm tal aspiração, todavia, devemos lembrar que, na época em que Paulo escreveu a primeira carta a Timóteo, já havia indícios de uma perseguição generalizada à igreja. Candidatar-se à liderança ministerial era um sério risco pessoal e para a própria família (ICo 7.26-27 Tenho, pois, por bom, por causa da instante necessidade, que é bom para o homem o estar assim. Estás ligado à mulher? Não busques separar-te. Estás livre de mulher? Não busques mulher.,32 E bem quisera eu que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor;). Isso nos deixa claro que, diferente de hoje, na época, desejar ser líder não traria recompensas materiais, nem tampouco projeção, visto que a igreja cristã no mundo pagão era hostilizada e perseguida (At 8.1 E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os apóstolos.).

1.3. Aspiração inquebrantável
Esse tipo de aspiração traz consigo um desejo ministerial capaz de suportar todo tipo de provação possível. Quem almeja se tornar ministro de Cristo e liderar na obra de Deus, deve suportar os desapontamentos, as frustrações, e os desencantos da chamada (2Tm 3.12 E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.). “Não entre no ministério se puder passar sem ele” foi uma citação de Spurgeon, para depois dizer: “Se alguém neste recinto puder ficar satisfeito sendo redator de jornal, fazendeiro, médico, advogado, senador ou rei, em nome do céu e da terra, siga o seu caminho”. Por outro lado, servir como líder no Reino de Deus, implica em sofrer tribulações (2 Tm 3.11 perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou.).
Todo aquele que se candidata a líder será observado e provado até finalmente ser aprovado. O preço, na verdade, é bastante elevado para o encargo na liderança eclesiástica. Liderança espiritual tem o preço de resignação em muitos sentidos. O salário não é o que se imagina. Lidar com o ser humano exige paciência, sensibilidade e fé no chamado que se recebe. Assim, somente alguém bem consciente de seu chamado suportará as provações peculiares ao encargo.

OBJETIVO
Demonstrar o perfil essencial dos líderes;

2. Líderes que tenham caráter
Falaremos agora do significado da liderança espiritual. Uma liderança espiritual é servidora tanto ao Reino de Deus como aos homens, segundo os dons concedidos por Ele (Rm 12.6-8 De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.). Todavia essa liderança com esses dons são governados pelo Espírito Santo, visando glorificar a Cristo. Aquele que se submeter ao Espírito será impregnado pelo caráter de Jesus Cristo, chamado de fruto do Espírito, o que veremos a seguir.

2.1. O caráter exigido
Se os homens na terra procuram para serem seus diretores, funcionários com caráter digno de confiança, o que se dirá de Cristo para sua igreja na terra? Com certeza, ele procura homens de caráter sublime, íntegros e que possam inspirar a outros o seguir (2 Tm 2.2 E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.). Os encargos de liderança estão aí à disposição daqueles que provarem que são dignos dele. Se alguém analisar as exigências paulinas (lTm 3.1-14) e, ainda assim, continuar desejando engajar-se no ministério cristão, deverá enquadrar-se nelas. Liderança cristã vai além de estar bem informado, ter formação superior, ser bem relacionado na igreja onde serve, etc. Líder cristão além de possuir essas qualidades deve ser alguém de caráter ilibado e dirigido pelo Espírito, como a Bíblia recomenda (At 6.3 Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.).

2.2. Caráter amadurecido
Um neófito não deve servir como líder. Neófito quer dizer recentemente plantado. Logo, está implícito que um novo convertido ainda não teve tempo suficiente para provar o seu caráter e exercitar os seus dons devidamente. Ainda que um novo cristão pareça ter tais qualificações, é precoce e precipitado chegar a essa conclusão. Facilmente um neófito se envaidecerá e, diante de seu narcisismo, sucumbirá e, ainda, no seu orgulho, tornar-se-á estúpido e confuso. A isso Paulo chama de incorrer na condenação do diabo, (lTm 3.6 não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo.). Quem pensar que o diabo não passa de doutrina, logo perceberá, na prática, o seu engano ante a realidade das provações e tentações.

2.3. Caráter atestado
Toda liderança cristã deve trabalhar com cuidado e não impor as mãos precipitadamente sobre ninguém (lTm 5.22 A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro.). Não obstante, alguns líderes no afã de crescimento e sob a pressão de alcançar sucesso imediato, impõem as mãos para sua própria decepção e dão legalidade no mundo espiritual para que os tais perturbem a paz do Reino. É comum esses tais novatos se envolverem em escândalos, abandonando seus precursores, vindo a desejar formar um ministério próprio. Tudo isso sem possuir qualquer experiência. Leva tempo para um caráter assertivo ser reconhecido (Gl 1.18 Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro e fiquei com ele quinze dias.;2.1 Depois, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo Tito.). Nesse aspecto da chamada ministerial os candidatos deverão ser pacientes, e até o momento do reconhecimento público, permanecer na vocação que foram chamados.
É triste, mas, em nossos dias, estamos vendo um número incontável de pessoas despreparadas e de dúbio caráter. É muito sério eleger alguém como um líder; está comprovado que o candidato ao ministério ainda precisa passar pelo fogo depurador da experiência com Deus. Um chamado não acontece da noite para o dia. Moisés passou longos anos, e, mesmo sabendo que era o escolhido para a função, quase se perde por sair antes do tempo. Quando Deus o chamou ele já tinha oitenta anos, todavia, tudo foi mais fácil, porque Deus estava com ele, e era chegado seu tempo de agir.

OBJETIVO
Apontar três principais aptidões de um líder na igreja.

3. Líderes que tenham aptidões
Algumas aptidões são fundamentais para o exercício da liderança cristã (At 6.3 Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.). Embora elas sejam também exigidas no campo secular para determinados tipos de liderança, são de igual forma exigidas na igreja. Tais aptidões poderão ser desenvolvidas, exercitadas e amadurecidas ao longo de toda uma vida. Vejamos as principais:

3.1. Aptidão para liderar
Parece imprópria e repetitiva esta exigência, mas a verdade é que nem todos desejam e talvez possuam aptidão para algum tipo de liderança. Por exemplo: algumas pessoas foram chamadas para servir apenas como diáconos (ITm 3.13 Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus.). Elevar sua função poderá influir tanto em sua vocação, que em vez de destacar-se, irá se anular completamente. Será que alguém sabe que destino tomou Matias, o que havia sido escolhido para ocupar o lugar Judas? (At 1.26 E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E, por voto comum, foi contado com os onze apóstolos.). Devemos ter cuidado, porque nem sempre a vontade dos homens é a escolha de Deus. Até apóstolos erram! Isso é um sinal para que pensemos melhor antes de impor as mãos sobre alguém.
Aqueles que têm o dom de liderar devem fazê-lo com diligência (Rm 12.8). O contrário de diligência é desleixo e quanto a isso Jeremias escreveu: “maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente” (Jr 48.10). Liderar com diligência é o empenho dedicado em atingir metas, é a dedicação solícita em relação aos liderados, própria de um pastor em relação ás suas ovelhas.

3.2. Capacidade para ensinar e doutrinar
Junto à aptidão de liderar é importante que um líder seja apto a ensinar (ITm 3.2c apto para ensinar;). Como tal, dependendo do tipo de liderança que exerce e as necessidades apresentadas, deverá ensinar em muitas áreas diferentes da igreja. Por exemplo, ao abrir uma nova frente de trabalho, esse líder precisará ensinar a novos convertidos e a crianças acerca da fé. Numa igreja já estabelecida também, desempenhará muitos papéis no ensino, como também num culto doutrinário, escola dominical, curso para obreiros, seminário, etc. Não existe evangelho genuíno sem ensino bíblico (Mt 28.20a ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado;), e quanto a este se deve convergir todas as energias por causa dos falsos ensinos e ensinadores que a Bíblia nos adverte (ITm 4.1-2 Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência,).

3.3. Habilidade para disciplinar
Intimamente ligado ao ensino, está o ato de disciplinar. Na verdade, disciplinar é uma forma de ensinar, mas também de colocar ordem (Tt 1.5 Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros, como já te mandei:) Contudo, o ato de disciplinar quando se faz necessário é uma forma de amar, ainda que quem esteja sob a vara da disciplina não goste (Hb l2.10-11 Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.). Em toda e qualquer organização a disciplina é imprescindível (lTs 5.14 Rogamo-vos também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos e sejais pacientes para com todos.). Mas disciplina deve ser sempre motivada pela verdade, misericórdia e autovigilância (Gl 6.1 Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão, olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.). Observe que Paulo escreve a Timóteo no tocante ao assunto nos seguintes termos: “Não repreendas ao homem idoso; antes, exorta-o como a pai; aos moços, como a irmãos; às mulheres idosas, como a mães; às moças, como a irmãs, com toda a pureza” (ITm 5.1-2).
A verdadeira disciplina não é nem desagradável nem cruel. É uma questão de amor - amor a Deus, amor à santidade, amor à verdade, amor ao testemunho de Cristo na igreja, amor aos irmãos, e amor aos não salvos que estão observando o testemunho da Igreja e que podem tropeçar e serem ofendidos e, portanto, não serem salvos se o pecado não for disciplinado. “Enquanto as igrejas falharem em preservar uma membresia pura, e se recusarem a purificar os pequenos pedaços de fermentos óbvios, haverá pouca esperança para qualquer melhoria na condição das igrejas, e boas razões para esperar que as igrejas se movam no sentido oposto”.

Conclusão
A autêntica liderança espiritual é a que fará diferença onde for desenvolvida. Para que isso aconteça, é necessário respeitar o desejo daqueles que aspiram ao ministério, orientando e encaminhando-lhes ao treinamento. A preparação, nesse sentido, deve acontecer, até que, finalmente, cheguem ao pleno exercício da função. Na verdade, muitos são ocultamente por Deus.

QUESTIONÁRIO

1. De acordo com Fp 1.15 qual é a forma incorreta de se desejar a liderança?
R. Por vaidade pessoal, como mero desejo de sucesso e reconhecimento.
2. Como se define a Aspiração inabalável?
R. Um desejo ministerial capaz de suportar todo tipo de provação.
3. Que tipo de risco corre quem ousa a candidatar-se a liderança?
R. Um sério risco pessoal e para a própria família, (ICo7.26-27,32).
4. De acordo com 2Tm 2.2qual é o perfil do homem confiável para liderança?
R. Homens de caráter sublime, íntegro e que possa inspirar a outros o seguir.
5. O quê está Intimamente ligado ao ensino?
R. O ato de disciplinar.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 3º Trimestre de 2014, ano 24 nº 92 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor –LIDERANÇA CRISTÃ Conhecendo os segredos da liderança eficaz.
Pastor Dr. Abner de Cássio Ferreira



2 comentários:

  1. COMO ESTÁS SE PREPARANDO PARA VOLTA DE JESUS? ANUNCIE SEMPRE NA SUA PREGAÇÃO; NOS CULTOS, NA ESCOLA DOMINICAL, NAS VISITAS, NA EVANGELIZAÇÃO ENFIM, EM QUALQUER LUGAR AONDE CHEGAR. DEUS VOS ABENÇOE!
    DIACONISA: SONIA MARQUES, MEMBRO DA AD DE TOMAZINHO, PR MANOEL PEREIRA DA SILVA ( HOMEM DE DEUS).

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  2. O líder precisa de antemão, reconhecer que sua autonomia vem de Deus, e que a responsabilidade deste oficio, não executado com humildade, e reverencia para com Deus, pode colocar não só sua vida em risco, como a dos outros. E pior, será cobrado caro, se a fizer despreparado; por isso que precisa somar experiências com Deus na sua vida, e condicionar a viver em busca destas experiências, se a qual não poderá promover nenhum tipo de conforto, e esperança para os seus liderados; sendo que ele mesmo se depara com dificuldades, que devido a não buscar essas experiências, acaba ficando descontrolado, e desesperançoso, e então, não só será reprovado pelos seus liderados, como também o será do próprio Deus; E digo que, o episcopado é uma obra excelente, a se desejar; mas que venhamos a se preocupar, em estar preparados. 2 TM. 2. 15. Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, e que maneja corretamente a palavra da verdade.

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