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Escola Dominical/Lição 4 - O milagre da filha de Jairo

Escola Bíblica Dominical

LIÇÃO 4 – 26 de julho de 2015 – Editora BETEL

O milagre da filha de Jairo

escola dominical


VÍDEO


TEXTO AUREO

“E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.” Ap 1.18

Comentarista: Pastor Dr. Abner de Cássio Ferreira

VERDADE APLICADA

Jesus entrou na casa de Jairo para ressuscitar o que estava morto. Essa é a proposta do Evangelho: dar vida com abundância a todo o que nEle crer.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

• Informar quem era Jairo e o que implicava ele ir até Jesus;
• Mostrar a qualidade da fé que Cristo almeja ver em nossas vidas;
• Ensinar que Jesus age no tempo certo e que Ele é tão surpreendente quanto poderoso.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Mc 5.22 - E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés,
Mc 5.23 - E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva. 
Mc 5.24 - E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava.
Mc 5.35 - Estando ele ainda falando, chegaram alguns do principal da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre?
Mc 5.36 - E Jesus, tendo ouvido estas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente.

Introdução
Jairo era líder de uma sinagoga. Foi um homem que abandonou tudo, até mesmo seus conceitos religiosos e se dispôs a ir até Jesus em busca de uma solução para a enfermidade de sua filha (Mc 5.22)

1. Jairo, o líder de uma sinagoga

Ao chegar diante de Jesus, Jairo lhe faz um pedido de socorro que comove o coração de Jesus. Ele diz: “Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva” (Mc 5.23). Sua afirmação revela a fé pelo qual foi até Jesus em busca de um milagre.

1.1. Deixando de lado a religiosidade

Pedir ajuda a Jesus publicamente não foi para Jairo uma fácil tarefa, visto que os líderes religiosos que se opunham a Cristo certamente não aprovariam essa atitude, nem mesmo os líderes da sinagoga. Aquilo que Jesus havia feito e ensinado na sinagoga havia provocado a ira dos escribas e fariseus, alguns dos quais provavelmente eram amigos de Jairo. Porém, como tantas outras pessoas que se aproximam de Jesus, Jairo estava desesperado. Preferia perder os amigos a perder sua filha (Mc 5.23).
Chame a atenção dos alunos para o fato de que Jairo era um homem influente e importante na sinagoga. Explique para eles que abandonar a sinagoga e ir pessoalmente ao encontro de Jesus era não somente uma atitude de fé, mas uma afronta para aqueles que consideravam a Jesus como um homem herege e perigoso (Jo 9.22). Comente com os alunos que Jesus era alguém para quem estavam fechadas as portas da sinagoga e, qualquer pessoa que apreciasse Seus ensinamentos, seria tão ignorado quanto Ele (Jo 12.42). Ir até Jesus significava para Jairo um caminho sem volta, era desconsiderar seus amigos e peitar todo o sistema religioso do qual fazia parte (Jo 16.12, 13).

A palavra portuguesa religião vem do latim, religare, (religar), (atar).
Em um sentido secundário, a denominação religiosa de alguém também exerce poderes sobre o indivíduo. E, como é natural, também estamos obrigados por consciência, visto que o homem, por natureza, é um ser religioso.
O homem tem forças, dentro de si, que o forçam a assumir e a seguir certas religiosas e éticas, embora ele não as compreenda bem, levando-o a pôr em ação essas imposições.
Em tudo isso, não podemos duvidar do poder mandatário do Espírito de Deus, o que assegura que nenhum ser humano consegue escapar de sua própria consciência religiosa.
Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse. João 14:26
Paulo argumentou com base na religião natural; no primeiro capitulo de Romanos, dando a entender que, devido ao próprio testemunho da natureza, embora sem contar com a revelação divina, o homem está obrigado, por sua própria consciência, a crer em certas realidades.

Enquanto a religiosidade, é a pessoa não ter um compromisso verdadeiro, é estar ali apenas por estar e movida apenas por uma rotina.
Freud argumentava que a religiosidade é apenas uma maneira de pensar esperançosa, outros vincula a religiosidade aos sentimentos de dependência.
Pedir ajuda a Jesus significava abrir mão da religiosidade e religar e atar a Deus através da adoração verdadeira, sem depender de aprovação de A ou de B quanto a essa atitude, nem mesmo de líderes da sinagoga.

1.2. Jairo, o principal da sinagoga

Jairo era o chefe administrativo da sinagoga. Ele era responsável pela direção dos serviços, presidia a junta de anciãos e zelava pelo bom funcionamento da sinagoga. Era responsável pela atribuição de obrigações e de cuidar que fossem levados a cabo com toda correção e em ordem. O principal da sinagoga era um dos homens mais importantes e mais respeitados da comunidade (Lc 8.41). Jairo nos chama a atenção porque prostrar-se aos pés de Jesus diante de uma multidão representava um significativo ato de adoração e respeito. Era um público pedido de ajuda e uma declaração de que somente Jesus tinha a solução (Mt 21.22; Mc 1.15; 5.22,23).
Explique para os alunos que afilha de Jairo tinha doze anos e que, segundo o costume judeu, aos doze anos e um dia, uma menina judia se convertia em mulher. E bem possível que a essa idade poderia ter estado por casar-se. Esclareça para eles o que significava morrer exatamente em meio a esse período de transição e como essa fatalidade se consolidava em uma dupla tragédia para sua família. Comunique a eles que essa menina era filha única e faça-os compreender que o amor de um pai é capaz de tudo para socorrer um filho, até mesmo implorar de joelhos e humilhar-se diante de uma multidão sem importar-se com posição ou nome importante (2Cr 7.14; Tg 4.10).

Jairo era chefe da sinagoga, um líder na comunidade. A sinagoga era o lugar onde os judeus se reuniam para ler o livro da Lei, os Salmos e os Profetas, aprendendo e ensinando a seus filhos o caminho do Senhor.
Jairo era o responsável pelos serviços religiosos no centro da cidade no sábado e pela escola e tribunal de justiça durante o restante da semana. Ele supervisionava o culto, cuidava dos rolos da Escritura, distribuía as ofertas, e administrava e cuidava do edifício onde funcionava a sinagoga. O líder da sinagoga era um dos homens mais importantes e respeitados da comunidade.

1.3. Duas grandes realidades

E lhe implorou insistentemente: "Minha filhinha está morrendo! Vem, por favor, e impõe as mãos sobre ela, para que seja curada e viva". Marcos 5:23 
Sou aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do Hades. Apocalipse 1:18
Estes versículos nos ensinam duas grandes realidades.
A posição de autoridade não isenta ninguém de ser atingido pela tristeza. Jairo era um “dos principais da sinagoga”.
A posição religiosa, social e econômica de um homem não o livra do sofrimento.
Jairo era líder, rico, influente, mas a enfermidade chegou à sua casa.
Seu dinheiro e sua influência não puderam manter a morte do lado de fora da sua casa.
Os filhos dos ricos ficam doentes e morrem também.
A morte vem aos casebres e aos palácios, aos chefes e aos servos, aos ricos e aos pobres.
Mais Jesus nos levará para um lugar que a morte não pode entrar. A morte é o rei dos terrores, mas Jesus é mais poderoso do que a morte. As chaves da morte estão na sua mão. Um dia Ele tragará a morte para sempre (Is 25.8).
A confiança na presença, na promessa e no poder de Jesus é a única resposta plausível para a nossa esperança.

A segunda foi dita pelo próprio por Jairo em sua súplica: “Jesus pode dar vida, pois somente Ele tem a chave da morte” (Mc 5.23; Ap 1.18).
Leia com seus alunos o versículo 23 do evangelho de Marcos e comente com eles acerca da afirmação de fé de Jairo. Mostre para eles como era profunda a convicção que Jairo tinha acerca de Jesus quando disse: “Venha, imponha as mãos sobre ela, e ela ficará curada”. Ele afirma para Jesus que apenas com um toque de Suas mãos Ele poderia curá-la e dar-lhe vida. Ele viu que o poder de Jesus se estende além da vida e da morte e que, assim como despertamos alguém que dorme com a nossa voz, Jesus tem autoridade sobre aqueles que a morte os venceu (Ap 1.18).

2. Alcançando milagres

Enquanto Jairo se aproxima de Jesus e relata o que estava acontecendo com sua filha, a multidão começou a apertá-los e, durante o tempo em que Jesus socorria a mulher do fluxo de sangue, Jairo é informado que sua filha havia morrido e que deveria parar de incomodar o Mestre (Mc 5.35).

2.1. Quando tudo parece contrário

Ao recorrer a Jesus, a situação da filha de Jairo era descrita como uma grave enfermidade, mas a notícia de sua morte acontece no momento em que Jesus está prestes a atendê-lo. Primeiro, a multidão; depois, o tempo gasto na cura da mulher; e, agora que parecia tudo caminhar para a solução, essa indesejável notícia. Os acontecimentos nos levam a crer que Jesus permitiu que o tempo acabasse para Jairo. Mas, por que o fez? O que esperava ver em Jairo? O mesmo que espera ver em nós para que milagres se tornem coisas normais em nossos dias: uma esperança que se estenda além dos portais da morte e que ultrapasse o limite da desesperança (Rm 4.17, 18).
Explique para os alunos que todo grande milagre passa por etapas de preparação até que se concretize em nossas vidas. Ressalte para eles que Jesus não nos convocou para viver o óbvio. A vida cristã nasce no sobrenatural e deve permanecer nele, senão, não passará de apenas mais uma religião governada por conceitos humanos (Hb 10.38).

Quando Jesus vai conosco podemos ter a certeza que Ele se importa com a nossa dor. Jesus sempre se importa com as pessoas:
Ele fez uma viagem pelo mar revolto à região de Gadara para libertar um homem louco e possesso.
Agora, Ele caminha espremido pela multidão para ir à casa do líder da sinagoga. Contudo, no meio do caminho pára para conversar com uma mulher anônima e libertá-la do seu mal.
Jesus se importa com você. Sua causa toca-lhe o coração.

A palavra da fé. Não temas, crê somente” (5.36).
Era fácil para Jairo crer em Jesus enquanto sua filha estava viva, mas agora a desesperança bateu à porta do seu coração.
Quando as circunstâncias fogem do nosso controle, também somos levados a desistir de crer.

Quando Jesus vai conosco os imprevistos humanos não podem frustrar os propósitos divinos.
Enquanto a mulher hemorrágica recebia graça, o pai da menina moribunda vivia o “inferno” em agonia.
Jairo deve ter ficado aflito quando Jesus interrompeu a caminhada à sua casa para atender uma mulher anônima no meio da multidão.

Seu caso requeria urgência.
Ele não podia esperar. Jesus não estava tratando apenas da mulher enferma, mas também de Jairo. A demora de Jesus é pedagógica.

2.2. Ele tem a última palavra

Jesus não era tão fácil como oferecemos hoje em dia para as pessoas. Não era qualquer pessoa que o convencia a entrar em sua vida (casa) e Jairo teve que ir até as últimas para alcançar o bem que desejava. Alguns teólogos afirmam que as palavras de Jairo soavam como uma ordem, visto que era um líder conceituado e, talvez, por isso, tenha chegado a tais circunstâncias (Mc 5.22, 23). Jairo era o contraste, um nobre em meio à plebe, porque não eram os nobres e afortunados que rodeavam Jesus em busca de um milagre. Quando se acabam as esperanças, Jairo não tem mais motivos para dirigir os passos de Jesus. Então, o Mestre é quem se oferece, dizendo: “Não tenha medo, apenas acredite.” (Mc 5.39).
Leve os alunos à percepção de que Jairo era um homem de posição elevada e não era comum a um homem de sua estatura estar entre a plebe buscando a Jesus. Comente com eles que também agimos como Jairo. Quantas vezes não nos humilhamos e pedimos ajuda a Jesus? Porém, quase sempre queremos lhe impor ordens, achando que deve nos atender sem se importar com o que pensa ser melhor para nós. Até aquele momento era Jairo que estava tomando Jesus pela mão e querendo levá-lo. Agora era Jesus que tomava Jairo pela mão e o levava para onde desejava (Jo 21.18).

O desespero de Jairo levou-o a Jesus com um senso de urgência (5.35).
Jairo tinha uma causa urgente para levar a Jesus. Sua filhinha estava à morte.
Lucas nos informa que ela era filha única e tinha uns doze anos (Lc 8.42). Dessa maneira, a linhagem de Jairo estava se extinguindo.

Segundo o costume da época, uma menina judia se convertia em mulher aos doze anos. Essa menina estava precisamente no umbral dessa experiência. Era como uma flor que estava secando antes mesmo de desabrochar plenamente.
Todos os outros recursos para salvar sua filha haviam chegado ao fim.
Jairo, então, busca a Jesus com um profundo senso de urgência.

O sofrimento muitas vezes pavimenta o nosso caminho a Deus.
As aflições tornam-se fontes de bênçãos quando elas nos trazem a Jesus.
Jairo crê que se Jesus for com ele e impor as mãos sobre sua filhinha ela será salva e viverá. Jairo crê na eficácia do toque das mãos de Jesus.
Ele confia que Jesus é a esperança para a sua urgente necessidade.

2.3. Ela apenas dorme

Jairo recebeu uma notícia definitiva que acabava de vez com todas as suas esperanças: “Estando ele ainda falando, chegou um dos do príncipe da sinagoga, dizendo: A tua filha já está morta, não incomodes o Mestre.” (Lc 8.49). Quantas vezes, quando estamos perto de Jesus e prestes a alcançar um milagre pelo qual tanto lutamos e nos humilhamos, não recebemos tristes notícias como essa? “O teu ministério morreu, acabou; o teu filho morreu; seu casamento acabou. Acabaram suas esperanças, foi melhor assim”. Entenda que Jesus nunca desiste das nossas vidas. Tenha em mente que todas essas palavras não significam absolutamente nada para Jesus. Ele é a vida ressurreta para tudo aquilo que achamos estar morto (Mc 5.36).
E interessante perceber que as palavras de Jesus para Jairo são as mesmas que Ele fala para todos os que partem ao Seu encontro: “Não temas, crê somente”. O mundo diz o contrário: “Não tem jeito, já está morta a tua causa”. Quando nos entregamos à vontade do mundo, que urge com boca maldita, matamos o agir de Deus para nós. Porque a fé não se baseia em vista nem em sentimentos, mas na Palavra de Deus. Não esqueça de ressaltar para os alunos o quão foi incrível a atitude de Jairo! Ele simplesmente se “desamarrou” das lisonjas daqueles que procuravam confortá-lo festejando a morte. Se queremos transformar os ambientes de morte, fazer calar os instrumentos de pranto e os lábios inflamados pelo inferno, olhemos sempre para Jesus (Hb 12.2).

A palavra da esperança. “A criança não está morta, mas dorme” (5.39).
Para o cristão, a morte é um sono passageiro, quando o corpo descansa e o espírito sai do corpo (Tg 2.26), para habitar com o Senhor (2Co 5.8) e estar com Cristo (Fp 1.20-23). Não é a alma que dorme, mas o corpo que aguarda a ressurreição na segunda vinda de Cristo (1Co 15.51-58).

Algumas vezes parece que Jesus está atrasado.
Os discípulos já tinham esgotado todos os seus recursos, jogados de um lado para o outro por uma terrível tempestade no Mar da Galileia.
Era a quarta vigília da noite e o naufrágio parecia inevitável. Mas quando a desesperança parecia vencer, Jesus apareceu andando sobre as águas, trazendo vitória para seus discípulos.

Quando Jesus chegou à aldeia de Betânia, Lázaro já estava sepultado havia quatro dias. Marta pensou que Jesus estava atrasado, mas Jesus levantou Lázaro da sepultura.

Nada apanha Jesus de surpresa. Os imprevistos dos homens não frustram os propósitos divinos. Os impossíveis dos homens são possíveis para Ele.
Quando Ele parece atrasado é porque está fazendo algo melhor e maior para nós.

3 Desafiando o poder da morte

Quando tudo parecia perdido, Jesus se dispõe a ir à casa de Jairo, dizendo-lhe que a menina apenas estava dormindo. Naquele dia, Jairo e toda sua família iriam presenciar algo maior que a cura da enfermidade de sua filha. Eles a veriam retornar de entre os mortos (Mc 5.41).

3.1. Ele (Jesus) ouviu toda a conversa

“E Jesus, tendo ouvido estas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente.” (Mc 5.36). Jesus estava atento ao que acontecia com Jairo e, antes que a desesperança tomasse conta de todo o seu ser, Ele resolveu entrar em sua história e mudar todo o veredito contrário de sua vida. Isso também acontece em nossos dias. Nossa vida não difere muita da de Jairo, principalmente quando as coisas resolvem fugir de nosso controle, quando parece que Jesus ouve a todos, menos a nós. No entanto, devemos crer que Ele não mudou e que, com esse mesmo poder, virá em nosso auxílio (SI 46.1).
Considere o modo como Jesus agiu diante da notícia da morte e mostre para os alunos que o pior desastre humano pode ser enfrentado com coragem e galhardia quando o enfrentamos com Deus. Eles riram de Jesus porque pensavam que Sua esperança era infundada e Sua calma equivocada. Mas a grande realidade da vida cristã é que aquilo que do ponto de vista humano é muito bom para ser verdade, torna-se felizmente verdade quando Deus está presente. O fim do riso foi o assombro quando viram o que Deus pode fazer (Mc 5.40-42).

Quando Jesus vai conosco não precisamos temer más notícias (5.36).
Jairo recebe um recado de sua casa: sua filha já morreu. Agora é tarde, não adianta mais incomodar o mestre.
Na visão daqueles amigos as esperanças haviam se esgotado. Eles pensaram: “há esperança para os vivos; nenhuma para os mortos”.

A causa parecia perdida.
Jairo está atordoado e abatido. A última faísca de esperança é arrancada do coração de Jairo. O mundo desabou sobre a sua cabeça. Uma solidão incomensurável abraçou a sua alma.
Mas Jesus, sem atentar às palavras dos mensageiros que vinham da casa de Jairo, não reconhece a palavra da morte como palavra final, contrapõe-lhe a palavra da fé e diz-lhe: “Não temas, crê somente”.

Adolf Pohl diz que no Evangelho de Marcos a fé não resulta dos milagres, mas os milagres vêm da fé, sim, do milagre da fé. Exatamente quando a fé se torna ridícula é que se torna séria.

Na hora que os nossos recursos acabam, Jesus nos encoraja a crer somente.
As más notícias podem nos abalar, mas não abalam o nosso Senhor. Elas podem pôr um fim aos nossos recursos, mas não nos recursos de Jesus. Jesus disse para Marta: “Se creres verás a glória de Deus”. As nossas causas irremediáveis e perdidas têm solução nas mãos de Jesus.

3.2. Menina, a ti te digo, levanta-te

Segundo o relato do Dr. Lightfoot, descrito por William Barclay, somos informados que era costume dos médicos, ao ministrarem remédios para alguém, dizer: “Levante-se desta doença”. Em outras palavras, era como se dissessem: “Nós desejamos que você consiga se levantar.”.
A diferença entre a medicina humana e a divina é que Jesus curava apenas pela palavra proferida.
E, não somente isso, Sua autoridade era tão poderosa e efetiva que até dos mortos uma pessoa voltava à vida. Jairo esperou, mas não voltou para casa sem trazer consigo a solução (Mc 5.36-42).
Explique para os alunos que Jesus opera enquanto ordena e opera através de Suas ordens. E por isso que Ele pode ordenar o que desejar, até mesmo que os mortos ressuscitem. Assim é o chamado do Evangelho para aqueles que, por natureza, estão “mortos em ofensas e pecados” e não podem ressuscitar da morte pelas suas próprias forças, como essa menina (Rm 6.9; ICo 15.55-57).

Quando Jesus vai conosco, a morte não tem a última palavra (5.40-42).
Os mensageiros que foram a Jairo e a multidão que estava em sua casa pensaram que a morte era o fim da linha, uma causa perdida, uma situação irremediável, mas a morte também precisa bater em retirada diante da autoridade de Jesus. “Tomando-a pela mão, disse: Talita cumi, que quer dizer: Menina, eu te mando, levanta-te! Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar...” (5.41,42). “Talita cumi” era uma expressão em aramaico, que a pequena menina podia entender, pois o aramaico era a sua língua nativa.

Diante da voz do onipotente Filho de Deus, a morte curva sua fronte altiva, dobra seus joelhos e prostra-se, vencida, perante o Criador!

Para Jesus não tem causa perdida. Ele dá vista aos cegos, levanta os paralíticos, purifica os leprosos, liberta os possessos, ressuscita os mortos, quebra as cadeias dos cativos e levanta os que estão caídos.

Hoje, Ele dá vida aos que estão mortos em seus delitos e pecados. Ele arranca os escravos do diabo do império das trevas e faz deles embaixadores da vida.
Ele arranca um ébrio, um drogado, um criminoso do porão de uma cadeia e faz dele um arauto do céu.
Ele apanha uma vida na lama da imoralidade e faz dela um facho de luz.
Ele apanha uma família quebrada e faz dela um jardim engrinaldado de harmonia, paz e felicidade.

3.3. Ação antes do milagre

O problema era convencer as pessoas que estavam na casa de Jairo. Aqueles homens e mulheres pensavam que Jesus não sabia o que estava fazendo, quando Ele lhes pediu calma, ao dizer que a situação estava sob controle (Mc 5.39). É preciso compreender que os risos representam a incredulidade. Por esta razão, Jesus expulsou a todos. O Mestre permitiu que ficasse no ambiente somente aqueles que estavam no mesmo nível de fé que Ele estava (Mc 5.40).
Explique para os alunos que é preciso selecionar muito bem as pessoas que nos acompanham na obra de Deus. Pessoas incrédulas são um muro diante do operar de Deus (Mt 13.58). Ressalte para eles que, antes de operar o milagre, Jesus limpou o ambiente (Jo 20.27; Mc 9.23).

Quando as coisas parecem totalmente perdidas, com Jesus elas ainda não estão perdidas.
Deus providenciou um cordeiro para Abraão no Monte Moriá, abriu o Mar Vermelho para o povo de Israel passar quando este estava encurralado pelos egípcios.

A palavra de Jesus ainda deve ecoar em nossos ouvidos: “Não temas, crê somente!”.

No meio da crise, a fé tem de sobrepor às emoções. C. S. Lewis diz que “o grande inimigo da fé não é a razão, mas as nossas emoções”.

Tanto Marcos quanto Lucas falam do temor sentido por Jairo. Há algo temível na morte. Ela nos infunde pavor (Hb 2.15).
Quando Jairo recebeu o recado da morte da sua filha seu coração quase parou, seu rosto empalideceu e Jesus viu a desesperança tomando conta do seu coração.
Jesus, então, o encoraja a crer, pois a fé ignora os rumores de que a esperança morreu.
Jesus já havia preparado o espírito de Jairo para crer, quando expôs publicamente a cura da mulher do fluxo de sangue.

Conclusão
Aprendemos nesta lição que nosso Senhor Jesus entrou na casa de Jairo para dar vida.
Quem sabe não estejamos precisando de uma visita como essa em nossos lares? Existem muitas coisas em nossas casas que morreram com o passar dos tempos e que precisam ressuscitar outra vez (Jo 11.25).

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Escola Bíblica Dominical
Editora Betel 3º Trimestre de 2015, ano 25 nº 96 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – SINAIS, MILAGRES E LIVRAMENTOS DO NOVO TESTAMENTO – O poder de Jesus Cristo e o segredo do sucesso apostólico.
Marcos - O Evangelho dos Milagres
Comentário Warren W. Wiersbe
Comentário Bíblico Matthew Henry
Enciclopédia bíblica R. N. Champlin
Bible Chronos






3 comentários:

  1. Não tem como colocar o conteudo completo? eu preciso para me ajudar no conhecimento

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  2. Fico admirado em observar a maneira de Deus agir, revelando a sua grandeza de forma surpreendente, como ocorreu nesta passagem bíblica, na cura da filha de Jairo, que por ser ele religioso, precisou colocar a prova sua posição que ali representava na sinagoga, como principais dos sacerdotes, colocando toda religiosidade de lado, para alcançar o milagre de Deus para a sua filha que estava morta; aprendo que nesta passagem, Deus requer de nós uma atitude de fé. Dou um exemplo, comparando atitude de Abraão com a de Jairo, quando o patriarca Abraão foi provado, e teve uma atitude fé, quando Deus pediu seu filho Isaque; sendo que Abraão estava debaixo das suas promessas, mas quebrando assim Deus, todo protocolo e religiosidade, como foi também com Jairo. Nisto em resumo digo que, sempre Deus quer algo a mais de nós, para assim agradá-lo, por meio da fé; porque sem fé é impossível agradar a Deus, e digo que, a vida religiosa, e protocolada, não nos isentará de sermos provados pelo Senhor, testando assim nossa fé, como diz a Bíblia: que a fé será provada como ouro, e se resistirmos à ação do fogo, seremos considerados cristãos autênticos. Porque a justificação vem pela fé, e não pelas obras. Entendo que todos nós, independente da posição em que estivermos, seremos provados, para que alcancemos as bênçãos do Senhor pela fé, como esta escrito, que o justo vivera da fé, e se ele recuar minha não tem prazer nele.

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