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Escola Dominical/Lição 5 - O milagre do perdão

Escola Bíblica Dominical

LIÇÃO 5 – 02 de agosto de 2015 – Editora BETEL

O milagre do perdão



VÍDEO


TEXTO AUREO

“Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.” Jo 20.23

Comentarista: Pastor Dr. Abner de Cássio Ferreira

VERDADE APLICADA

A pessoa incapaz de perdoar destrói a ponte pela qual ela mesma deveria passar.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

• Ensinar o conceito do perdão e os malefícios causados por sua ausência;
• Mostrar a grandeza do perdão, seu alcance e a responsabilidade que temos em conceder perdão a todos que dele precisam;
• Apresentar o perdão como o maior de todos os milagres, porque somente através dele a salvação pode ser experimentada.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Lc 7.44 - E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e os enxugou com os cabelos de sua cabeça. 
Lc 7.45 - Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.
Lc 7.46 - Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento.
Lc 7.47 - Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.

Introdução
Perdoar é a decisão moral de remover o ódio abrigado em nosso próprio coração.
Jesus não disse que perdoar seria uma tarefa fácil.
Se aprendermos a orar pelos nossos inimigos, então poderemos fazer todo o restante (Mt 5.44).
Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem.

1. Entendendo o conceito do perdão

Todo ser humano é falho, imperfeito e sujeito a erros. Mais cedo ou mais tarde isso acontecerá. E quando acontecer, o que faremos? Como agiremos? E se formos nós os causadores do problema? Consertaremos ou deixaremos como está? Perdoar é possível e, se aprendermos o que significa, tanto evitaremos quanto iremos reparar sérios transtornos.

O perdão pode ser um ato Divino, que resulta no perdão do transgressor humano. Por igual modo, um ser humano pode perdoar a outro.
Paulo também recomenda que perdoemos uns aos outros
Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Colossenses 3:13
O perdão dos pecados é uma prerrogativa divina (Sal. 130:4). Jesus Cristo recebeu o poder de perdoar da parte do Pai (Mat. 2:5). Um perdão pleno, gratuito e eterno é oferecido a todos quantos se arrependerem e crerem no evangelho, contanto que disso resulte uma verdadeira mudança na vida e na alma, e não apenas uma profissão de fé.

Pecado
No grego é amartia, Esse termo é derivado de uma raiz que indica (errar o alvo), (fracassar). Trata-se do fracasso em não atingir um padrão conhecido, mas antes, desviando-se do mesmo.

1.1. O conceito de Amós

Para os rabinos, uma pessoa deveria ser perdoada no máximo até três vezes e, se houvesse transgressão na quarta, o tal deveria ser castigado.
Rabino
Dentro do Judaísmo significa "professor, mestre" ou literalmente "grande". A palavra "Rabbi" ("Meu Mestre") deriva da raiz hebraica Rav, que no hebraico bíblico significa "grande" ou "distinto" (em conhecimento).
Eles se agarravam ao conceito de Amós. “Por três transgressões e por quatro” (Am 1.3,6,9,11,13; 2.1, 4,6).
- Damasco era a capital da Síria, um dos constantes inimigos dos judeus. Amós denunciou os sírios por seu tratamento desumano dos israelitas que viviam em Gileade, a leste do rio Jordão. "Trilharam" o povo cruelmente, como se não passassem de feixes de grãos.

- Deus havia chamado os sírios para castigar Israel (2Rs 10:32, 33; 13:1-9), mas eles haviam ido longe demais.

- No entanto, nenhum dos caso foram enumerados como apenas três ou quatro pecados.
- Essa expressão, três ou quatro, indica que daí para mais pecados estariam sendo julgados, pois esses pecados seriam muitos.
Isso subtendia também como a Lei Moral da Colheita segundo a Semeadura que retribui igualmente a todos.
Não se podia imaginar que um homem fosse mais piedoso do que Deus. Dessa maneira, se limitava o perdão a três ofensas.

O que Jesus ensinou a Pedro sobre perdoar setenta vezes sete coloca um fim em regras humanas, demonstrando claramente que o perdão é possível e que não existe limite para se perdoar toda e qualquer ofensa (Mt 18.22).
- A resposta de Jesus: "até setenta vezes sete" (490 vezes) deve ter espantado Pedro. Quem poderia manter um registro de tantas ofensas?
- Mas era justamente isso o que Jesus desejava lhe mostrar: o amor "não se ressente do mal" (1 Co 13:5). Quando tivermos perdoado um irmão tantas vezes, teremos formado o hábito de perdoar.

A falta de perdão além de produzir danos irreparáveis à nossa alma, ainda nos torna inimigos de Deus (Mt 6.15).
- Jesus não está ensinando que os cristãos só merecem o perdão de Deus se perdoarem os outros, pois isso seria contrário a sua gra­ça e misericórdia.
- No entanto, se experimentamos, verdadeiramente, o perdão de Deus, teremos a disposição de perdoar aos outros (Ef 4:32; Cl 3:13). Jesus ilustra esse princípio na parábola do Servo Incompassivo (M t 18:21-35).

Explique para os alunos que o ato de perdão da parte de Deus não consiste em negar pura e simplesmente a falta do homem. E preciso entender que Ele não age como se ela não existisse. Todavia, Ele põe fim em uma situação perfeitamente conhecida. Deus, o autor do perdão, atua em pleno conhecimento de causa e em plena soberania. Em Sua misericórdia e paciência, Ele se recusa a executar um julgamento merecido e concede um adiamento da sentença do homem. Perdoar para Deus é simplesmente colocar um fim em uma situação.

1.2. Quem não perdoa não é perdoado

Uma lição que percorre todo o Novo Testamento é que o homem deve perdoar para ser perdoado (Jo 20.23).
Se perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados; se não os perdoarem, não estarão perdoados.
Esse princípio é aplicado conforme o assunto supracitado, pois se o ser humano não experimentou o perdão de Deus, também não terá disposição para tal.

Quem não perdoa a seu próximo, não pode pretender que Deus o perdoe. “Bem-aventurados os misericordiosos”, disse Jesus, “porque eles alcançarão misericórdia” (Mt 5.7).

- Experimentamos a misericórdia de Deus quando cremos em Cristo (Ef 2:4-7), e ele nos dá um coração puro (At 15:9) e paz interior (Rm 5:1).
- Mas, depois de receber sua misericórdia, nós a compartilhamos com outros. Esforçamo-nos por manter o coração puro a fim de buscar a Deus.
- Tornamo-nos pacificadores em um mundo perturbado e canais para a paz, a pureza e a misericórdia de Deus.

Depois de ensinar Sua oração aos homens, Jesus ampliou uma das petições nela contida: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mt 6.14, 15).
Se não possuo disposição espiritual e mental para perdoar, hábito, como esperarei ser também perdoado.

Merece ser especialmente ressaltado para os alunos o ensinamento do apostolo Tiago: “O juízo é sem misericórdia para com aquele que não usa de misericórdia” (Tg 2.13). O perdão humano e o divino devem andar lado a lado. Comente com eles que o religioso tem uma mente muito aguçada para identificai pecados na vida do próximo e condená-lo pelos seus atos. Porem, os pecados da religiosidade não estão na aparência, mas no fundo do coração, no oculto das intenções. Ao contrário do que Simão julgara, os atos daquela mulher não consistiam em carícias contagiosas de uma mente impura, mas sim no derramamento de amor sincero de uma mulher arrependida. Emocionada, ela reconheceu sua condição de pecadora, humilhou-se e demonstrou sua devoção lavando, beijando e ungindo os pés do Senhor, dando a Ele toda a honra merecida.

1.3. Os malefícios da falta de perdão

Não perdoar é a mesma coisa de alguém que toma um copo com veneno e espera que a outra pessoa morra.
No ano de 1999, o Dr. Fred Luskin criou o projeto da universidade de Stanford para o perdão. Ele visava o impacto das emoções negativas, como raiva, mágoa e ressentimento no sistema cardíaco, causados pela ausência do perdão. Luskin descreve o perdão como sendo uma forma de se atingir a calma e a paz, tanto com o outro quanto consigo mesmo. Ele afirma que o perdão reduz a agitação que leva a problemas físicos; reduz o estresse que vem de pensar em algo doloroso e que não pode ser mudado; limita a ruminação que leva ao sentimento de impotência que reduz a capacidade de alguém cuidar de si mesmo. A conclusão do seu projeto foi a seguinte: pedir perdão produz cura (SI 31.10; 32.1, 3; 38.3).
Segundo o Dr. Luskin, o perdão reconhece o mal, mas permite que o prejudicado siga com a vida. Às vezes, perdoar significa reconciliar, outras vezes, abrir mão de um relacionamento. Quando duas pessoas entendem que criaram uma situação desconfortável, o perdão encontra lugar.

2. A importância do perdão

Jesus contou a história de um servo que devia uma impagável soma em dinheiro a seu senhor, o qual havia sido perdoado.
"Por isso, o Reino dos céus é como um rei que desejava acertar contas com seus servos.
Quando começou o acerto, foi trazido à sua presença um que lhe devia uma enorme quantidade de prata.
Como não tinha condições de pagar, o senhor ordenou que ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que ele possuía fossem vendidos para pagar a dívida.
"O servo prostrou-se diante dele e lhe implorou: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo’.
O senhor daquele servo teve compaixão dele, cancelou a dívida e o deixou ir. Mateus 18:23-27
Almeida  Revista e Atualizada nos informa que era 10.000 talentos.
Moeda
Equivalente
Detalhes
Valor Atual (US$)
Talento (NT)
33,9kg
300 siclos
60 minas
$1,421,929.69 em ouro
1.089,93 onças
600 denários
$21,351.67 em prata

- O homem da parábola estava roubando do rei e, depois de uma auditoria contábil, seu crime foi descoberto.
- A arrecadação total dos impostos na Palestina daquele tempo era de oitocentos talentos anuais, de modo que podemos ter uma ideia da desonestidade desse homem.

- Se atualizado, esse valor provavelmente equivaleria a mais de dez milhões de dólares.
- Porém, o homem pensou ser possível livrar-se dessa dívida e disse ao rei que seria capaz de saldá-la, caso tivesse mais tempo.

Vemos aqui dois pecados: orgulho e falta de arrependimento sincero. O homem não estava com vergonha por ter roubado o dinheiro, mas sim por ter sido descoberto.

- Seu caso não tinha solução, exceto por um detalhe: o rei era um homem compassivo.
- Aceitou o prejuízo e perdoou o servo.
- Assim, o homem ficou livre, e ele e sua famí­lia não seriam jogados na prisão.
- O servo não merecia ser perdoado; o perdão foi um ato do mais puro amor e misericórdia por parte de seu senhor.


Todavia, esse homem perdoado, não perdoou a dívida de outro que lhe devia uma irrisória quantia, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida (Mt 18.30).
Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos, que lhe devia cem denários. Agarrou-o e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Pague-me o que me deve!’
"Então o seu conservo caiu de joelhos e implorou-lhe: ‘Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei”.
"Mas ele não quis. Antes, saiu e mandou lançá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Mateus 18:28-30

2.1. Sem perdão, sem misericórdia

- O servo deixou a presença do rei e, posteriormente, encontrou outro servo que lhe devia cem denários.
- Um trabalhador comum ganhava cerca de cinco centavos por dia (divida 100 telentos), de modo que essa quantia era insignificante, se comparada à que o primeiro servo havia roubado de seu senhor equivalente a vinte anos de trabalho de um homem comum (dez mil talentos).

- Em vez de compartilhar com esse amigo a alegria do perdão que havia recebido, o servo perdoado maltratou o e exigiu que pagasse a dívida.
- O segundo servo usou o mesmo argumento que o primeiro havia usado com o rei: "Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei o que devo!" Mas o servo injusto não estava disposto a conceder a outros aquilo que desejava que lhe concedessem.

Talvez tivesse o direito legal de jogar esse homem na prisão, mas não tinha o direito moral.
- Uma vez que havia sido perdoado, não deveria também perdoar seu próximo? Sua família e ele haviam sido poupados da vergonha e do sofrimento da prisão.
Acaso não deveria também poupar o outro servo e sua família?
A primeira dívida superava o valor do resgate de um rei. O contraste entre as dívidas era esmagador. O que está em jogo aqui não é o valor da dívida, mas o perdão.
E o que se deve destacar é que nada do que temos que perdoar se pode comparar em forma vaga ou remota com o que nos perdoou.
Fomos perdoados de uma dívida que está além de todo pagamento, porque o pecado do mundo provocou a morte do próprio Filho de Deus e, sendo assim, devemos perdoar como Deus nos perdoou, caso contrário, não podemos esperar encontrar misericórdia alguma.
Jesus conectou a ação do rei com a ausência de perdão e o resultado foi desastroso para aquele homem ganancioso (Mt 18.32-35).
Esclareça para os alunos que, por reter o perdão, aquele homem foi entregue aos atormentadores, ou verdugos. O termo utilizado o mesmo para designar “demônios”. Ou seja, uma pessoa que retém mágoas e não libera o perdão é uma pessoa que nunca terá paz, será sempre atormentada.

2.2. O perdão abre a porta para o Reino de Deus

João Batista, o precursor de Jesus Cristo, preparou o caminho do Senhor com a mensagem do arrependimento, ou seja, a mensagem do perdão divino sobre todo aquele que desejasse viver uma nova vida de paz (Mt 3.1, 2).
A pregação de João concentrava-se no arrependimento e no reino dos céus.
- A palavra arrepender significa "mudar a forma de pensar e agir de acordo com essa mudança".
- João não se contentava com remorso ou pesar. Desejava ver "frutos dignos de arrependimento" (Mt 3:8). Era preciso provas de que a vida e a forma de pensar do indivíduo haviam sido transformadas.

A primeira mensagem de Jesus foi: “Arrependei-vos, e crede no evangelho” (Mc 1.15).
Se há alguém que falou a verdade de Deus com autoridade, esse alguém foi Jesus Cristo (ver Mt 7:28, 29). Costuma-se dizer que os escribas falavam segundo as autoridades, enquanto Jesus falava com autoridade.

- O evangelho é chamado de "o evangelho de Deus", porque vem de Deus e nos conduz a ele. É "o evangelho do reino", pois a fé no Salvador nos leva a seu reino; é também o "evangelho de Jesus Cristo", porque ele está no centro; sem sua vida, morte e ressurreição, não haveria boas novas.
- Paulo o chama de "evangelho da graça de Deus" (At 20:24), pois não é possível haver salvação sem a graça (Ef 2:8, 9). Há apenas um evangelho (Gl 1:1-9), e seu cerne é a obra que Jesus Cristo consumou por nós na cruz (1 Co 15:1-11).

A dívida humana para com Deus era gigantesca e Jesus veio a esse mundo para quitar essa dívida. Paulo nos afirma que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados...” (2Co 5.19).
A ideia central deste versículo é a reconciliação.
- A rebelião do homem tornou-o inimigo de Deus e rompeu sua comunhão com ele. Por intermédio da obra que realizou na cruz, Jesus Cristo reconciliou Deus e o homem, e, num gesto amoroso, Deus voltou sua face para o mundo.
- O significado básico do termo grego traduzido por "reconciliar" é "mudar completamente". Refere-se a um relacionamento transformado entre Deus e o mundo perdido.
Deus não precisa se reconciliar com o homem, pois isso já foi feito por Cristo na cruz. É o homem pecador que precisa se reconciliar com Deus.

Informe para os alunos que Deus nos deu o seu “shalom”, que em sua raiz etimológica significa: “pagar as dívidas”. Alguns eruditos traduzem como “paz”. No entanto, paz é para quem não tem dívidas e quem tem dívida não tem “shalom” (At 3.19).

2.3. O perdão é a quitação completa da dívida

A grandeza do perdão deve ser vista pela grandeza do pecado que Deus perdoa num momento único. Paulo nos afirma que a cédula de acusação contra nós foi cravada na cruz (Cl 2.14).
Jesus Cristo não apenas tomou sobre si nossos pecados na cruz (1 Pe 2:24), mas também levou a Lei para a cruz, onde a pregou e tirou do caminho para sempre.
- A Lei era indiscutivelmente contrária a nós, pois era impossível cumprir suas exigências santas. Apesar de Deus não ter dado os Dez Mandamentos aos gentios, as exigências justas da Lei - as normas sagradas de Deus - foram "gravadas no seu cora­ção" (Rm 2:12-16).
- Quando derramou seu sangue pelos pecadores, Jesus liquidou a dívida imensa que esses transgressores possuíam por causa de sua desobediência à Lei sagrada de Deus.
- Nos tempos bíblicos, os registros financeiros, muitas vezes, eram feitos em pergaminhos, e a escrita poderia ser apagada ao lavar o pergaminho. Essa é a imagem que Paulo descreve.

Nossa sentença estava escrita, mas por Seu infinito amor e graça, o Senhor levou para a cruz essa sentença. A medida que Seu sangue ia escorrendo através do madeiro, todas as acusações contrárias a nós foram sendo riscadas. Ali, naquela cruz, estava em um só homem a sentença de todos os homens, até mesmo, os que ainda viriam a existir. Agora não existe mais condenação, o sangue de Jesus apagou tudo.
Explique para os alunos que, quando o inimigo olha para a cédula, ele vê o sangue. No entanto, quando nós olhamos para o sangue, entendemos que temos paz e somos livres (Rm 8.1-3; Hb 10.14). Ressalte para eles que muitos foram pegos pelo pecado e postos em desespero e aflição. Se estes tivessem a segurança de que seria possível, de algum modo, evitar as consequências de seu pecado, com certeza, voltariam atrás de suas ações indevidas. Porém, o verdadeiro arrependimento significa não somente estar aflito pelas consequências de seu pecado, mas também odiar o pecado em si.

3. O maior de todos os milagres

Consideravelmente, o perdão é o maior de todos os milagres. Nele está contido o ingresso para a salvação e esta é precedida quando o perdão é estabelecido. Pois, sem ele não há reconciliação. Vejamos alguns motivos dessa graça divina (Ef 2.8, 9).
Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus;
não por obras, para que ninguém se glorie. Efésios 2:8,9

3.1. O milagre do perdão

Por mais que venhamos interpretar um milagre como estupendo ou glorioso, cada milagre realizado por Deus tende a nos atrair para Sua presença, causando em nossas vidas outro ainda maior que é o da salvação (Lc 10.20).
Contudo, alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céus".
Alguém poderia descrever o que aquela mulher sentia diante da gratidão do perdão recebido de Jesus. A mulher não era bem-vinda nessas cerimônia pública, um rabino não conversava com uma mulher em público, e essa mulher se expôs publicamente simplesmente a agradecer.

Uma pessoa pode ser curada de câncer e morrer afastada da presença de Deus. Mesmo que ressuscite, irá morrer outra vez. E se, após ressuscitar, morrer desviado da presença de Deus? O maior milagre que as pessoas receberam da parte de Jesus foi: “a tua fé te salvou”. Houve o perdão e com ele a salvação (Mt 9.22; Mc 5.34; 10.52; Lc 7.50; 17.9).
Comunique aos alunos que o perdão é um mandamento bíblico ordenado por Jesus Cristo. Os efeitos do perdão são benéficos tanto para quem perdoa quanto para quem é perdoado. O objeto do perdão pode ser uma magoa, um pecado, um sentimento de culpa, um prejuízo sofrido, uma palavra maldosa, uma atitude infeliz, uma omissão, uma traição - enfim, coisas que fazemos ou deixamos de fazer no dia a dia. Quando estas coisas são tratadas com o “deter gente” divino do perdão, milagres podem acontecer em nossa vida. Ressalte para eles que Jesus Cristo tem competência, autoridade e autonomia para perdoar (Lc 5.17-26). O perdão é uma ação que transcende à matéria e atua no campo espiritual, onde nossos olhos físicos não conseguem perscrutar.

3.2. O perdão nos coloca no âmbito da felicidade

Qual é o motivo de nossa alegria como cristãos?
Qual de nós não se alegraria ao realizar milagres extraordinários em nome de Jesus?
Os discípulos, assim como cada um de nós, também foram tentados a colocar o motivo de suas alegrias no sucesso ministerial (Lc 10.19,20).
Eu lhes dei autoridade para pisarem sobre cobras e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo; nada lhes fará dano.
Contudo, alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céus". Lucas 10:19,20
Vemos aqui uma alegria tripla: a alegria do serviço (Lc 10:17­ 19), a alegria da salvação (Lc 10:20) e a alegria da soberania (Lc 10:21-24).
O Senhor advertiu-os a não se alegrarem apenas com suas vitórias, mas principalmente com o fato de seus nomes terem sido arrolados no céu.
- O verbo significa "foram arrolados e continuam arrolados". Trata-se de uma garantia. Ver Fp 4:3; Ap 20:12-15.) Por mais maravilhosos que fossem os milagres que haviam realizado, o maior milagre de todos ainda é a salvação de uma alma perdida.
- O termo grego traduzido por "arrolar" quer dizer "registrar formal e solenemente". Esse termo era usado para a assinatura de um testamento, de uma certidão de casamento ou de um tratado de paz e também para o registro de um cidadão; o tempo perfeito no original indica que "permanece arrolado".

Mas Jesus lhes disse que maior que tudo isso era ter o nome escrito no livro da vida, e por quê? Porque se fizermos tudo e não estivermos reconciliados com Deus, de nada adiantou tanto esforço (Mt 16.26; Lc 9.25).
Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma? Mateus 16:26

Esclareça para os alunos que, quando lemos Mateus 7.22, 23, ficamos perplexos com a declaração feita por Jesus, porque o que adiantou tantos sinais se o maior deles seria estar em paz com Deus? A âncora da nossa alegria deve descansar não no que adquirimos aqui, mas no que nos foi reservado na eternidade (Mt 5.12).

3.3. O propósito do poder sobrenatural de Deus

Jesus realizou um grande milagre ao curar o servo do centurião. Realizou um milagre ainda maior ao ressuscitar o filho da viú­va. Neste capítulo, porém, realizou o maior milagre de todos ao salvar essa mulher de seus pecados e ao transformá-la numa nova pessoa. Não há prodígio que se compare ao milagre da salvação, pois ele supre as maiores necessidades, redunda em tudo o que há de mais duradouro (eterno) e exige em pagamento o preço mais alto de todos.

Vivemos em um mundo abarrotado de novidades e informações, onde a ciência predomina e a tecnologia produz coisas que até duvidamos ser possíveis.
Em meio a toda essa gama de informações e novidades que nos envolvem, muitas vezes nos esquecemos de nós mesmos.
De como seria tão maravilhoso se pudéssemos viver sem amarguras, ressentimentos, culpas, temores e sem estar constantemente cometendo mesmos erros. Mas isso não é uma utopia, é uma realidade.
Pedir perdão para muitos é sinal de fraqueza, para nós é a prova da quantidade de amor que recebemos de Deus (Lc 7.47).
Portanto, eu lhe digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados, pelo que ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama".
Perdoar é libertar e ser livre. Quem não sabe perdoar é porque não entende a verdade da cruz, ou nunca realmente experimentou o gozo de ser perdoado (Mt 18.32-35).
Mostre para os alunos que os sentimentos de tristeza, de culpa, de vergonha, de rejeição e de humilhação escravizam alguns ao passado e obstruem o futuro. Até mesmo depois de as lembranças desaparecerem ou serem reprimidas, muitos descobrem dentro de si reações negativas e prejudiciais que inexplicavelmente os impulsionam a não avançar. Assim, permitem que Satanás utilize o passado, impedindo-os de usufruir no presente a presença de Deus e de um serviço eficaz. Ressalte para os alunos que a pior coisa que pode acontecer a uma pessoa que não tem paz com outra é deparar-se com a mesma. O lugar fica pequeno, o dia praticamente termina e a alegria se vai tão repentinamente que tudo o que parecia estar bem termina em ira e tristeza. O perdão nos ajuda não somente a nos livrarmos disto, mas a ser livres, e seguir em frente. Nunca é tarde para dizer: “eu errei, me perdoe, vamos tentar outra vez”.

Conclusão
O perdão é a ajuda do Espírito Santo para nos livrarmos de todo sentimento ruim, seja ele qual for. Através do perdão, somos libertos, livres e com condições de seguir em frente. Nunca é tarde para reconhecer os erros, pedir perdão e recomeçar. O perdão é remissão de uma dívida. É paz e alegria no coração.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Escola Bíblica Dominical
Editora Betel 3º Trimestre de 2015, ano 25 nº 96 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – SINAIS, MILAGRES E LIVRAMENTOS DO NOVO TESTAMENTO – O poder de Jesus Cristo e o segredo do sucesso apostólico.
Comentário Warren W. Wiersbe
Comentário Bíblico Matthew Henry
Enciclopédia bíblica R. N. Champlin
Bible Chronos

7 comentários:

  1. Não tem a continuação da lição Lição 5 - O milagre do perdão.....por favor eu preciso...se possivel posta elaçç

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  2. Não tem a continuação da lição Lição 5 - O milagre do perdão.....por favor eu preciso...se possivel posta elaçç

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  3. Muitissimo importante essa licao...

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  4. Muito bom os comentários que são colocados em observação nesta lição, nós ajudar a apredender mais da palavra de Deus, que o senhor nosso Deus vus de sabedoria para compartilhar com pessoas que estão querendo aprender mais sobre Deus.

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  5. A importância de pedir perdão e perdoar promove uma realização extremamente divina, revelando o verdadeiro clímax do amor, porque Deus é amor, e vemos que na cruz Deus expressou isto por meio de seu filho Jesus, e também disse que nos amou mesmo sendo ainda pecadores. Não podemos limitar a pratica do perdão, porque estaremos limitando também a manifestação de Deus, e cerrando o caminho que conduz ao céu; perdão fala de Deus presente em nossa vida, e precisa ser praticado infinitamente, à medida que ocorra uma ofensa, ou um irmão ofendido. E temos como exemplo as palavras de Jesus acerca do assunto quando disse; que precisamos perdoar nossos irmãos; 70x7; Digo que a falta perdão enraizará em nossos corações se for deixado por muito tempo, nos distanciando Deus; e também ter nossas orações não respondidas, e deixando de ser abençoado; Quando Jesus disse que precisamos perdoar 70x7, entendo que se multiplicar a quantia de perdão no dito de Jesus; seria de 490 vezes por 24 horas do dia e depois dividir por a quantia de minutos que há no dia que é de 1440, daria quase 3 minutos, nisto entendo que, será o tempo suficiente da aproximação do ofensor ao ofendido, abraçar-se em reconciliação, e depois virar-se cada um para seu caminho, e já digo, la se foi os três minutos, aprendo que o perdão precisa ser praticado espontaneamente, ou seja, Não pode ser deixado para o amanhã, pois pode ser muito tarde, como disse nesta lição que o perdão é a ponte que poderá fazer falta para continuar o caminho de Deus.

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