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Lição 3 - O milagre da cura da mão mirrada

LIÇÃO 3 – 19 de julho de 2015 – Editora BETEL

O milagre da cura da mão mirrada

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TEXTO AUREO

“Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” Hb 4.16

Comentarista: Pastor Dr. Abner de Cássio Ferreira

VERDADE APLICADA

O mais importante para Jesus não é a execução correta de um ritual, mas sim a resposta espontânea ao clamor da necessidade humana.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

• Explicar como Jesus combateu os ensinamentos errôneos acerca do sábado;
• Mostrar como Jesus transformou a vida do homem da mão mirrada;
• Ensinar que milagres são possíveis e que precisamos acreditar em coisas novas.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Mt 12.9 - E, partindo dali, chegou à sinagoga deles.
Mt 12.10 - E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados?
Mt 12.11 - E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará?
Mt 12.12 - Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por consequência, lícito fazer bem nos sábados.
Mt 12.13 - Então disse àquele homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra.

Para entendermos o que aconteceu aqui com Jesus e seus discípulos temos que estudar essa passagem em Lucas.
Lucas 6:1: E aconteceu que, em um dia de sábado, ia passando entre as searas, e os seus discípulos arranca­vam espigas e, ao esfregá-las com as mãos, as comiam.
Lucas 6:2: E alguns dos fariseus lhes disseram: "for que fazeis o que não é lícito fazer no dia de sábado?"
Jesus passava na seara e os discípulos colhiam as espigas (Dt 23:25); ora comer milho cru tem de está com fome, pelo menos é o mínimo que se pode ver;
Os fariseus não viram isso, somente contestaram os atos dos discípulos baseados na lei da colheita.
Lei que regulamentava contra o abuso do pobre e contra a bondade do senhorio.
Deuteronômio 23:24: "Quando entrares na vinha do teu próximo, poderás comer uvas até ficares saciado, mas não as levarás contigo na tua vasilha".
Isso porque alguns não sabem o limite da graça e do favor, são abusados, não têm ética e consideração por aquilo que recebem gratuitamente.
A colheita ilegal na seara do próximo:
Deuteronômio 23:25: "Quando entrares na seara do teu próximo, poderás colher espigas com a tua mão, mas não poderás colher com a foice na seara do teu próximo".
Colher com foice. Uma prefiguração da permissão concedida pelos donos da casa, ou pelos líderes, aos seus convidados,
os quais, abusam de sua liberdade e assaltam economicamente a sua casa, o seu povo ou a sua instituição.
Os discípulos estavam e andavam com Jesus, e mesmo assim passaram por necessidade.
No ministério às vezes passamos por necessidade daquilo que é básico a pessoa humana.
Não existe essa de, por estar com Jesus, só haverá bonanças...

Introdução
Jesus entrou numa sinagoga e lá avistou um homem que tinha uma das mãos mirrada.
Para aquele homem, o milagre foi o melhor presente de sua vida, mas, para os líderes religioso, Jesus havia violado a Lei (Mt 12.10).
É sempre assim, alguém querendo um sim de Jesus para algo e outros desejando que Ele diga não.

1. Compreendendo o sétimo dia

A palavra hebraica sabbat significa descanso ou cessação; provavelmente está relacionada à forma verbal, que significa "trazer a um fim".
O sétimo dia da semana era chamado de sábado e apenas esse dia tinha um nome. Os outros eram designados por números.
Não há registro de que o sábado era observado na época patriarcal, embora o início "teológico" esteja relacionado à criação divina de todas as coisas e ao descanso de Deus de seu trabalho (Gên. 2.2).
O início histórico na Bíblia é associado ao Pácto Mosaico.
Observar o sábado tornou-se o próprio sinal do Pácto Mosaico.
Na teologia hebraica, esse dia sagrado comemorava a criação original e a redenção de Israel do Egito (Gên. 2.2; Exo. 20.8,11; Deu. 5.15).
No início era um dia de descanso, mas gradativamente assumiu outro significado relativo à devoção e piedade.
O acúmulo de regras relacionadas ao sábado se tornou sufocante na época de Jesus.
O descanso oferecia a oportunidade de engajamento em louvor, estudo e, especialmente, na leitura das Escrituras.
A sinagoga transformou o sábado em seu dia sagrado mais importante.
Ele se inicia na sexta-feira às 18hOO e perdura até o sábado, às 18hOO.

1.1. Entendendo a lei do sábado

Os mestres judeus tinham corrompido muitos dos mandamentos, dando-lhes uma interpretação menos rígida do que deveriam; um engano que Cristo revelou e corrigiu (cap. 5 Mt), no seu Sermão da Montanha.
Mas em relação ao quarto mandamento, eles tinham errado no outro extremo, e o tinham interpretado de maneira excessivamente rígida.
O que o Senhor Jesus estabelece aqui é que as obras de necessidade e de misericórdia são lícitas no sábado judaico.
Cristo, ao justificar os seus discípulos colhendo es­pigas no sábado judaico, mostra que as obras de necessidade são lícitas neste dia.
Deus não aceita a arrogância como em exceção.
Ele recorda uma circunstância ocorrida com Davi, que em uma situação de necessidade fez o que em outra situação não deveria ter feito (w. 3,4): “Não tendes lido o que fez Davi (1 Sm 21.6), quando comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, mas só aos sacerdotes?” (Lv 24.5-9).
Esta era uma questão santíssima para Arão e seus filhos, e (Êx 29.33) um estranho não podia  comer; ainda assim, o sacerdote a deu a Davi e a seus homens;
O que confirmou Davi, ao comer o pão da proposição, não foi a sua dignidade (Uzias, que invadiu o santuário movido pelo orgulho do seu coração, embora fosse um rei, por este motivo foi fulminado pela lepra, 2 Crônicas 26.16 etc.).
Ele recorda um exemplo diário dos sacerdotes, que, da mesma maneira, eles liam na lei, e segundo a qual era o costume comum (v. 5).
Os sacerdotes no templo realizavam uma grande quantidade de trabalhos servis no sábado judaico; matando, esfolando e queimando os animais sacrificados, o que, em uma situação normal, seria profanar o sábado judaico; ainda assim, isto nunca foi reconhecido como transgressão ao quarto mandamento, porque o serviço do templo o exigia e justificava.

1.2. A verdade em pratos limpos

Deus quer misericórdia, e não sacrifício (v. 7).
Os deveres cerimoniais devem render-se àquilo moralmente aceito, e a lei natural do amor e da autopreservação deve assumir o lugar das observâncias rituais, em defesa da misericórdia às almas dos homens; aqui, para a misericórdia aos seus corpos.
O descanso do sá­bado era ordenado para o bem dos homens, para o bem do corpo (Dt 5.14).
Mas nenhuma lei deve ser elaborada para contradizer o seu próprio objetivo.
'‘Se vocês soubessem o que isto quer dizer, se soubessem o que significa ter uma inclinação misericordiosa, vocês teriam lamentado que eles fossem forçados a fazer isto para satisfazer a sua fome, e não teriam condenado os inocentes”.
Observe, em primeiro lugar, que a ignorância é a causa das nossas censuras precipitadas e pouco caridosas em relação aos nossos irmãos.
Em segundo lugar, não é suficiente conhecermos as Escrituras, nós devemos nos esforçar para conhecer o seu significado.
JESUS ESTAVA INDO PARA IGREJA/SINAGOGA
Devemos tomar cuidado para que nada que aconteça no nosso caminho, impeça  dos deveres sagrados, ou nos incapacite e nos desvie da devida realização de tais tarefas.
Não devemos deixar de adorar ao Senhor por causa de rixas ou tristezas pessoais que nos afasta da adoração pública.

1.3. O dia do descanso do Senhor

No capítulo 23 de Êxodo, versos 10-13, o entendimento correto desse texto vem à luz, quando compreendemos que o sábado era o descanso ordenado ao senhor da vinha (o Senhor do sábado).
O sábado forçava o senhor da vinha a descansar, para que o seu criado, o seu boi, o filho da sua criada e o forasteiro comessem na seara (sem levar nada para casa).
Esta era a graça, mas eles não sabiam o que significava. O sono de Israel dá direito aos gentios de receberem a colheita da Graça de Deus (Rm 9-11).
Jesus falou em Marcos, capitulo dois, a respeito disso, dizendo que a Graça era o dia de sábado entre os outros dias da Lei, e ele era o "Senhor do sábado"; mas o entendimento dos judeus referente ao sábado estava cauterizado.
Jesus, o Senhor do sábado. O que significa ser Senhor do sábado?
O Senhor é aquele que descansa, como proprietário, para que os servos desfrutem (Êx 23). Jesus diz: "de sorte que o Filho do homem é o Senhor também do sábado; eu descanso e vocês desfrutam".

2. Alcançando milagres

O sábado era o dia do descanso. Era costume dos judeus se reunirem na sinagoga para ler a Torá (instrução, apontamento, lei) é o nome dado aos cinco primeiros livros, que chamamos também de pentateuco) e se prepararem para uma nova semana.
Foi exatamente nesse dia que esse homem resolveu sair de casa e ir à sinagoga. Ele estava no lugar certo e na hora certa (Mc 3.1).
Não sabemos com que frequência esse homem ia a sinagoga, sabemos que esse dia foi diferente, pois o Senhor, o bom Pastor, que sara o esperava.
Não sabemos o dia que o Senhor nos surpreenderá, devemos estar no lugar certo, como esse homem.

2.1. O início de uma nova história

- Durante seis dias os judeus estudavam a Torá, a qual era dividida de sete em sete capítulos.
- No sábado (Shabat), eles se reuniam na sinagoga para terminar a leitura semanal e, assim, viravam a página para iniciar o próximo grupo de sete, referente à semana que se iniciaria no outro dia (o domingo).
- O sábado marcava o fim de um ciclo e o início de outro.
- Foi nesse dia de transição que Jesus se dirigiu à sinagoga (Mt 12.9, 10).
Por mais que o culto esteja “deturpado”, um dia o dono da Obra aparecerá para vistoriar.
Veio para o que era seu...
Ele vem, e quando Ele vem, tem liberdade para falar, curar, libertar etc. Achem bom ou não. Ele é dono.

2.2. A mão ressequida

Cristo, ao curar o homem que tinha a mão mirrada, no sábado, mostra que as obras de misericórdia são lícitas e adequadas de serem realizadas neste dia.
A obra de necessidade foi realizada pelos discípulos (os trabalhadores), e justificada por Jesus (o proprietário); a obra de misericórdia foi realizada por Ele mesmo; as obras de misericórdia eram as suas obras de necessidade; o seu alimento e a sua bebida eram fazer o bem. “É necessário que eu anuncie... o evangelho”, disse Ele (Lc 4.43).
Esta cura foi registrada por causa da época em que fazer isto no sábado era errado.
Aqui estão: 1. O sofrimento em que esse pobre homem se encontrava; a sua mão estava tão ressequida (ou mirrada), que ele encontrava-se totalmente incapacitado para ganhar a vida trabalhando com as mãos.
A mão direita ressequida era símbolo de maldição e esse homem, segundo a Lei, deveria ser considerado imundo perante o povo.
A mão direita era a mão do relacionamento, do trabalho, da comunhão e da restituição.
- Esse homem não podia estar com Neemias, pois na época uma das mãos ficava a ferramenta de trabalho e na outra um armamento de defesa.

2.3. Vem para o meio

A cura do homem, realizada por Cristo, apesar de prever que os fariseus iriam ver algo ilícito no seu ato (v. 13).
Embora não conseguissem responder aos argumentos de Cristo, eles estavam decididos a persistir no seu preconceito e na sua inimizade;
Podemos tirar lição: aqui eram os fariseus, mas no caso de Estevão tínhamos outras figuras:
Atos 6.9 – Levantarão os Libertos, os Cireneus, os Alexandrinos, os da Cilicia e Ásia, e discutiam com Estevão, eles também acham se donos da igreja.
Cristo, apesar disso, prosseguiu com o seu trabalho. Observe que o dever não deve deixar de ser realizado, nem devem ser negligenciadas as oportunidades de fazer o bem, por medo de cometer algo ilícito.
Devemos observar a maneira como se realizou a cura. Cristo disse ao homem:
Estende a mão”; em outras palavras:
Esforça-te o quanto puder, e o homem o fez, e foi curado.
Esta, assim como outras curas que Cristo realizou, teve um significado espiritual.
(1) As nossas mãos, por natureza, são ressequidas, nós somos completamente incapazes de fazer, por nós mesmos, qualquer coisa boa.
Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira. Efésios 2:3
(2) Somente Cristo, pelo poder da sua graça, nos cura.
Ele cura a mão ressequida, dando vida à alma morta;
pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele. Filipenses 2:13
Em seguida, Jesus o chamou para vir para o meio, como se lhe dissesse: “A partir de hoje, você não precisa mais se esconder, eu retirei de sua vida a maldição, agora você pode adorar como qualquer um de nós”.

3. Eis que tudo se fez novo

A proposta do Evangelho é tirar a atrofia da vida de todo aquele que está inoperante em Sua casa.
Jesus tem poder para restaurar as áreas que não funcionam em nossas vidas.

3.1. De volta à vida

Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa. Isaías 41:10
Ter a mão direita restituída representava estar novamente inserido no contexto da sociedade e apto para exercer tanto o trabalho quanto a adoração a Deus.
Enquanto a doença o limitava, a religião o oprimia.
Ao curá-lo, Jesus estava dando a ele a oportunidade de ter sua mão de volta, ter de volta a comunhão, o trabalho e as demais atividades que antes não podia realizar.

3.2. Imediatamente são

Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, Romanos 8:1
Um novo ciclo começou na vida desse homem e começou pelo estabelecimento de sua saúde.
O que significa o Evangelho sem milagres?
Apenas um conjunto de rituais maçantes e cansativos que, em vez de mudar a nossa consciência para ver coisas grandes da parte de Deus, nos torna em Seus inimigos.
Para Jesus, a religião era serviço.
Servir a Deus é adoração, quem adora serve também. Jesus nos chama para servir, enquanto esses homens queriam ser servido.
Para Jesus, o mais importante de tudo não era a execução correta de um ritual até o seu mínimo detalhe, e sim a resposta espontânea ao clamor da necessidade humana.

3.3. Tempo de restauração

"A glória deste novo templo será maior do que a do antigo", diz o Senhor dos Exércitos. "E neste lugar estabelecerei a paz", declara o Senhor dos Exércitos. Ageu 2:9
A cura milagrosa desse homem nos fala de um tempo de restauração.
Ao esclarecer sobre a lei do sábado, Jesus fez questão de curar esse homem para nos ensinar que Sua Palavra é poderosa e que a religião somente impede o homem de achegar-se a Deus.
Jesus chamou o homem diante de todos, pediu para que se pusesse de pé e mandou estender sua mão.
É preciso compreender urgentemente que o Evangelho nos tira da vergonha do anonimato, ergue-nos da desventura e coloca em nossas mãos a força para receber a graça (Lc 6.8,10).

Conclusão
A lição que acabamos de estudar nos fala de um tempo de recomeço. 
A prova maior disso foi o milagre realizado por Jesus, que devolveu a esse homem sua vida e seus sonhos.
Que possamos ter sempre em mente e crer que não existe nada para Deus que seja impossível (Lc 1.37).

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 3º Trimestre de 2015, ano 25 nº 96 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – SINAIS, MILAGRES E LIVRAMENTOS DO NOVO TESTAMENTO – O poder de Jesus Cristo e o segredo do sucesso apostólico.
Comentário Warren W. Wiersbe
Comentário Bíblico Matthew Henry
Enciclopédia bíblica R. N. Champlin
Bible Chronos



Um comentário:

  1. Não existe um dia especificado para assim Deus agir, como regra de rituais e formalizações, se fosse assim, valeria o querer do homem e não o querer de Deus, e ainda mais, reivindicaríamos nossos direitos por simplesmente agirmos de acordo com o dever comprido. Mas não devemos andar nos propósitos de Deus simplesmente por causa do dever comprido, e sim por espírito voluntário; porque enquanto agimos por dever comprido, cometeremos o erro de revindicar algo por direito, e não por graça; mas quando agimos por voluntariedade, agiremos por causa da graça que é extremamente maior sobre a nossa vida, como diz a bíblia: onde abundou o pecado superabundou à graça de Deus. Assim andava errados os fariseus, dando prioridade à lei, do que a graça de Jesus Cristo, quando realizou um grande milagre no dia de Sábado, curando um homem que tinha uma das mãos ressequidas, e assim foi Ele criticado. Digo que, Deus quer a cada dia nos impressionar, com sua magnitude, e poder, fazendo o impossível, para ser realmente reverenciado, e não admite ser colocado em segundo plano, como assim foi colocado nesta realização milagrosa, em favor deste homem; Nisto tudo concluo que Deus opera em nossas vidas pela sua graça, ninguém poderá adquirir os feitos do Senhor, por achar digno de alguma coisa, e muito menos impedir aqueles que nas suas simplicidades, honram a posição de Cristo, conforme a bíblia diz: que Jesus é também o Senhor do Sábado.

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