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Escola Dominical - Lição 12 O milagre do livramento no naufrágio

Escola Bíblica Dominical

LIÇÃO 12 – 20 de setembro de 2015 – Editora BETEL

O milagre do livramento no naufrágio

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VÍDEO


TEXTO AUREO

“E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal.” 2Co 4.11

Comentarista: Pastor Dr. Abner de Cássio Ferreira

VERDADE APLICADA

A provação é a porta de uma grande oportunidade para os que estão na direção de Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

• Expressar a confiança de Paulo no Senhor;
• Ressaltar a importância de Paulo para que a tripulação chegasse a salvo;
• Mostrar que alicerçados em Cristo vemos as adversidades como grandes oportunidades.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

At 27.9 - E, passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, pois, também o jejum já tinha passado, Paulo os admoestava,
At 27.11 - Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre, do que no que dizia Paulo.
At 27.20 - E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos.
At 27.21 - E, havendo já muito que não se comia, então Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó senhores, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perda.

É preciso concentrar-se no tesouro, não no vaso.
Paulo não temia o sofrimento nem as tribulações, pois sabia que Deus guardaria o vaso enquanto este guardasse o tesouro (ver 1 Tm 1:11; 6:20).
Deus permite as tribulações; ele as controla e as usa para sua glória.
Deus é glorificado por meio de vasos frágeis. J. Hudson Taylor, o missionário que levou o evangelho ao interior da China, costumava dizer: "Todos os gigantes na fé foram homens fracos que fizeram grandes coisas por Deus, pois contaram com sua presença".
Por vezes, Deus permite que nossos vasos sejam sacudidos de modo a derramar parte do tesouro e enriquecer a outros.
O sofrimento revela não apenas a fraqueza humana, mas também a glória de Deus.

Assim como se deve concentrar no tesouro, não no vaso, também se deve concentrar no Mestre, não no servo.
Se sofremos, é por amor a Jesus.
Se morremos para nosso ego, é para que a vida de Cristo seja revelada em nós.
Se passamos por tribulações, é para que Cristo seja glorificado.
Ao servir a Cristo, a morte opera em nós, mas a vida opera naqueles para os quais ministramos.

A nossa vida é como uma viagem, às vezes tempestuosa.
Muitos escritores têm retratado a vida como uma viagem.
John Bunyan em seu livro O peregrino descreveu a vida do cristão como a caminhada de um homem pelos perigos até chegar ao Paraíso.
Na jornada da vida atravessamos caminhos cheios de espinhos, despenhadeiros íngremes, pântanos lodacentos, pinguelas estreitas, desertos causticantes e mares encapelados.
Mesmo quando estamos fazendo a vontade de Deus e também a nossa, encontramos tempestades pela frente.

Introdução
A poderosa pregação de Paulo feriu o ego dos religiosos judeus de sua época.
Por esse motivo, eles o levaram a prisão e lá se amotinaram para acabar com sua vida.
Mas Paulo testemunhava aos grandes com graça e unção.
Os falsos mestres não possuíam um tesouro para repartir.
Tinham apenas algumas peças de museu da antiga aliança; antiguidades gastas que jamais poderiam enriquecer a vida de alguém.

1 Os ventos e a vontade de Deus

Não existe nada que não esteja sob o controle e a direção do Altíssimo.
Mesmo quando algo dá errado para nós, Deus jamais perde a rédea. Quando ainda estava preso, o Senhor apareceu a Paulo e lhe disse para não temer porque como testificou em Jerusalém, o faria em Roma (At 23.11 Na noite seguinte o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: "Coragem! Assim como você testemunhou a meu respeito em Jerusalém, deverá testemunhar também em Roma".).

1.1. Uma fiel testemunha de Cristo

Paulo estava tão decidido a cumprir a ordem do Senhor que pôs em jogo a própria vida para consegui-lo. Ele teve a oportunidade para ser liberto.
Mas a recusou em troca da oportunidade de aparecer diante de César, a quem havia apelado.
Foi uma escolha que ele fez unicamente em prol do Evangelho (At 26.31, 32 Saindo do salão, comentavam entre si: "Este homem não fez nada que mereça morte ou prisão". Agripa disse a Festo: "Ele poderia ser posto em liberdade, se não tivesse apelado para César".).
O rei Agripa, um judeu versado em tais questões.
Ao perguntar se o rei acreditava nos profetas, Paulo o forçava a assumir uma posição.
Sem dúvida, o rei não poderia repudiar aquilo em que todos os judeus criam!
Mas Agripa sabia que, se declarasse sua fé nos profetas, seria confrontado com a pergunta: "Jesus de Nazaré é aquele sobre o qual os profetas escreveram?"

Festo evitou assumir uma posição acusando Paulo de louco.
O rei Agripa fugiu da pergunta de Paulo (e do dilema que este apresentava) adotando uma atitude superior e fazendo pouco do testemunho de Paulo.

A resposta de Paulo foi cortês: "Assim Deus permitisse que, por pouco ou por muito, não apenas tu, ó rei, porém todos os que hoje me ouvem se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias" (At 26:29).

Para ele não havia perigo em sofrer dano algum em qualquer tempestade.
A vontade de Deus era que testificasse em Roma e Deus estava no controle.
Do ponto de vista humano, Paulo era um prisioneiro no navio.
Para Deus, o apóstolo era o capitão e os demais eram os prisioneiros (At 27.21-26, 30,31-34).
Explique para os alunos que Félix foi substituído por Festo e, vendo que Paulo não lhe oferecia propina para ser liberto da prisão, o deixou confinado por mais dois anos para ganhar prestígio entre os judeus (At 24.26, 27). Paulo não sabia o que enfrentaria para executar a missão, mas Deus já lhe assegurara que estava com ele. Ressalte para eles que a experiência era como um símbolo do que Paulo vivia desde que foi preso em Jerusalém. Ele navegava num mar tempestuoso de aflições havia dois anos! Deus, porém, estava ao seu lado nessa tempestade como em todas as demais. (At 23.11; 27.22, 23).

1.2. Discernindo os tempos

Não é de hoje que as pessoas confiam mais nas conclusões de peritos e nas ciências do que nas advertências de homens de visão espiritual (At 27.11 Mas o centurião, em vez de ouvir o que Paulo falava, seguiu o conselho do piloto e do dono do navio.).
Uma ilustração de como muitos líderes tomam suas decisões pondo em risco a vida de muitas pessoas, por causa do orgulho profissional.
Os votos da presunção venceram os conselhos de Paulo.

Um relatório especial da viagem, a partir do segundo navio, faz-nos entender que Deus estava atrasando a viagem para tornar Paulo um herói.
Roma recebia somente heróis (a terra dos heróis).
Paulo deveria chegar ali como o grande herói, salvador de vidas.
E isso seria um grande benefício para ele e para a liberdade do Evangelho em Roma

Devemos ter em mente que a ciência, divorciada do temor a Deus, pode destruir sociedades e civilizações inteiras.
Paulo já havia passado por três naufrágios (2Co 11.25 Três vezes fui golpeado com varas, uma vez apedrejado, três vezes sofri naufrágio, passei uma noite e um dia exposto à fúria do mar.), tinha sensibilidade e discernimento, sabia que algo não estava bem e alertou para o problema.
Se existe uma coisa que jamais seremos privados é de sinais de aviso.
Aprenda a ler as placas do caminho.
Aprenda a discernir os sinais que Deus lhe dá.
Quando não prestamos atenção às placas e sinalizações da vida, podemos provocar acidentes ou cair num abismo.

Podemos viver com a desculpa de que o inimigo nos enganou ou com a certeza de que lhe abrimos a porta. Mas uma coisa é certa: “Deus não nos deixará enganados
(SI 25.3 Nenhum dos que esperam em ti ficará decepcionado; decepcionados ficarão aqueles que, sem motivo, agem traiçoeiramente;
Am 3.7 Certamente o SENHOR Soberano não faz coisa alguma sem revelar o seu plano aos seus servos, os profetas;
Jo 7.17 Se alguém decidir fazer a vontade de Deus, descobrirá se o meu ensino vem de Deus ou se falo por mim mesmo.).
Informe para os alunos que, há muitos anos, o mundo está confiando totalmente nas ciências. De maneira geral, o povo tem confiado mais em conclusões de peritos nas ciências do que nas advertências dos homens de visão espiritual. Comente com eles que, porém, tem sido comprovado que a ciência, divorciada do temor a Deus, pode destruir sociedades e civilizações inteiras.

1.3. O contraste entre Paulo e Jonas

Comparando a ambos, vemos que Jonas fugia de uma chamada;
Paulo viajava para cumprir uma missão.
Jonas se escondeu e dormiu durante a tempestade;
Paulo dirigia as operações e encorajava os passageiros.
A presença de Jonas no navio era a causa da tempestade;
o navio em que Paulo viajava seria preservado de todo dano se os tripulantes respeitassem seu aviso (At 27.9,10 Tínhamos perdido muito tempo, e agora a navegação se tornara perigosa, pois já havia passado o Jejum. Por isso Paulo os advertiu: "Senhores, vejo que a nossa viagem será desastrosa e acarretará grande prejuízo para o navio, para a carga e também para as nossas vidas".).
Todo israelita sabia que "aos dez deste mês sétimo, será o Dia da Expiação" (Levítico 23:27). 
O tempo de jejum foi lembrado e se referia aos dez dias do sétimo mês que = deviam ser guardados, por causa do dia da expiação.

A qualquer momento, a embarcação poderia chocar-se com um recife.
A advertência de Paulo era a voz de Deus.

Entre Jonas e Paulo havia grandes diferenças.
Jonas era o motivo da tempestade, mas, quanto a Paulo, a tempestade o protegia.

A teimosia, o orgulho profissional e a avareza do proprietário eram o "Jonas" do barco.
Jonas estava sendo o grande motivo para o prejuízo dos navegantes, mas Paulo estava prevendo o pior e, com isso, desejava que todos fossem salvos.

Para enfrentar o vento ocasionado por Deus, não basta ser um experiente marinheiro de muitas viagens. É necessário ter uma bússola no coração, indicando o tempo e o local propicio para direcionar a proa de nossa embarcação.

Se estivermos dispostos a perder a carga, o navio e a própria vida, avancemos!

Jonas foi forçado a dar testemunho acerca de Deus (Jn 1.8, 9 Por isso lhe perguntaram: "Diga-nos, quem é o responsável por esta calamidade? Qual é a sua profissão? De onde você vem? Qual é a sua terra? A que povo você pertence?" Ele respondeu: "Eu sou hebreu, adorador do Senhor, o Deus dos céus, que fez o mar e a terra".);

Paulo, com boa vontade e coragem, falou acerca da sua visão e do seu Deus.

A presença de Jonas no navio ameaçava a vida dos gentios; a presença de Paulo era uma garantia para a vida dos seus companheiros de viagem.

Há muita diferença em atravessar uma tempestade dentro e fora da vontade de Deus!
Esclareça para os alunos que a tempestade os impedia de ver o Sol e as estrelas, de modo que era impossível determinarem sua posição. A situação parecia perdida e a razão de tudo isso foi porque um homem se recusou a ouvir o mensageiro de Deus. Há momentos na vida em que, espiritualmente falando, passamos por tempos sem “sol nem estrelas” (At 27.20). Ou seja, um período de trevas espirituais. No entanto, seja qual for a causa, podemos ter ânimo: o sol da espiritualidade voltará a brilhar.

2 Perderemos o navio, as almas jamais

Uma pessoa cheia do Espírito Santo pode ser a diferença até mesmo em um naufrágio e Paulo foi esse homem.
Ele estava ali para encorajar e comunicar a maneira correta de como salvar toda a tripulação daquele navio.

2.1. O encorajamento de um líder

A crise não faz a pessoa, a crise mostra do que a pessoa é feita e, normalmente, faz aflorar a verdadeira liderança.
Paulo repreendeu o centurião, o piloto e o capitão com brandura por ignorarem sua advertência.
Em breve, descobririam que Deus poupara todos eles somente por causa do apóstolo.
Às vezes, nos colocamos em meio às tempestades pelos mesmos motivos: ficamos impacientes (At 27.9 Tínhamos perdido muito tempo, e agora a navegação se tornara perigosa, pois já havia passado o Jejum. Por isso Paulo os advertiu:);
Aceitamos conselhos abalizados, porém contrários à vontade de Deus, seguindo a maioria e nos fiando nas condições “ideais” (At 27.13 Começando a soprar suavemente o vento sul, eles pensaram que haviam obtido o que desejavam; por isso levantaram âncoras e foram navegando ao longo da costa de Creta.).
O vento brando faz muita gente confundir as circunstâncias da vida. Por um momento parecia que Paulo estava errado e a maioria estava certa.

Se você pudesse ver a carranca do diabo nas tentações, jamais cairia nelas.
Se um jovem pudesse ver a degradação das drogas, jamais cairia nas lábias de um traficante. Se um homem pudesse ver o opróbrio em que cai um viciado no alcoolismo, jamais tomaria o primeiro gole.
O diabo é um mentiroso e um falsário.
Ele promete vida e arrasta seus escravos para a morte.
O pecado é uma fraude: parece delicioso aos olhos, mas é um veneno mortal.
E interessante mostrar para os alunos o seguinte detalhe: os tripulantes só seriam salvos por causa da presença do apóstolo Paulo (At 27.22-24). O teólogo inglês Joseph Parker disse que Paulo começou como prisioneiro, mas terminou como capitão. O apóstolo “assumiu o controle” da situação quando ficou evidente que ninguém mais sabia o que fazer. Paulo encorajou a tripulação e os passageiros, ajudando-os de maneira sábia. Ressalte para os alunos que Paulo compartilhou com eles a revelação divina (At 27.22-26); e coordenou o evento de maneira correta e calma (At 27.27-31)

2.2. Deus me deu a vida de vocês

Enquanto todos estavam vendo a morte, Paulo estava vendo anjos. Como a fé nos acalma!
Podemos dormir profunda no meio do rugido da tempestade e sonhar com os anjos quando nosso coração está apoiado em Deus
(At 27.24 ‘Paulo, não tenha medo. É preciso que você compareça perante César; Deus, por sua graça, deu-lhe as vidas de todos os que estão navegando com você’.).
A tripulação estava nas mãos de Paulo e não nas mãos do comandante.

Seus mensageiros podem abrir caminhos por céus fechados e através de tempestades violentas para socorrer aqueles que necessitam de Seu auxílio
(At 18.9, 10 Certa noite o Senhor falou a Paulo em visão: "Não tenha medo, continue falando e não fique calado, pois estou com você, e ninguém vai lhe fazer mal ou feri-lo, porque tenho muita gente nesta cidade";
23.11 Na noite seguinte o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: "Coragem! Assim como você testemunhou a meu respeito em Jerusalém, deverá testemunhar também em Roma".).
Alguns anos depois da conversão de Paulo, quando a vida do apóstolo estava em perigo em Jerusalém, Jesus lhe apareceu no templo e lhe disse o que fazer (At 22:17-21).
Quando Paulo estava desanimado em Corinto e considerando a possibilidade de ir para outro lugar, Jesus lhe apareceu e lhe deu coragem para permanecer em Corinto (At 18:9, 10).
Aqui, quando Paulo certamente se encontrava numa "maré baixa" de seu ministério, Jesus lhe apareceu novamente para encorajar e instruir seu servo.
Mais tarde, Paulo receberia o estímulo necessário durante uma tempestade (At 27:22-25) e em seu julgamento em Roma (2 Tm 4:16, 17).
"E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século" (Mt 28:20).

O navio e a carga se perderiam, mas os passageiros seriam poupados porque Paulo tinha uma missão (At 27.23 Pois ontem à noite apareceu-me um anjo do Deus a quem pertenço e a quem adoro, dizendo-me:).
O importante não é o vaso (o navio e a carga), sim os passageiros da essência do vaso.
Não se esqueça de lembrar aos alunos os seguintes versículos, pois são uma bela confissão da demonstração de confiança em Deus e de Sua poderosa mão agindo. “Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo: Paulo, não temas; importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo” (At 27.23, 24)."

2.3. E todos se salvaram

Como é gratificante estar na posição que Deus quer (Ez 22.30 Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim e em favor da terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nem um só.).
Paulo, andando segundo o querer de Deus, em comunhão com Ele, tornou-se bênção para todos quantos atravessavam o perigo com ele.
O navio, finalmente, encalhou na praia de Malta, perto da Itália, onde começou a ser despedaçado pelas ondas.
Os soldados queriam matar os prisioneiros para evitar que fugissem, pois era um costume romano.

A mão de Deus, porém, estava com o seu mensageiro. Júlio foi impulsionado a poupar a vida de todos.
Nenhum poder, nos céus ou na terra, acabaria com Paulo enquanto Deus tivesse um plano especial para sua vida.
Ele pregaria o Evangelho em Roma (At 23.11 Na noite seguinte o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: "Coragem! Assim como você testemunhou a meu respeito em Jerusalém, deverá testemunhar também em Roma"; 27.24, 25 Paulo, não tenha medo. É preciso que você compareça perante César; Deus, por sua graça, deu-lhe as vidas de todos os que estão navegando com você’. Assim, tenham ânimo, senhores! Creio em Deus que acontecerá do modo como me foi dito.).
A mensagem do Senhor a Paulo foi de encorajamento. A injunção "Coragem!" é semelhante a "Tem bom ânimo!" Jesus proferiu essas palavras com frequência durante seu ministério aqui na Terra.
Disse-as ao paralítico (Mt 9:2) e à mulher que sofria de hemorragia (Mt 9:22).
Bradou-as aos discí­pulos durante a tempestade (Mt 14:27) e repetiu-as no cenáculo (Jo 16:33).
Como povo de Deus, podemos sempre ter bom ânimo em tempos de dificuldade, pois o Senhor está conosco e nos levará até o fim.
Conforme Paulo anunciou, todos escaparam ilesos.
Informe para os alunos que havia uma grande preocupação dos soldados para com os prisioneiros, pois, se um prisioneiro escapasse, o soldado seria responsabilizado e passível de execução. Mais uma vez, a presença de Paulo que sal vou a vida deles. Como o Senhor havia prometido, todos chegaram à praia em segurança e ninguém se perdeu.

3 Vencendo as tempestades

Existem situações que o Senhor nos coloca para fazer aflorar em nossas vidas algumas qualidades e ações que, seguindo uma vida de fé simples, jamais alcançaríamos.
O mais importante nessas horas é em quem confiamos; esse é o alicerce para que em meio à tempestade vejamos a luz da vida em vez da sombra da morte.

3.1. Nem estrelas, nem esperança

Podemos perder a visão durante a tempestade (At 27.20 Não aparecendo nem sol nem estrelas por muitos dias, e continuando a abater-se sobre nós grande tempestade, finalmente perdemos toda a esperança de salvamento.).
Sem o sol e sem as estrelas, o navio seguia sem rumo, tendo rejeitado a bússola de Deus no navio: Paulo.
Lucas escreve a fé de todos os 276 passageiros: "Fugiu-nos toda a esperança de sermos salvos". Os ventos deram lugar à tempestade

Mas nem mesmo as piores tempestades podem esconder a face de Deus ou frustrar Seus planos.

Há momentos na vida em que não existe sol para nos aquecer, nem estrelas para nos guiar.

Ou seja, um período de trevas espirituais.

As causas podem ser variadas como: esgotamento físico, a não utilização dos meios da graça, opressão por espíritos malignos ou provação da fé. Mas, seja qual for a causa, não podemos perder o ânimo e, mesmo não sentindo o calor espiritual, obedecer a Deus é de vital importância para a sobrevivência
(At 27.22-24 Mas agora recomendo-lhes que tenham coragem, pois nenhum de vocês perderá a vida; apenas o navio será destruído. Pois ontem à noite apareceu-me um anjo do Deus a quem pertenço e a quem adoro, dizendo-me: ‘Paulo, não tenha medo. É preciso que você compareça perante César; Deus, por sua graça, deu-lhe as vidas de todos os que estão navegando com você’.).
Explique para os alunos que um mensageiro visitou o apóstolo Paulo durante a noite, revelando que o navio e a carga se perderiam, mas os passageiros seriam poupados. Mais uma vez, o Senhor deu-lhe uma palavra especial de ânimo no momento certo (At 18.9, 10; 23.11).

3.2. Transformando adversidade em oportunidade

As adversidades podem ser a porta das grandes oportunidades.
O Senhor disse que Paulo iria testemunhar em Roma, mas não lhe disse como chegaria lá.
As adversidades fazem parte de vida humana.

Mas, uma coisa é estar nela porque escolhemos o caminho errado e outra porque o Senhor nos comissionou.

Deus pode consentir que fiquemos em situações vergonhosas e difíceis como fez com Paulo e tantos outros ao longo da Bíblia.

Todavia, nesses casos, a finalidade é nos transformar em bênçãos para pessoas que, de outra forma, nunca teríamos conhecido.

Podemos até lastimar o fato de vivermos determinadas situações, mas se estivermos na visão, o problema será a porta de uma grande oportunidade
(SI 119.157 Muitos são os meus adversários e os meus perseguidores, mas eu não me desvio dos teus estatutos;
ICo 16.9 porque se abriu para mim uma porta ampla e promissora; e há muitos adversários.).
Esclareça para os alunos que, embora Paulo soubesse que enfrentaria dificuldades, ele não sabia que forma essas assumiriam. No entanto, ele não deveria permitir que sua alegria no ministério fosse sufocada por ansiedades causadas por coisas que estavam além de seu controle (Mt 6.27, 34). Paulo sabia que a vontade de Jeová era que ele aproveitasse toda oportunidade para pregar as boas novas do Reino de Deus às pessoas, mesmo às autoridades seculares (At 9.15). O apóstolo Paulo estava decidido a viver à altura de sua comissão, independentemente do que acontecesse. Essa também deve ser a nossa determinação.

3.3. Imitadores de Cristo

A nossa identidade não pode ser nada além de Cristo (ICo 11.1 Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo.).

Ela deve estar ancorada no que Ele fez por nós, não no que fazemos para Ele.

Isso significa que temos de fazer segundo a Sua voz nos orienta, não segundo aquilo que os “especialistas do barco” nos dizem.

É comum encontrar no navio um aconselhamento especializado, mas devemos enfocar o destino traçado por Deus (At 27.11 Mas o centurião, em vez de ouvir o que Paulo falava, seguiu o conselho do piloto e do dono do navio.).

O nosso navio é apenas uma ferramenta para chegarmos lá e o Senhor pode fazer com o navio o que Ele quiser.
E extremamente importante lembrar aos alunos que Paulo se manteve calmo durante todo o tempo porque nunca tirou os olhos do seu chamado. Havia 276 almas a bordo e Deus lhe revelou que cada uma delas seria poupada. O navio de alguém afundaria, mas o plano divino jamais (At 27.44). “E, temendo ir dar em alguns rochedos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que viesse o dia” (At 27.29). Explique aos alunos que as tempestades da vida nos submetem a tremendas sobrecargas. Em tais ocasiões, precisamos de realidades espirituais sólidas, como âncoras para a alma. Confiar em Deus, por exemplo, é uma âncora que nos traz firmeza em meio às tempestades (Hb 11.1; Sl 37.5). Comente com os alunos que, quando precisarmos de firmeza em meio às tempestades, devemos lançar as âncoras da oração, coragem, comunhão e confiança para sustentar nossa vida e nos salvar do naufrágio. Não importa quão grande sejam as tempestades, as grandes realidades eternas segurarão nossa alma.

Conclusão
As tempestades da vida servem para revelar o caráter do cristão.
Há ocasiões em que todo o ambiente pode ser mudado se tão somente crermos em Deus.
Independente de qual seja o destino final, a fé nos permite ver as tempestades como oportunidades e não como provações.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Escola Bíblica Dominical
Editora Betel 3º Trimestre de 2015, ano 25 nº 96 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – SINAIS, MILAGRES E LIVRAMENTOS DO NOVO TESTAMENTO – O poder de Jesus Cristo e o segredo do sucesso apostólico.
Comentário Warren W. Wiersbe
Comentário Bíblico Matthew Henry
Enciclopédia bíblica R. N. Champlin
Bible Chronos

Um comentário:

  1. Para que aconteça algo extraordinário em nossa vida, precisamos não só crer em Jesus, como também, obedecer a sua palavra, todos nós que se aproximamos de Deus, pra cumprir um chamado, tem o dever de obedecer ao Deus em quem serve, que certamente não será abalado, e não a de sucumbir diante das tempestades que surge em nosso caminho, que quer afundar o barco da nossa vida. Digo que, o apostolo Paulo por vocação e não por nomeação, levou de forma destemida a cumprir sua missão, de levar a palavra de Deus aos gentios, e esta; já estava em seu coração, com propósito de obedecer ao seu chamado missionário; é desta forma que Deus achará graça em nós; dou como exemplo Noé; que foi preservado num dilúvio, como sentença de Deus para com a humanidade que estava debaixo do pecado, e teve junto com a sua família a preservação das suas vidas. Noé fez a arca, de acordo com as diretrizes de Deus, e a até a medição foi ali estabelecido pelo Senhor, tudo isso por acreditar na Palavra Deus, mesmo que as circunstancias eram desfavoráveis, mas Noé não titubeou, antes colocou em prática o projeto da arca, por saber que tudo estava no controle Deus, digo que precisamos chamar atenção de Deus, obedecendo a sua Palavra, para que assim ache graça em nós, como achou graça em Noé, digo ainda que, precisamos reforçar nossa comunhão com o Senhor, para termos nossas vidas preservadas pelo Senhor, e o melhor caminho de ter comunhão com Senhor, é através da sua palavra, porque aquele que anda na palavra, como diz a bíblia na passagem da videira verdadeira; se estiver em mim e as minhas palavras estiver em vós pedireis o que quiseres, e será feito, para que o Pai seja glorificado no Filho, porque sem mim nada podeis fazer. Quem quer honrar a Deus, precisa honrar primeiro a sua palavra. OH! GLÓRIA!

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