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Escola Dominical - Lição 1 - Abraão, um adorador por excelência


LIÇÃO 1 – 04 de outubro de 2015 – Editora BETEL

Abraão, um adorador por excelência


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VÍDEO


TEXTO AUREO

E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós.” Gn 22.5

Comentarista: Pastor José Fernandes Correia Noleto

VERDADE APLICADA

Abraão provou que seu amor e obediência à Deus estavam acima de tudo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Mostrar a disposição de um coração adorador e a prontidão em atender a um pedido divino;
Ensinar que Abraão em nenhum momento questionou, mas creu porque conhecia a voz divina;
Esclarecer que Moriá é o lugar onde Deus remove os Isaques de nossos corações, para revelar-se e ampliar a bênção em nossas vidas.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Gn 22.1 - E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.
Gn 22.2 - E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.
Gn 22.3 - Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.
Gn 22.4 - Ao terceiro dia levantou Abraão os seus olhos, e viu o lugar de longe.


Introdução
Deus ordena a Abraão que sacrifique em um altar o seu único e amado filho (Gn 22.2). O patriarca não replica e sai em direção ao monte Moriá, obedecendo, sem restrições, à ordem divina.


1. As atitudes de um adorador

Sacrificar Isaque em Moriá não era uma tarefa fácil para Abraão. Era simplesmente assustador. Todavia, seria no cume daquele monte que receberia a maior revelação de sua vida (Jo 8.51-58). Antes de chegar a Moriá, Abraão segue alguns passos interessantes, que revelam as atitudes do coração de um adorador.

1.1. Disposição para atender

Qual a pessoa que levantaria de madrugada para sacrificar o próprio filho em obediência a Deus? Parece incrível, mas o Senhor pediu exatamente o que havia dado como promessa a Abraão por sua lealdade e obediência. Durante vinte e cinco anos, ele sonhou em ser pai e, quando já era da idade de cem anos, sem qualquer possibilidade humana, Deus interveio na situação e gerou do ventre estéril de Sara o filho da promessa (Gn 12.4; 21.5). Não sabemos se ele dormiu, apenas que levantou de madrugada disposto a atender sem restrições o pedido do Senhor (Gn 22.3).
Comente com os alunos sobre o que pensaria Sara a respeito da atitude de Abraão. Talvez seja esse o motivo de se levantar pela madrugada, exatamente para não ser impedido por ela. Pois qual a mãe que não questionaria o Senhor ao ter que sacrificar aquilo que recebeu como promessa? Merece ser especialmente destacado para eles a sensibilidade de Abraão em discernir a voz de Deus e sua prontidão em obedecê-la sem qualquer murmuração.

1.2. Disposição para o trabalho

Abraão tinha empregados, mas não delegou a nenhum deles essas tarefas (Gn 22.3). Existem provações que são somente nossas. São batalhas que não poderemos contar com a participação de ninguém. Existem obstáculos que temos que saltar sem auxílio algum para chegar ao nível que Deus quer. Abraão carregou seu fardo sozinho e somente seu coração sabia o que estava se passando. Não é por acaso que o texto omite a pessoa de Sara. Ela, com seu amor de mãe, certamente, o impediria e ele, por sua vez, não alcançaria o testemunho de fé (Hb 11.17, 18).
Explique para os alunos que durante toda a sua vida de comunhão com Deus, Abraão sempre foi um homem de altares e sacrifícios. Porém, agora, Deus lhe pede que sacrifique num altar o seu único e amado filho (Gn 22.2). Uma tarefa humanamente impossível de se cumprir. Comente com eles que, mesmo assim, Abraão não replica e sai em direção ao monte Moriá, obedecendo, sem restrições, à ordem divina.

1.3. Direção para prosseguir

Abraão saiu para sacrificar seu filho, mas não saiu sem direção (Gn
22.3). Deus não nos pede algo para nos deixar confusos. Abraão está indo em direção ao monte Moriá porque conhece a voz de Deus, está acostumado a ouvi-lo, tem intimidade, se relaciona. Assim como um filho conhece a voz do pai à distância, Abraão segue adiante porque sabe que aquela voz lhe é familiar. Abraão vai chegar a seu destino por dois motivos: primeiro, porque está familiarizado com Deus; segundo, porque quem conhece a voz de Deus jamais andará sem direção, mesmo quando nada faz sentido.
Esclareça para os alunos que é comum pedir auxílio e ajuda em oração quando passamos por momentos tempestuosos em nossas vidas. Informe para eles que, no entanto, existem provações que ficamos a sós com Deus e devemos avançar calados, sem murmuração, acreditando que Ele sempre sabe o que é melhor para nossas vidas.

2 Chegando ao lugar de destino

Durante três dias, Abraão caminhou em direção a seu destino e, mesmo com o coração apertado em ter que sacrificar seu próprio filho, ele vê o lugar de longe (Gn 22.4). O terceiro dia é sempre dia de grandes revelações e Abraão estava prestes a presenciar algo marcante em sua vida.

2.1. Ele viu de longe o lugar

Abraão era um homem de visão e, chegando a Moriá, disse algo profético: “Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós” (Gn 22.5). Existem níveis que poucas pessoas podem alcançar e subir a Moriá é um deles. Moriá é o lugar onde se sacrifica aquilo que mais se ama, aquilo que é único. Deus especificou o que queria no altar: “o único, a quem amas”. Era como se dissesse: “Existe algo entre mim e ti e precisa ser retirado”. Abraão tinha duas opções: ou sacrificava Isaque ou sacrificava o próprio Deus. Como sabia que Deus era a fonte, não temeu em obedecer (Rm 4.18).
Explique para os alunos que o patriarca Abraão sempre foi um homem temente e obediente a Deus. Todavia, nenhum teste poderia ter sido mais severo do que esse. Abraão provou para toda a humanidade que sua amizade com Deus estava acima de qualquer bem. Ressalte para eles que Deus usou a fé de Abraão como um exemplo para todas as gerações futuras (Gn 15.6).


2.2. O centro da vontade de Deus

Após três dias de caminhada, Abraão chega ao momento crucial de sua vida (Gn 22.9). Ele tem de imolar seu próprio filho. Isaque vê a lenha, o fogo e o cutelo, mas não vê o cordeiro para o holocausto. Isaque sabe que algo não está correto. Ele não é uma criança. Ele conhece os procedimentos do sacrifício. Mas, assim como Abraão confia em Deus, Isaque confia em seu pai. Abraão sabia que deveria matar seu filho e Isaque sabia que deveria morrer; um deveria sacrificar, outro deveria ser o sacrifício. Estar no centro da vontade de Deus é exatamente isto (Gn 22.6-8).
Explique para os alunos que o ato de ordenar a Abraão que matasse seu filho com as próprias mãos, obrigava o patriarca a matá-lo primeiro em seu coração, assim não restaria dúvida nenhuma de que estava realmente morto (Jo 12.24). Não deixe de comentar com os alunos que jamais venceremos o externo se o interno não for realmente tratado Deus não trabalha com aparência, mas sim com transformação, e esta começa no interior do coração de cada ser humano.

2.3. Disposto a ir até o fim

É incrível como Deus tem formas magníficas de revelar a nós mesmos o que somos. Ele nos conhece, sabe de nossas limitações e o potencial que temos. Nós é que precisamos nos descobrir. Por isso, Ele nos prova, nos faz sangrar, chegar até às últimas consequências. Então, depois, o Eterno se revela com bondade, amor e grandeza. O patriarca Abraão estava realmente disposto a obedecer (Gn 22.10). Ele tinha consciência de que Deus havia gerado Isaque das entranhas do nada, apenas pelo poder de Sua Palavra. O escritor aos Hebreus afirma que Abraão considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar (Hb 11.18). Abraão não creu por alguém disse algo a respeito de Deus. Ele creu em Deus porque o conhecia.
Não deixe de comentar com os alunos que a fé de Abraão ressalta através de suas declarações. Na subida de Moriá, o patriarca disse aos seus moços: ‘Eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tomaremos a vós” (Gn 22.5). E para seu filho afirmou: “Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto” (Gn 22.8). Reforce para eles que Abraão acreditava que, de algum modo, retomaria com o seu filho prometido.

3 Deus proverá o cordeiro

Moriá é o lugar onde Deus se revela com intensidade a Abraão, onde lhe renova as promessas e o torna exemplo de fé para todas as gerações. Em Moriá, Abraão avistou dois cordeiros: o que substituiu Isaque e o que substituiu a humanidade.

3.1. A revelação do Cristo vivo

Na hora do sacrifício, Abraão é impedido por um anjo. No entanto, não é um anjo comum. É o próprio Senhor Jesus que se revela para ele, antes mesmo de ser gerado no ventre de Maria. Em Gênesis 22.1, 2, é o Senhor quem ordena a Abraão que sacrifique Isaque era Moriá. Mas, em Gênesis 22.12 o anjo que impede Abraão diz a seguinte frase: "Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho". Observe atentamente a expressão “não me negaste”. A confirmação dessa revelação aparece em João 8 56-58 quando o próprio Jesus afirma que Abraão viu o Seu dia e se alegrou. Em outras palavras. Abraão teve o privilégio de ver o Cristo antes que a humanidade pudesse ver.
Esclareça para os alunos que era sacrifício para Abraão se tornou em memorial de fé para a humanidade e fonte de revelação para ele. Reforce para eles que Abraão teve a coragem de para Deus que Ele era mais importante do que tudo o que havia Ihe dado. Informe para eles que Deus, por Sua vez, prova para Abraão que não desejava Isaque, apenas o seu coração livre e liberto.


3.2. A porta dos inimigos

Após revelar-se a Abraão, o Senhor lhe diz que, por sua obediência, lhe abençoaria de tal forma que a sua descendência possuiria “a porta dos seus inimigos” (Gn 22.16, 17). Fomos abençoados através de Abraão e não com uma medida de bênção qualquer, mas, como descendência dele, o Senhor nos conferiu o dom de conquistar. A expressão “possuir a porta dos inimigos” fala de grandes conquistas, de posse e de prosperidade em todas as áreas de nossa vida.
Explique para os alunos que, naquela época já havia esta revelação e um entendimento claro sobre esse assunto. Se alguém conseguisse lei' autoridade sobre as portas, então dominaria sobre a cidade ou sobre o adversário. Por isso quando as pessoas declaravam uma bênção, costumavam dizer: “Que a sua descendência possua a porta dos inimigos (Gn 24.60). Ressalte para eles que possuir a porta ou cidade dos inimigos foi uma promessa feita a Abraão que se estende a todos os que estão em Cristo, pois, pela fé somos descendentes de Abraão (Gl 3.29). Informe para os alunos que podemos extrair duas coisas deste princípio. Primeiro, existem portas naturais e espirituais que o inimigo quer abrir ou fechar sobre nós. Segundo, quem possui a porta tem autoridade. Em outras palavras, quem possuir a cidade significa que já possui as portas. Merece ser destacado para eles que, quando um inimigo queria invadir uma cidade, logicamente procurava possuir as portas porque dominando as portas dominaria uma cidade. Se, por alguma razão, o inimigo tivesse acesso às portas, teria acesso à cidade. Esclareça para eles que Deus deu a nós, através da promessa feita a Abraão, o domínio das portas dos nossos inimigos.

3.3. Adorando a Deus

A primeira menção da palavra “adorar” na Bíblia aparece exatamente no capítulo 22 do livro de Gênesis. Tal referência nos indica que o ato de adorar envolve três fatores: sacrifício, renúncia e obediência. Isaque representa toda a barreira que nos impede de contemplar o Senhor com exclusividade. Com Isaque em nosso coração, Deus fica em segundo plano. E extremamente importante compreender que o nosso Deus não aceita ninguém como rival (Mt 6.24). Por isso, devemos levar nosso Isaque a Moriá e entregá-lo a Deus. O nome Moriá vem da palavra “Morá”, que, em hebraico, significa “temor”. Desta montanha, o temor de Deus percorreu a terra toda. Outra versão diz que vem de “ora”, que quer dizer luz. Curiosamente, esse é o mesmo lugar onde Jacó, filho de Isaque e neto de Abraão, teve um encontro com Deus quando fugia de Esaú (Gn 28.19).
Explique para os alunos que, mil anos após a era patriarcal, Salomão construiu o templo nessa elevação. A Casa do Senhor, entretanto, foi destruída pelo rei da Babilônia, Nabucodonozor, em 587 a.C. Reconstruída no tempo de Esdras e Neemias, foi novamente destruída pelo general Tito, no ano 70 d? nossa era. Informe para eles que, atualmente, sobre o Monte Moriá, encontra-se a Mesquita de Omar ou Domo da Rocha, um dos lugares mais sagrados para os muçulmanos. Informe para eles que, do templo de Salomão, restou apenas uma muralha na qual judeus de todo o mundo choram seu exílio e suas amarguras. O Muro das Lamentações é o último resquício da glória passada de Israel.

Conclusão
Matar seu filho com as próprias mãos obrigava o patriarca a matá-lo primeiro em seu coração (Jo 12.24). Jamais venceremos o externo se o interno não for realmente tratado. Deus não trabalha com aparência, mas sim com transformação e esta começa no interior do coração de cada ser humano.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 4º Trimestre de 2015, ano 25 nº 97 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – MATURIDADE ESPIRITUAL – Capacitando o cristão para cumprir os desígnios de deus com uma vida de fé e atitudes.

8 comentários:

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  2. um cordeiro e um carneiro não são os mesmos animais? responda-me por favor

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    1. Graça e paz. Na minha opinião os mesmos animais em FASE DIFERENTE. O cordeiro é um filhote o carneiro já é a fase adulta (matura) do mesmo.

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    2. Esses negócio de ver os irmãos passando por dificuldade e não querer ajudar, e dizer que é prova de Deus e tem que passar sozinho por isso, não bíblico, é pura erezia, Jesus Cristo, ensinou ser servo uns dos outros, ensinou dividir o pão, o alimento, ajudar o próximo, seja ele quem for. Gálatas 6:10 "Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.

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    3. Depende, quando a prova é fator externo, precisamos sim ajudar os provados aliviando a carga manifestando o amor mútuo, baseado na lei de Cristo. Mas quando a prova é fator interno, ou seja, mexeria no coração de Abraão, provando-o se realmente ele não abriria mão da fé no seu Deus, neste caso, somente ele precisaria atravessar este desafio. Porque Deus se agrada da legitimidade na adoração, porque do coração procede às saídas da vida.

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  3. A vida de Abraão foi deslumbrada pela fé, ou seja, passou a pisar sobre um tapete colocado por Deus a sua frente, e com extrema designação, procurou seguir os critérios de Deus quando Deus disse a ele; anda na minha presença e se perfeito. Renunciar algumas coisas visíveis até que não é muito difícil, o duro é renunciar aquilo que traz ao coração sentimento de perda, sentimentos escondido na alma; como foi no caso de Abraão, ofereceu seu filho Isaque em sacrifício, ao obedecer o mandado de Deus, por onde chamara a atenção de Deus. Abraão foi justiçado pela fé por este ato de obediência. Aprendo que todos aqueles que pela palavra de Deus acreditam em Cristo, passam a andar numa nova esfera de vida, ou seja, passam a descortinar um caminho posto por Deus a suas frente, onde neste caminho, ocorrerão altos e baixos, mas sendo necessários passa-los com o intuito de agradar melhor a Deus pela fé, como diz a bíblia; sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima Dele, creia que Ele existe e que é galardoador do que o buscam. E o verdadeiro adorador forjado na fé, trilha este caminho na esperança de superar qualquer tipo de situação, porque não esta baseada em coisas visíveis, chova, ou faça sol, sua fé não será abalada; porque tem a ciência de que Deus providenciará o cordeiro, ou seja, providenciará o recurso necessário para o momento, nos fazendo então a desfrutar das promessas de Deus, não importa o tempo, se é de 25 anos, ou mais, ou menos, o tempo que Abraão recebeu a promessa do nascimento do seu filho Isaque; Mas o importante é crer nas promessas de Deus; firmando assim nossa legitimidade de adorador, porque os tais Deus está à procura. Oh! Gloria!

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