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Escola Dominical - Lição 6 - O cristão vence o mal usando a armadura de Deus

LIÇÃO 6 – 08 de novembro de 2015 – Editora BETEL

O cristão vence o mal usando a armadura de Deus

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TEXTO AUREO

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas.” 2Co 10.4

Comentarista: Pastor José Fernandes Correia Noleto

VERDADE APLICADA

Para vencer a batalha no mundo espiritual é preciso conhecer o inimigo e as suas artimanhas.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

• Apresentar a luta travada no mundo espiritual e como devemos estar preparados para essa batalha;
• Ensinar o que significa o dia mau e apresentar a manifestação de “poneros” na sociedade e na Igreja;
• Esclarecer que a batalha é inevitável, pois na condição de filhos de Deus nos tornamos inimigos declarados do inferno.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Ef 6.10 - No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
Ef 6.11 - Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
Ef 6.12 - Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
Ef 6.13 - Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.

Introdução
Ser um crente salvo em Jesus Cristo é estar em constante guerra contra Satanás e seus adeptos. Uma vez salvo, nos tornamos soldados importantes na peleja entre o poder de Deus (luz) e as forças de Satanás (trevas).

1 Conhecendo os poderes das trevas

Existe uma batalha travada no mundo espiritual, onde forças opostas à verdade de Cristo farão de tudo para desarticular a fé daqueles que hão de herdar a salvação. Para isso, devemos estar revestidos, alicerçados e de posse das armas de nossa milícia, as quais são poderosas em Deus para destruir as fortalezas do inimigo (2Co 10.4).

1.1. As astutas ciladas

Escrevendo aos Efésios, Paulo falou acerca das “ciladas” (Ef 6.10, 11). Ele diz que devemos nos fortalecer no Senhor e nos revestir de toda a armadura. Fala da necessidade de estarmos preparados para a guerra e explica o porquê de tal preparo: “as astutas ciladas do diabo”. Ele diz “ciladas” e prossegue dizendo que nossa luta não é contra seres humanos: “carne e sangue”, e sim, contra as hostes espirituais da maldade. E conclui revelando onde se encontram esses poderes do mal: “nos lugares celestiais”.
Esclareça para os alunos que a Bíblia nos ensina que ele é o príncipe da potestade doar e o deus deste século (Ef2.2; 2Co 4.4). Ressalte que, antes de sermos salvos por Cristo, ele trabalhava em nós como filhos da desobediência. Informe para eles que Satanás não é uma lenda, ele existe e não respeita nem pessoas, nem lugares sagrados. Ele foi capaz de tentar Jesus Cristo no deserto, lhe oferecendo poder e riquezas para desestabilizá-lo (Mt 4.3-11). A Bíblia nos ensina que a pessoa natural não pode compreender as coisas espirituais porque lhe parece loucura, mas afirma que o espiritual pode ver aquilo que ninguém entende (1Co2.14, 15). O que aprendemos aqui é que existe o mundo físico e o mundo espiritual. Que existem forças opositoras e malignas capazes de desequilibrar a vida de muitas pessoas.

1.2. O poder do mal

A função de Satanás é matar, roubar e destruir (Jo 10.10). Se olharmos bem para os acontecimentos que estão à nossa volta, iremos identificar o trabalho do maligno em todas as camadas da sociedade. Filhos matando os pais por ganância; pai assassinando filha e jogando pela janela; jovens matando a pauladas mendigos de rua; outros incendiando pessoas vivas; marginais que mutilam pelo simples prazer de matar; fraudes nas camadas sociais do governo; mentiras; depravação moral e sexual. Ignorar que o mal existe é permitir que ele destrua não somente a nós, mas também a todos aqueles a quem amamos. Temos duas opções: ser livres pela verdade ou escravos pela ignorância (Jo 8.32).
Informe para os alunos que muitos cristãos estão perdendo a batalha contra o inimigo porque ainda não tem ganho a batalha em sua mente. Não podemos conquistar as fortalezas espirituais em lugares celestiais, sem que primeiro tenhamos conquistados as fortalezas espirituais que Satanás tem levantado em nossas mentes. “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento (mente) e de todas as tuas forças” (Mc 12.30). Comente com eles que, para Deus, é muito importante como está a nossa mente. Não haverá progresso se nossa mente não se colocar em harmonia com Deus. Reforce para eles que, de todos os seres criados, o homem é o único que tem capacidade de pensar, porque é o único que foi feito à imagem e semelhança de Deus.

1.3. Conhecendo as fortalezas

A mensagem do Evangelho apresenta dois reinos: o Reino de Deus, e o reino das trevas. O Reino de Deus é santo; o das trevas é um reino de engano, de uma falsa felicidade e de perversão dos bons costumes (ICo 10.23; 15.33). O Senhor não somente nos chama para combater o mal, mas para estar preparados contra toda investida de Satanás e suas hostes. O que vai determinar nossa vitória é a maneira como preparamos nosso espírito para a batalha. Não há como vencer na carne. Não lutamos contra pessoas, mas sim, contra o que lhes domina (G1 5.16-18). O mundo é governado por ideias errôneas acerca de Deus, de Seu Reino e de Seu poder. E só se pode vencer uma boa ideia com outra ideia melhor (lJo 3.8b).
Explique para os alunos que a situação vem piorando a cada instante e precisamos de um rápido retorno à presença de Deus, voltar ao lugar secreto de oração, sentar-se à Sua mesa. A maioria dos cristãos não está buscando a Deus. Não está bebendo a Palavra e nem se alimentando de Cristo. Por esta razão, nossa geração é tão vulnerável ao espírito deste século. Não podemos viver sem uma revelação maior acerca de Jesus Cristo (Ef 6.10-19).

2 Conhecendo os segredos do dia mau

Paulo nos fala acerca de um dia mau e inevitável em nossas vidas. Revela-nos a batalha que estamos travando e nos instrui a estar preparados e revestidos com toda a proteção (armadura) divina para que nesse dia possamos sair vitoriosos e permanecer firmes (Ef 6.13).

2.1. A manifestação de “poneros”

Esse dia que Paulo se refere como “dia mau” não deve ser interpretado como um dia de vinte e quatro horas (Ef 6.13). Mas como uma época em que os poderes malignos provocarão uma série de males sobre a vida das pessoas. O termo usado para “dia mau” é “poneros”, cujo significado é: “maldade, lascivo, daninho, e implicitamente perversão”. “Poneros” fala de prostituir a mente ou fazer a mente fornicar. É a mesma palavra usada em Apocalipse 17.5. O dia mau representa um período onde se libera a opressão da tentação com o espírito da maldade para que se experimente os efeitos da depravação.
Pergunte aos alunos o que terá esse dia de tao poderoso para requerer tanto cuidado. Esclareça para eles que o fato de Paulo usar o termo “luta” indica que estamos envolvidos em um confronto direto e que, portanto, não somos apenas expectadores de um jogo. Satanás deseja usar nosso inimigo externo, o mundo, bem como nosso inimigo interno, a carne, para nos derrotar. Suas armas e seu plano de batalha são terríveis.

2.2. “Poneros”, o espírito dos últimos dias

“Poneros” representa uma entidade cabeça de uma estrutura que, unida a outros espíritos, faz sinergia com a intenção de sequestrar o cérebro (2Co 4.4; Ef 4.14-18; Fp 4.8). “Poneros” age na mente humana. É o espírito que tem operado em muita gente nesse século. Sua esfera é agir intensamente na vida do crente nesse tempo final. Esse já não é um problema dos de fora. Existem pessoas dentro da Igreja que estão batalhando intensamente contra esse espírito. Por fora é fácil identificá-lo. Porém, identificar uma pessoa que está imersa nesse mundo dentro da Igreja é mais complicado, principalmente porque confessar pode ser vergonhoso.
Informe para os alunos que a indústria do sexo, a perversão e a depravação comprimem a moral da sociedade. Ressalte para eles que “poneros” não somente avança fora da Igreja, ele já está se infiltrando dentro dela (2Co 10.4, 5; Gl 5.19).

2.3. Resistindo a “poneros”

Muitas pessoas que sofrem a tentação de “poneros” não buscam ajuda porque tem medo de se expor e de serem julgadas pelas pessoas (SI 32.3,6). Desse modo, enfrentam a batalha de maneira solitária, sem alguém que possa ao menos lhes aconselhar e, quando o conselheiro é a si mesmo em batalhas privadas, o resultado é a escravidão (Pv 19.20). O sequestro tem a intenção de perverter a mente e perversão. É o mau uso ou a má representação de um desenho original (Rm 1.21, 22). Não podemos permitir que a escravidão se torne um hábito. É comum ver esse hábito na sociedade. Para as pessoas, a imoralidade, o pecado e a desonestidade são coisas normais (Rm 1.32). Por isso, Paulo nos alerta a estar revestidos, a nos vestir de toda a armadura de Deus para enfrentar esse período e continuar firme (Ef 6.10-13).
Reforce para os alunos que existe uma batalha, mas que esta não pode ser vencida com armas humanas porque ela se desencadeia no mundo espiritual e, principalmente, na mente humana, que é o alvo principal do domínio inimigo. Paulo esta falando aqui das hostes de espíritos maus que estão no mundo e dominam os vastos sistemas que se opõem ao Evangelho. Fala sobre um sistema promovido e incrementado pela atuação de maus espíritos que se acham em armas contra Deus. É tempo de buscarmos ao Senhor (Is 55.6, 7).

3 Vencendo com as armas corretas

Uma grande batalha não se vence somente com a força ou potência das armas, se vence também com uma boa estratégia. Para combater o inimigo com eficácia, devemos não somente conhecer suas estratégias, mas também estar empenhados em conhecer nossas limitações e nossa esfera de poder.

3.1. Inimigos das trevas

Talvez não sejamos capazes de compreender profundamente o enorme conflito que se ergue no reino espiritual. Tampouco perceber quão determinado o inimigo está em aniquilar aqueles que reconhecem a Jesus como seu Senhor e dono. Precisamos ter em mente que a nossa decisão de seguir a Cristo nos colocou definitivamente na condição de inimigos de todos os poderes das trevas (Ef 5.8, 11). No momento que entramos em uma vida de obediência e dependência em Cristo, todos os alarmes do inferno foram disparados e nos tornamos alvo de todas as forças e potestades (2Sm 22.6).
Explique para os alunos que. a partir do momento em que decidimos servir a Cristo, toda sorte de empecilhos virá como causticantes testes de fé em nossas vidas (Sl 34.19; 116.3). Mostre para eles o que a Palavra de Deus diz: "... Vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor... buscando a quem possa tragar” (lPe 5.8). A Bíblia não diz isto por acaso. Satanás age em nossos vacilos e na autoridade que lhe conferimos. Se ele não tiver legalidade, vai andar ao nosso derredor até a eternidade, mas se anda é porque pode entrar (Pv 26.2).

3.2, Firmes e constantes

O propósito divino é nos trazer de volta à perfeição em Sua Presença (Lc 19.10; Ef4.13; ICo 15.49). Todavia, o reino das trevas produzirá laços e armadilhas para nos enredar e nos sacar fora da presença de Deus enquanto estivermos nesse corpo mortal. Nossa vitória está em manter uma vida produtiva, comprometida com a verdade, sem dar brechas para que o inimigo possa nos derrotar. Mais que isso, devemos ter a coragem de ser parte do plano de Deus para a destruição do projeto de Satanás e suas fortalezas (2Co 10.4).
Explique para os alunos que o cristão deve ser firme e constante. Firmes e constantes não formam uma redundância, pois as palavras têm nuances que as diferenciam entre si. Constante (gr. ametakinetos) significa inabalável, inamovível. Se firme descreve alguém imóvel, que não muda facilmente por si mesmo, constante descreve alguém que não é movido por outros ou por circunstâncias exteriores. Assim, firme descreve a posição de alguém em tempo de paz, constante descreve a pessoa na mesma posição, mas agora sob ataque. Ou seja, a ideia é de alguém que guarda o seu posto sob fogo intenso. Comente com eles que o termo é usado por Paulo quando encoraja aos colossenses dizendo: “não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes” (Cl 1.23).

3.3. Destruindo fortalezas

Precisamos entender bem esse assunto porque não é somente o inimigo que possui fortalezas (2Co 10.4, 5). A fortaleza é um lugar impenetrável, que representa segurança. Temos fortalezas boas e más. Uma boa fortaleza pode ser nossa segurança perante o inimigo, mas uma fortaleza má pode nos impedir de viver uma vida saudável e vitoriosa em Cristo. Não se contaminar antes do casamento, ser honesto, não mentir, são boas fortalezas contra o inimigo. Porém, o hábito de não orar, jejuar e ler a Palavra de Deus são péssimas fortalezas contra nós mesmos.
Ressalte para os alunos que o diabo não vence os revestidos. Ele arrebata os fracos, sem disciplina, os orgulhosos, os que ignoram e desconhecem seus ardis (ICo 8.2).

Conclusão
O Evangelho possui armas que nenhum argumento ou ação humana podem resistir. No entanto, nós, muitas vezes, preferimos confiar nos métodos carnais e não nos valemos desse arsenal invencível. A guerra existe, o inimigo é real, façamos a nossa parte (Ef 6.10-13).

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 4º Trimestre de 2015, ano 25 nº 97 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – MATURIDADE ESPIRITUAL – Capacitando o cristão para cumprir os desígnios de deus com uma vida de fé e atitudes.


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