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Lição 09 - Administrando as finanças no lar



LIÇÃO 9 – 28 de fevereiro de 2016 – Editora BETEL
Administrando as finanças no lar

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TEXTO ÁUREO
“Olha pelo governo de sua casa e não come o pão da preguiça.” Pv 31.27

Comentarista: Pastor Valdir Alves de Oliveira

VERDADE APLICADA
Uma das áreas de nossas vidas que mais requer disciplina e responsabilidade é, sem dúvida, a financeira.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
• Mostrar que o orçamento e o planejamento financeiro são essenciais no lar;
• Ressaltar que gastar é fácil, difícil é ganhar;
• Deixar claro que, com o crédito fácil, o consumo aumenta.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Ec 5.19 - E quanto ao homem, a quem Deus deu riquezas e fazenda e lhe deu poder para delas comer, e tomar a sua porção, e gozar do seu trabalho, isto é dom de Deus.
Ec 10.19 - Para rir se fazem convites, e o vinho alegra a vida, e por tudo o dinheiro responde.
Lc 14.28 - Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? 
Lc 14.29 - Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, 
Lc 14.30 - Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.

Aprendendo a dominar o dinheiro
Nascemos em um país capitalista. Vivemos em um mundo onde o dinheiro é necessário para quase tudo, hoje em dia. Não há como negar essas verdades, não há como voltar no tempo em que as pessoas eram admiradas pelo seu caráter, e não pela sua conta bancária. Assistimos a distorções sociais berrantes, como artistas, empresários e atletas que ganham tanto dinheiro que não conseguem gastar. Olhando para o outro lado nos deparamos com os políticos, executores e legisladores de nossas leis, prevaricando, caindo como um castelo de cartas, submissos e dependentes da corrupção.
Enquanto isso, o nosso país passa por uma recessão grave, as taxas de desemprego crescem a níveis absurdos, os programas sociais e as ações do governo nas áreas mais essenciais da sociedade como educação, saneamento e saúde, deixam a desejar, submetendo a população a uma situação precária e vexaminosa. E isso acontece não só aqui, mas de um modo ou de outro no mundo inteiro. A raiz da decadência da sociedade pós-moderna é a ganância.
Mal do século, a corrupção traga a alma da sociedade como um câncer que, depois de instalado se propaga sem remédio, a não ser que sejam extirpados profunda e definitivamente os membros contaminados.
Nesse quadro não muito animador, estamos nós cristãos. Temos que ter consciência da realidade em que vivemos, não podemos tosquenejar diante do inimigo que ronda nossas vidas. Umas de suas armas para desconstruir nossas convicções é o desequilíbrio financeiro.
Uma família que passa por momentos difíceis financeiramente, se desestabiliza, há discórdia, dissensões, brigas, falta de perspectiva e muito desespero. O quadro pode parecer exagerado, mas só quem passou por essa situação pode avaliar o quanto isso nos afeta.
Havemos que ter muita temperança para enfrentar essas dificuldades, muito equilíbrio para evitar dívidas e compromissos financeiros demasiados. A oferta de crédito fácil e o bombardeio da mídia nos convidando a consumir são massacrantes. Restam a nós, cristãos conscientes, resistir ao dia mau e seguir a Palavra de Deus. Aprendamos mais com essa lição deveras importante e oportuna.
Uma proveitosa aula, na Paz do Senhor Jesus!
Márcio Celso - Colaborador

Introdução
O descontrole no uso do dinheiro representa um dos fatores que mais contribuem para a ocorrência de brigas, frustrações e desestabilização no meio da família.

1. As consequências do desequilíbrio
A falta de controle orçamentário pode causar consequências desastrosas na vida do homem, principalmente na saúde física e emocional, além de trazer perturbações diversas. O desequilíbrio nas finanças pode ser advindo de várias situações: falta de emprego, preguiça, esbanjamento, etc.

1.1. Perda de sono e dor de cabeça
Dever na praça e não ter condições de saldar os compromissos leva a pessoa a ter insônia, perder o sono, colocar a cabeça no travesseiro e ficar pensando o que fazer. Também ocasiona enxaqueca, muitas vezes de origem emocional e outros tipos crônicos de cefaleias. Muitos já estão com os seus nomes nas listas de devedores inadimplentes do Serasa, do SPC e outros órgãos. Tudo isto acontece, na maioria das vezes, por falta de controle financeiro.
Apresente para os alunos as seguintes estatísticas: pesquisas revelam que setenta por cento de nossas preocupações são com a área financeira e cinquenta por cento dos casais têm dificuldades graves nessa área.

1.2. Mau humor e perda de concentração
Não ter condições de pagar as contas faz com que a pessoa esqueça as coisas com mais facilidade, isto é, perda ou enfraquecimento da memória. A atenção fica debilitada, falta concentração, perde-se o poder de raciocínio, de ideias criativas, fica improdutivo, atrapalha o desempenho íntimo e fica de mau humor, irritado e com os nervos à flor da pele. Ninguém pode falar nada que o mal-humorado já vem com pedras na mão. Sempre tem uma resposta na ponta da língua, murmura o tempo todo pela falta de dinheiro e torna-se uma pessoa iracunda.
Peça para os alunos lerem o texto de Provérbios 15.18. Mostre para eles que as contendas dependem mais das pessoas do que do assunto. Explique que as palavras iracundo e furioso descrevem uma disposição geral de espírito (que precisa ser tratada) e não um estado temporário (Pv 29.22). Segundo o teólogo Moffatt, o gênio furioso é a causa de muitos pecados. Merece ser especialmente ressaltado para os alunos que, de acordo com o apóstolo Paulo, uma das exigências para aquele que almeja o episcopado é não ser iracundo (ou irascível), insto que o trabalho pastoral requer bastante paciência (Tt 1.7).

1.3. Brigas e desentendimentos em casa
A falta de recursos para cumprir todas as obrigações do lar leva os cônjuges a desentendimentos, brigas, discussões frequentes. Os filhos não entendem nada, pois os pais passam o tempo todo arrumando desculpas, explicando aos filhos porque não lhes dão presentes, porque não tem dinheiro para levá-los a um lanche nem a um lazer digno, porque também falta parte dos materiais escolares e dos uniformes. A esposa sempre reclamando que não tem um dia de descanso, nem alguém para ajudá-la. Tudo isso acontece, na maioria dos casos, por descontrole financeiro.
Peça para os alunos terem Mateus 6.33. Explique para eles que nosso Senhor Jesus Cristo apresenta a verdadeira escala de valores: o corpo vale mais do que seu vestuário; a vida vale mais do que a comida que a sustenta (Mt 6.25-32); e acima destas coisas terrenas está a comunhão espiritual com Deus. Ressalte para eles que quem dá a Deus a posição central em sua vida desfrutará do Seu cuidado Onipotente e Eterno (Rm 8.32).

2. Atitudes perigosas nas finanças
Uma situação que tem trazido muita dor de cabeça é o crédito fácil. As financeiras estão na rua oferecendo dinheiro em 36 ou 48 vezes e até mais. Os bancos colocam linhas de crédito nos terminais. Você não precisa nem conversar com o gerente, basta inserir o cartão e digitar a senha e estão lá os recursos disponíveis. E ótimo, porém perigoso. Para quem não sabe administrar os recursos financeiros é “uma faca de dois gumes”.

2.1. O perigo de gastar mais do que se ganha
O que temos visto com certa frequência são as pessoas gastarem mais do que ganham. As saídas são superiores às entradas. Desta maneira, nenhum orçamento no mundo funciona. O 13° salário é gasto muito antes do Natal, as férias são vendidas e a restituição do Imposto de Renda é negociada com o banco. Gastar por antecipação é descontrole financeiro.
Explique para os alunos que, quando não conseguimos aumentar as receitas ou a entrada de recursos, cortam-se as despesas para ajustar o orçamento familiar mensal, pois gastar mais do que se ganha causa desequilíbrio financeiro. O importante não é somente o quanto ganha, mas como e quanto se gasta. Aconselhe os alunos a não comprar na primeira loja, pois a concorrência hoje é muito grande e sempre uma loja cobre os preços das outras. Pechinchar não é feio. Economize o máximo que puder.

2.2. O perigo de recorrer a agiotas, cheques especiais ou cartões de crédito
Muitos estão enterrados nos agiotas, correndo risco até de morte, ficando escravo de quem empresta e pagando juros extorsivos (Pv 22.7). Para muitos, o cheque especial já está fazendo parte do salário. Todo mês precisa usá-lo para complementar os pagamentos, sem se lembrar dos juros altíssimos também. Os cartões de crédito são outra dor de cabeça, pois sempre estão com os seus valores negociados e rolados mês a mês, pagando juros exorbitantes. O pagamento de juros é um dinheiro que jogamos fora e vai pelo ralo, nunca mais volta. Além de tudo isto, ainda tem os cheques pré-datados, sem nenhum critério e controle.
Esclareça para os alunos que, quando se paga muito juro, o patrimônio móvel e imóvel vai sendo dilapidado, vendido para pagar as dívidas. Há necessidade de se ter critério para pagar as contas no cartão para não virar uma “bola de neve”. Às vezes, pagamos com cartão para ficar com o dinheiro no bolso. No entanto, quando chega a fatura, não temos mais o dinheiro. Reforce para eles que também é preferível correr das promoções sedutoras e não participar das constantes mudanças da moda. Aconselhe os alunos a evitar entrar no cheque especial, pois ele acaba virando salário.

2.3. O perigo de não dar valor aos pequenos gastos
Cuidado com os pequenos gastos. Normalmente não se dá valor às coisas baratas, como se elas não fizessem diferença no orçamento. Porém, somando vários valores pequenos, se chega a um valor considerável. Uma torneira pingando um dia todo consome muitos litros de água. Lâmpadas acesas em cômodos onde não há ninguém é desperdício.
Chame a atenção dos alunos para o fato de que o contentamento é a correta aplicação dos bens concedidos por Deus, sejam estes muitos ou poucos. Merece ser destacado para eles que tantos os bens como o seu uso salutar são dons de Deus, conforme somos ensinados nas Sagradas Escrituras pelo sábio rei Salomão (Ec 5.19), o homem mais rico que já existiu na face da Terra.

3. Conselhos importantes
Vivemos numa sociedade consumista, onde se compra produtos sem necessidade, só por comprar, e às vezes, por causa da moda. O gastador compulsivo precisa ser reeducado nas compras. A Bíblia também nos ensina a não sermos preguiçosos nem a ficar escolhendo serviços (Pv 19.15; 21.25). Aquele que está desempregado não pode se dar ao luxo de escolher o tipo de serviço. Muitos dizem: “Não é a minha profissão”. No entanto, a família não pode esperar.

3.1. Cuidado com extremos, ostentação, supérfluos e miséria
Os exageros fazem mal no controle dos recursos. Não gaste naquilo que não é pão ou em coisas sem utilidade. Evite comprar o supérfluo, aquilo que não vai usar tão cedo ou nunca usará. As vezes compramos uma determinada coisa só porque está em oferta, sabendo que o seu uso será esporádico. Cuidado com a ostentação! Ninguém precisa mostrar que possui determinadas coisas. Muitos estão vivendo de aparência, mostrando uma vida regalada sem lastro financeiro, o que logo lhe levará ao precipício. Cuidado também com a miséria! Não seja uma pessoa mão--fechada, avarenta, que não paga uma pizza para a família, que não compra uma pipoca ou um sorvete para as crianças, que nunca leva a esposa para almoçar fora ou para um passeio.
Alerte os alunos a terem cuidado para não agir ou gastar nos momentos de emoção. Se você for um comprador compulsivo, não fique passeando em shopping. A pesquisa diz que, quando vamos ao mercado com fome, compramos mais do que o necessário. Se levarmos as crianças, aumenta ainda mais, pois as crianças querem tudo o que veem. Cuidado para não ser um esbanjador ou desperdiçador, principalmente com comida, que pode ser reaproveitada. Ressalte para os alunos que o nosso Senhor Jesus Cristo nos deu um grande exemplo ao mandar os discípulos recolher os cestos de pães que sobraram após alimentar a multidão (Jo 6.12).

3.2. Cuidado ao não estabelecer prioridades nem fazer poupança
É preciso que você tenha em mente aonde você quer chegar. Estabeleça prioridades, metas. Elas podem ser quinzenais, mensais, semestrais ou anuais. Quem não estabelece prioridades adquire coisas menos importantes primeiro. Compre um bem de cada vez, se o orçamento estiver apertado. Poupar do que se ganha é muito importante. Estabeleça um percentual da renda de acordo com as suas possibilidades e seja disciplinado. Quem guarda sempre tem e está preparado para os imprevistos.
Incentive os alunos a procurar não viver em função das outras pessoas: “Ela tem, eu também vou ter”. Não viva de vaidade excessiva para mostrar aos outros o que você tem. O importante não é somente o quanto se ganha, mas como se gasta. Ganhar muito não é sinônimo de viver folgado. Normalmente, quanto mais se ganha mais se gasta. Ensine aos alunos que eles precisam estabelecer critérios para não gastar errado. Faça economia, não jogue comida fora e não esbanje (Mt 14.20).

3.3. Cuidado com a mentira, a desonestidade e o dinheiro ilícito
Não queira dar uma de espertalhão. O negócio só é abençoado se for bom para os dois lados. Não queira ganhar dinheiro fácil, sugando o próximo, passando-o para trás (Pv 11.1). Não fique com as coisas alheias (Hc 2.6). Não sonegue imposto (Mt 22.21). Devolva o troco recebido a mais. Não consuma nada durante as compras; é um hábito negativo e um mau exemplo para os filhos. Se consumir algo, guarde a embalagem e pague no caixa. Devolva o que tomou emprestado e seja justo com as suas coisas. Tenha certeza de que o Senhor cuidará da sua vida (SI 37.25).
Comente com os alunos que eles devem explicar aos filhos e cônjuge a destinação dos recursos. Não minta que não tem dinheiro. Mostre para a sua família que o dinheiro é para pagar um compromisso inadiável. Se você falar que não tem dinheiro e eles veem num extrato bancário saldo positivo, vão pensar que você está mentindo. Por isso é necessário ser transparente e explicar para não deixar dúvida. Seja verdadeiro também ao dizer qual o preço pago em uma mercadoria. Preserve o pouco com amor que é melhor do que o muito com ódio (Pv 15.17). Ressalte para os alunos que precisamos ser bons mordomos de tudo o que o Senhor Deus nos dá para administrarmos, inclusive nas nossas finanças. Usá-las como forma de autoafirmação, de ostentação ou como instrumento de opressão é deturpar os fins para os quais foram dadas.

Conclusão
Lembre-se sempre de que os que querem ficar ricos caem em tentação e laço e em muitas concupiscências loucas e nocivas (lTm 6.8-10). Não se esqueça de que na primeira linha do seu orçamento não pode faltar o dízimo. Portanto, seja um dizimista fiel (Ml 3.10-11; Pv 3.9-10; 2Co 9.6-12).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 1º Trimestre de 2016, ano 26 nº 98 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – CASAMENTO

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