Pessoas que gostam deste blog

Lição 11 - A melhor idade na presença de Deus



LIÇÃO 11 – 13 de março de 2016 – Editora BETEL

A melhor idade na presença de Deus

SLIDES / Visualizar / Baixar

 
VÍDEO 1

VÍDEO 2


TEXTO ÁUREO
“Também há entre nós encanecidos e idosos, muito mais idosos do que teu pai.” Jó 15.10

Comentarista: Pastor Valdir Alves de Oliveira

VERDADE APLICADA
A Palavra de Deus alimenta e estimula o respeito pelos mais velhos.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
• Apresentar exemplos bíblicos de homens usados por Deus em sua velhice;
• Mostrar a importância do idoso para a família, a Igreja e a sociedade;
• Destacar a necessidade de se compreender o idoso.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Js 14.9 - Então Moisés naquele dia jurou, dizendo: Certamente a terra que pisou o teu pé será tua, e de teus filhos, em herança perpetuamente; pois perseveraste em seguir ao Senhor meu Deus.
Js 14.10 - E, agora, eis que o Senhor me conservou em vida, como disse; quarenta e cinco anos há agora, desde que o Senhor falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda no deserto; e, agora, eis que já sou da idade de oitenta e cinco anos;
Js 14.11 - E, ainda hoje, estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual a minha força então era, tal é agora a minha força, para a guerra, e para sair, e para entrar.

Envelhecer bem, na presença de Deus.
É sabido que nos dias de hoje, a expectativa de vida da população em geral tem crescido e, por conseguinte, o número de pessoas que ultrapassam as seis décadas de vida com saúde e boa qualidade de vida é cada vez maior. Todos com essa idade ou pouco mais se recordam que, nos anos 60 e 70 do século XX, uma pessoa sexagenária já trazia todos os sinais de envelhecimento visíveis e a maioria já estava aposentada ou doente.
No século passado, indivíduos que alcançavam os 80 anos eram tidos como pessoas felizardas, detentoras de uma saúde de ferro e biotipo diferenciado. Já não é o que acontece hoje, homens e mulheres chegam a essa marca ou a ultrapassam, em grande parte sem sinais de senilidade ou doenças graves. A medicina e a tecnologia, aliadas aos hábitos mais saudáveis no que diz respeito à alimentação e às atividades física, mental e espiritual, contribuíram de forma decisiva para que esse quadro se desenhe.
Porém, infelizmente, nem todos têm essa sorte. A idade sempre cobra seu preço, enfraquecendo ossos e músculos, dificultando a memória e o raciocínio, isso é inexorável no ser humano.
Inseridos no Corpo de Cristo, muitos idosos se sentem deslocados ou mesmo inúteis, sendo que ainda podem desempenhar papéis importantes e relevantes dentro da Igreja.
Essa lição trata especificamente desse assunto, proporcionando uma visão carinhosa e dedicada aos nossos irmãos e irmãs que ultrapassam a barreira dos sessenta anos, considerados na melhor idade, nos trazendo conselhos e conceitos relevantes para melhor convivermos e acolhermos a eles.
Uma aula proveitosa e abençoada para todos, em Nome do Senhor Jesus!
Márcio Celso – Colaborador

Introdução
Calebe se destacou em todas as fases da sua vida. Quando jovem, superou o cativeiro no Egito; na meia idade, venceu as dificuldades do deserto e, na velhice, foi em busca dos seus sonhos (Js 14.10-11). 

1. Os idosos são exemplos para os jovens
A Palavra de Deus está repleta de exemplos que mostram o quanto os idosos são uma verdadeira bênção para os mais jovens.

1.1. Uma fé de longo alcance
Noé tinha 600 anos quando o dilúvio veio sobre a Terra (Gn 7.6). Ele construiu a arca, ajuntou os animais e pregou para as pessoas que viviam na sua época (2Pe 2.5). Por temer a Deus, Noé, junto com sua família, sobreviveu ao dilúvio. Ele tornou-se o pai de todas as pessoas que vivem na Terra atualmente. Mesmo bem idoso, Noé permaneceu fiel ao Senhor. Sua fé e determinação produziram benefícios que são vistos até o dia de hoje e merecem ser imitadas por servos de Deus de todas as idades (Hb 11.7).
Mostre para os alunos que a Bíblia ensina que a velhice é bênção de Deus. O salmo 91, muito conhecido até daqueles que não são convertidos ao Senhor Jesus, nos diz que o Senhor fartará com “abundância de dias e nos mostrará a sua salvação” (Sl 91.16). Os versículos 14 a 16 deste salmo mostram que esta bênção da longevidade é para aqueles que vivem sua vida debaixo do “esconderijo do Altíssimo e à sombra do Onipotente”.

1.2. Influência na família
O Eterno Deus ordenou que Abraão saísse de sua terra aos 75 anos (Gn 12.1-2). Ele obedeceu e só depois de 25 anos viu a realização da promessa do Senhor (Gn 21.2,5). Ele morou em tendas e como estrangeiro durante o restante de sua vida (Gn 12.4; Hb 11.8-9). A perseverança do patriarca Abraão teve forte influência na vida do seu filho Isaque, que permaneceu toda a sua existência (180 anos) como estrangeiro em Canaã. A base da perseverança de Isaque era sua fé na promessa de Deus feita aos seus pais e que, mais tarde, o próprio Deus se encarregou de reforçar (Gn 26.2-5). Os idosos que servem lealmente ao Senhor podem ter uma influência saudável sobre os membros de sua família (Pv 22.6).
Esclareça para os alunos que a velhice traz muitos desafios e algumas perdas. Ocorrem alterações no sistema circulatório, sistema respiratório, sistema digestivo e sistema nervoso. A função renal diminui, os hormônios se alteram, diminui a tolerância à glicose, diminuem os anticorpos, a capacidade de coordenação e o controle muscular. Há retardo nas funções mentais com perda de memória recente e de curto prazo. Salomão se deparou com esta realidade e aconselhou aos jovens a lembrar sempre do Criador (Ec 12.1).

1.3. Influência sobre os irmãos na fé
Com 110 anos, José deu uma ordem a respeito dos seus ossos (Gn 50.25; Hb 11.22). Sua atitude foi um raio de esperança para o povo de Israel durante os anos de escravidão que se seguiram após sua morte, dando-lhes a certeza de que a libertação viria. Baseado nesse ato de fé que Moisés, aos 80 anos, levou os ossos de José para fora do Egito (Êx 13.19). Vale ressaltar também que o próprio Moisés foi uma fonte de conselhos maduros e de sabedoria para o jovem Josué (Êx 24.12-18; 32.15-17; Nm 11.28). Com essa injeção de ânimo e influência poderosa, Josué e Calebe motivaram seus irmãos na fé durante a conquista da Terra Prometida (Js 14.6-13).
Comente com os alunos que Moisés tinha 80 anos quando começou seu ministério de libertação do povo do Egito. Arão tinha 83 quando começou seu ministério com Moisés. Calebe, aos 85 anos, com ousadia conquistou seu espaço na Terra Prometida (Js 14.10-11). Ressalte para os alunos que os idosos em Israel eram considerados pela sua sabedoria (Dt 32.7).

2. A Bíblia, a Igreja e o idoso
É importante compreender que as Sagradas Escrituras fazem questão de mencionar a idade daqueles que falecem em adiantada velhice, tamanha a sua relevância.

2.1. Sábios conselheiros
O Senhor ordenou ao povo de Israel, por intermédio de Moisés, que os anciãos fossem extremamente respeitados (Lv 19.32). Ao instruir o jovem Timóteo, o apóstolo Paulo certamente tinha essa ordenança guardada em seu coração (1Tm 5.1). Por outro lado, o imprudente rei Roboão não levou em consideração o sábio conselho dos anciãos para diminuir a carga tributária e, então, provocou a divisão do reino de Israel (1Rs 12.1-15). Os idosos devem ser apreciados por sua experiência (Pv 20.29). Sem dúvida alguma, os jovens podem aprender lições valiosas da vida dos idosos (Sl 71.18).
Comente com os alunos que os familiares têm a obrigação de proporcionar bem-estar para seus idosos (1Tm 5.8). Segundo o teólogo Alfons Auer, respeitar aos pais compreende quatro pontos: pôr em prática os modelos de vida tomados por eles e transmiti-los por sua vez ã geração seguinte; garantir-lhes a assistência material e um espaço social na enfermidade e na velhice; se, no processo de deterioração de suas forças morais, mentais e físicas, aparecerem o endurecimento egocêntrico, ou o espírito da tradição ou outras necessidades, é necessário aceitá-las com paciência; uma comunidade assim corresponde com o projeto de vida de uma comunidade cujo centro se situa em Deus.

2.2. Conselhos para os idosos
Preocupado com a boa reputação da Igreja e com o avanço do Evangelho, o apóstolo Paulo instrui a Tito quanto aos mais idosos na comunidade cristã (Tt 2.2-5). Ele encoraja os homens idosos a serem constantes e sadios na fé. Quanto às mulheres idosas, Paulo aconselha a serem sérias no seu viver e não caluniadoras. O apóstolo incentiva as irmãs idosas a serem mestras no bem e professoras das mais novas. Vale ressaltar que não se trata aqui da instrução formal, mas que o conselho e encorajamento das irmãs idosas às mais novas se dê pela palavra e pelo exemplo. E admirável quando os idosos realizam esse importante trabalho de aconselhamento, de ensino, de transição, para que os mais novos saibam como fazer e por que fazer.
Explique para os alunos que a Igreja tem responsabilidades especiais com os idosos (1Tm 5.16). Todos foram criados à imagem e semelhança de Deus. Ressalte para eles que o idoso não pode ser visto como fardo e sim como bênção. O idoso tem que ser visto como exemplo de vida sacrificial pelos seus. Reforce para os alunos que a sabedoria adquirida pelo idoso tem que ser valorizada. Comente com eles que é papel da Igreja cuidar de maneira integral dos seus idosos e olhar para o ser humano vendo sua integralidade: corpo, alma e espírito. A Igreja tem que ter um olhar para apoiar o idoso nas suas dimensões: biológica, as condições funcionais de seus órgãos e sistemas vitais através da educação para o envelhecimento saudável; psicológica, para apoiá-los na sua capacidade de adaptação frente às mudanças e desafios que a nova fase oferece; social, conhecendo suas expectativas sociais a respeito de si mesmo ou do ambiente em que convive.

2.3. Um ministério específico para os idosos
A Igreja possui um grande número de idosos acima de sessenta anos e, assim como possui ministério específico com crianças, jovens e adultos, precisa criar o ministério próprio para os idosos. Tem que ser um ministério que se preocupe e se comprometa com a atenção e cuidado, buscando formas e métodos que correspondam às suas necessidades e expectativas espirituais, sociais, psicológicas e biológicas. Um ministério que promova a independência, participação, atenção, realização pessoal e dignidade. Sabendo que o idoso ainda pode contribuir com sua família, igreja e sociedade, porque a Bíblia valoriza o idoso (SI 92.12-15).
Explique para os alunos que, graças ao avanço das ciências e da tecnologia, a expectativa de vida tem aumentado nas últimas décadas. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou em 2013 que a expectativa de vida no Brasil passou para 74,9 anos para ambos os sexos. Comente com os alunos que, até o ano 2025, o Brasil será a sexta maior população idosa do mundo com 32 milhões de pessoas.

3. Três níveis de compreensão
Diante de uma realidade cada vez mais frequente, o desafio do ministério com idosos é trabalhar com três níveis de compreensão. São eles:

3.1. Compreensão para o idoso
Trata-se da educação para o envelhecimento, levando-os a refletir sobre algumas questões como: Qual a visão do seu auto envelhecimento? O que o envelhecimento significa para você? Com que idade alguém se torna “velho”? Como fazer para que os anos acrescentados de esperança de vida transcorram com uma qualidade de vida mais satisfatória? Como você pode ajudar os outros a envelhecerem com mais sucesso?
Saliente para os alunos que o talento do idoso tem que ser aproveitado. O idoso tem necessidade de se sentir útil. Davi, quando idoso, orava a Deus que não o desamparasse até que pudesse anunciar a força e o poder do Senhor à sua geração e às vindouras (Sl 71.18).

3.2. Compreensão do idoso
Para isso, é necessário quebrar paradigmas da sociedade em geral quanto ao envelhecimento. Combater intensamente o preconceito contra os idosos, permitindo-lhes manter sua independência, reconhecer sua autonomia para tomar suas decisões e reafirmar a sua dignidade, respeito, valor e reconhecimento.
Mostre para os alunos que temos vários exemplos na Bíblia de envelhecimento ativo: a profetisa Ana, filha de Fanuel, uma viúva de quase 84 anos, que não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações de noite e de dia. Dava graças a Deus e falava dele aos que esperavam a redenção em Jerusalém (Lc 2.36-38). Simeão, homem justo e temente a Deus, que esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava sobre ele. Porque vivia em amor, esperança e fé, ele não desistiu do seu sonho, da revelação recebida e da promessa de ver o Salvador e contemplar a salvação antes de morrer (Lc 2.25-32).

3.3. Compreensão com o idoso
Nesse estágio é necessário preparar e capacitar àqueles que desejam atuar no ministério com a melhor idade para que os reconheçam, honrem, integrem e os envolvam com as demais gerações (intergeracionalidade). É necessária a formação de um grupo de convivência para a melhor idade, objetivando um envelhecimento saudável e de forma integral, isto é, bio-psico-social-espiritual para os idosos. Para isso, devemos ter em mente alguns objetivos específicos: proporcionar aos idosos a oportunidade de formação e fortalecimento de amizades e o desenvolvimento do companheirismo; criar oportunidades de compartilhar e valorizar experiências vividas; possibilitar o aprendizado de novas habilidades, ampliando o interesse pelo mundo à sua volta; proporcionar alternativas para utilização das novas e antigas habilidades (voluntariado e remunerado); oferecer atualização de conhecimentos; criar oportunidades para a realização de passeios, viagens e excursões; proporcionar momentos de reflexão a respeito do processo de envelhecimento; proporcionar capacitação física e recreativa através do lazer, atividades lúdicas, sociais e culturais; despertar e reforçar princípios cristãos que permitam uma vivência mais significativa e feliz.
Mostre aos alunos mais algumas propostas para que haja um envelhecimento saudável: desenvolver intercâmbio de gerações, favorecendo o convívio e troca de experiências com outras faixas etárias; desenvolver ações que possibilitem uma melhor convivência familiar; incentivar o exercício da cidadania e o acesso às políticas públicas, direitos e benefícios voltados para a melhor idade; informar sobre serviços destinados à melhor idade, com custos baixos e fácil acesso.

Conclusão
É preciso entender que a contribuição do idoso pode ser valiosíssima no desenvolvimento da família, da Igreja e da sociedade. Seu envelhecimento pode ser caracterizado por atividades produtivas. O que você será quando envelhecer? O que fará quando envelhecer?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 1º Trimestre de 2016, ano 26 nº 98 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – CASAMENTO E FAMÍLIA – Projetos de Deus para o bem-estar da sociedade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por nos visitar! Volte sempre!