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Lição 10 - Superando os conflitos no lar



LIÇÃO 10 – 06 de março de 2016 – Editora BETEL

Superando os conflitos no lar

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TEXTO ÁUREO
“As muitas águas não poderiam apagar este amor nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam.” Ct 8.7.

Comentarista: Pastor Valdir Alves de Oliveira

VERDADE APLICADA
Quando as crises no casamento são identificadas e não há omissão para tratá-las nem para deixar que se acumulem, fica mais fácil superá-las.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
• Explicar que não existe casamento perfeito;
• Ressaltar a necessidade de compreender as imperfeições do cônjuge;
• Mostrar que casamento bem-sucedido é o que resolve os problemas na medida em que eles aparecem.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Ef 5.24 - De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.
Ef 5.25 - Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,
Ef 5.28 - Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
Ef 5.33 - Assim, também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.

Vencendo as adversidades no lar e no casamento
            É notório que, nessa vida cheia de tribulações e contratempos, a família também passe por momentos difíceis e diversas situações embaraçosas. Às vezes pensamos até que não existe solução para determinada prova. Mas, em primeiro lugar, devemos ter certeza de que nosso Deus é provedor e conciliador e que nos ampara nessas horas. Em segundo lugar, devemos levar em conta que todos os princípios contidos na Sua Palavra, uma vez seguidos à risca, nos mantém ao largo de grande parte desses conflitos.
            Para isso, é necessário que estejamos munidos de algumas ferramentas psicológicas e espirituais para trabalhar o relacionamento com nosso cônjuge e nossa família. O diálogo, a conciliação, o perdão, o reconhecimento dos erros cometidos, a longanimidade, são partes integrantes de uma atitude madura e conveniente ao casamento.
Não somos perfeitos, não temos conhecimento de tudo, falhamos o tempo todo, somos seres humanos, afinal. Essa consciência nos faz mais tolerantes com o próximo, nos dá mais compreensão das limitações de nossos familiares, nos dá a dimensão exata da harmonia necessária para a convivência diária. Conforme o comentarista “O casamento feliz é resultado de renúncias e concessões de ambas as partes”.
Precisamos desenvolver a capacidade de apreciar as qualidades de nosso cônjuge, de entender suas carências e emoções, de dar a devida atenção às suas necessidades emocionais.
Devemos renunciar à nossa egoísta individualidade em favor de um relacionamento sadio e proveitoso, abrir mão de uma personalidade exclusivista e autoritária em prol de uma união feliz e recíproca.
Dessa forma, estaremos colhendo os frutos de um casamento sólido e abençoado e, principalmente, fazendo a vontade do Pai das Luzes (Tg 1.17).
Uma proveitosa aula, na Paz do Senhor Jesus!
Márcio Celso - Colaborador

Introdução
Os obstáculos que se opõem ao casamento são vencidos quando o casal se une e entrega nas mãos do Senhor Deus todas as preocupações, confiando na Sua poderosa e maravilhosa intervenção.

1. Não existe casamento perfeito
Em todas as parcerias, sociedades, instituições e associações existem conflitos. Onde se reúnem no mínimo duas pessoas já existem problemas de relacionamento. O importante é adquirir a capacidade de resolver as situações conflitantes para apaziguar e amenizar um desfecho que poderia ser traumático. O casamento não é diferente. Muitas situações surgem e precisamos aprender a lidar com todas elas, sob pena de perder o nosso convívio familiar. Por isso, o casamento não é perfeito, porque somos seres humanos sujeitos a falhas. No entanto, não podemos desistir de caminhar rumo à perfeição.

1.1. O diálogo é vital
O que mantém o casamento não é capacidade de não brigar. O sustento de um matrimônio honroso é a capacidade do casal dialogar e chegar a um acordo. É a capacidade do casal se arrepender de uma coisa feita de forma errada. E a capacidade do casal se reconciliar. É a capacidade do casal se perdoar. Os conflitos entre os cônjuges existem normalmente. Imagina-se que no casamento não há lugar para discórdia, discussões, mas só mar de rosas, lua de mel, alegria e harmonia. Porém, infelizmente, a realidade é outra, pois são pessoas de diferentes personalidades buscando objetivos comuns. São características individuais de personalidade, pontos de vistas diferentes, valores de referência. O que é essencial para um cônjuge pode ser supérfluo para o outro.
Explique para os alunos que conflitos todos nós passamos, mas identificar e tratar os conflitos nem todos têm habilidades. Comente com eles que esta lição tem por objetivo ajudar os cônjuges a superar as dificuldades e as tempestades que se levantam contra o casamento. Com inteligência e sabedoria tudo pode ser solucionado, sem desestruturar o casamento. Destaque para os alunos que achar a solução dos conflitos de forma civilizada, procurando conservar o casamento e zelando pela continuidade da família, é o nosso permanente dever e o nosso grande desafio. Reforce para os alunos que sempre existe a capacidade de tornar o nosso casamento bem-sucedido. Precisamos ter apenas o desejo de procurar constantemente o seu aperfeiçoamento.

1.2. É preciso superar os conflitos
O que mantém o casamento não é a capacidade de resolver todos os problemas. E a capacidade de superar os conflitos, mesmo que não se chegue a um acordo satisfatório. E a capacidade de conviver com os problemas, mesmo com aqueles que aparentemente não tenham solução. E a capacidade de aceitar as imperfeições um do outro. É a capacidade de aceitar o cônjuge sem remodelá-lo, sem querer modificá-lo. E a capacidade de entender que errar é humano. Conflitos existem desde que o mundo é mundo, desde o Jardim do Éden, desde a primeira família criada por Deus, com um jogando a culpa no outro. Achar a solução e conservar firme, zelando pela preservação da harmonia no casamento, é o nosso dever e o nosso grande desafio, pois é uma instituição de Deus.
Explane para os alunos que os conflitos existem também entre os irmãos. Cite as seguintes situações encontradas na Palavra de Deus: a inveja de Caim, lavrador da terra, contra a oferta aceita de Abel, pastor de ovelhas (Gn 4.1-8); a incompreensão do irmão mais velho com o filho pródigo (Lc 15.25-32); a vingança de Absalão contra Amnom por causa de sua irmã Tamar (2Sm 13.23-33). Ressalte para eles que também precisamos adquirir a capacidade de resolver os problemas conflitais entre os filhos.

1.3. É preciso se esforçar para ter harmonia
O que mantém o casamento não é a capacidade de satisfazer todos os desejos do cônjuge. É a capacidade de realizar tudo que está ao alcance. É a capacidade de diagnosticar as prioridades buscando solução. É a capacidade de mostrar que nem tudo é possível. É a capacidade de se fazer entender diante do sim e do não.
Destaque para os alunos que um casamento abençoado não aparece do nada. Ele é construído passo a passo com a graça de Deus. O casamento feliz é resultado de renúncias e concessões de ambas as partes. O casamento consolidado é aquele que os cônjuges evitam atitudes que possam abalar a sua estrutura, principalmente palavras ofensivas e críticas negativas (Pv 15.1; 18.21).

2. É preciso aceitar os limites do cônjuge
Todas as pessoas possuem limites físicos, intelectuais, emocionais e psicológicos. Limites são linhas demarcatórias que dizem até onde podemos avançar. É o fim das nossas capacidades, quando não temos forças suficientes para seguir em frente. Entenda que isto é normal no ser humano. Exigir mais do que a pessoa possa oferecer é uma insensatez.

2.1. Elogie e reconheça o valor do cônjuge
É a capacidade de elogiar cada progresso conquistado pelo cônjuge.
É a capacidade de reconhecer todos os dotes da pessoa amada. É a capacidade de não criticar pelo progresso que demora a chegar. É a capacidade de esperar pelo desenvolvimento do cônjuge, e compreender que às vezes nunca chegará, pois na vida algumas coisas mudam, outras não.
Explane para os alunos que a Palavra de Deus ensina que o elogio edifica o casamento, mas a crítica (a negativa e não a construtiva) o destrói (Pv 31.30; Ct 4.7, 10). Infelizmente, muitos cônjuges só sabem reclamar e reclamar. Para eles, nada está bom ou do jeito que gostam. E preciso ter em mente que isso frustra o parceiro, pois, por melhor que seja a realização de algo, nunca estará à altura do que o outro espera. Enfatize para eles que o hábito de elogiar certamente  mudará a rotina do casal para melhor. Não deve ser algo superficial ou artificial, puramente porque tem que fazer, mas com sinceridade e verdade, como uma maneira de incentivar e mostrar para o outro que você acredita em seu potencial.

2.2. Aprecie a qualidade do relacionamento
É a capacidade de atender às necessidades íntimas do cônjuge dentro de um padrão aceitável por ambos. É a capacidade de entender que não é a quantidade, mas a qualidade do relacionamento que se torna mais importante e saudável. É a capacidade de compreender quando o cônjuge não está bem e precisa de um tempo.
Comente com os alunos que podem surgir ocasiões em que os parceiros conjugais concordem em abster-se por algum tempo das relações normais a fim de se entregarem mais devotamente à oração e o jejum (1Co 7.5). No entanto, isso é patentemente excepcional. Normalmente, cada um pertence ao outro de modo tão completo que o apóstolo Paulo chamou essa negação do corpo de um ato de “fraude”. Reforce para os alunos que, para os casados, a interrupção das relações íntimas, mesmo com santo propósito, só pode ser feita com mútuo consentimento.

2.3. O que mantém o casamento não é a capacidade de subjugar o cônjuge
É a capacidade de entender que não se amarra uma pessoa com cadeados, correntes, trancas e algemas. No entanto, se mantém com amor e carinho. É a capacidade de compreender que a pessoa amada é um ser humano, que vive de emoções, tem carências afetivas, precisa de atenção e destaque. É a capacidade de saber que a grosseria é o câncer que devora o amor. É a capacidade de não praticar o ciúme doentio que apaga a felicidade. É a capacidade de confiar na pessoa amada e não suspeitar mal.
Comente com os alunos que, para solucionar os conflitos familiares, há a necessidade de se admitir a culpa quando houver o erro. Aceitar a flexibilidade, sempre ceder e não ser rígido demais, renunciar posições radicais. Evitar as críticas, pois, infelizmente, os elogios se esquecem, mas as críticas acabam sendo levadas para o resto da vida. Reforce para os alunos que eles devem evitar exageros, não dar valor ao problema além da sua magnitude ou “fazer tempestade em copo d’água”. Exercer o perdão, não só de boca, mas mostrando as atitudes de uma pessoa que perdoou e que não joga na cara, nem fala mal.

3. Os problemas não podem se avolumar
É preciso conscientizar-se da necessidade de não deixar os problemas se acumularem no casamento, a ponto de se tornarem maiores do que o marido e a mulher. É preciso resolver os conflitos e as crises enquanto elas são poucas, pequenas e recentes.

3.1. Personalidade versus individualidade
O que mantém o casamento não é a capacidade de apagar a própria personalidade. É a capacidade de renunciar por livre e espontânea vontade a alguma posição radical e egoísta. É a capacidade de repensar coisas que eram feitas individualmente e passar a fazê-las a dois sempre com um objetivo comum. É a capacidade de aceitar acordo para harmonia e sucesso, pois não andarão dois juntos se não estiverem de acordo (Am 3.3). E a capacidade de compreender que o pessoal continua existindo, mas nunca ao ponto de atrapalhar o mútuo.
Encoraje os alunos a estabelecerem acordos dentro do relacionamento matrimonial, respeitando a individualidade de cada um, mas sempre visando o bem coletivo. Separe um momento da aula para orar pelas famílias. Utilize como base para isso o “motivo de oração” descrito no início dessa lição.

3.2. Equilíbrio versus confronto
O que mantém o casamento é a capacidade de manter a família e o cônjuge debaixo dos princípios da Palavra de Deus. É a capacidade de transformar o lar num cantinho do céu. E a capacidade de conduzir a família à igreja e mantê-la congregando. Os conflitos entre pais e filhos devem ser vistos como choque de gerações. Aliás, o que para os pais, às vezes, era um absurdo, impraticável e, às vezes, era tido como pecado, hoje, após uma compreensão melhor das Sagradas Escrituras, é uma atitude normal entre os filhos. A adaptação é racional, o equilíbrio e o discernimento devem ser vistos com “bons olhos”.
Comente com os alunos que o entendimento espiritual dos filhos tem outra postura com respeito à igreja. Atualmente, eles não aceitam receber goela abaixo as questões dos costumes sem as devidas explicações. “O não pode” não é aceito mais sem explicar “o porquê?”. Ressalte para eles que estamos vivendo uma geração de filhos que procuram respostas para tudo.

3.3. Beleza física versus beleza interior
O que mantém o casamento não é a capacidade de manter a beleza física o tempo todo. É a capacidade de entender que os anos passam e a nossa beleza física diminui consideravelmente (1Pe 1.24). É a capacidade de compreender que o corpo esbelto e escultural da época de namoro, noivado e recém-casado, não dura para sempre. E a capacidade de cuidar do corpo da melhor forma possível e não relaxar, como muitos, infelizmente, fazem. E a capacidade de se produzir dentro da sua faixa etária e ficar atraente para o seu cônjuge. É a capacidade de fazer com que a beleza interior, que é a mais importante, se sobressaia (1Pe 3.3-4).
Comunique aos alunos que, para superar as crises no casamento, a oração é a chave para estancar, a Palavra de Deus é a bússola para direcionar, a igreja é o refúgio para estar e o pastor é o conselheiro espiritual e matrimonial para ajudar.

Conclusão
Precisamos refletir sobre o nosso casamento antes que ele venha a naufragar. O casamento não é uma simples experiência nem tem prazo de validade. É uma aliança entre duas pessoas para o resto da vida. Qualquer fama ou sucesso que venha colocar em risco o casamento deve ser repensado pelos cônjuges.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 1º Trimestre de 2016, ano 26 nº 98 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – CASAMENTO E FAMÍLIA – Projetos de Deus para o bem-estar da sociedade.

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