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Lição 1 - Tecnologia: maldição ou bênção?

LIÇÃO 1 – 03 de abril de 2016 – Editora BETEL

Tecnologia: maldição ou bênção?

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TEXTO AUREO


Comentarista: Pastor Israel Maia

“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” Mt 24.12

VERDADE APLICADA

Mais do que nunca, a Igreja precisa saber lidar com o uso da tecnologia. Para isso, a ajuda do Espírito Santo é providencial.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

• Ensinar como, onde e quando se deu o início do uso da tecnologia;
• Revelar como a mídia pode ser prejudicial à comunhão do crente;
• Mostrar aos alunos que existe uma maneira de se levar uma vida equilibrada com Cristo.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

lTs 5.16 - Regozijai-vos sempre.
lTs 5.17 - Orai sem cessar.
lTs 5.18 - Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.
lTs 5.19 - Não extingais o Espírito.
lTs 5.20 - Não desprezeis as profecias.
lTs 5.21 - Examinai tudo. Retende o bem.
lTs 5.22 - Abstende-vos de toda aparência do mal.
lTs 5.23 - E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Introdução
O uso exagerado da tecnologia tem trazido algumas anomalias para dentro da Igreja. Urge falarmos sobre o assunto e apresentarmos o fruto do Espírito Santo como alternativa divina para o problema.

1. A Revolução Industrial
Com o advento da Revolução Industrial, desencadeada por um conjunto de mudanças ocorridas na Europa nos séculos XVIII e XIX, a humanidade deu o primeiro passo em direção ao processo de desenvolvimento e do crescimento da tecnologia. A Revolução Industrial foi desencadeada em duas etapas: de 1760 a 1860 e de 1860 a 1900. Entretanto, há estudos que consideram os avanços tecnológicos dos séculos XX e XXI como uma terceira etapa desta revolução.

1.1. A entrada no mundo virtual
Quando o homem percebeu que poderia, através do conhecimento fornecido pelo Criador (Pv 1.5), desenvolver máquinas que pudessem realizar de maneira mais rápida o trabalho, passou então a pesquisar meios que o levassem a isso. O uso de máquinas teve seu início no século XIX com a invenção do motor a explosão e da locomotiva a vapor. Também no século XIX, foram inventados o telefone e o cinematógrafo, sendo assim dado o primeiro passo para o que temos nos dias atuais. O século XX foi o grande momento da expansão das telecomunicações, com a televisão, computadores, celulares e a Internet, fazendo-nos chegar ao mundo virtual.
Explique para os alunos que a Revolução Industrial foi algo necessário para a humanidade e que em nada podemos colocar a culpa dos nossos erros na tecnologia, mas sim entender que devemos usar o que é colocado à nossa disposição com sabedoria. O apóstolo Paulo em sua primeira carta aos Tessalonicenses nos deixa claro que podemos examinar todas as coisas, mas só podemos reter o que é do bem (lTs 5.21). Não podemos nos esquecer de que fazer uso do que foi inventado pelo homem para errado, mas fazer um uso desordenado pode levar a pecar.

1.2. Uma arma perigosa
Enquanto nos utilizávamos das máquinas, do telefone e do cinematógrafo, vivíamos dentro de uma área de controle, onde o uso destes dependiam da supervisão de outrem. Contudo, com a chegada da TV e do computador em larga escala, tal controle perdeu-se, deixando assim o indivíduo como senhor de suas escolhas. O que fora criado para um bom desenvolvimento da humanidade tornou--se uma arma perigosa contra a sociedade. O uso indevido destes veículos começou a ser uma prática utilizada por muitos, transformando o que seria uma bênção em maldição. Com a TV veio o vídeo cassete, que proporcionou acesso doméstico a todo tipo de conteúdo.
Comente com os alunos que realmente a tecnologia pode ser uma arma perigosa nas mãos do inimigo de nossas almas e que ele tem como manipular aqueles que são responsáveis pela informação. Hoje em dia, a televisão não tem quase nenhuma censura em seus programas. As emissoras de canal aberto mostram praticamente de tudo, sem contar a TV a cabo, que tem todo tipo de conteúdo na sua programação. E sempre bom ressaltar que a grande inovação da década de 80 do século XX, o vídeo cassete, entrou nas casas trazendo bons filmes, mas também trouxe todo tipo de lixo que se podia encontrar em forma de vídeo.

1.3. Perdendo a comunhão com Deus
Com a popularização do computador, através da criação do PC (computador pessoal) e a criação da Internet, o acesso às informações e conteúdos veiculados na rede também se popularizou. A tecnologia da computação avançou, criando os conhecidos tablets e smartphones, colocando ao alcance da mão, 24 horas por dia, todo tipo de conteúdo através da rede. As empresas especializadas trabalharam para manter cada vez mais o indivíduo preso ao mundo virtual, atingindo diretamente os relacionamentos familiares, as relações interpessoais e a comunhão com Deus. A falta dessa comunhão nos torna mais vulneráveis à ação do maligno, comprometendo a nossa salvação.
Comente com os alunos que o diabo não tem capacidade de criar nada, entretanto, sabemos também que ele é o maior de todos os copistas que se tem notícia. A maior arma que ele tem é a mentira, da qual é o próprio pai (Jo 8.44). A mentira fornece ao inimigo armas para que possa realizar contra o homem o seu verdadeiro intento, que é matar, roubar e destruir (Jo 10.10). Sendo assim, ele não tem nenhum escrúpulo em usar todas as armas para manchar a imagem e semelhança de Deus no homem. O uso desordenado da tecnologia dará esta chance ao inimigo.

2. A mídia tecnológica
É necessário refletir acerca de quanto temos valorizado as coisas do mundo em detrimento das coisas de Deus. Muitos crentes de hoje abrem mão de minutos preciosos na presença do Senhor em troca de horas dedicadas aos acontecimentos diários, deixando-se envolver pela mídia.

2.1. Antenados sim, desligados não
As informações trazidas pela mídia através da TV; redes sociais e canais diversos utilizados, principalmente por meio da Internet, têm levado muitos ao uso exagerado destes meios de comunicação. A Igreja de Cristo deve estar “antenada” e ter, sim, conhecimento do que está acontecendo à sua volta. Entretanto, o fato de estarmos a par dos acontecimentos não pode nos escravizar a ponto de comprometer a nossa salvação. Tal comportamento tem gerado verdadeiros “zumbis sociais” que, muitas vezes, se movimentam em meio a um grupo, mas é comum não estarem presentes no contexto do qual fazem parte.
Explique para os alunos que o fato de querer ter acesso à informação não é algo errado, mas o desejo de estar ligado diuturnamente aos meios que lhes trarão essa informação poderá ser extremamente danoso, pois estar conectado permanentemente no mundo virtual poderá desconectá-lo do mundo real. Como já falamos, transformando-nos em verdadeiros “zumbis sociais”.

2.2. O perigo do excesso de informação
As informações trazidas pela mídia e a oferta de tecnologia tendem a nos tirar o foco daquilo que realmente é importante para se ter uma vida espiritual saudável. Muita informação ao mesmo tempo confunde a mente e leva o indivíduo a uma condição letárgica, como se estivesse em transe hipnótico. Sendo assim, a melhor atitude a ser tomada é buscar o amadurecimento do fruto do Espírito Santo, o qual contribuirá para o crescimento de uma vida íntima com Deus, transformando de forma definitiva a vida de quem espera a vinda de Cristo. Sem dúvida, o fruto do Espírito é indispensável para o cristão. No entanto, devido aos apelos midiáticos e tecnológicos, está cada vez mais difícil viver uma vida santificada.
Esclareça para os alunos que aquele que se torna um escravo virtual pode perder totalmente a noção do que está acontecendo ã sua volta. Existem pessoas que se deixaram aprisionar tão profundamente às grades do vídeo que não conseguem mais interagir com seres humanos do mundo real. Tal condição leva alguns indivíduos a buscarem tratamento, pois acabam por se tomarem enfermos. A letargia sugere um estado de apatia e de indolência extrema, o que é identificado, em alguns casos, como uma comorbidade desenvolvida por aqueles que estão presos | ao mundo virtual.

2.3. Exercitando o servir a Deus
Hoje as distrações que nos afastam do alvo são cada vez mais apelativas e se multiplicam em número. Estamos imersos em um ambiente cada vez mais pluricultural, onde temos acesso à diferentes informações a uma taxa maior do que somos capazes de processar. Além disso, a cada momento, temos mais fontes de informação bombardeando nosso cérebro ao mesmo tempo. Tudo isso, ao ser somado à nossa natureza, que já seria suficiente para nos afastar da vontade de Cristo, nos torna presas mais fáceis. Esses apelos corroboram com a ação da carne. Precisamos estar atentos e comprometidos com o exercício diário que é ser servo de Deus. Só em Cristo venceremos esta batalha contra nossa própria vontade (Jo 15.2).
Comunique aos alunos que existe uma ação orquestrada pelo diabo com a intenção de nos afastar cada vez mais da presença de Deus. Logo, tudo que estiver ao alcance de suas mãos, ele usará para que seu intento seja concluído. As diversas opções apresentadas pelos meios de comunicações acabam por se tornar veículos fáceis, utilizáveis pelo inimigo para nos tirar da presença de Deus. A máxima da Igreja é representada pela necessidade da comunhão (At 2.42). Sendo assim, a estratégia preferida utilizada por ele é justamente essa: tirar o indivíduo da comunhão. Tal estratégia visa o enfraquecimento do Corpo de Cristo.

3. Lições práticas
Segundo Simone de Beauvoir, seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro e forçado a um estado de estupidez.

3.1. Um tipo de transtorno
Quando discutimos acerca de vício, logo vem à nossa mente o uso de drogas lícitas e ilícitas ou então algum tipo de propensão a jogos de azar. Entretanto, o fato de estar sempre buscando ficar conectado o tempo todo já é identificado como um tipo de transtorno, conhecido como nomofobia.
Explique para os alunos que está cada vez mais claro que o uso da tecnologia tem sido um grande problema para a educação, uma vez que tem causado muitas dificuldades na área do aprendizado, pois as crianças, cada vez mais cedo, têm se utilizado dos smartphones como meio de se comunicar, tomando-se dependestes deste tipo de aparelho.

3.2. O que é a nomofobia?
O fato de sentir a necessidade de ter o celular por perto ou qualquer tipo de aparelho que o manterá conectado o tempo inteiro pode significar que o indivíduo está sofrendo com a nomofobia. A origem do nome vem do inglês “no mobile”, que significa “sem celular”. Apesar do significado do nome, podemos ampliar este tipo de dependência para a necessidade que o indivíduo tem de ter acesso a qualquer tipo de tecnologia o tempo todo. Pesquisas realizadas no Reino Unido apontaram que 66% dos entrevistados se mostraram muito angustiados com a possibilidade de perder o celular. Outras pesquisas comprovaram que os sintomas da abstinência de celular são semelhantes à abstinência de drogas. Em alguns casos, ficar 24 horas longe de tecnologia pode desencadear crises terríveis.
Comente com os alunos que a Internet tem a cada dia se tomado um meio eficiente para manter todos conectados e que o avanço da tecnologia dos smartphones também tem contribuído para o crescimento pela busca das salas de bate-papo, que oferecem um meio de relacionamento com base no anonimato. Nos dias de hoje, estamos vivenciando uma nova maneira de enviar e receber informações, isto acaba por provocar o medo e a angústia de ficar desconectado. Muitos têm tido suas vidas prejudicadas nas áreas familiar, profissional e espiritual. Embora socialmente aceita, tal dependência tende a alterar o comportamento do indivíduo.

3.3. Buscando o ponto de equilíbrio
Na nossa vida espiritual precisamos buscar um ponto de equilíbrio, que nos é fornecido pelo amadurecimento do fruto do Espírito e nos mantém em contato com o Senhor Deus. Fazer isso não é fácil e nunca foi. Contudo, se nos mantivermos atentos à sã doutrina e focados no objetivo da salvação, conseguiremos vencer. Lembremo-nos sempre que Jesus Cristo viveu entre nós e conhece nossas fragilidades, mas também conhece nossas mentiras (Pv 15.3).
Explique para os alunos que cada vez mais temos nos deparado com pessoas que se comunicam mais através da Internet do que pessoalmente. Este tipo de relacionamento virtual tem levado muitos a diminuírem os seus períodos de oração e leitura bíblica. Não podemos nos esquecer que servimos a um Deus que valoriza o relacionamento íntimo e pessoal e que, sendo Seus filhos, devemos imitá-Lo em tudo (Ef 5.1).

Conclusão
O acesso descontrolado às tecnologias afeta o comportamento das pessoas, tornando-as mais esquecidas, impacientes e impulsivas, mas o fruto do Espírito Santo é uma arma poderosa para mantermos o equilíbrio necessário para a comunhão tanto com Deus quanto com a Igreja.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


Editora Betel 2º Trimestre de 2016, ano 26 nº 99 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – FRUTO DO ESPÍRITO – Destacando os aspectos do caráter cristão na era da pós-modernidade.

Um comentário:

  1. A velocidade que anda a tecnologia, podem trazer resultados benéficos ou maléficos, da duas, uma, ou faz o ser humano ter um tempo que sobra, para melhor aproveitar no mundo real, ou na verdade o tornará a escravo do mundo virtual, aí esta a questão do tema desta lição; Tecnologia; Maldição ou benção? A tecnologia tem a sua importância, mas não pode nos dominar, ao ponto de deixar-nos vazios dos contatos sociais, ou seja, vivendo somente o mundo particular de cada um, porque existe um Deus que quer se relacionar com as suas criaturas, e fazê-los também transmitir esse relacionamento para aqueles que o cercam. Ex. mandar um abraço é diferente de abraçar pessoalmente, porque o segundo é mais acalorado; falar algo para alguém que está longe é até uma tarefa fácil, mas falar frente a frente pode até ser mais difícil, mas o será mais verdadeiro; entende o porquê há deficiência no uso exagerado da tecnologia, prejudicará os relacionamentos sociais, porque os tornará ilegítimos e não verdadeiros; como tem aquele ditado que diz: quem vê a cara não vem o coração, é isto que esta faltando nos relacionamentos pessoais e interpessoais, á aproximação das pessoas; Para resumo, Deus na sua triunidade se aproximou de nós, afim de que desfrutássemos de um mundo verdadeiro, que fossemos em busca do próximo, como um dia Ele foi à busca de nós, oferecendo-nos um relacionamento verdadeiro e sincero, revelando assim através de nós, a vontade suprema do Criador; Que é voltar a se relacionar, e incluir nos relacionamentos para torná-los verdadeiros e sinceros, os frutos do Espírito. FL 2;5- De sorte haja em vós os mesmos sentimentos que houve em Cristo Jesus.

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