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Lição 8 - Desprezando ofensas através da longanimidade

LIÇÃO 8 – 22 de maio de 2016 – Editora BETEL

Desprezando ofensas através da longanimidade

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TEXTO ÁUREO

Comentarista: Pastor Israel Maia

“Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados.” Ef 4.1

VERDADE APLICADA

A longanimidade nos capacita a sermos generosos e pacientes, mesmo em momentos de grande adversidade.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Ensinar como abrir mão de nossas vontades para nos tornarmos longânimes;
Apresentar Cristo como o verdadeiro exemplo de longanimidade;
Mostrar aos alunos que uma postura longânime nos tornará bons evangelistas.

GLOSSÁRIO
Ávidos: Que deseja ardentemente;
Êxito: Resultado feliz, sucesso final;
Peculiar: Especial, privativo, próprio de uma pessoa ou coisa;

HINOS SUGERIDOS
368, 468, 568

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a prática da longanimidade seja uma constante em sua vida.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Is 53.7 - Ele foi oprimido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca.
Is 53.9 - E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico, na sua morte; porquanto nunca fez injustiça, nem houve engano na sua boca.
Ef 4.1 - Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,
Ef 4.2 - Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor.

A longanimidade nos dias de hoje
            Ser longânime, dentro de uma definição literal, significa ser muito generoso e magnânimo. Quem, em sã consciência, pode afirmar ter longanimidade nos dias de hoje, quando todo o mundo à nossa volta clama por uma postura egoísta e imediatista?
            O próprio conceito mais aprofundado de longanimidade nos leva a uma relação com o tempo, pois, quanto mais controlamos nosso ego, mais temos possibilidade de complacência com o próximo, não nos detendo em julgamentos precipitados, enxergando além do momento presente e de atitudes passionais e impensadas.
            A longanimidade é atributo perfeito do nosso Criador, que nos perdoou e nos perdoa diuturnamente, pois, apesar de tentarmos nos manter na linha, mesmo enquanto cristãos, vivemos escorregando em nossos caminhos rumo à obediência perfeita. Só o Senhor é detentor da perfeita paciência para conosco.
            A nós, crentes comprometidos com a Palavra de Deus, resta o compromisso constante de praticar a longanimidade até que o próprio Espírito Santo nos conceda o domínio desse fruto.
            Tenhamos como exemplo maior, o sacrifício de Cristo Jesus na cruz do Calvário, exemplo maior de amor longânime para conosco, apesar de não sermos merecedores desse feito maravilhosíssimo!
            Uma excelente e proveitosa aula, na Paz do Senhor!
            Márcio Celso - Colaborador

Introdução
Difíceis de serem encontradas nos dias atuais, a longanimidade, benignidade e bondade são características que envolvem posicionamentos, em muitos casos, contrários à nossa personalidade.

1. Resistindo ao nosso ego
Ao estudarmos esta nova seção do fruto do Espírito, descobriremos o quanto é difícil para o homem desenvolver meios para o amadurecimento do fruto. As três características em questão nos mostram que em muitas situações teremos que tomar decisões que poderão, em algum momento, ferir o nosso ego. Sendo assim, descobriremos que não é nada fácil negar o nosso eu em favor dos outros (Mc 8.34).

1.1. Desenvolvendo a longanimidade
Aqueles que desenvolvem a longanimidade recebem de Deus a capacidade de pensar antes de qualquer tomada de atitude, ou seja, desenvolvem a paciência e a perseverança como forma de suportar as adversidades (Rm 5.4). A longanimidade também é responsável pela capacidade que o servo de Deus tem de prosseguir em direção ao seu objetivo, mesmo quando tudo parece conspirar ao contrário. Ser longânime produz no indivíduo e capacidade de desprezar as ofensas. Ainda que esteja sendo perseguido por causa do amor a Cristo, ele não desiste de permanecer fiel ao seu Salvador (Mt 5.11).
Explique para os alunos que, ao ser longânime, o servo de Deus terá a garantia de ser abençoado, pois tal característica do fruto do Espírito Santo faz com que, por mais que seja confrontado, o indivíduo não altere a sua postura de homem de Deus. Comente com os alunos que o próprio Cristo nos advertiu acerca da perseguição que sofreríamos enquanto estivéssemos no mundo (Jo 16.33b). Sendo assim devemos estar preparados para exercer a longanimidade, mesmo diante das adversidades.

1.2. A bênção da longanimidade
Enquanto o mundo oferece, através da mídia e apelos tecnológicos, oportunidades de crescimento social rápido e ilícito, o salvo em Cristo nunca abre mão dos princípios verdadeiros da Palavra de Deus (2Pe 1.10), pois tem a plena certeza de que será abençoado através da sua fidelidade e que nada poderá o afligir, uma vez que tem a completa cobertura fornecida pela presença do Espírito Santo em sua vida. Ser longânime proporciona ao indivíduo a oportunidade de conviver em qualquer ambiente em companhia de qualquer tipo de pessoa sem prejuízo algum para si ou para os outros.
Explique para os alunos que a longanimidade produz no homem a capacidade de se posicionar em meio a todo tipo de acontecimento, mesmo que todos estejam aflitos com as notícias e acontecimentos noticiados pela mídia. Reforce para os alunos que o homem longânime sempre supera as aflições, portando-se de forma segura diante dos acontecimentos. Aquele que desenvolve esta característica do fruto do Espírito Santo atrai para si outras pessoas, pois transmite sempre uma postura de segurança em relação aos fatos e demonstra sempre estar descansando à sombra do Onipotente (Sl 91.1).

1.3. A longanimidade produz a credibilidade
A longanimidade não só produz uma defesa para o indivíduo como coloca no mesmo o desejo incontido de interceder em prol daqueles que notoriamente necessitam de oração, fazendo com que o servo longânime se transforme numa coluna de oração. Em sua carta aos Efésios, o apóstolo Paulo determina que a Igreja do Senhor deve orar o tempo todo uns pelos outros (Ef 6.18). Sempre que um membro do Corpo é identificado como longânime, este se destaca nesta função, pois tem uma postura que dá credibilidade às suas palavras e consequentemente à sua oração. A oração do longânime tem credibilidade, por este nunca ter uma postura de ira e contenda (1Tm 2.8).
Comente com os alunos que a Palavra de Deus nos dá a garantia de que na Igreja do Senhor está a solução para qualquer tipo de problema. Através da oração, alcançamos vitória sobre qualquer tipo de situação pela qual pode o homem passar. Enfatize para os alunos que a oração tem poder para debelar a aflição, tem poder para salvar, para curar, para perdoar pecado e, sobretudo, tem poder para fortalecer a comunhão entre os irmãos. O indivíduo quando amadurece a longanimidade do fruto do Espírito Santo em sua vida acaba por se tornar um exemplo de homem justificado. Logo, a sua oração será identificada como uma oração de poderes benéficos à coletividade (Tg 5.13-16).

2. O verdadeiro exemplo de longanimidade
A profecia acerca do Messias proferida pelo profeta Isaías deixou claro o tamanho do sofrimento pelo qual Ele haveria de passar. O Messias deveria ser amado, entretanto, foi oprimido e afligido, provando ser longânime por amor à humanidade (Is 53.7).

2.1. Longanimidade é amar sem ser amado
Jesus Cristo se entregou ao sofrimento por amor. A Sua trajetória terrena culminou com Sua morte e ressurreição. Em nossa trajetória terrena não teremos como superar o que por nós sofreu o Senhor, entretanto, uma das exigências que nos é imposta pela Palavra de Deus é que, para alcançarmos a ressurreição em Cristo, deveremos suportar uns aos outros em mansidão e, sobretudo, em longanimidade (2Pe 1.5-7). Jesus escolheu sofrer por nós para que alcançássemos a salvação. Logo, teremos que passar por algum tipo de sofrimento para sermos glorificados com Ele. Que sofrimento é este? Amar sem ser amado (Ef 4.2).
Comente com os alunos que às vezes em nossos relacionamentos interpessoais na igreja somos tratados sem o mínimo de cortesia, muitos não se dão nem ao menos ao cuidado de serem amáveis. Destaque para os alunos que este tipo de comportamento em nossos irmãos pode nos causar um sentimento de tristeza. Contudo, se cuidarmos do amadurecimento do fruto que nos foi dado pelo Espírito Santo, alcançaremos longanimidade suficiente para suportar tais comportamentos em nossos irmãos (Cl 4.6).

2.2. Ser longânime garante salvação
Muitas vezes nos questionamos porque devemos suportar tanto os outros se a recíproca não acontece. Somos escolhidos para darmos exemplo de Cristo, isto é, através de nós a longanimidade de Cristo é mostrada de maneira mais enfática para que outros possam ser alcançados pela salvação (1Tm 1.16). Ao examinarmos este texto da primeira carta de Paulo a Timóteo fica claro para nós o que o Senhor espera de Seus servos fieis (1Tm 4.12b). Não interessa o que está sendo apresentado pelos meios de comunicações que dizem que se doar é falta de inteligência. Para o cristão importa o que ensina a Palavra. Ser longânime garante salvação.
Comente com os alunos que a sociedade está cada vez mais impregnada de informações que visam mostrar o contrário do que ensina a Palavra de Deus. A Igreja de Cristo tem como dever manter firmes os ensinamentos trazidos ao homem através da Bíblia Sagrada, que foi inspirada pelai Espírito Santo (2Pe 1.21). Ressalte para os alunos que cabe aqui também dizer que o Espírito que inspirou as Sagradas Escrituras é o mesmo que doa o Seu fruto ao homem. Logo, entendemos que a Bíblia e o fruto do Espírito concordam em dizer que aquele que buscar viver uma vida baseada na verdade, não se deixando influenciar pelos apelos midiáticos e tecnológicos e vivendo o fruto do Espírito, alcançará a salvação (Ef 5.8-9).

2.3. A longanimidade opera a paciência
Tanto o cristão imaturo quanto o homem sem Deus não conseguem entender como se desenvolve o amadurecimento do fruto do Espírito Santo. Por este motivo é que aprendemos que uma das principais maneiras que a longanimidade tem de se manifestar é através do exercício da paciência (Rm 5.3-5). O exercício da paciência capacita o servo de Deus a ter o equilíbrio necessário para esperar que o entendimento daqueles que não compreendem o agir do Senhor possa ser tocado pela ação do poder de Deus. Precisamos saber que, como ministros de Deus, devemos ser recomendáveis em tudo (2Co 6.4). Se recebemos a paciência de Cristo por nós, temos que exercitá-la para com os outros (2Ts 3.5).
Comente com os alunos que ser paciente, em muitos casos, não e nada agradável. Mas coloque-se no lugar de Jesus que em tudo amou a humanidade e em muitas situações tem que ver o homem se deixar levar por conselhos ministrados por instrumentos do maligno, que têm como único plano destruir a imagem de Deus no homem (Jo 10.10). Merece ser especialmente destacado para os alunos que tais conselhos surgem quando é oferecida ao indivíduo toda sorte de degradação moral e espiritual. Ainda assim, mesmo o homem lhe virando as costas, o Senhor com toda paciência lhe oferece a possibilidade de arrependimento (Lc 5.32).

3. Lições práticas
A longanimidade nos faz chegar à conclusão de que todos devem ser alcançados por Cristo. Ser longânime é entender que não temos nenhum mérito a mais do que o outro diante de Deus. Somos todos iguais, pois Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34).

3.1. Longanimidade é controlar Impulsos
Longanimidade é ter o espírito controlado por longo tempo, isto é, ser tardio em irar-se. Viver em grupo é sempre complicado, pois devemos procurar compreender o limite dos outros membros do grupo. Ser longânime é saber controlar seus impulsos. O indivíduo que se ira facilmente sempre sai perdendo (Pv 16.32).
Explique para os alunos que o agir de maneira impulsiva leva sempre ao prejuízo. Saber esperar para tomar uma decisão, mesmo que em situação de aparente derrota, é melhor do que avançar precipitadamente. Comente com os alunos que devemos seguir na posição de longânimes, sempre observando a posição do Senhor (Nm 14.18).

3.2. O bom evangelista tem que ser longânime
Ao orientar a Timóteo acerca da postura que ele deveria tomar em relação à pregação da Palavra, Paulo foi enfático em dizer que o jovem pastor deveria ser insistente quando estivesse evangelizando. Entretanto, o apóstolo destacou que, mesmo quando estamos ávidos pelo desejo de ganhar almas (Mc 16.15), devemos nos posicionar com longanimidade, pois temos, em muitas situações, que ter paciência para alcançar alguns corações (2Tm 4.2). Existem pessoas que ao ouvirem poucas palavras acerca do Evangelho já se sentem tocadas pelo Espírito. No entanto, existem outras que necessitam de algum tempo para serem convencidas de que servir ao Senhor é o melhor caminho. O bom evangelista deve saber produzir o amadurecimento do fruto para alcançar êxito em sua tarefa de ganhar almas.
Explique para os alunos que a tarefa de evangelizar, por si só, não é fácil. Imaginemos então o quanto deve ser difícil evangelizar uma pessoa questionadora, cheia de dúvidas e pronta a confrontar tudo o que o evangelista tenta passar a ela (2Tm 2.25). Reforce para os alunos que, neste momento, devemos estar preparados para saber lidar com a situação. Só através do amadurecimento do fruto do Espírito Santo que alcançaremos o temperamento ideal para saber lidar com este tipo de situação (2Tm 2.24).

3.3. Aprendendo a ser longânime
O ser humano tem em si uma característica que lhe é peculiar: esperar que todos o compreendam em suas questões pessoais. Mas é muito difícil encontrarmos alguém que está disposto a compreender o próximo como este espera ser compreendido. A Palavra de Deus nos mostra que a nossa salvação é a longanimidade do Senhor. Se Ele não fosse longânime, toda a humanidade estaria perdida (Rm 2.4; 1Pe 3.15).
Comente com os alunos que, para o homem, ser longânime é uma tarefa extremamente difícil, mas para Deus não é nada difícil mudar o caráter do indivíduo. Ressalte para os alunos que ser temperamental é ser o inverso de longânime, então busquemos controlar o nosso temperamento forte, permitindo a ação do Espírito Santo em nós, para que ocorra o amadurecimento do fruto do Espírito (2Tm 2.22-26).

Conclusão
Através do estudo da longanimidade, pudemos perceber que o amadurecimento dessa característica do fruto do Espírito Santo fará com que venhamos a nos sentir muito melhor diante das adversidades da vida.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


Editora Betel 2º Trimestre de 2016, ano 26 nº 99 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – FRUTO DO ESPÍRITO – Destacando os aspectos do caráter cristão na era da pós-modernidade.

Um comentário:

  1. A longaminidade é um fruto do Espírito que evita conflitos, vou neste resumo explicar melhor; Bom no mundo em que vivemos em pleno século 21, está com seus valores trocados, tentando deformar a cada dia, a imagem e semelhança de Deus que esta sendo formada em nós; dando assim mais valor no que é errado, ao invés do que é certo, tem um dito que diz assim; que o mundo é dos espertos, mas o céu é dos escolhidos, aquele que quiser se dar bem aqui nunca chegará lá (céu), mas aquele que muitas vezes é conflitado aqui, e aos poucos vai vendo a sua vida sendo massacrada por causa da preservação do bem, este sim chegará lá (céu), para legitimar esta promessa, olharemos para o sermão da montanha, as Bem-aventuranças, e quero dizer em outras palavras, no seu contexto sistemático e prático do mesmo, que os tais que estão enquadrados nesta lei comportamental, adquirirá credito no céu, e será feliz na eternidade, porque o propósito de Cristo é fazer de nós semelhantes a Ele, e isto precisa seguir o processo de gestação espiritual, que a cada dia é fertilizado pelos frutos do Espírito, deixando que o Espírito Santo trabalhe com a nossa vida, a fim de fazer com que Cristo sejam formados em nós, este era também um desejo do apostolo Paulo; Gálatas 4;19; Então digo; não se escandalize porque os outros não fazem o bem, achando que eles estarão sendo mais esperto que você, mas fique com a Palavra de Deus que diz em Mateus 5; 1 a 12; porque para ter credito no céu, não se conquista por preço algum, e sim por atitudes que glorifique o vosso Pai que está no Céu; temos o exemplo de Jesus, que foi tão generoso, que deu a sua vida para resgatar muitas vidas pra o reino de seu Pai. OH! GLÓRIA!

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