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Lição 10 - A autoridade do Mestre Jesus Cristo

LIÇÃO 10 – 04 de Setembro de 2016 – Editora BETEL

A autoridade do Mestre Jesus Cristo

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TEXTO ÁUREO
Comentarista: Bispo Dr. Manoel Ferreira

“Porquanto os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.” Mt 7.29

VERDADE APLICADA
Ninguém jamais falou e agiu com a autoridade de Jesus e é por isso que Sua influência cresce no mundo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Revelar os diferentes tipos de autoridade de Jesus;
Ensinar de onde procede toda a autoridade de Jesus;
Mostrar os diferentes tipos de milagres de Jesus.

GLOSSÁRIO
Arguir: Argumentar, disputar, demonstrar, provar;
Categórico: Claro, definido, resposta categórica;
Vanguarda: Dianteira, frente.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Mt 8.2 - E eis que veio um leproso e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.
Mt 8.3 - E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero, sê limpo. E logo ficou purificado da lepra.
Mt 8.8 - E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar.
Mt 8.9 - Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu criado: faze isto, e ele o faz.

HINOS SUGERIDOS
3, 145 e 577.

MOTIVOS DE ORAÇÃO
Peça a Deus para que transforme o coração das nossas autoridades governamentais.

Introdução
A autoridade de Jesus é um assunto presente não só no evangelho de Mateus, mas em todos os evangelhos, pois esta é a base para que se possa respeitá-Lo como legítimo Filho de Deus e Salvador.

A autoridade de Jesus
            Falar da autoridade de Jesus Cristo é sem dúvida algo que, à primeira vista, soa redundante aos ouvidos mais atentos. Então, como não haveria autoridade e poder ilimitados conferidos ao Emanuel (Deus conosco), ao Messias (Salvador) prometido e profetizado inúmeras vezes nas Sagradas Escrituras?
            “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade” (Jo 1.14). Essa passagem do Evangelho de João testifica do poder conferido ao Senhor Jesus Cristo, de Sua procedência divina e de Sua missão redentora.
            “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Neste outro trecho de seu evangelho, João define o poder da Palavra, que é Jesus, o Verbo que habitou entre nós, confirmando que sem o poder de Sua Palavra, nada poderia ser feito ou criado.
            Isso nos leva à primeira verdade incontestável a respeito da autoridade de nosso Mestre querido. Ele é Deus, e é detentor de todo o poder tanto na terra como no céu. Tendo-se despido de sua Glória e vindo cumprir Sua missão entre nós, não deixou de ser o Filho Unigênito de Deus.
            Um segundo aspecto, também importante, trata das Escrituras Sagradas que anunciam a Sua vinda inúmeras vezes, com detalhes minuciosos. Nasceu através de uma virgem (Is 7.14), atendeu aos requisitos para reinar em Israel (Is 11.1) e tomou sobre si todas as nossas enfermidades e as nossas dores, cumprindo a profecia contida em Isaías 53.5: “Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados”.
            Ao contrário, porém, do que esperava o povo de Israel, Jesus Cristo não usou de Seu poder e autoridade para esmagar o Império Romano, até então forte opressor dos israelitas.
Curando, perdoando pecados e usando de uma didática perfeita e abrangente em Seu ministério, nosso Senhor Jesus Cristo lançou mão das ferramentas adequadas para plantar uma semente perene: o Reino dos Céus, que, brotando nos corações e mentes férteis de seus discípulos, floresceu e ainda agora se expande como nenhum outro reino terreno jamais o fará.
Tenham uma semana proveitosa e abençoada na Paz do Senhor Jesus Cristo!
Márcio Celso - Colaborador

1. Diferentes tipos de autoridade
No ministério terreno de Jesus, notamos três diferentes tipos de autoridade: autoridade para ensinar, para curar e para perdoar pecados.

1.1. Autoridade para ensinar
Ao término do Sermão do Monte, as multidões estavam maravilhadas da Sua doutrina (Mt 7.28-29). Na verdade, a exposição de vários assuntos não era novidade para os ouvintes, porém a forma convicta, categórica e ungida fazia toda a diferença. Além disso, há outra característica no Senhor Jesus que também lhe conferia autoridade: a Sua conduta exemplar (Jo 8.46). As Suas palavras eram tão cheias de autoridade e sabedoria que até os oponentes também se maravilhavam (Jo 7.46). Devemos entender que não era apenas eloquência, mas, sobretudo o exemplo de Jesus. Ora, se alguém ensina, deve antes praticar aquilo que ensina, o contrário disso é a hipocrisia, que o Mestre condena.
É importante enfatizar para os alunos que, desde a genealogia do nosso Senhor Jesus Cristo, já se pode identificar o interesse de Mateus em mostrar de onde vem a autoridade de Jesus. Aponte para os alunos a retomada do assunto acerca da autoridade do Senhor Jesus Cristo por Mateus. Nada no evangelho de Mateus é por acaso e ele mostra a autoridade de Jesus sob vários aspectos, a começar pela doutrina. Mostre para os alunos que as comparações são inevitáveis e o povo logo concluiu que Jesus era diferente dos outros mestres, escribas e fariseus. Comente com os alunos que aqueles atores da religião colocavam peso sobre os outros que fingiam seguir, mas eles mesmos não seguiam nada, por isso foram censurados (Mt 23.4).

1.2. Autoridade para curar
Fatos interessantes envolvendo curas são apresentados para mostrar a autoridade de Jesus sobre as enfermidades como cumprimento profético: a cura de um leproso que se prostra diante d’Ele (Mt 8.2-4); a cura do criado do centurião que jazia violentamente enfermo em casa (Mt 8.5-10); a cura da sogra de Pedro que estava acamada com febre (Mt 8.14-15); a libertação de endemoniados, que naquela época era vista como enfermidade (Mt 8.16). Veja que a narrativa de Mateus procura intencionalmente nos mostrar a autoridade de Jesus nestes aspectos para aumentar nossa fé.
Ensine para os alunos que os dois fatos iniciais por si só já seriam suficientes para nos convencer da autoridade do Senhor Jesus para curar e libertar os endemoniados. Comente com os alunos que o escritor, porém, narra também a cura da sogra de Pedro (Mt 8.14-15). Ressalte para os alunos que as curas confirmavam as profecias acerca d’Ele como o Messias que haveria de vir e levaria as enfermidades e dores (Mt 8.17; Is 53.4). Destaque para os alunos que tanto o leproso quanto o centurião tocam a questão de autoridade de Jesus de forma maravilhosa. Este é o Jesus amoroso que servimos.

1.3. Autoridade para perdoar pecados
Ao trazer a Jesus um paralítico, estava claro que queriam que o homem fosse curado de sua paralisia (Mt 9.1-6). Ele, porém, carinhosamente, diz ao paralítico: “Filho, tem bom ânimo, perdoados são os seus pecados” (Mt 9.2). Esse procedimento gerou murmúrios entre os escribas, afinal quem pode perdoar pecados senão Deus?! Este era o pensamento deles. Ele então argui: “O que é mais fácil dizer: perdoados são os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda?” (Mt 9.5). Notemos que Mateus não economiza nem palavras e nem a ênfase: “Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa” (Mt 9.6).
Mostre para os alunos, ao longo da narrativa do livro de Mateus, o propósito perdoador e salvador do nosso Senhor Jesus Cristo. Podemos mostrar declarações importantes no próprio livro que Ele é: aquele que tem poder para perdoar pecados (Mt 9.6); que Ele veio para buscar e salvar o que se havia perdido (Mt 18.11); que Ele salvará o Seu povo dos seus pecados (Mt 1.21).

2. O que Lhe conferia autoridade
A forma como Jesus ensinava, curava e libertava vidas demonstrava claramente uma autoridade. Mas o que ou quem lhe conferia tal autoridade, tal direito, tal poder?

2.1. As Escrituras Sagradas
A autoridade do Senhor Jesus Cristo repousa sobre uma sólida base escriturística. Isso significa que várias profecias anteviram e legitimaram a autoridade do Messias que haveria de vir, por isso foram usadas para demonstrá-la. Tomemos por base as citações de Mateus: Sua autoridade vem do fato de ser Filho de Deus, através de uma virgem (Mt 1.22-23); Sua autoridade como Rei de Israel (Mt 2.6); Sua autoridade curadora e libertadora (Mt 4.14-15); Jesus como autoridade nomeada e escolhida pelo Pai Celestial (Mt 12.17-21); a realeza humilde de Jesus (Mt 21.4-5). A partir das Escrituras é demonstrado, de modo inequívoco, quem e o que conferiu a Jesus Cristo tal autoridade. Por isso devemos-lhe obediência.
Mostre para os alunos que as Sagradas Escrituras são um sólido documento que legitima a autoridade do Senhor Jesus. Comente com os alunos que qualquer indivíduo que arrogasse para si o direito messiânico sem comprovação escriturística deveria ser desprezado e julgado como blasfemo. Porém, o que aconteceu com Jesus foi que, mesmo sendo legítimo, por causa da inveja o crucificaram (Mt 27.18).

2.2. Sua identidade de Filho de Deus
Ser Filho de Deus significa que Cristo Jesus é da mesma natureza divina do Pai, que ambos são eternos, porém distintos. A identidade do Filho de Deus é o aspecto principal que lhe confere autoridade para agir, falar e operar milagres em nome do Pai (Mt 16.16). Essas três coisas em verdade funcionaram ao mesmo tempo para comprovar a perfeita salvação alcançada pela fé n’Ele. Por ser Filho de Deus, como cristãos e servos d’Ele, cremos que Ele nasceu de uma virgem, que Ele recebe nossa adoração, que Ele perdoa nossos pecados, que Ele cumpriu todas as profecias, que tem toda autoridade no céu e na terra e que Ele voltará para nos buscar (Mt 28.18).
Ensine para os alunos que o Senhor Jesus Cristo, como Filho de Deus, é da mesma natureza que Deus-Pai. Consequentemente, Ele pode salvar perfeitamente os que por Ele chegam a Deus. Merece ser especialmente destacado para os alunos que a fé n’Ele traz o perdão de Deus e paz interior, enquanto a filosofia e o ateísmo promovem a descrença e o desespero velado.

2.3. A sua obediência
Jesus Cristo veio submisso, como um servo exemplar, manso como um cordeiro, capaz de inspirar os corações a servirem a Deus. Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos (Mt 20.28). Ele veio para levar as dores e os sofrimentos dos que creem (Mt 8.17). Ele teve que se submeter a Deus até a morte e sofrer a morte de cruz, o pior tipo de execução. Porém, foi exaltado incomparavelmente (Fp 2.5-11).
Explique para os alunos que o que trouxe a nossa salvação foi a obediência de Jesus Cristo ao Pai. Segundo as sagradas escrituras, Ele é eterno, Criador e Sustentador de todas as coisas com Seus poder, mas a salvação foi consequência de Sua submissão ao plano da salvação. Ele era adorado na eternidade como Criador, não, porém como Salvador. Comente com os alunos que, para se tornar nosso Salvador, Ele teve que esvaziar-se, tornando-se um bebê e desenvolver-se, sendo obediente em tudo, até sofrer a morte de cruz. E tudo por quê? Porque Ele amou com um amor que excede todo entendimento (Jo 3.16). Creia e sinta-se amado.

3. Demonstrações de autoridade
O povo de Israel aguardava um Messias guerreiro, como Davi, que os libertasse do jugo de Roma. Eles esperavam que Jesus demonstrasse a Sua autoridade resolvendo seus problemas políticos e, assim, os pusesse na vanguarda. Porém, a Sua autoridade foi exercida contra o pecado, os demônios, as doenças e em favor dos homens.

3.1. A tempestade no mar
O evento em que Jesus cessa a tempestade revela a Sua autoridade sobre a natureza (Mt 8.23-27). Cansado de Seus afazeres, Jesus dorme profundamente no barco. Quando então se levanta uma enorme tempestade, Seus discípulos apavorados despertam-no pedindo socorro. Ele se levanta e repreende a tempestade, deixando Seus discípulos boquiabertos.
Lembre aos alunos que o Senhor Jesus Cristo tem autoridade sobre as forças da natureza. Reforce para os alunos que quem faz cessar a tempestade no mar é capaz de cessar qualquer tipo de dificuldade, ou causar, se necessário for, um terremoto para libertar os Seus servos da prisão (At 16.23-24). Comente com os alunos que a oração: “Senhor, aumenta-nos a fé”, deve sempre fazer parte das nossas petições diárias. Talvez nunca conheçamos a fraqueza da nossa fé, enquanto não formos postos na fornalha da tribulação e da ansiedade. É importante frisar para os alunos que felizes são os que descobrem, por experiência, que a sua fé é capaz de resistir ao fogo, e que podem, como Jó, dizer: “Ainda que ele me mate, nele esperarei” (Jó 13.15).

3.2. A libertação dos endemoniados de Gadara
O acontecimento envolvendo a libertação de dois endemoniados em Gadara revela a autoridade de Jesus sobre os demônios (Mt 8.28-34). Este foi um dia de desafios para o Mestre. Há pouco, Ele acalmara uma tempestade e depois enfrentaria a fúria de dois homens terrivelmente endemoniados. Os demônios identificam a Jesus e reclamam por se sentirem atormentados antes do tempo do juízo final. A seguir, eles pedem permissão para que entrem nos porcos e o Senhor o consente, mas os porcos se precipitam no lago e se afogam, causando grande prejuízo aos porqueiros que temeram. Contudo, eles pediram que Jesus se retirasse dos seus termos. Com isso aprendemos que a libertação de vidas ou de um lugar pode trazer a ruína sobre uma economia estruturada na desobediência de Deus.
Explique para os alunos que, assim como nosso Senhor Jesus Cristo libertava, hoje a Igreja trabalha trazendo libertação do cativeiro de demônios a muitas pessoas. Enfatize para os alunos que a Igreja expulsa os espíritos imundos em nome de Jesus Cristo através da fé n’Ele. Comente com os alunos que não se trata de um pequeno alívio, mas de libertação completa para viver em saúde e liberdade, pois há muitos que não descansam, não dormem, vão a psiquiatras e outros estão se submetendo a cirurgias, o que uma oração e um trabalho de libertação resolveriam.

3.3. A cura do paralítico
Embora não se possa dizer que todas as deformidades físicas (Lc 13.10-13), as enfermidades e os problemas psicológicos (Mt 17.14-21) são ação do demônio ou porque alguém pecou seriamente (Jo 5.13-14), ao analisarmos a Bíblia, verificamos que tudo é consequência do pecado original. No caso do paralítico (Mt 9.1-8), Jesus trata primeiro do perdão ao declarar: “perdoados te são os teus pecados”. Embora o perdão oferecido tenha gerado polêmica, o Senhor Jesus vai mais além, para provar que tem autoridade sobre a enfermidade e o pecado. A seguir, ordena que o homem pegue a sua cama e ande o que causa grande espanto em todos que ali estavam. Jesus Cristo é o mesmo que cura e salva! Que verdade maravilhosa.
Mostre para os alunos que, no caso deste paralítico em particular, o nosso Senhor Jesus Cristo tratou primeiro da sua situação pecaminosa. Comente com os alunos que ele recebeu o perdão de Jesus Cristo para depois receber a cura de sua paralisia. Destaque para os alunos que, às vezes, para alguém ser curado é preciso ser perdoado primeiramente. Perdoado do pecado e liberto da ação demoníaca, a consequência disso é boa saúde.

Conclusão
Nesta lição, tivemos uma rápida visão da autoridade do Senhor Jesus Cristo nos capítulos oito e nove do evangelho de Mateus. Também aprendemos que os milagres são testemunhos que ilustram esta verdade, para que se possa respeitá-Lo como legítimo Filho de Deus e Salvador.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 3º Trimestre de 2016, ano 26 nº 100 – Jovens e Adultos – Edição Histórica - Professor – Mateus: Uma visão panorâmica do Evangelho do Rei.

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