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Lição 04 - O culto cristão: um ato sagrado

LIÇÃO 04 – 23 de Outubro de 2016 – Editora BETEL

O culto cristão: um ato sagrado

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TEXTO ÁUREO
Comentarista: Pastor José Elias Croce

“Deus deve ser em extremo tremendo na assembleia dos santos e grandemente reverenciado por todos os que o cercam.” Sl 89.7

VERDADE APLICADA
O culto é uma das mais belas e antigas formas do homem expressar sua devoção, gratidão e adoração a Deus. É o ato central da identidade cristã através da história.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Descobrir a importância do culto a Deus;
Salientar a necessidade da reverência no culto;
Envolver o cristão no processo de adoração.

GLOSSÁRIO
Consentânea: Adequada, apropriada, conforme, congruente, de acordo;
Dádiva: Dom, presente, donativo;
Mister: Urgente, necessário.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
1Co 14.26 - Que farei, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
1Co 14.27 - E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.
1Co 14.28 - Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo  e com Deus.
1Co 14.29 - E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
1Co 14.40 Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.

HINOS SUGERIDOS
5, 156 e 440.

MOTIVOS DE ORAÇÃO
Ore para que os cultos sejam marcados pelo agir do Espírito Santo de Deus.

Introdução
O culto é como uma gota de orvalho em busca do oceano do amor divino. É uma alma faminta diante do celeiro espiritual. É uma terra sedenta clamando por chuva. É uma ovelha no deserto, balindo em busca do Bom Pastor.

O culto racional
A palavra culto, automaticamente vem ligada à ideia de louvor, reconhecimento, ação de graças. Isto porque é impossível tributar culto a alguém ou a algum tipo de deus, quando não se tem porque fazê-lo. O mesmo acontece com relação ao culto cristão. Como sem medida são as bênçãos recebidas do Senhor, inúmeros são os motivos que temos para tributar-lhe culto, honra e glória.
O fato de o crente ter diferentes motivos de cultuar a Deus e particularizar estes motivos, não muda a verdadeira e única razão ou objetivo do culto: A Pessoa de Jesus Cristo.
Os cultos congregacionais são os mais frequentes na igreja. Estes são cultos normais, evangelísticos ou de doutrina.
Durante este tipo de culto, o povo de Deus canta, ora, ouve a pregação da mensagem divina, fala em línguas, interpreta, profetiza, adora, contribui com suas ofertas e dízimos para o sustento do trabalho do Senhor; enfim, age na liberdade do Espírito.
O culto congregacional contribui para o fortalecimento dos laços de amor fraternal entre os membros da congregação, orienta os crentes na solução de seus problemas e na busca de santificação pessoal através da exposição da doutrina bíblica e do genuíno louvor a Deus, isto é, em espírito e em verdade.
Também desperta os pecadores adormecidos no pecado para a salvação, bem como os crentes negligentes para uma vida sempre renovada no Espírito.
Sem nos delongarmos mais sobre os outros cultos específicos tais como o culto de ação de graças, culto de aniversário, etc., podemos ter uma razoável ideia da importância de seguirmos um padrão de normas éticas e espirituais, para a plena, agradável e excelente realização dos serviços do templo.
Nesta lição especificamente, tratamos também da reverência e ordem no culto cristão. São assuntos dos quais se ocuparam vários escritores da Bíblia.
Há coisas básicas que devemos analisar em profundidade se quisermos entender o significado da reverência e da ordem no culto a Deus, senão vejamos: Deus é um Ser excelsamente santo, digno da mais absoluta honra e louvor do crente.
O culto divino é o ponto de encontro da criatura com o Criador; do salvo com o Salvador, onde Este fala e aquele ouve, guarda e teme.
Somos falíveis criaturas de Deus, pelo que devemos agir reverentemente diante dele, lembrando-nos que até mesmo os serafins se têm por imperfeitos diante da Sua augusta face. Têm que encobrir os rostos e os pés quando estão diante d’Ele (Is 6.2).
Resumindo, devemos nos lembrar de que o lugar do culto é um lugar diferente, não apenas por ser um templo dedicado ao Senhor, mas pela presença augusta de Deus, que é absolutamente santo.
Cultuemos, pois, ao nosso Santo Deus, com toda a reverência, respeito, temor e tremor que só Ele merece!
Bons estudos e uma semana abençoada, na Paz do Senhor Jesus Cristo!
Márcio Celso - Colaborador

1. As bases bíblicas do culto cristão
A confissão da Igreja tem por objetivo principal a glorificação a Deus e alegrar-se n’Ele (Sl 122.1). Isto faz do culto o ato mais importante, mas relevante e mais glorioso na vida do homem (Sl 84.1-4).

1.1. Vocabulário bíblico para adoração
Para alcançarmos uma visão correta sobre o culto cristão, é mister examinarmos alguns termos: “Latreia”, cujo significado principal é “serviço” ou “culto”. Denota o serviço prestado a Deus pelo povo inteiro ou pelo indivíduo. Em outras palavras, é o serviço que se oferece à divindade através do culto formal, ritualístico e através do oferecimento integral da vida (Êx 3.12; Dt 6.13; Mt 4.10; Lc 1.74; 2.37; Rm 12.1). “Leitourgia” é a palavra composta por outras duas de origem grega, que são: “povo” (laos) e “trabalho” (érgon). O termo significa “serviço do povo”. No Antigo Testamento, referia-se ao serviço oferecido a Deus pelo sacerdote, quando esse apresentava o holocausto sobre o altar de sacrifícios (Js 22.27; 1Co 23.24, 28).
O termo “proskynein”, originalmente, significava “beijar”. No Antigo Testamento, significa “curvar-se”, tanto para homenagear homens importantes e autoridades, como para “adorar” a Deus (Gn 24.52; 2Cr 7.3; 29.29; Sl 95.6). No Novo Testamento, denota adoração exclusiva a Deus (At 10.25-26; Ap 19.10; 22.8-9).

1.2. Bases teológicas do culto
A adoração cristã se fundamenta na nova aliança (Hb 8). Está franqueada ao cristão a comunhão com Deus pelo novo e vivo caminho aberto por Jesus Cristo (Hb 10.19-22). Portanto ofereçamos sempre por Ele (Jesus Cristo) a Deus sacrifício de louvor (Hb 13.15a). Temos importantíssimas informações sobre o culto em todo o Novo Testamento. O culto é mediado por Jesus Cristo, um sumo sacerdote que se identifica com os adoradores (Hb 2.12-13, 16-18; Jo 17.24; Mt 18.20) Cristo fez de Seus seguidores sacerdotes de Deus, isto é, pessoas cujo culto Deus aceita (Ap 1.5-6; 5.8-10; 1Pe 2.9). É necessário que o adorador saiba qual é o seu dever em uma reunião cristã e conheça bem as suas bases para que se comporte eticamente durante o culto.
Quantos cristãos realmente conseguem distinguir entre a verdadeira e falsa adoração? (Jo 4.23-24). Será que nós temos cultuado de um modo que agrade a Deus? (Hb 11.5). A base da nossa adoração é o ensino bíblico ou a experiência humana? A Palavra de Deus delineia as bases de uma adoração segura e definitiva. A maneira como estudamos as Sagradas Escrituras e assuntos como esse já demonstra se somos ou não adoradores. O Eterno Senhor Deus nos chamou para adorá-Lo!

1.3. Os pré-requisitos do culto
O cumprimento de um ritual não basta para que haja culto. É indispensável a aceitação por Deus do culto oferecido. Deus estabelece condições para aceitar a adoração de homens. A ignorância dessas condições ou mesmo sua violação transforma o ritual em exercício unilateral enervante e com sérias consequências para os participantes. Vejamos esses pré-requisitos para que alcancemos a plena comunhão com Deus: fé (Hb 10.38; 11.6); envolvimento total da vida (Rm 12.1-2; Lc 10.27); deve ser dirigido a Deus (Mt 4.10; 6.6; Hb 13.15); modelado pelo ensino bíblico (Mt 15.9; Hb 12.28) e mediado por Cristo (Hb 9.12, 24.28; 10.19).
É sempre importante lembrar que o culto é um coração faminto em busca de amor. É uma alma buscando sua contraparte. É o filho pródigo correndo para a casa de seu pai. Enfim, é o homem subindo as escadas do altar do Maravilhoso Deus. Dada essa preciosidade que é o culto, precisamos observar sempre a necessidade da reverência, tendo em vista o exercício do verdadeiro culto a Deus. O pecado da irreverência é muito sutil e, portanto, muito fácil de ser cometido, especialmente no aspecto subjetivo. Qualquer um de nós pode falhar nessa parte, se não vigiar atentamente durante o culto no espírito de oração e dependência do Espírito Santo de Deus. Somente o Espírito da Verdade nos pode livrar de cair nesse pecado, que tão grandes prejuízos podem acarretar à nossa vida espiritual.

2. A necessidade e essência do culto
O tédio é um estado mental resultante do esforço para manter interesse por uma coisa pela qual não temos o mínimo interesse. Este fato tem levado a Igreja em nossos dias, a oferecer certos atrativos ao povo no que tange ao culto.

2.1. A necessidade do culto
O culto é necessário pelas seguintes razões. Primeiro: finalidade do homem. No culto, o homem acha a razão da sua existência. Ele foi criado para adoração. Fora da posição de adorador de Deus, o homem não encontra o sentido para vida (1Co 10.31; Rom 11.36). Segundo: obediência. O culto foi instituído e ordenado por Jesus Cristo. Quando a Igreja se reúne para louvar, orar e pregar a Palavra, ela simplesmente obedece (Mt 16.15-16; At 1.8; 20.7; 1Co 11.24-25). Terceiro: utilidade. O culto é suscitado e expresso pelo Espírito Santo. A salvação provoca adoração (At 10.46). O perdão restaura a capacidade de adorar, que foi anteriormente perdida por causa do pecado.
Infelizmente, em muitos lugares, raramente é possível ir a uma reunião cuja atração seja somente Deus. Sendo assim, só se pode concluir que os filhos de Deus estão entediados d’Ele, pois é preciso mimá-los com pirulitos e balinhas na forma de filmes religiosos, jogos, e refrescos. Vejamos e aprendamos com os exemplos de Lucas 5.25; 13.13; 17.15; 18.43; 1 Coríntios 1.22. O culto é útil. Ele tem utilidade didática, sociológica e psicológica. No ato do culto, aprendemos a ser cristãos. Ele é a escola por excelência do cristão, integração e comunhão pessoal (1Co 10.17; At 2.42-47). Por fim, o culto traz paz, descanso e cura à alma dos fiéis.

2.2. A essência do culto
Em meio às múltiplas maneiras de cultuar, há um elemento imprescindível à adoração: o amor. A essência da adoração é o amor. É totalmente impossível adorar a Deus sem amá-Lo. O Eterno Senhor Deus nunca se satisfaz com menos que “tudo” (Dt 6.5; Mt 22.37).
Vale a pena ressaltar que o culto verdadeiro requer amor de todo o coração, amor integral da mente e todo o nosso esforço. Para os hebreus o “coração” é considerado a sede da mente e da vontade, bem como das emoções. O termo “alma” refere-se à fonte da vida e vitalidade (Gn 2.7,19), ou mesmo o próprio “ser”. Esses dois termos indicam que o homem deve amar a Deus sem qualquer reserva em sua devoção. É no coração humano que Deus se revela (At 16.14; 2Co 4.4,6). Portanto, é com o coração que devemos expressar nosso amor a Ele.

2.3. Amor integral da mente
A adoração também envolve o exercício da mente. “Dianóia”, em grego, significa a capacidade de pensar e refletir religiosamente (1Jo 5.1; 2.10. Ef 4.18) Esse entendimento é dádiva divina (Lc 24.25; Ef 1.17-18). Portanto, a adoração deve ocupar a mente de maneira a envolver a meditação e a consciência do homem. Em Romanos 12.2, Paulo estabelece que o culto deva ser racional: “Logiken latreia”. Amar a Deus com entendimento é um desafio para o cristão (Mc 12.30), pois esse amor exige todo nosso esforço e, nesta adoração cristã, Deus exige ser amado com toda força do adorador (Mc 12.30; Lc 10.27; Dt 6.5). O termo “força” (Ischyos) refere-se à força e poder das criaturas vivas (Hb 11.34). Exige-se que o cristão gaste todas as suas energias físicas em atos de amor a Deus (Rm 12.1). O amor a Deus expressa-se no serviço prestado por meio do coração (1Co 13.3). Portanto, amar a Deus com “toda a força” representa gastar a vida e energia unicamente com expressões de lealdade e afeição a Deus.
No ato do culto, devemos aprofundar a nossa comunhão com Deus, num intercâmbio de ações e sentimentos. Devemos sentí-Lo, devemos dialogar com ele e devemos nos render a Ele.

3. A reverência no culto
São muitas as bênçãos que podemos receber de Deus durante o culto, mas a apropriação de tais bênçãos deveria ser o objetivo de todos quantos participam do culto. Mas, qual a maneira correta de participarmos do culto? Participar com o espírito de reverência (Hb 12.28).

3.1. Razões para a reverência
O Reino de Deus é impossível de ser abalado (Hb 12.28). Não existem sistemas, ordens ou poderes que superem esse Reino, pois o Senhor dos Senhores é o comandante. Essa é uma das razões pela qual devemos prestar uma reverência crescente diante de Sua Presença. Às vezes, não prestamos a devida atenção a esses fatos e reverenciamos mais os homens com os seus supostos poderes do que nosso próprio Deus, que se manifesta constantemente no culto que Lhe é devido.
De acordo com o dicionário, podemos definir reverência como: “Ação de reverenciar; respeito às coisas sagradas; movimento do corpo para saudar especialmente aos santos, o qual consiste em inclinar a cabeça e o corpo ou dobrar um pouco um ou ambos os joelhos; acatamento, respeito, veneração, atenção e consideração”. O termo “eulábeia”, do grego, é traduzido como “temor, estar temeroso; preocupado, tomar cuidado, respeito, inclinar-se, etc.”. Na passagem bíblica de Hebreus 1.7, vemos que Noé temeu. O Eterno Deus quer que tenhamos um espírito reverente.
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3.2. Atitudes reverentes
É necessário que durante o culto mantenhamos uma atitude consentânea com o local de adoração, uma vez que Deus está no templo (Mt 18.20). Temos a garantia da presença do Senhor em qualquer reunião em que o Seu nome seja cultuado. Uma vez que Ele se faz presente em nossas reuniões, necessário se torna que O reverenciemos. A movimentação desnecessária, o entra e sai a todo o momento, a distração ou desatenção, as leituras desnecessárias e outras modalidades de irreverências devem ser proscritas do ambiente de culto. É de suma importância que saibamos e estejamos conscientes de que o local de culto é somente para adorar a Deus. Deus valoriza o adorador sincero e reverente (Ec 5.1).
Devemos entrar no templo com profunda reverência, iniciando com a oração de joelhos e permanecer reverentemente do início ao final do culto. O pecado da irreverência é o responsável pela debilidade espiritual de grande número de membros de igrejas. Aquele que não mantém uma atitude correta perante Deus durante o culto não cresce espiritualmente, além do que prejudica sensivelmente o trabalho, com sua frieza e indiferença.

3.3. Um culto reverente
Sem a verdadeira adoração a Deus não há verdadeiro culto. Se, na presença do Altíssimo, não demonstramos, com toda a sinceridade de alma, a nossa profunda humildade e reverência em face de Sua santidade absoluta (Ec 5.1); se não evidenciarmos nosso amor e dedicação a Ele; se não demostrarmos confiança no cuidado que Ele tem para conosco; se o nosso coração não estiver transbordando desses profundos sentimentos em Sua presença, não estaremos cultuando verdadeiramente ao nosso Deus.
A Palavra de Deus nos adverte: “Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus, e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.” (Ec 5.1) Parafraseando: “Guarda teus ouvidos; teus olhos; tuas mãos; tua mente; e teu coração”, para que sejas agradável a Deus (Hb 12.28). Jesus expulsou os mercadores do templo (Jo 2.16). Deus disse para Moisés: “Não te chegues para cá; tira os teus sapatos de teus pés, porque o lugar em que tu estás é terra santa.” (Êx 3.5). Respondeu o príncipe do exército do Senhor a Josué: “Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar que estás é santo.” (Js 5.15). Etã, o ezraíta, declarou: “Deus deve ser em extremo tremendo na assembleia dos santos e grandemente reverenciado por todos os que o cercam.” (Sl 89.7).

Conclusão
O culto é acompanhado de uma ética cultual, isto é, exige-se que se saiba o que significa cultuar a Deus. A conscientização desse fato é primordial. Isso gera a exigência da reverência peculiar do verdadeiro adorador e, por conseguinte, descortina e rechaça a irreverência, repugnada pelo próprio Deus.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 4º Trimestre de 2016, ano 26 nº 101 – Jovens e Adultos – Edição Histórica - Professor – Adoração & Louvor – A excelência e o propósito de uma vida inteiramente dedicada a Deus.

Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus – 4ª Edição – 2003 – Ética Cristã – A vida cristã no dia-a-dia.

Um comentário:

  1. O cultuador verdadeiro é aquele que passa entrar em uma esfera celeste, ao ponto de se derramar por completo na presença de Deus, adorando-o com toda as sua força, alma e entendimento, percebendo por alguns instante o reino dos céus em sua vida, até chegar aquele grande dia na eternidade.Oh! Glória!

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