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Lição 2 - Deus quer realizar grandes milagres em nossa vida

LIÇÃO 2 – 08 de janeiro de 2017 – Editora BETEL

Deus quer realizar grandes milagres em nossa vida

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VÍDEO 1
 


VÍDEO 2

TEXTO AUREO

“Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até o fim falará, e não mentirá; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará.” Hc 2.3

Comentarista: Pastor Manoel Luiz Prates

VERDADE APLICADA

A visão dada por Deus é como uma semente que necessita de tempo para amadurecer. Tanto o que somos quanto o que iremos realizar dependerá da fé que projetarmos nessa visão.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

• Ensinar que nossa visão determina nossa esfera de conquistas;
• Mostrar que Deus sempre age por caminhos seguros;
• Esclarecer que Deus é sobrenatural e se revela sobrenaturalmente.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Êx 14.2 - Fala aos filhos de Israel que voltem e que acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em frente dele assentareis o campo junto ao mar.
Êx 14.3 - Então Faraó dirá dos filhos de Israel: Estão embaraçados na terra, o deserto os encerrou.
Êx 14.4 - E eu endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército; e saberão os egípcios que eu sou o Senhor. E eles fizeram assim.
Êx 14.17 - E eis que endurecerei o coração dos egípcios, para que entrem nele atrás deles; e eu serei glorificado em Faraó, e em todo o seu exército, e nos seus carros, e nos seus cavaleiros.

Introdução
Existem situações em nossas vidas que tudo parece estar ao contrário. Nesses momentos, devemos estar firmados na certeza de que o que Deus prometeu, Ele também é poderoso para cumprir.

1. Mudando a geografia da mente
O capítulo 14 de Exodo descreve uma das situações mais delicadas já enfrentadas pelo povo de Israel. O povo sobreviveu e a história se tornou o evento mais celebrado em toda a existência judaica. Eles viram a morte, mas Deus viu um marco na história.

1.1. A visão determina nosso alcance
Toda conquista está relacionada à revelação que carregamos conosco. Deus não revela nada sem propósito, Ele deseja que avancemos, sempre de acordo com Suas orientações. Estamos nesse mundo para brilhar (Fp 2.15). Por esse motivo, precisamos entender os processos da vida, pois as realizações dependem da forma como entendemos esses processos. Quando Deus nos dá uma visão, Seu intento é que venhamos também realizá-la. Ao olhar na ótica divina, as coisas terão outro sentido, tanto para os possuid0 res da visão quanto para os qu as observam (1 Co 2.12).
Na ótica humana, o relato d0 capítulo 14 do livro de Êxodo parecia a derrota final paro Israel. No entanto, na visão de Deus era o princípio de um marco histórico. O que eles viram como um inimigo destruidor o Eterno viu como um grupo que testemunharia, mais uma vez, a manifestação do poder do Deus I de Israel. E, hoje, mais do que nunca, essa história é tão real quanto nos dias em que aconteceu. Em termos práticos, visão é muito mais que enxergar com os olhos, é sentir na própria alma a realidade daquilo que não está fisicamente presente.

1.2. Um grande inimigo, uma grande vitória
Um milagre desencadeia uma grande história. Porém, uma grande história jamais poderá desencadear um grande milagre. Quando, vivendo dentro da orientação do Senhor, Ele permite que nos defrontemos com situações perigosas ou grandes ameaças, e porque tem algo a nos ensinar e o Seu agir redundará em maior glória ao Seu Nome (Êx 14.13-14, 18).Infelizmente, somos uma geração acostumada a viver sem grandes milagres. Contamos boas histórias, falamos muito das coisas do passado, mas esquecemos que em nosso tempo Deus é Poderoso para continuar a operar grandes coisas (Hb 13.8).
Todos nós somos responsáveis por dar frutos (Jo 15.16). O Eterno Deus projetou um destino e uma missão para cada um de nós (Mt 28.18-20). O apóstolo Pedro diz que somos pedras que compõem o edifício de Deus, pedras vivas e não mortas (lPe 2.5). Pedras mortas até aumentam o volume de material na construção, mas não cooperam para o crescimento do edifício.

1.3. A visão correta
As pessoas podem estar em um mesmo lugar e ver coisas diferentes (1 Co 2.14-15). Dos doze espias, dez viram apenas os gigantes e as dificuldades, enquanto que dois deles, Calebe e Josué, viram as possibilidades (Nm 14.7-9). Os israelitas haviam visto coisas tremendas, milagres que indicavam veracidade nas palavras ditas por Deus. Eles não tinham motivos para duvidar, porque Deus anunciava antecipadamente o que ia realizar. Era uma questão de ter a visão correta das coisas ao redor. Deus é sobrenatural e não existe outro modo de caminhar com Ele, a não ser vivendo em esferas sobrenaturais (Mc 9.23) 
Todos nós temos uma forma de perceber certas coisas. Esta maneira herdamos de nossos pais e de todos aqueles que influenciaram nossas vidas. Essa forma de perceber as coisas pode estar influenciada pelos temores e as limitações de nossos predecesso-res e também do ambiente que nos rodeia (ICo 15.33). Especialistas afirmam que tal influência pode gerar uma distorção em nossa capacidade de realização. Todavia, aqueles que possuem fé vivem em uma nova perspectiva de vida, de modo a não somente sonhar, mas a realizar os projetos revelados por Deus.

2 A estrada da liberdade
Depois de quatrocentos anos de escravidão, os israelitas caminham em liberdade e Deus vai se apresentando para eles em forma de milagres. O maior desafio de Moisés não foi tirar o povo do Egito. Sua maior batalha era tirar o Egito de dentro do povo.

2.1. O caminho da liberdade é mais longo
A estrada que nos conduz à Terra Prometida tem percursos totalmente contrários aos que achamos óbvios. Deus conduziu o Seu povo pelo caminho mais longo, fazendo-o rodear pelo caminho do deserto, perto do Mar Vermelho (Êx 13.18). O Mar Vermelho fazia parte do aprendizado que aquele povo deveria passar. A jornada estava apenas começando e Deus queria ensinar valiosas lições a esse povo. A cada passo que Israel dava, Deus se manifestava de uma forma que pudessem entender que Ele estava presente. Quanto mais longo o caminho, maior será a glória revelada (Dt 29.29).
A impaciência nos faz agir a partir de nós mesmos. Nos momentos em que o nosso coração se sente apertado, pensando que é o fim, forças contrárias nos estimulam a fugir do aperto, a buscar um atalho para nos livrar, a procurar quem nos cure do abandono e nos tire do deserto. O povo de Israel vacilava em não acreditar que estava totalmente protegido. Adiante deles estava uma nuvem, que os refrescava durante o dia, e, à noite, essa nuvem se transformava em uma coluna de fogo, para iluminar o caminho, afim de que pudessem caminhar também durante a noite (Êx 13.21-22).

2.2. A estrada exige paciência e confiança
Antes que o povo avançasse pelo caminho do mar, Deus ordenou que o mesmo retrocedesse (Êx 14.2). Mas qual seria o intento de tão estranha ordem, visto que Pciraó vinha ao encontro de Israel para exterminar a todos? Deus faz seu líder entender o porquê (Êx 14.3-4). Nem sempre retroceder é perder. As vezes, significa reorganizar.
Retroceder significa uma mudança de direção. Voltar tratava-se de um desvio súbito em direção ao sul, ao invés de continuarem marchando para o leste. De qualquer maneira, os egípcios iriam interpretar a ação como incapacidade dos israelitas de encontrarem a rota direta para Canaã. Deus preparou o palco da derrota de Faraó. Na mente do monarca egípcio, o povo de Israel estava desorientado, perdido e confuso. Na mente dele, Israel parecia ter enveredado por um beco sem saída, já que o mar barrava o caminho à sua frente e o deserto o cercava em todas as outras direções. E importante ressaltar que Deus sempre deseja nos ensinar em tempos difíceis.

2.3. A estrada troca orgulho por dependência
O povo de Israel estava com muito medo (Êx 14.10). Então, algo interessante acontece. Aqueles que caminhavam de forma orgulhosa e independente, agora clamam a uma só voz. E a primeira vez que aquele povo orgulhoso clama em massa. Não são raras as vezes em que o Senhor nos conduz a situações difíceis para confrontar nosso espírito orgulhoso e fazer brotar em nós uma dependência em Sua pessoa.
A maior luta do cristão é sempre entender a vontade e os caminhos traçados por Deus. O que eles viram como o fim, era apenas o começo. Se existe uma grande pressão sobre nós, e estamos sobos cuidados de Deus, isto é sinal de que o palco de uma grande vitória foi preparado para nós na presença de nossos inimigos (Sl 23). O povo de Israel pode, sem sombra de dúvida, ter clamado” a Deus por ajuda, mas sua primeira reação, como aconteceu frequentemente no deserto (Êx 16.2-3), foi culpar Moisés. Tal atitude foi errada e bem humana. Varias e vánas vezes nós nos reconhecemos em Israel. Deixemos o orgulho de lado e coloquemos a nossa vida em inteira dependência ao Senhor.

3 Nova geração, novas diretrizes
O caminho aberto pelo meio do Mar Vermelho revela não somente o que Deus é capaz de fazer por Seu povo, mas como Ele cria caminhos diferentes e extraordinários quando está a conduzir Seu povo com Sua potente mão. Ser aliado do Todo-Poderoso é sempre a opção para quem deseja alcançar o cumprimento das promessas do Senhor.

3.1. O problema humano nunca foi externo
“Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois que melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto” (Êx 14.12). Essa palavra é sempre interpretada como incredulidade ou ingratidão, mas a situação era de pânico. Por um dado momento, esse povo temeu um sistema que durante centenas de anos o escravizou. Parece incrível, mas eles ainda estavam aprendendo a confiar em Deus. O Senhor, para eles, era apenas um sonho de liberdade. Embora Moisés lhes dissesse que Deus havia preparado tudo para que Faraó e seu exército sucumbissem, o conflito deles era interno. A mentalidade deles ainda era escrava. O seu maior inimigo eram os pensamentos que portavam dentro de si. Muito mais que tirá-los do Egito, o desafio era livrá-los do sistema escravo que havia em suas almas.
Infelizmente, nos nossos dias, muitas gerações vivem em conflito, à procura de uma libertação, porque internamente ainda são escravos (Lc 4.18-19). Há pelo mundo uma geração cheia de perguntas sem respostas, geração faminta e sedenta por Deus. E uma geração que necessita da verdadeira liberdade (Jo 8.32,36).

3.2. Caminhos seguros
Deus poderia ter resolvido o problema desde o momento em que enviou Moisés diante de Faraó. Mas por que motivo Deus age assim? Deus age com cada pessoa de acordo com o que planejou para ela. Ele não precisava pedir que Abraão sacrificasse Isaque, nem precisava sacrificar Seu Filho Jesus. Mas Ele estabelece regras, cria caminhos e em cada gesto Seu aprendemos mais e mais sobre Sua grandeza (Is 64.4).
Deus nos chama para caminhar no sobrenatural e isto envolve confiar nEle, mesmo não entendendo, algo que paulatinamente vamos aprendendo, porque é de glória em glória que somos aperfeiçoados (2Co 3.18). Uma coisa é certa: os caminhos de Deus são sempre seguros. Nada falha, nada dá errado. Seus pensamentos são altíssimos e Sua Palavra sempre exata (Is 55.8-9). Não há segredo! O caminho da bênção do cristão é obedecer ao Eterno Deus, mesmo quando tudo parece contrário.

3.3. Deus sempre criará uma saída para os Seus escolhidos
Quando não havia mais saída, Deus abriu o mar. A diferença entre o natural e o espiritual é que o natural escraviza e o espiritual liberta. Deus é Espírito e onde estiver haverá liberdade (2Co 3.17). A vida sobrenatural só assusta a quem não conhece a Deus, porque Ele é sobrenatural e não trabalha no âmbito da lógica humana. Assim, a realidade de nossas vidas será determinada pelo nível de revelação que tivermos de Deus. O intelecto faz com que nos conformemos com uma vida natural e esse será sempre o limite de quem não rompe. Deus não abriu somente o mar; Ele rasgou o véu, Ele enviou o Espírito para revelar as coisas mais profundas que a humanidade é capaz de ver (1Co 2.10-11).
É nessa dimensão que Deus deseja nos inserir. Não pelo caminho que traçamos, mas pelo caminho que Ele projetou para nós. A revelação de Deus sempre causará um choque naqueles que estão acostumados a ouvir sempre um mesmo discurso. Quando as pessoas vivem sob a antiga aliança, como alguns dos contemporâneos de Paulo (Gl 2.4), procurando aceitação diante de Deus pelas obras da Lei, não há liberdade. Mas as exigências da Lei não podem ser cumpridas e, por isso, tais pessoas permanecem sob a condenação da Lei. Entretanto, sob a aliança do Espírito, há liberdade para conhecer os caminhos de Deus, que nos são revelados pela Sua Palavra. Já não há mais memória de pecados (Rm 4.6-8), nem condenação para o pecador (Rm 8.1).

Conclusão
Nestes dias em que estamos vivendo, mais do que nunca a oração da Igreja deve ser para que nossa geração se volte para o Eterno Deus, torne-se urgentemente sensível à Sua voz e ande pelo caminho que Ele deseja conduzi-la.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 1º Trimestre de 2017, ano 27 nº 102 – Jovens e Adultos – Professor – Aprendendo com as gerações passadas – a importância, responsabilidade e o legado de uma geração temente ao Senhor para enfrentar as complexidades e os desafios da pós-modernidade.

Um comentário:

  1. porque o estudo em questão não é igual o da revista? ocorre algumas diferenças.

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