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Lição 09 - A geração que fracassou na Terra da Promessa

Lição 09 – 26 de Fevereiro de 2017 – Editora BETEL

A geração que fracassou na Terra da Promessa

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TEXTO ÁUREO
Comentarista: Pastor Manoel Luiz Prates

“Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.” Ec 1.4

VERDADE APLICADA
A pior tragédia para uma geração é viver alienada de Deus, andando por seus próprios caminhos.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Esclarecer que a fidelidade de uma geração não garante o sucesso da geração futura;
Ensinar que é possível viver alienado de Deus, mesmo nascendo em um lar cristão;
Tornar evidente que uma geração pode comprometer o sucesso da seguinte quando não cumpre seu propósito.

GLOSSÁRIO
Antepassados: Gerações anteriores de uma pessoa ou de um povo;
Minimizar: Diminuir; considerar sem importância;
Seara: Grande número de pessoas engajadas a algum princípio benéfico.

LEITURAS COMPLEMENTARES
Segunda:                 Terça:                       Quarta:
Dt 8.11-14                 Pv 8.13                      Lm 5.17
Quinta:                      Sexta:                       Sábado:
Os 6.3                        Jo 4.36-38                 1Tm 4.1-3

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Jz 2.6  E, havendo Josué despedido o povo, foram-se os filhos de Israel, cada um à sua herdade, para possuírem a terra.
Jz 2.7  E serviu o povo de Israel ao SENHOR todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que prolongaram os seus dias depois de Josué e viram toda aquela grande obra do SENHOR, a qual fizera a Israel.
Jz 2.8  Faleceu, porém, Josué, filho de Num, servo do SENHOR, da idade de cento e dez anos.
Jz 2.10  E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o SENHOR, tampouco a obra que fizera a Israel.

HINOS SUGERIDOS
169, 186 e 432.

MOTIVOS DE ORAÇÃO
Clame para que surjam professores capacitados para ensinar sobre Jesus.

Introdução
          Dentro da totalidade do plano eterno de Deus, a vida é um sopro, curta demais para tudo realizar. Cada geração desempenha sua parte na realização deste projeto e cada uma depende da outra para concluí-lo.

Sem comunhão, sem fé
O período dos juízes abrange aproximadamente 325 anos. A cronologia escrita dos juízes soma 410 anos, mas 1 Reis 6.1 reconhece 480 anos de intervalo entre o êxodo dos judeus do Egito e a construção do templo. Tão aparente discrepância fica esclarecida ao lembrarmos que havia, às vezes, simultaneidade de mandato de juízes, e que alguns juízes exerciam sua magistratura sobre uma área delimitada e não sobre as 12 tribos de Israel.
         Durante o período dos juízes, o povo israelita não estava sob controle de um rei e nem sequer de um líder como Josué, e muitas vezes os judeus se rebelaram até contra a autoridade de Deus. O resultado foi a anarquia, quando cada cidadão fazia o que bem entendia. Muitos estudiosos chamam o período em questão a “Idade das Trevas” da história de Israel. O Livro de Juízes também é conhecido como o “Livro do Fracasso”.
           Surge aqui uma pergunta inevitável: Qual o propósito de Deus em fazer com que um período tão pouco edificante fosse lembrado por escrito na Bíblia? As histórias do Livro de Juízes, na grande maioria são deprimentes, algumas delas cheias de violência e promiscuidade. É óbvio que Deus quis usar tais casos como exemplos para advertência às gerações futuras (1Co 10.11). Tais exemplos de pecados e confusão demonstram claramente ao povo de Deus aquilo que não se deve fazer.
         A chave para entendermos o declínio relatado nesse livro encontra-se em Juízes 2.10: “Depois que toda aquela geração foi reunida a seus antepassados, surgiu uma nova geração que não conhecia o Senhor e o que ele havia feito por Israel”. O descanso de Israel e as bênçãos dependiam da obediência a Deus. Mas, para obedecer a Deus, os israelitas precisavam conhece-Lo – e bem.
         O Novo Testamento retoma o assunto: “Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama” (Jo 14.21a). A obediência a Deus resulta de um relacionamento e depende do amor. Não escolhemos friamente obedecer a Deus para ganhar seu amor. Somente depois de sabermos que somos amados é que esse amor e essa confiança despertarão em nós a capacidade de obedecer.
       Quando a nova geração se afastou do relacionamento pessoal com Deus, era inevitável eu perdesse a capacidade de confiar em Deus e de obedecer-lhe. O descanso e a bênção, dependentes do estilo de vida prescrito na Lei, inevitavelmente também se perderam.
          Os capítulos iniciais de Juízes relatam a história do colapso de Israel e registram uma progressão reveladora.
        Obediência incompleta. Josué anulara toda possibilidade de os cananeus organizarem resistência contra Israel. Em seguida, a terra foi repartida entre as tribos, e cada tribo recebeu ordem para garantir a vitória sobre os inimigos em seu respectivo território. Porém, além de não cumprirem à risca as ordens do Senhor expulsando os nativos da região, os israelitas escravizaram-nos.
            Deus advertiu-os contra essa tendência perigosa. Juízes 2.1-4 relata que o Anjo do Senhor falou a todo o povo de Israel, lembrando-lhes que o Senhor havia feito aliança com Israel e mantivera a promessa de trazê-los para a Terra Prometida. Em seguida veio a exortação: “E vocês não farão acordo com o povo desta terra, mas demolirão os seus altares. Porque vocês não me obedeceram? Portanto, agora lhes digo que não os expulsarei da presença de vocês; eles serão seus adversários, e os deuses deles serão uma armadilha para vocês”.
          Apostasia. A sabedoria de Deus ao exigir que os cananeus fossem expulsos da terra revelou-se nos fatos que ocorreram em seguida. Influenciados pelos deuses da natureza e fertilidade dos povos vizinhos, que apelavam para o aspecto materialista e sensual do ser humano, os israelitas “seguiram e adoraram vários deuses dos povos ao seu redor [...] Abandonaram o Senhor e prestaram culto a Baal e a Astarote” (Jz 2.12-13).
          Casamentos mistos. O terceiro aspecto do afastamento de Israel de seu Deus foram os casamentos mistos (Jz 3.5-6). Com esse tipo de união entre israelitas e gente de outras raças, Israel não somente estava negando sua identidade como povo distinto e peculiar, mas era ainda estimulado a adorar deuses pagãos. O estilo de vida definido na Lei, cuja intenção era revelar o caráter moral de Deus e distinguir Israel de outras nações, foi trocado pela cultura imoral dos povos da terra.
         Notamos, portanto, entre os livros de Josué e Juízes uma clara degradação moral proveniente da nova geração que sucede à de Josué. É de se espantar a semelhança que encontramos entre os fatos ocorridos há tanto tempo e nossa realidade atual.
Em nossa era, a imoralidade, o culto a falsos deuses, o hedonismo, o materialismo e tantos outros males que assolam esta sociedade decadente e falida espiritualmente, são consequência dos mesmos erros praticados pelo povo escolhido do Senhor de então.
Obediência incompleta. Hoje, muitos cristãos não reconhecem seus próprios inimigos tais como a lascívia, a ganância, a desonestidade, a displicência e outros. Se acomodam em seus nichos, suas zonas de conforto, desenvolvendo uma relação completamente falha com o Senhor, nosso Deus, composta principalmente da observação ritualística dos cultos, deixando de se auto examinar e deixar que o Espírito do Senhor trabalhe em si.
Apostasia. Não são poucos os casos de cristãos, educados em lares cristãos, que, depois de um período de esfriamento da fé, se lançam no mundo. Perdem sua identidade de filhos de Deus, subvertem todos os princípios tão amorosamente inculcados em seus corações pela Palavra do Senhor e perdem a salvação. Passam a adorar os inúmeros deuses que a sociedade pós-moderna oferece, convencidos pelo inimigo de que estarão a salvo. Ledo engano.
Casamentos mistos. Jugo desigual. Uma coisa é ganhar almas para o Senhor Jesus Cristo, outra coisa é lançar-se de cabeça em um relacionamento com alguém que não conhece a Palavra de Deus. Não pode dar certo. Outro sentido interessante e bem atual para casamento misto é a mistura de festas mundanas com eventos evangélicos, de músicas mundanas com pretensos louvores, tirando completamente o sentido santo das atividades evangelísticas e eclesiásticas. Muitas denominações, em nome de uma “modernidade permissiva” abrem a guarda, deixando entrar costumes do mundo em um ambiente que deve ser santo. Não devemos nos espelhar no mundo, mas ir à contramão do mundo! Novamente, nestes casos, cristãos negam sua identidade como povo distinto e peculiar.
Tudo o que está acima exposto converge para uma única verdade: não devemos jamais nos descuidar da educação espiritual de nossa descendência. O exemplo delineado no Livro de Juízes nos mostra como as consequências dessa negligência podem ser fatais. Não nos esqueçamos de que através de nossos descendentes é que o nosso Deus prossegue com o projeto maior de Ele tem para nós. A salvação!
Tenham uma ótima semana na Paz do Senhor Jesus Cristo!
Márcio Celso - Colaborador

1.         Fidelidade de um e o sucesso de outro
Por mais poderosa e consagrada que seja uma geração, ela é insuficiente para dar conta de todo o trabalho dessa grande seara. A geração pós-Josué jamais compreendeu que o plano de Deus se concretiza de maneira progressiva através das gerações.

1.1.            Os desafios de nossa geração
Uma das maiores discussões de nosso planeta está em como aprender a conviver com as mudanças de nossa geração. A cada geração que passa, outra surge com novos desafios. Por exemplo, em alguns países, existem leis que aprovam os casamentos de pessoas do mesmo sexo (1Tm 4.1-3). Muita coisa ilegal nas gerações passadas está sendo legalizada. Outro fato alarmante é que há aproximadamente cinquenta anos, o sexo entre jovens e não casados era visto como desonroso, mas, hoje em dia, tornou-se comum, onde muitos jovens têm se tornado pais cada vez mais cedo.
Infelizmente, os dias atuais estão marcados pela irresponsabilidade daqueles que deveriam ser o reflexo da glória do Senhor e responsáveis pela expansão do Reino de Deus aqui na terra. É bem verdade que esse mau comportamento pode causar danos às futuras gerações

1.2.     Cada geração nasce com uma responsabilidade
A história de Josué terminou maravilhosamente bem. Ele viveu cento e dez anos e a sua geração foi fiel a Deus e cumpriu tudo que com o tempo se permitiu (Jz 2.7-8). Porém, em meio a tanto sucesso, a seguinte geração pouco herdou da herança espiritual de seus pais. Nos dias de Josué houve muitas conquistas, mas não todas. O que restava deveria ser concluído pelos filhos daquela geração. Não somente morreu Josué e sua geração, morreu também o seu legado. A seguinte geração, além de não conhecer a Deus, ainda desconheceu o legado de seus antepassados (Jz 2.7).
Na verdade, não é que eles não conheceram. Eles sabiam, mas nunca tiveram uma experiência marcante como a de seus pais. Eles nasceram numa terra farta, jamais foram escravos, tiveram a mão forte do Senhor a guiá-los, mas fracassaram em seu legado. Cada geração precisa ter seu encontro pessoal com o Senhor Deus, pois a salvação é individual.

1.3.     Toda geração possui uma missão
Desde a saída do Egito, o Senhor tinha um propósito para o Seu povo. Deus não queria que perecessem no deserto. Eis sua vontade: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Êx 19.5-6).
Sabe o que significa um tesouro especial? É aquilo em que Deus põe Sua total atenção, Seu cuidado, Seu amor. Os filhos de Israel foram escolhidos de entre todas as nações para andar com Deus (Is 41.9). Mas não era somente isso. Eles deveriam ser também para Deus um reino de sacerdotes e nação santa. Deus não os chamou somente para lhes conferir as riquezas de Sua graça. O Senhor dos Exércitos contava com eles para que cumprissem um propósito. A missão de Israel era primeiro conhecer intimamente a Deus e depois revelar esse conhecimento para as nações (Êx 19.5). Vale a pena ressaltar que um tesouro, além de ser a maior conquista de um rei, é também algo que exige segurança e cuidados para que os inimigos não o levem. Ser tesouro do Eterno Deus é ter um grande valor e uma grande proteção.

2.         Por que fracassa uma geração?
O fracasso da terceira geração foi simplesmente viver com Deus sem achar que deveria conhecê-Lo. É possível comer o maná e jamais entender seu significado. É possível estar no templo sem Deus no coração. O relacionamento com Deus deve ser contínuo para conhecê-Lo e entender Sua Palavra.

2.1.     Viver sem comunhão com Deus
A terceira geração nasceu livre, em uma terra abundante. Eles não precisavam esperar uma porção diária, como seus pais no deserto (Dt 8.7-10). Por esse motivo, relaxaram quanto à atenção que deveriam ter em relação à comunhão com Deus e a consciência de serem dependentes d’Ele, resultando assim, em tragédia e ruína. Essa geração não teve experiências significativas com Deus. Consequentemente, nunca chegou a ter consciência de sua necessidade de Deus. Eles deveriam recordar que seus pais foram salvos de uma escravidão que eles nunca experimentaram (Dt 8.11-14). Todavia, seu maior engano foi imaginar que não precisavam tanto de Deus quanto seus pais precisaram.
O Eterno Deus falava e o menino Samuel não entendia. Assim acontece com muitas gerações (1Sm 3.6-7). É importante entender que aqueles que foram libertos de uma vida escrava, que viveram escravizados por toda sorte de pecados, sabem muito bem o valor da salvação (Sl 116.16).

2.2.     Viver sem compromisso
Nascemos com um propósito todo especial designado por Deus (Jr 1.5). Viver apenas para si e para os próprios deleites empobrece a nossa existência (Jo 4.36-38). Deus não nos chamou para olhar para trás e criticar ou desfazer o que foi feito antes, mas sim, para dar continuidade e seguir adiante com o plano, buscando constante aperfeiçoamento para melhor cumprirmos a missão dada por Deus (Ef 4.12), preparando outras gerações para que possam ir adiante de nós e alcancem o que não pudemos alcançar (Sl 145.4).
A evolução da ciência e as principais descobertas da atualidade não aconteceram do dia para a noite. Elas são fruto do trabalho de pessoas que praticamente se anularam e renunciaram a uma vida normal, para se dedicarem integralmente às gerações posteriores. Eles sabiam que as futuras gerações dependiam inteiramente de seu árduo trabalho. Muitos morreram e nada viram, outros deram seguimento e concluíram com êxito a tarefa que lhes fora confiada (Tg 2.18,22).

2.3.     Viver sem conhecer a Deus é desperdiçar a própria vida
A geração da terra fértil não precisava de forma alguma entrar por caminhos desconhecidos, não precisavam cometer os mesmos erros, pois seus pais eram seus espelhos (Dt 8.1). Qual o maior tesouro que uma geração pode deixar para outra? O conhecimento de Deus. Foi exatamente esse quesito que essa geração desperdiçou. Como é importante ter um histórico de vida com Deus e uma família. Hoje, famílias inteiras estão sendo dizimadas. Casamentos estão desmoronando. O mundo vive um desequilíbrio social progressivo e a única coisa que pode frear o mal é um retorno à Palavra de Deus. O conhecimento de Deus vai além de saber que Ele existe, mas reside no fato de conhecer e obedecer à Sua Palavra.
O propósito do nosso Deus é que sempre sigamos adiante. O que teríamos hoje se os cientistas que sequer conhecemos não assumissem a responsabilidade de dar continuidade às pesquisas? O que seria de nós? Eles viveram para uma missão. É isso que Deus também espera de nós (Jo 15.16).

3.        Uma geração pode afetar a outra
O que semeia para o futuro uma geração que vive sem Deus? Problemas, somente isso. Dessa geração que apenas viveu pra si, desfrutando de uma terra fértil, surgiu uma geração problemática, imatura e incrédula, que Deus se compadecia e enviava um libertador a cada período de tempo, mas eles nunca se firmaram porque, infelizmente, não possuíam, como seus antepassados, uma vida com Deus (Jz 21.25).


3.1.     Sem legado só restarão ruínas
O descompromisso e a insensatez da geração da terra fértil fizeram parte do DNA da geração da época dos juízes (Lm 5.7, 17). Se observarmos a história dos grandes avivamentos, veremos que muito dos trabalhos feitos por grandes homens e mulheres de Deus hoje não passam de lembranças. Muitos locais se tornaram em mercados, museus e até ferrovias. Em muitos outros, o que podemos encontrar são ruínas e uma lembrança de que um dia o Senhor esteve presente ali.
Não devemos apenas ter o Senhor Deus como amigo, devemos apresentar esse amigo aos necessitados, àqueles que precisam. Mais do que nunca, a Igreja, a Noiva de Jesus Cristo, deve ser atuante e, por onde passar deve deixar a marca da presença do Senhor. É importante destacar que os sucessos e fracassos das gerações passadas são placas sinalizadoras para a nossa caminhada (Pv 22.28).

3.2.     Povo sem sucessão é povo sem sucesso
Josué viveu bem e alcançou sucesso em suas conquistas. Mas existe um fator que deveria ser apreciado no tempo de sua gestão. Josué recebeu uma capacitação da parte de Moisés, mas não há registro de ter preparado outro líder para dar seguimento à obra que realizava (Dt 23.9). A obra feita pela geração de Josué avançou bastante, mas ainda havia muito a fazer. A palavra que descreve esse tempo é: “cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Jz 21.25).
Quando não se conhece ao Senhor, o que existe são apenas ideias e intenções humanas. E os resultados são sempre ruína e destruição espiritual. Uma árvore jamais produz frutos para si. Ele jamais irá desfrutar do próprio fruto. Seu fruto é sempre para outrem. Assim também somos nós. Não somos um fim em nós mesmos. Se em nossa morte nossa influência não se perpetuar, logo, o que tínhamos como sucesso será esquecido de todos (Is 61.1-4). É importante ressaltar que a apostasia dos filhos de Israel durante o período dos juízes é muito mais repreensível quando vista através das grandes obras feitas pelo Senhor, o Deus Eterno. Grandes privilégios envolvem grandes reponsabilidades.

3.3.     Povo sem herança espiritual é povo sem perspectiva
A geração da época dos juízes de Israel era tão problemática que até os seus libertadores eram oscilantes (Jz 2.16-19). Durante quatrocentos anos, tudo o que havia de Deus era uma lembrança. Deus até os socorria de tempos em tempos, mas quando morria um juiz o povo caia na mesma desgraça. A primeira grande tarefa de um salvo não é conhecer o que o Senhor é capaz de fazer, mas quem é o Senhor que o salvou (Os 13.4; Jr 9.24). Toda a desgraça se deu porque essa geração não conheceu ao Senhor. Esse foi o motivo de seu fracasso. Deus é Deus de aliança, de comunhão e não somente o doador de bênçãos.
A aliança com o Eterno Senhor Deus é a base para uma vida frutífera e feliz (Is 33.6). Leia Juízes 2.19 e veja esse versículo como o retrato de um povo que renunciou ao compromisso com o Senhor: “Porém sucedia que, falecendo o juiz, tornavam e se corrompiam mais do que seus pais, andando após outros deuses, servindo-os e encurvando-se a eles; nada deixavam das suas obras, nem do seu duro caminho”. Vemos no livro de Juízes os princípios que regeram o relacionamento do Senhor Deus com os filhos de Israel durante quase dois séculos. Podemos observar que houve um ciclo repetitivo de quatro fases neste período: apostasia, servidão, súplica e livramento. A nação israelita abandonou o Senhor, crime que envolvia a deslealdade a seus antepassados e esquecimento voluntário das poderosas obras que o Senhor realizara em seu benefício, especialmente o livramento do Egito. Todas as comprovações de suas tradições deveriam ter assegurado a fidelidade do povo, mas, ao contrário, voltaram-se para os deuses dos povos no meio dos quais haviam chegado, cuja religião parecia estar mais diretamente voltada para a prosperidade do povo.

Conclusão
A geração pós-Josué não obteve o resultado esperado porque deixou o Senhor e serviu a deuses estranhos. Aprendemos nesta lição que mesmo estando no lugar em que Deus nos colocou, corremos o risco de perder a bênção e comprometer o sucesso das futuras gerações.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 1º Trimestre de 2017, ano 27 nº 102 – Jovens e Adultos – Professor – Aprendendo com as gerações passadas – a importância, responsabilidade e o legado de uma geração temente ao Senhor para enfrentar as complexidades e os desafios da pós-modernidade.

4 comentários:

  1. Adorado seja Jesus Cristo. Muito Obrigado. Ev. Roberto

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  2. O perigo é demonstrar desinteressado em relação a conhecer os propósitos de Deus, por meio da sua Palavra, sendo que não só basta o conhecer (Oseias 6;3),mas também adquirir nossas próprias experiencias com Ele, e não esperar só dos outros, porque cada um tem que ter a sua própria história, aí esta o sucesso de uma geração, que não deixa a chama do altar se apagar, antes se coloca na brecha, para que em nós se manifeste os evangelho do reino de Deus, sendo assim nunca deixará se levar por qualquer vento de Doutrina.

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  3. amei muito edificante esta liçao q Deus abencoe.

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