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Lição 10 - A geração dos filhos de Issacar

Lição 10 – 05 março de 2017 – Editora BETEL

A geração dos filhos de Issacar

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TEXTO ÁUREO
Comentarista: Pastor Manoel Luiz Prates

“Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena.” Pv 24.10

VERDADE APLICADA
A certeza de que o Senhor está conosco já é o suficiente para avançar e conquistar tudo o que Deus preparou para os Seus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Mostrar quem era Issacar, a bênção profética em sua vida e as decisões que tomou acerca de si;
Apresentar três defeitos predominantes de uma das gerações dos filhos de Issacar;
Instruir os alunos acerca da nova geração e a necessidade dessas qualificações na atualidade.

GLOSSÁRIO
Alheio: Que é do outro;
Fértil: Que produz em abundância; fecundo, produtivo;
Província: Subdivisão territorial de um país ou de um império.

LEITURAS COMPLEMENTARES
Segunda:                 Terça:                       Quarta:
Pv 12.24                    Is 46.2                        Mt 11.29.30
Quinta:                      Sexta:                       Sábado:
Mt 25.1-10                 Rm 15.4                    Hb 11.34

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Gn 30.18  Então, disse Léia: Deus me tem dado o meu galardão, pois tenho dado minha serva ao meu marido. E chamou o seu nome Issacar.
Gn 49.14  Issacar é jumento de fortes ossos, deitado entre dois fardos.
Gn 49.15  E viu ele que o descanso era bom e que a terra era deliciosa, e abaixou o seu ombro para acarretar, e serviu debaixo de tributo.
1Cr 12.32  E dos filhos de Issacar, destros na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer, duzentos de seus chefes e todos os seus irmãos, que seguiam a sua palavra.


HINOS SUGERIDOS
75, 96 e 131.

MOTIVOS DE ORAÇÃO
Louve a Deus pela vida de homens que se dedicam à obra do Senhor de forma genuína.

Introdução
O caminho quarenta e nove de Gênesis apresenta Jacó nos últimos momentos de sua vida. Ele agrega seus filhos e netos ao seu redor e profere uma bênção profética que revela o destino de cada um de seus filhos e netos.

Com força, sem luta
Issacar era filho de Jacó com Léia. O episódio bíblico conta que Raquel pediu a Léia, sua irmã, as mandrágoras que o seu filho havia colhido. Léia, irritada, respondeu-lhe: “Achas pouco me teres levado o marido, tomarás também as mandrágoras do meu filho?”. Raquel então lhe disse que, em troca, ela dormiria com Jacó naquela noite. Desta união houve o nascimento de Issacar, seu quinto filho, nono de Jacó. De seu tronco formou-se a tribo do mesmo nome que, já no final da caminhada pelo deserto, depois do Êxodo, somava mais de 64 mil membros. Herdaram as terras entre o rio Jordão e o monte Tabor, incluindo grande parte do vale de Jezreel.
O último acontecimento na vida do velho Jacó foi a bênção profética que deu a cada um dos seus doze filhos. O destino da nação estava nas mãos de seus descendentes. Algumas vezes a previsão era boa, outras, nem tanto.
Em Gênesis 49, podemos ler sobre estas revelações dotadas de poder divino que o patriarca ofereceu a cada filho. A forma poética destas palavras as fez memoráveis, penetrantes e poderosas. Esses foram os oráculos de Deus, tanto quanto as profecias de Isaías e Jeremias.
As palavras de Jacó para Issacar são o presságio de uma pesada escravização seguindo-se uma época de abundância (Gn 49.14-15).
Depois de tomarem posse da Terra da Promessa, os descendentes de Issacar acharam-na aprazível e se acomodaram dentro de seu novo “status quo”. Foram acometidos por invasores cananeus e, por fim, amargaram o triste jugo da escravidão em sua própria terra. Não tiveram objetivos audaciosos, metas espirituais elevadas, eram fortes, mas sem disposição, numerosos, mas não animosos.
Já não é o caso da geração seguinte a essa, dentro da tribo de Issacar. Débora, a juíza, destaca em seu cântico de vitória sobre Sísera, a participação ativa dos descendentes de Issacar (Jz 5.15), assim como o escritor de 1 Crônicas destaca a visão dessa mesma linhagem na interpretação dos tempos, na atualização constante de informações essenciais para sua época e atividades e, principalmente, para a instrução do reino e seus súditos, nesse caso o reino dirigido pelo próprio rei Davi (1Cr 12.32).
Em alguns casos, ainda encontramos, dentro de nossa geração atual, irmãos em Cristo Jesus que, habituados a seu “status quo”, sua condição de salvos, deixam de lutar e assumir uma posição de conquista frente às armadilhas do inimigo, até que, sorrateiramente este lhe tira o que de mais importante têm: a posse da Terra da Promessa, da salvação.
É uma condição muito confortável a que temos a partir do sacrifício vicário de nosso Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário. Mas, sob hipótese alguma é uma condição em que devamos nos acomodar.  “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em vosso derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1Pe 5.8).
A posição digna de todo cristão é a dos descendentes posteriores da tribo de Issacar, que se puseram a serviço do povo de Deus, disponibilizando todo o seu conhecimento e visão espiritual nas diversas guerras traçadas, vencendo e solidificando o Reino para honra e glória do Senhor.
Não nos deixemos levar pela acomodação que o mundo pós-moderno nos oferece. Sejamos ativos constantemente não nos conformando com as maneiras mundanas (Rm 12.2), mas lutando constantemente contra posições frontalmente contrárias à nossa fé e à Palavra do Senhor, nosso Deus.
Tenham uma abençoada e proveitosa semana, na Paz do Senhor Jesus Cristo!
Márcio Celso - Colaborador

1.         Issacar, jumento de fortes ossos
A história da tribo de Issacar indica que Jacó, quando o abençoou, estava antevendo um tempo em que, por causa de suas possessões e prosperidade, Issacar se curvaria diante de invasores estrangeiros (Gn 49.10). Issacar era forte, mas decidiu ser escravo e não lutar.

1.1.        Forte, mas prefere não lutar
Issacar, o quinto filho de Jacó com Léia, é representado como um amante do descanso e do sossego (Gn 49.14-15). A palavra jumento aqui é “hamor”, que designa a forte besta de carga que se submete ao jugo mortificante, sem se queixar, a fim de poder ficar livre para se deitar de forma sossegada e confortável (Pv 12.24). Outra tradução importante para Issacar é: “homem de aluguel” (Gn 30.16-18), considerando uma parte de seu nome no hebraico. Submetidos ao jugo cananeu, os filhos de Issacar preferiam pagar tributo para viver na própria terra, a ter que lutar e defendê-la.
No texto de Gênesis 49.14, Issacar é comparado a uma besta de carga, satisfeito com a tranquilidade na terra e pronto a se sujeitar aos cananitas. A tribo de Issacar nunca dominou a terra que lhes havia sido dada como herança. Para não ter que abandoná-la, em vez de lutar contra os inimigos, eles preferiram serem escravos e pagar tributo. Issacar renunciou à promessa da terra, não tomou posse, não lutou por aquilo que Deus lhe havia dado como herança. Preferiu viver na comodidade, preferiu trabalhar como escravo. Era forte, mas trocou seus direitos para não ter que desprender esforço. Moisés profetizou que Issacar, juntamente com Zebulom, como tribos, participariam da indústria marítima e serviriam como local para a adoração pública (Dt 33.18-19).

1.2.     Forte, mas gosta de descanso
Estamos rodeados de pessoas à semelhança de Issacar (Gn 49.15). Pessoas com vigor e energia, que receberam de Deus uma grande promessa de vitória, mas, por serem acomodadas, vivem como escravos no lugar onde deveriam reinar. Pessoas que têm tudo para conquistar, mas não se esforçam, são como as virgens imprudentes, que observam o azeite alheio e dormem já pensando em pedir emprestado (Mt 25.3-8). Pessoas que não querem nada com espiritualidade ou compromisso cristão. Pessoas que receberam uma herança, mas quem toma conta são os “cananeus”.
É bem verdade que aquela geração conhecia muito bem a sua missão. Eles sabiam que deveriam expulsar os inimigos e defender suas terras férteis, constantemente alvos de ataques. Essa geração dos filhos de Issacar representa os cristãos que não se envolvem, não querem se ferir na batalha, que preferem não lutar, ainda que isto lhes custe a verdadeira liberdade (Jo 8.36).

1.3.     Forte, mas prefere ser escravo
A característica dos grandes heróis de Deus é sempre buscar forças na hora da fraqueza (Hb 11.34). Essa geração tinha força, mas preferiu esquecer o que possuía para não ter que se envolver em uma luta (Gn 49.14-15; 2Co 12.9). Por que Issacar decidiu não lutar? O maior problema dessa tribo foi se contentar com a terra. Por ser terra fértil, preferiu viver nela como escravo e pagar tributo do que enfrentar os inimigos que a atacavam. Quando o reino de Salomão foi dividido, eles foram a primeira província a perder a liberdade e ser tomada pelos pagãos. Essa geração de Issacar nunca foi determinada, sempre lhes faltou ousadia e desejo de conquistar algo além. Por isso, viveram como escravos em sua própria terra.
O que aconteceu com essa geração é algo comum em nossos dias. Sem determinação não sairemos da posição em que estamos. Existem pessoas em nosso meio que já estão assim há muito tempo. Infelizmente, são pessoas que já perderam o alvo e que estão precisando urgentemente orar pra que o Senhor traga ânimo e abra a visão de Seu povo, para não nos contentarmos com fardos que não precisamos carregar (Is 46.2; Mt 11.30).

2.         Os problemas da geração de Issacar
A geração dos filhos de Issacar tinha a opção de viver sem negligenciar seus direitos, mas abriu mão da batalha para viver mediocremente. Destacamos três coisas importantes dessa geração a fim de extrair lições para nossas vidas (Rm 15.4).

2.1.     Visão deturpada de si mesmo
Uma geração vencedora certifica-se de “quem é o que deve fazer”. O que visualizou Issacar? Viu que o descanso era bom. Viu que a terra era fértil (terra de delícias), e, vendo isso, certamente descansou ali, mesmo com sofrimento. A única coisa que não viu, ou ignorou, foi a força que possuía (Gn 49.15). Issacar não teve consciência de sua vocação (Ef 4.1). Eles poderiam se tornar a quarta geração vitoriosa. Era filho de Israel, o Jacó transformado e abençoado por Deus; era neto de Isaque, o filho da promessa; e bisneto de Abraão, o pai da fé. Havia um histórico de bênção, mas eles o ignoraram (Ef 1.18).
Issacar não era qualquer um, porque a bênção e as promessas de Deus já estavam sendo repassadas de pai para filho há três gerações. Eles eram vocacionados para a grandeza, mas ignoraram a oportunidade. Nós também cometemos erros similares quando fazemos declarações de fé e agimos sem consciência alguma da posição que exercemos em Deus (1Co 1.26).

2.2.     Falta de determinação
Esta geração da tribo de Issacar não teve determinação, alvos, propósitos. Eles eram como a figueira que Jesus amaldiçoou. Eles eram como a figueira que Jesus amaldiçoou. Estavam fincados na terra, mas jamais preencheram a expectativa pela qual foram postos ali. Muitos cristãos em nossos dias precisam atentar para este acontecimento. Não podemos limitar nossa visão ao ponto de não termos sonhos. Precisamos deixar nossa zona de conforto. O Senhor Jesus Cristo nos escolheu e nos nomeou para sermos frutíferos. Temos uma missão a cumprir. É preciso vencer o comodismo (Jo 15.6, 16).
Falta de determinação implica em apenas passar os dias e viver uma vida sem sentido. Não ter alvos nem propósitos é como viver sem chegar a lugar algum. Assim como Issacar, todos nós temos virtudes e precisamos ver aquilo que é importante em cada um de nós, o que realmente nos diferencia dos demais. Issacar era forte e precisava usar essa força. Descansou quando era a hora de lutar. Não podemos perder as oportunidades que o Senhor nos oferece (Hb 11.6).

2.3.     Preguiça
Durante muitos anos, a geração de Issacar viveu apenas no cumprimento da parte negativa de profecia de Jacó, seu pai. Estava difícil nascer na tribo de Issacar alguém que cumprisse a primeira parte da bênção. Em seu cântico, Débora, juíza em Israel, informa que os principais da tribo de Issacar estavam com ela na vitória contra Sísera (Jz 5.15). Deus sempre espera que alguém tenha a coragem de crer em coisas extraordinárias (Rm 8.19).
Uma geração inteira pode fracassar, mas isso não significa que o que é ruim perdure eternamente. O Eterno sempre está disposto a fazer algo quando alguém se dispõe a acreditar. A fé nos aproxima de Deus. Está escrito: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores: e, vós de duplo ânimo, purificai os corações” (Tg 4.8). Tudo o que temos que fazer é dar o primeiro passo e mostrar para Deus que acreditamos n’Ele e não nas circunstâncias ao nosso redor. Ele mesmo disse em Sua Palavra: “Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê” (Mc 9.23). Em Juízes 5, Débora canta sobre a vitória de Israel sobre Sísera, comandante do exército de Canaã. Neste capítulo é dado um grande destaque para a tribo de Issacar (Jz 5.15). Eles não ficaram em cima do muro. Eles desceram e foram ajudar os seus irmãos, não se preocupando se a tarefa seria fácil ou difícil. Aqui está uma qualidade que precisamos buscar e desenvolver em nosso caráter: a disposição de ajudar. Vivemos a grande crise do amor. Muitos se escondem atrás de instituições de caridade, mas de fato nada fazem pessoalmente por seus irmãos. Vivem apenas a teoria e não a prática.

3.         Uma outra geração de Issacar
O que o cronista registra acerca dessa outra geração dos filhos de Issacar é surpreendente. Ele lista duas qualidades que são de suma importância para os últimos dias da Igreja, pois refletem os atributos do homem espiritual, que tudo sabe interpretar (1Cr 12.32; 1Co 2.15).

3.1.     Destros na ciência dos tempos
Essa outra geração de Issacar não se apossou somente da força predita por Jacó. Ela também foi possuidora de um conhecimento tanto humano quanto divino. Eles sabiam interpretar os tempos, eram atualizados em informação, dotados de conhecimento de causa. Nestes tempos difíceis que vivemos, urge a necessidade de um povo com essas características, pessoas que conheçam os tempos (Lc 12.54-56). Os tempos são trabalhosos, o anticristo está às portas, o arrebatamento se aproxima. Precisamos aprender a discernir entre o bem e o mal (1Co 2.11-13).
Nosso Senhor Jesus Cristo censurou os escribas por não saberem discernir os sinais de Sua vinda como o Messias prometido a Israel e os tempos ordenados antes da fundação do mundo. Mesmo com todo o conhecimento que tinham das Sagradas Escrituras, o véu da revelação ainda perdurava. Esta geração dos filhos de Issacar era destra no assunto e tinha entendimento para interpretar e revelar o que Israel devia fazer (1Cr 12.32).

3.2.     Entendidos para instruir o reino e os súditos
Essa geração dos filhos de Issacar possuía uma marca: a ciência dos tempos. Não eram pegos de surpresa, eles surpreendiam. Estavam sempre à frente e o rei só tomava decisões após consultá-los (1Cr 12.32; 1Co 2.14-5). Eram homens estrategistas, que sabiam o que o povo deveria fazer, como fazer em qualquer circunstância e o melhor momento. Foi um grande e importante reforço para Davi no momento de sua coroação em Hebrom (1Cr 12.23-32). Tudo isso resultava no crescimento da nação, na expansão do reino, na grandeza do povo e na comunhão com Deus (Jl 2.28-30).
Maior que a sabedoria dos filhos de Issacar é a sabedoria do Espírito Santo, que conhece até mesmo as profundezas do Altíssimo. Somos extremamente privilegiados, porque o Consolador compartilha conosco de Seu infinito poder. Se os filhos de Issacar eram destros na ciência dos tempos, nós também podemos ser ainda muito mais, pois, o Espírito Santo nos ensinará o que há de vir (Jo 14.26; 1Co 2.9-13). Um grande derramamento do Espírito Santo está previsto para os últimos dias e toda a terra se encherá do conhecimento dessa glória (Hc 2.14).

3.3.     A sabedoria que influencia para o bem
A ciência sempre contagia. Ela mostra o que um homem pode fazer através da capacidade humana. Porém, a ciência de Deus é impactante, porque mostra o que um homem pode fazer quando está aliado ao Criador. Essa geração de Issacar era respeitada e reverenciada por todos, a começar pelo rei Davi, que não se movia sem os seus conselhos. Perdemos muito tempo na vida por não entender os tempos de Deus. Alguns homens se atrasaram ou se equivocaram na presença de Deus por não discernirem o tempo, como Jonas ou Sansão. Outros seguiram adiante pela fé, como os heróis de Hebreus 11. Essa geração não somente conheceu, mas também influenciou seu rei e seus irmãos (1Cr 12.32).
Discernir o tempo certo de Deus redunda não somente em bênção para as nossas vidas, mas também para todos aqueles que estão ao nosso redor e fazem parte de nosso convívio. Precisamos orar e desejar receber a sabedoria espiritual para discernir o tempo e o modo (Ec 8.5).

Conclusão
A geração de Issacar nos estimula a viver e agir de forma diferente em nossos dias. Precisamos urgentemente aprender a interpretar os sinais de nosso tempo. Eles possuíam um altíssimo nível de ciência divina, e, hoje, o Espírito Santo nos convida para viver da mesma maneira em nosso tempo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 1º Trimestre de 2017, ano 27 nº 102 – Jovens e Adultos – Professor – Aprendendo com as gerações passadas – a importância, responsabilidade e o legado de uma geração temente ao Senhor para enfrentar as complexidades e os desafios da pós-modernidade.

2 comentários:

  1. Estudo Maravilhoso e agradeço a Deus por voçê se esforçarem tanto, que Deus os abençoem.

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