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Lição 07 - A coragem de um profeta levantado por Deus

Lição 07 – 14 maio de 2017 – Editora BETEL

A coragem de um profeta levantado por Deus

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TEXTO ÁUREO
Comentarista: Pastor Clementino de Oliveira Barbosa

“Toma o rolo de um livro, e escreve nele todas as palavras que te tenho falado de Israel, e de Judá, e de todas as nações, desde o dia em que eu te falei a ti, desde os dias de Josias até hoje.” Jr 36.2

VERDADE APLICADA
Poucas pessoas nas Sagradas Escrituras exibiram fé, coragem e resiliência como Jeremias.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Citar que precisamos ser valentes em nossa missão;
Reconhecer que precisamos ter atitude;
Conhecer a liderança de Cristo em nossas vidas.

GLOSSÁRIO
Entusiasmo: Paixão, dedicação, alegria;
Insano: Tolo, insensato;
Litígio: Demanda judicial, contenda, conflito de interesses.

LEITURAS COMPLEMENTARES
Segunda:                 Terça:                       Quarta:
Jr 36.4                        Jr 36.5                       Jr 36.6
Quinta:                      Sexta:                       Sábado:
Jr 36.7                       Jr 36.8                        Jr 39.9

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Jr 36.1  Sucedeu, pois, no ano quarto de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, que veio esta palavra do SENHOR a Jeremias, dizendo:
Jr 36.2  Toma o rolo de um livro, e escreve nele todas as palavras que te tenho falado de Israel, e de Judá, e de todas as nações, desde o dia em que eu te falei a ti, desde os dias de Josias até hoje.
Jr 36.3  Ouvirão, talvez, os da casa de Judá todo o mal que eu intento fazer-lhes, para que cada qual se converta do seu mau caminho, e eu perdoe a sua maldade e o seu pecado.


MOTIVOS DE ORAÇÃO
Clame por sabedoria, fidelidade e coragem para os nossos amados irmãos.

Introdução
A lição a ser ministrada hoje fala da maneira que o profeta Jeremias amava ao Senhor de Israel. Para ele, Deus era a realidade suprema. Jeremias imputa a Deus, a quem servia, as mais altas honrarias (Jr 32.17, 25).

Coragem, obediência e consciência
O livro de Jeremias traz informações sobre a natureza, o registro, a composição e a história da Palavra de Deus em seus períodos de formação, mais do que qualquer outro livro da Bíblia. Existem mais de 250 referências à Palavra de Deus em Jeremias em expressões como a palavra do Senhor, minha(s) palavra(s) e veio a palavra do Senhor. O profeta Jeremias foi um instrumento de revelação divina, falando à medida que Deus lhe revelava sua mensagem. No capítulo 36, os primeiros oráculos de Jeremias são registrados em um rolo (Jr 26.1-4); Baruque recebeu ordens para ler o livro no templo (Jr 36.9); o rolo foi lido durante o jejum (Jr 36.9-10); Micaías levou um relatório desse pronunciamento até o palácio (Jr 36.11.13); Baruque tornou a ler o rolo no palácio (Jr 36.14-19); o rolo foi lido perante Jeoaquim, que em seguida o queimou (Jr 36.20-26); o rolo foi escrito novamente (Jr 36.27-28); e o oráculo do julgamento resultante foi pronunciado contra Jeoaquim e família real (Jr 36.29-32).
Muita gente fala sobre conhecer a Deus. No entanto, o que isso significa realmente? As Escrituras parecem sugerir duas maneiras pelas quais uma pessoa pode conhecê-lo. A primeira é ter um relacionamento pessoal com Ele. Podemos conhecer o Senhor nesse sentido, por causa do que Cristo fez na cruz para remover a barreira o pecado que nos separava do Pai (Gl 4.3, 9); Hb 8.11-12). Entretanto, conhecer Deus no sentido de ter um relacionamento com Ele, caminha lado a lado com o sentido dessa experiência de conhecê-Lo: o de viver de uma maneira que Lhe agrada. Se afirmarmos conhecer a Deus, então nossas atitudes devem demonstrar isso (1Jo 1.6). Foi com base nisso que Jeremias desafiou o rei Jeoaquim (Jr 22.15-16).
Jeoaquim foi coroado pelos egípcios, que depuseram seu irmão Jeoacaz após este ter ocupado o trono por apenas três meses (2Rs 23.31-34). Judá passou a ser controlado pelo Egito, pagando cem talentos de prata e um talento de ouro, provavelmente todos os anos. Para conseguir os recursos necessários, Jeoaquim aumentou os impostos (Jr 23.35), o que aparentemente foi bastante prejudicial para os pobres (Jr 22.16-17). Enquanto isso, realizava extravagantes projetos de construção, sempre oprimindo a classe trabalhadora (Jr 22.13-14).
Além desses pecados, Jeoaquim trouxe de volta os ídolos que seu pai Josias, havia destruído (Ez 8.5, 17), e chegou até a caçar um profeta do Senhor e ordenar que ele fosse executado (Jr 26.20-23). No geral, a avaliação de Deus a respeito desse rei era que ele estava comprometido apenas com sua própria cobiça (Jr 22.17).
Talvez Jeoaquim pensasse que, por ser israelita e seu pai ter conhecido o Senhor, ele automaticamente também conhecia Deus. Se esse era o caso, estava enganado. Josias havia demonstrado atitudes coerentes com suas palavras, realmente promovendo justiça e juízo, e não apenas falando a respeito disso. Nesse sentido, ele realmente conhecera o Senhor (Jr 22.15-16).
O ato de Jeoaquim, ao rasgar e queimar o rolo do livro que Jeremias havia escrito, torna clara toda a falsidade ideológica que esse rei cultivava em seu coração. Ao perceber o juízo de Deus sobre sua vida, sobre a nação de Judá e também sobre todas as nações, Jeoaquim talvez tenha percebido o quanto de engano havia em suas atitudes e em sua soberba. Não poucas vezes, a reação de um ímpio à admoestação do Senhor costuma ser violenta e raivosa. Ninguém gosta de ser confrontado com suas próprias iniquidades.
Jeremias, pelo contrário, demonstrou a profundidade de seu relacionamento pessoal com o Senhor, sendo enfático, resiliente e insistente. O fato de ter reescrito o livro com seu amigo Baruque demonstra a firmeza de propósitos de um profeta comprometido tão somente com a verdade.
A propósito, vivemos hoje um quadro político, social e espiritual muito parecido com o da época de Jeoaquim. Nossos governantes, não só em nossa pátria, mas em inúmeras nações, estão mais preocupados em satisfazer os desejos de seus próprios corações, concluir os projetos espúrios de uma visão pessoal de poder e domínio, enquanto o povo, sempre o povo, padece das mais diversas formas de miséria. Miséria física, intelectual, moral e espiritual. Não nos é permitido pensar, sonhar ou almejar nada além daquilo que nos seja proposto para nossa necessidade básica e imediata.
Grande parte da população mundial está à beira da fome, vivendo na mais absoluta miséria, sem perspectivas de um futuro melhor, sendo oprimida pela força das armas e das mais absurdas leis, tendo restringidos seus mais básicos direitos. Todos os dias, graças aos meios de comunicação, assistimos boquiabertos a cenas horripilantes e maquiavélicas que colocam a descoberto toda a dimensão catastrófica da corrupção humana.
É isso que queremos para os nossos filhos? Lógico que não, somos cristãos e, em tese, conhecemos a forma como Deus se agrada de que procedamos. É necessária e urgente uma atitude profética tal qual Jeremias teve em sua época. Não basta conhecermos a Palavra de Deus, temos que praticá-la, temos que fazer a diferença. Só o exemplo edifica.
Para isso é preciso coragem, obediência e consciência.
Uma semana abençoada, na Paz do Senhor Jesus Cristo!
Márcio Celso - Colaborador

1.         Coragem para decidir qual lado ficar
Estudando o livro de Jeremias, percebemos que ele tinha convicção do seu chamado (Jr 1.4). Um fogo ardia dentro dele, misturado com entusiasmo e desejo de querer fazer a vontade de Deus até o fim (Jr 20.9).

1.1.        A loucura do rei Jeoaquim
Deus chamou o profeta Jeremias e lhe orientou a escrever um livro sobre todas as palavras que o Senhor havia dito sobre Israel, Judá e todas as nações (Jr 36.2). Como estava proibido de ir ao templo (Jr 36.5), ordenou ao seu escrivão que fosse e lesse os escritos em voz alta, de modo que eles escutassem tudo o que o Senhor Deus havia dito (Jr 36.8). Estas palavras chegaram ao conhecimento do rei Jeoaquim. A Bíblia relata que era tempo de friagem e o rei estava no seu palácio de inverno, sentado perto do fogo. Depois de ouvir a leitura de três ou quatro folhas, o rei ficou muito irritado, pegou um canivete, cortou o rolo em pedaços e jogou no fogo (Jr 36.23). Que triste para um povo ter um rei insano. Nem o rei e nenhum dos seus servos que ouviram todas aquelas coisas ficaram com medo ou mostraram qualquer sinal de arrependimento (Jr 36.24).
Deus pune o Seu povo dando-lhes maus líderes. Entretanto, o meio que Ele usa para compensá-los é dando-lhes bons líderes (Jr 30.21-22). O profeta Jeremias, sob orientação divina, escreveu num rolo uma carta combatendo os moradores de Judá. Essa mensagem também alertava de que sua capital, Jerusalém, seria devastada, a menos que transformassem suas atitudes. O rei Jeoaquim não foi o único a tentar queimar a Palavra de Deus. No período que Israel ficou sob domínio da dinastia selêucida, o rei Antíoco Epifânio queria difundir a cultura helenística em todo seu domínio. Para isso, ele tentou impor a cultura e religião gregas aos judeus, saqueando o templo do Senhor em Jerusalém, tentando destruir todos os rolos da Lei. Outro governante que tentou apagar as Escrituras foi o imperador romano Diocleciano. O que Jeoaquim, Antíoco e Diocleciano tinham em comum? O mesmo desejo de eliminar a Palavra de Deus. Apesar disso, a Bíblia sobreviveu a todas as tentativas de destruí-la, porque a Palavra de Deus é eterna!

1.2.     Jeremias se esconde do rei
Em vez de obedecer à voz de Deus, o rei ordenou que prendessem Jeremias e o seu escriba. Mas o Senhor já os tinha escondido (Jr 36.26). Esconderijo é o lugar onde alguém ou algo se esconde. Uma espécie de abrigo, um refúgio. Em algumas situações, a fuga é a melhor decisão a ser tomada. José fugiu da mulher de Potifar (Gn 39.7, 12). O anjo do Senhor aconselhou a José e Maria a fugirem com o menino para o Egito (Mt 2.13). Elias fugiu para o deserto (1Rs 19.3-4). No momento da perseguição, necessitamos ir ao ambiente de intimidade, o esconderijo de Deus. É para lá que o Soberano quer nos conduzir para palestrar conosco.
Assim como Adão e Eva, muitos de nós escolhemos nos esconder de Deus (Gn 3.8). O livro de Jonas nos narra em duas ocasiões eu Jonas “fugiu de Deus”. E, porque fugiu de Deus, encarou tempestade, desesperança e obscuridade. Ele teve a certeza que fugir de Deus é uma péssima escolha (Jn 1.3). O pecado penetrou na humanidade e gerou esta separação com o criador. A partir desta fissura do pecado, os homens começaram a trilhar o caminho de rebeldia.

1.3.     Resiliência
Resiliência é a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder à pressão seja qual for a situação. A resiliência demonstra se uma pessoa sabe ou não funcionar bem sob pressão. Depois que o rei queimou o rolo, Jeremias se saiu bem sob pressão. Ele pegou outro rolo e escreveu tudo o que estava escrito naquele que o rei havia queimado e mandou pronunciar o seguinte: “Tu queimaste este rolo, dizendo: Por que escreveste nele anunciando: Certamente virá o rei da Babilônia, e destruirá esta terra, e fará cessar nela homens e animais?” (Jr 36.29). O rei pensava que, queimando o rolo, fosse calar a Palavra de Deus. O que ele não sabia é que o profeta Jeremias não se calaria diante das adversidades.
José é outro grande exemplo de resiliência. A partir do momento que foi comercializado como escravo até virar governador do Egito, José ficou encarcerado aproximadamente por dezessete anos, sendo quinze anos como escravo de Potifar e dois anos na prisão. Depois de tudo isso, ele venceu os obstáculos e se saiu vencedor. Um outro exemplo de resiliência é Rute, que teve três pessoas falecidas na sua família: seu sogro, seu cunhado e seu marido. Residiu com a sogra, arrecadando sobras de trigo nos campos de Boaz. Mas, mesmo assim, não desistiu e nem se lamentou daquela circunstância.

2.         A importância da cooperação
Deus e o povo eram como noivo e noiva, como marido e esposa (Jr 2.2). Mas a aliança entre os dois havia falhado e eles se separaram (Jr 3.8). A esposa (povo) largou o marido (Deus) e foi atrás de outros amantes (deuses) (Jr 2.25; 4.30) e adulterou (Jr 2.20; 3.20; 5.7). Por isso, Deus, o marido, não queria mais saber da esposa (Jr 2.22; 5.7).

2.1.     O sucesso de Jeremias estava na atitude
A atitude é o critério para o sucesso. Quando procuramos nas Escrituras Sagradas alguém que se encaixe neste perfil, nossos olhos sobrevêm sobre a vida do profeta Jeremias. Mesmo com o casamento rompido entre Deus e o povo, Jeremias decide ficar do melhor lado: o lado de Deus. Poderíamos citar muitos outros, no entanto, enxergamos na vida desse homem um exemplo de quem tomou a atitude correta em se tornar um profeta do Senhor, pois ser profeta é extremamente mais do que pregar sobre coisas que sobrevirão. Profetizar é ver o Senhor convocando Seu povo de volta para Si (1Pe 2.9).
Alguns exemplos de pessoas que demonstraram atitudes diante do Senhor: Paulo, em servir ao Senhor após ouvir Sua doce voz (At 9.18); a mulher do fluxo de sangue (Mc 5.25, 34); Pedro, ao sair do barco para ir ter com o Mestre (Mt 14.29); Jacó, quando disse: “Não te deixarei enquanto não me abençoares.” (Gn 32.26).

2.2.     Deus sempre coloca pessoas para nos ajudar
Deus sempre coloca pessoas em nossos caminhos para nos ajudar. Com Jeremias não foi diferente. O Senhor havia dado ordem a Jeremias “para arrancar, despedaçar, arruinar e destruir”, mas também “para edificar e plantar” (Jr 1.10). Mesmo estando encarcerado (Jr 36.5), ele não poderia se calar. Por isso, pede que seu escriba, Baruque, leia a mensagem de Deus ao povo, a fim de encorajá-lo a abandonar os seus pecados (Jr 36.6). Baruque, sem dúvida, estava a par dos riscos envolvidos nessa missão. Mesmo assim, ele se dispõe a escrever todas as palavras do Senhor, pronunciadas por Jeremias e a lê-las na casa do Senhor para todo o povo (Jr 36.5-8).
Aprendemos muitas coisas essenciais no comportamento do escriba Baruque. Um importante ensino é o seu ânimo em realizar a obra do Senhor, não importando as implicações. Ele colocou suas habilidades ao serviço do profeta Jeremias. Muitos cristãos mostram o mesmo espírito voluntário nos dias de hoje, isto é, colocam suas aptidões a serviço do Senhor.

2.3.     Baruque: um amigo na alegria e na dor
Ainda que seja mencionado em apenas quatro capítulos em toda a Bíblia, Baruque é bem conhecido dos amantes das Escrituras Sagradas como secretário, escriba, porta-voz, companheiro e amigo de Jeremias. Notamos que depois de ter escrito o livro, Baruque teve um conflito e desabafou: “Ai de mim agora, porque me acrescentou o Senhor tristeza à minha dor! Estou cansado do meu gemido e não acho descanso.” (Jr 45.3). No caso de Baruque, este conflito o levou à oração e a oração ao desabafo. O desabafo era o ralo por onde fluíram suas lágrimas. O Senhor Deus estava atento à aflição de Baruque e prometeu preservá-lo (Jr 45.5).
Muitos historiadores creem que Baruque pertencia a uma distinta família de escribas, em Judá. Ele era filho de Nerias, irmão de Seraías, amigo e secretário do profeta Jeremias (Jr 36.4). Era homem erudito, de nobre família (Jr 51.59), tendo servido fielmente ao profeta. Foi Baruque também que leu o livro duas vezes, primeiro, para o povo aglomerado no templo em dia de jejum, e, depois, para um distinto grupo de líderes em lugar particular. As Escrituras mencionam também que Seraías, seu irmão, era um dignitário na corte do rei Zedequias (Jr 36.32; 51.59).

3.         Cumprindo a missão em tempos difíceis
Em nenhum momento, Deus deixou o profeta Jeremias iludido. Quando o chamou para anunciar a Sua Palavra, declarou que o mesmo sofreria oposição e perseguição, mas que não temesse: “... porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar.” (Jr 1.17-19).

3.1.     Convicção da chamada de Deus
Um aspecto muito importante no cumprimento da missão dada por Deus é ter convicção quando ao chamado divino. Muito contribui para resistir diante das oposições, rejeições e aparentes fracassos. Vide o exemplo de Amós: “Eu não era profeta... mas o Senhor me tirou... e me disse...” (Am 7.14-15). O profeta Amós sabia que tinha sido comissionado por Deus.
Hoje, todo discípulo de Jesus Cristo tem um chamado (Mt 28.19-20). É importante compreender que a convicção de que o Eterno Deus nos chamou faz a diferença. Somente devem ser contados como verdadeiros cristãos aqueles que vivem em obediência prática à Palavra e se esforçam por cumprir os mandamentos que Ele ordenou. Vale a pena ressaltar que discípulo não é alguém que já aprendeu, mas, sim, alguém que está aprendendo sempre. Os dias de escola do cristão nunca se acabam.

3.2.     Crer na Palavra de Deus
A certeza de que a Palavra de Deus é a verdade sustentou Jeremias, mesmo quando estava preso, ou enfrentando os falsos profetas, ou sendo conduzido ao Egito contra a sua vontade (Jr 43.5, 8). Ele não se calou! O apóstolo Paulo assim escreveu: “Cri, por isso falei.” (2Co 4.13).
Este aspecto é tão relevante que a primeira tentação procurou semear dúvida quando ao que o Eterno Deus havia falado (Gn 3.1), e a última exortação bíblica é quanto à nossa relação com a Palavra de Deus (Ap 22.18-19). Em todo o seu livro, o profeta Jeremias deixa transparecer que a mensagem profética é produto da comunhão espiritual íntima que ele tem com Deus (Jr 2.1). As palavras divinas saem da boca do profeta e a personalidade do pregador santificado nada faz para invalidar ou depreciar a natureza divina fundamental do pronunciamento.

3.3.     Perseverança
O profeta Jeremias é um exemplo de perseverança. O povo não atendeu ao chamado de Deus, os líderes o rejeitaram, o rei destruiu o rolo contendo os escritos da Palavra de Deus e, no final, ainda foi levado ao Egito pelos rebeldes judeus. Todavia, ele não se calou. Continuou profetizando. Foi perseverante. No Novo Testamento, os discípulos de Jesus Cristo “foram dispersos pelas terras da Judeia e da Samaria”, mas, por onde andaram mesmo espalhados, “iam por, toda a parte anunciando a palavra.” (At 8.1, 4). É preciso perseverança no cumprimento da missão.
A dispersão dos cristãos levou ao mais significativo avanço na missão da Igreja (At 8.1). Pode-se até dizer que ficou sendo necessária a perseguição para levar os cristãos a cumprir o mandamento implícito em Atos 1.8. Na medida em que os cristãos avançavam para novas áreas (At 8.4), descobriram que havia uma resposta imediata ao Evangelho, conforme exemplifica a resposta dada pelo povo de Samaria à pregação de Filipe (At 8.5-13).

Conclusão
O profeta Jeremias foi grandemente usado por Deus num momento crucial da história de Israel. Deus ainda hoje quer usar a mim e a você. Precisamos ter a mesma atitude do profeta Jeremias, isto é, escolher ficar ao lado de Deus, abandonando os prazeres do mundo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 2º Trimestre de 2017, ano 27 nº 103 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Jovens e Adultos – Professor – Jeremias – Deus convoca Seu povo ao arrependimento – Pr. Clementino de Oliveira Barbosa.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.
Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.
Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.
Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit.


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