Pessoas que gostam deste blog

Lição 11 - A soberba precede a ruína

Lição 11 – 11 de Junho de 2017 – Editora BETEL

A soberba precede a ruína

SLIDES VISUALIZAR / BAIXAR

HINOS SUGERIDOS
Hino 25


Hino 124


Hino 244


VÍDEO 1


VÍDEO 2


VÍDEO 3

Comentarista: Pastor Clementino de Oliveira Barbosa

TEXTO ÁUREO
“Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.” Ez 28.17

VERDADE APLICADA
O orgulho é como uma erva daninha, que persiste em se desenvolver num jardim, por mais bem cultivado que seja.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Conhecer a origem do orgulho e os seus malefícios;
Identificar o mal que há na idolatria;
Analisar quão grande é o amor de Deus para com todos que se achegam a Ele.

GLOSSÁRIO
Incesto: União sexual entre parentes (consanguíneos ou afins), condenada pela lei, pela moral e pela religião;
Impetrar: Alcançar, ganhar, obter;
Míngua: Desmoronamento, destroço, destruição.

LEITURAS COMPLEMENTARES
Segunda:                  Terça:                       Quarta:
Jr 48.4                        Jr 48.16                    Jr 48.20
Quinta:                      Sexta:                      Sábado:
Jr 48.31                      Jr 48.42                    Jr 48.47

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Jr 48.7  Porque, por causa da tua confiança nas tuas obras e nos teus tesouros, também tu serás tomada; e Quemos sairá para o cativeiro, os seus sacerdotes e os seus príncipes juntamente.
Jr 48.26  Embriagai-o, porque contra o SENHOR se engrandeceu; e Moabe se revolverá no seu vômito, e será ele também um objeto de escárnio.
Jr 48.29  Ouvimos falar da soberba de Moabe, que é soberbíssimo, da sua arrogância, e do seu orgulho, e da sua altivez, e da altura do seu coração.
Jr 48.30  Eu conheço, diz o SENHOR, a sua indignação, mas isso nada é; as suas mentiras nada farão.

MOTIVOS DE ORAÇÃO
Agradeça a Deus pelas orações respondidas e pela oportunidade de pregar a Sua Palavra pelo país.

Introdução
Não necessitamos ter orgulho de nós mesmos. O que falamos a respeito de nós mesmos não denota nada no trabalho do Senhor. É o que Deus diz sobre nós que faz toda a diferença (2Co 10.13).

Deus e a soberba
O capítulo 48 do livro de Jeremias é composto por vários trechos poéticos separados por expressões curtas, assim diz o SENHOR (Jr 48.1,8, 40) e diz o SENHOR (Jr 48.12,25, 30, 35, 44, 47). Há vários paralelos com Isaías 15.16-24, indicando uma possível dependência de Jeremias para com caracterizações temáticas nesse trecho. Porções desse discurso poético são adaptações de um material mais antigo. O tema que confere unidade ao texto é a destruição e a humilhação de Moabe, uma nação conhecida por seu orgulho.
O conteúdo destaca as principais cidades da planície moabita, que se estende ao longo da porção oriental do mar Morto, desde Hesbom até o monte Nebo para o sul em direção ao ribeiro Zered. A localização de várias dessas cidades é desconhecida, embora muitas pesquisas arqueológicas tenham sido realizadas na região. Os registros contemporâneos do envolvimento da Babilônia em Moabe são esparsos, embora normalmente se suponha que Moabe tenha se submetido ao controle babilônio por volta de 604 a.C. Moabe enviou mercenários a Judá para lutarem em favor da Babilônia e rechaçarem a rebelião de 589/597 a.C. (2Rs 24.2). Durante a revolta de Zedequias, em 588-586 a.C., Moabe cogitou unir-se a Judá, mas isso não aconteceu.
O julgamento de Deus contra essa nação é ilustrado por meio da embriaguez ao ponto de a pessoa vomitar, como resultado de Moabe ter caçoado de Israel (Jr 25.15-29). Soberba refere-se a atitudes arrogantes pelas quais uma pessoa se considera mais importante do que as outras.
Jeremias anunciou juízos específicos que o Senhor jurou trazer sobre nove nações, entre elas Moabe (Jr 48 a 51). Ao lermos essas mensagens, é importante lembrarmos duas verdades:
(1)  A ira de Deus tinha motivos específicos. Havia uma justificativa bastante clara para a ira de Deus: todos os povos eram culpados, e a natureza santa de Deus exigia o julgamento desses pecados.
(2)  Era possível evitar a ira de Deus. Assim como o Senhor havia chamado Judá a arrepender-se por seus pecados durante os anos do ministério de Jeremias, também chamou as nações para que se voltassem para Ele e fossem salvas. Infelizmente, todos recusaram a oferta do Senhor e teriam de enfrentar Sua ira.
          No entanto, até mesmo o castigo de Deus tem um propósito redentor. Ele não deseja que ninguém pereça (2Pe 3.9), e o arrependimento sempre é uma alternativa, até o fim. Sempre havia a possibilidade de que as nações citadas em Jeremias 46-51, ou mesmo alguns poucos indivíduos, temessem o julgamento do Senhor e se voltassem para Ele.
Entrando propriamente no contexto implícito nessa lição, abordamos a definição de soberba e as consequências advindas de sua prática desastrosa.
Soberba é um substantivo feminino, do latim supervia, que significa elevação, presunção, orgulho. Soberba é uma manifestação negativa que denota pretensão de superioridade, podendo se manifestar individualmente ou em grupos (caso das nações citadas por Jeremias), externada em manifestações ostensivas para menosprezar ou massacrar os indivíduos considerados, por eles, como seres inferiores. O racismo, a xenofobia, o elitismo, o corporativismo, são comportamentos que se caracterizam pela soberba.
       Soberbo é aquele indivíduo considerado orgulhoso, altivo, que está dominado pela arrogância. É também um adjetivo que qualifica aquele que é mais alto ou está mais elevado que outro, que tem soberba, vaidoso, grandioso, sublime, magnífico, belo.
A soberba é a completa e definitiva antítese da humildade. Ou seja, tudo o que Deus detesta em contraponto com o que devemos ser como servos do Altíssimo, exemplificados por Cristo Jesus, que demonstrou ser humilde enquanto entre nós, apesar de sua natureza divina.
      A soberba e o orgulho são manifestações demoníacas, são frutos da rebeldia, da insubmissão ao semelhante e, principalmente a Deus. Não é incomum encontrarmos, até em nosso meio cristão, irmãos se jactanciando, de forma velada ou escancarada, por possuírem um cabedal de cultura superior, arrotando verdades que, muitas vezes não têm nem fundamentação bíblica. São como os fariseus da época do Querido Mestre Jesus. Conhecem a letra morta, mas não bebem da fonte de águas vivas que é a Palavra de Deus.
        Tudo o que somos, tudo o que fazemos, tudo o que esperamos vem do Senhor que fez os céus e a terra (2Cr 29.11-14). Não temos motivo nenhum para nos orgulhar, somos fracos, erráticos, pecadores e sujos, mas Deus tem misericórdia de nós.
Satanás foi traído pela sua soberba. Era anjo de luz, até que se elevou o seu coração pela sua formosura, corrompeu-se a sua sabedoria por causa de seu resplendor (Ez 28.17). Resultado? Foi lançado por terra, para que os reis olhassem para sua ruína. É o juízo perfeito de Deus.
          Deus não divide sua glória com outrem (Is 42.8) e isso significa que o que foi feito por inspiração do Santo Espírito e pela destra poderosa do Senhor não tem como ser creditado ao homem.
É importante que estejamos cientes de nosso papel na Obra do Senhor. Somos simples vasos na mão do Grande Oleiro (vide lição anterior), que nos usa não por necessidade Sua, mas por amor a nós, com o objetivo de nos aprimorar no conhecimento de Sua Palavra.
A humildade é passível de recompensa sim, conforme dizem as Sagradas Escrituras (Pv 16.19), mas, melhor será se conseguirmos incorporar essa virtude em nosso caráter através do sincero desejo de nosso coração e de nossa alma.
Uma semana abençoada, na Paz do Senhor Jesus!
Márcio Celso - Colaborador

1.         A origem e pecados dos moabitas
Os moabitas são os habitantes de Moabe, que significa “semente do pai”. Segundo a Bíblia, os moabitas se originaram de um incesto promovido pela filha mais velha de Ló, sobrinho de Abraão, pouco depois da destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 19.31,37).

1.1.        Moabe versus Israel
Quando o povo de Israel chegou ao perímetro sul de Moabe, solicitou autorização para cruzar o país, mas o pedido foi rejeitado (Jz 11.17). Por ocasião dos edomitas, moabitas e os amonitas serem da família dos israelitas, não foi admitido a Moisés incidir ou tomar qualquer parte do país destes povos, conforme narrado nas Escrituras (Dt 2.4-5, 9, 19). Não obstante, Balaque, o rei de Moabe, ficou amedrontado quando os israelitas tomaram as terras do rei Seom (Nm 21.23, 25). Com medo de não impetrar vitória pela força das lanças, combinou com Balaão, acreditando abater os hebreus por meio de maldições. No entanto, por atuação divina, as maldições converteram-se em bênçãos (Ne 13.1-2). Adotando as recomendações de Balaão, as mulheres moabitas foram até o acampamento de Israel, praticaram a imoralidade com alguns de seus homens (1Co 10.8), e os levaram à idolatria (Nm 25.1-4). Diante das influências negativas, foi dada a ordem para que Israel se mantivesse longe deles (Dt 23.3-6).
O incesto foi condenado por Deus (Lv 20.10-21; Dt 27.22). Moabe é apresentado como um povo bem-sucedido, enérgico, mas também como audacioso e participante de idolatria (Jr 48.7, 11, 14, 29; 1Rs 11.7). Este povo era adorador dos deuses Quemos e Baal-Peor (Nm 21.29, 25.1-3). O Senhor os amaldiçoou. Entretanto, Mateus nos apresenta Rute, a moabita convertida à religião judaica, como uma mulher de dignidade, que se tornou a bisavó do rei Davi e uma antepassada de Jesus Cristo (Rt 3.11; 4.17, 22; Mt 1.1-5).

1.2.     A Palavra do Senhor que veio a Jeremias contra Moabe
No princípio da chamada de Jeremias, o Senhor havia dito que estava enviando ele como profeta às nações (Jr 1.5). Sua profecia consistia tanto para a ruína, quanto para edificação de uma nação, no caso de Moabe, a ruína. A destruição que viria sobre esta nação estava acontecendo com a permissão do próprio Deus, especialmente por causa dos pecados de idolatria e soberba de seus líderes (Jr 48.7).
Deus havia advertido os moabitas sobre o pecado do orgulho (Sf 2.9-10). Onde estão os moabitas hoje? Os orgulhosos de Moabe, por mais que se procure, não são encontrados. A profecia de Jeremias apontava para um ajuste de contas do Senhor com o povo de Moabe (Jr 9.25-26). Quando Judá sofreu o cumprimento do julgamento do Senhor, por meio dos babilônios, os moabitas proferiram: “Eis que a casa de Judá é como todas as nações” (Ez 25.8). Os moabitas, por não admitirem que o julgamento realmente procedia de Deus e que os moradores de Judá eram Seu povo, haveriam de sofrer aniquilamento, para saberem quem era o verdadeiro Senhor (Ez 25.11).

1.3.     Não devemos confiar em nossos tesouros
Sem dúvida nenhuma, o maior pecado de Moabe, somado à idolatria ao deus Quemós (Jr 48.7), era o orgulho dos nobres e povo daquela nação. Eles haviam sido prósperos em seus negócios, acumulando muitos bens. Esse acúmulo de bens permitiu que se iludissem com sua falsa prosperidade (Jr 48.7). Isto foi o causador da ruína deste povo. Não devemos confiar no dinheiro, ou em nossas próprias capacidades. Devemos confiar em Deus mais do que qualquer outra coisa na vida (Sl 91.2). Para Deus, o bem mais precioso que uma nação possui são as pessoas, não suas riquezas.
Jeremias nos adverte que a natureza de nosso coração é enganosa e traiçoeira (Jr 17.9). Paulo relatou que em nosso coração e vontades naturais não habita bem algum (Rm 7.18). Ele lastimava a batalha que tinha que fazer para conseguir fazer o bem, porque isso ia contra a vontade de sua carne e seu coração. Não somos nós que devemos guiar os nossos passos, mas permitir que Deus o faça!

2.         Deus não tolera o orgulho
A mensagem do profeta Isaías é destinada a uma nação orgulhosa: “Ouvimos da soberba de Moabe, a soberbíssima; da sua altivez, e da sua soberba, e do seu furor; a sua jactância é vã.” (Is 16.6). O orgulho é complemento da ignorância. Isaías ainda reforça dizendo: “Portanto, Moabe uivará por Moabe; todos uivarão; gemereis pelos fundamentos de Quir-Haresete, pois já estão abalados.” (Is 16.7).

2.1.     A origem do orgulho
Medite nas ambições audaciosas de Satanás: “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.” (Is 14.13-14). As Escrituras Sagradas nos dizem que o Senhor não tolera o orgulho: “Aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não o suportarei.” (Sl 101.5); “Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes.” (Tg 4.6); “Abominação é para o Senhor todo altivo de coração; ainda que ele junte mão a mão, não ficará impune”. (Pv 16.5). Devido ao seu orgulho, Satanás e seus anjos somente podem esperar a condenação e a punição eternas (Mt 25.41).
Lúcifer era um anjo de bondade, inteligente e admirável, criado por Deus, mas foi contaminado pelo orgulho e pela ânsia de poder. Ele revoltou-se contra a autoridade de Deus, num esforço para se levantar em posição e ser igual a Deus. Em Ezequiel 28, encontra-se uma narrativa do rei de Tiro, e também de Satanás, que era o poder espiritual que o estimulava devido ao seu orgulho. Gente orgulhosa não se poste de joelhos, não solicita ajuda, não confia em Deus, aliás, é como se Deus não existisse, afinal só confia em si mesma. Mas, a Palavra de Deus nos afirma: “Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.” (Tg 4.10.

2.2.     O orgulho é a abominação do Senhor
Cadê o povo de Moabe atualmente? Não temos mais nenhum relato atual desta nação (Jr 48.42). Todo aquele que é orgulhoso, todo aquele que ergue a sua casa apoiando-se em si mesmo, no dinheiro, no conhecimento que possui, tende a ruir como o povo de Moabe. A Palavra de Deus é bem clara quando o assunto é orgulho. O salmista Davi servia a um Senhor que castiga com rigor os orgulhosos e, por isso, escreveu: “Porque tu livrarás o povo aflito e abaterás os olhos altivos.” (Sl 18.27). Ele tinha consciência que servia a um Deus que trabalha em favor dos humildes e contra os homens orgulhosos. O Senhor blinda os que são sinceros de coração, mas não poupa castigo para com os orgulhosos (Sl 31.23).
Os responsáveis pela construção do Titanic jamais poderiam antecipar o fatídico destino de sua principal criação. Para esta construção foram necessárias 27 mil toneladas do melhor aço. O casco era composto por chapas de aço de 2,5 cm de espessura, que se uniam com mais de três milhões de rebites. Nessa época ainda não tinha sido inventada a máquina de solda. O naufrágio não era uma hipótese para os projetistas. Que triste fim para um projeto tão ambicioso, nem sequer foi capaz de realizar uma única viagem, um iceberg levou toda a sua estrutura, assim como também centenas de passageiros ao fundo do mar, pois a soberba precede a ruína (Pv 16.18).

2.3.     Deus dá graça aos humildes
O orgulho na vida do verdadeiro cristão não tem lugar, porque ele se assemelha a Cristo, que é manso e humilde de coração. O orgulho e a arrogância podem nos transportar por caminhos ilícitos, que ocasionarão tristezas, aflições e até mesmo a morte. O convite de Jesus é ir a Ele. Sem Ele nada podemos fazer: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas.” (Mt 11.29).
Jesus Cristo deixou bem claro como deve ser o caráter do verdadeiro discípulo (Mt 5.3). Deus nunca recebeu o homem cheio de orgulho, que raciocina e faz as coisas à sua própria maneira. A Palavra de Deus nos mostra que não há outra maneira de andarmos com o Senhor: Ou caminhamos em humildade com o nosso Deus, ou não caminhamos de modo nenhum com Ele!

3.         Uma moabita na genealogia de Jesus
Rute fez perante Noemi uma afirmação que transformaria sua vida para sempre (Rt 1.16). Diante desta declaração de fidelidade ao Deus de Israel, aquela mulher, que não tinha nenhuma esperança, passou a ser agraciada pelo Senhor, casando-se com um dos homens mais ricos da cidade. Ela se tornou bisavó do rei Davi e, consequentemente, passou a fazer parte da genealogia de Jesus (Mt 1.5).

3.1.     A conversão autêntica faz diferença
A história de Rute acontece no tempo dos juízes, por volta de 1100 anos a.C., aproximadamente, em uma época de desordem e idolatria. Seu livro conta como uma mulher viúva, de Moabe, que, mesmo sendo de uma nação proibida de entrar na congregação do Senhor (Dt 23.3-4), decidiu seguir o povo de Deus. A leitura deste livro é uma das maiores descobertas de que a melhor coisa é entregar a vida ao Senhor. O livro mostra que, em meio à corrupção generalizada, uma conversão autêntica pode fazer a diferença na vida de uma pessoa.
Rute se converteu e não mais podia ser tratada como moabita (Dt 23.3). Prova disso, presenciamos nesta descrição de Rute a Noemi, sua sogra: “Disse, porém, Rute: Não me inste para que te deixe e me afaste de ti. Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousardes à noite, ali repousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.” (Rt 1.16). A finalidade do livro de Rute é mostrar como um moabita se transformou em um dos ancestrais de Cristo. Para isso, ela teve que aceitar a terra, o povo, os costumes e o principal: o Deus Eterno. Rute teve disposição em deixar para trás tudo que parecia importante em sua vida para dedicar-se a Deus e passar a fazer parte do Seu povo.

3.2.     Quando Deus quer abençoar, não existem fronteiras
Rute não é discriminada e nem desprezada por Deus, apesar de sua origem moabita. Sua linhagem era de um povo que foi amaldiçoado pelo próprio Deus por ter agido como inimigos do povo de Israel durante a caminhada deles no deserto em direção a Canaã (Dt 23.3-4). A lealdade de Rute para com Noemi é bela, mas ela é fiel acima de tudo para com o Deus de Noemi. Isso fez toda a diferença.
Rute foi franca, íntegra e amiga de Noemi e ainda foi fiel à sua sogra. Ser fiel é uma virtude. Mesmo sendo de Moabe, ela foi fiel ao Senhor e obteve filiação plena em Israel. Se formos fiéis a Deus, Ele nos abençoa de tal modo que ultrapassa o nosso juízo e pensamento.

3.3.     A lei do resgate
Um senhor de nome Boaz, por ser parente do marido de Rute, atuou de acordo com a sua obrigação, conforme narrado na Lei de Moisés, para resgatar um parente de sua situação de pobreza (Lv 25.47,49). Este cenário é repetido por Jesus Cristo. Ele nos redimiu de toda a iniquidade e nos alcançou, dando a Si mesmo por nós. Em outras palavras, Ele nos resgatou das trevas para Sua maravilhosa luz (1Pe 2.9).
A união ente Rute e Boaz não estava em desacordo com a Lei de Deus (Dt 25.5, 10). O propósito desta ordenança era perpetuar a linha familiar do falecido. Se não havia um irmão vivo na família, o compromisso de a família continuar era com o parente do sexo masculino mais próximo do finado (Lv 25.25). No caso em questão, havia um parente mais próximo do que Boaz (Rt 4.6). Havia ainda a responsabilidade de resgatar qualquer propriedade que pertencesse ao que morrera e que tivesse sido vendida ou confiscada (Lv 25.25). Como o parente mais próximo não quis assumir tal responsabilidade (Rt 4.6), ele abriu mão desse direito e dessa responsabilidade de resgatar Noemi e casar-se com Rute, passando tais obrigações a Boaz.

Conclusão
O orgulho é um mal leviano. Em muitas ocasiões, os mais arrogantes são aqueles que ajuízam que não possuem arrogância nenhuma. Exaltar-se da própria modéstia nada mais é do que tomar um banho de orgulho.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 2º Trimestre de 2017, ano 27 nº 103 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Jovens e Adultos – Professor – Jeremias – Deus convoca Seu povo ao arrependimento – Pr. Clementino de Oliveira Barbosa.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.
Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.
Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.

Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit. 

3 comentários:

  1. Que mensagem mais top essa! Nos leva a total reflexão dos nossos caminhos.... A paz do Senhor meus amados irmãos!

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. Os pensamentos do Senhor não são os nossos, e nem os nossos caminhos são o Dele, quem muito se evidencia, perderá a sua proteção, porque Deus não será o seu brilho; mas quem vive sendo menos evidenciado, este sim um dia o fará ser manifesto o seu valor, porque Deus será o seu brilho. Diz a bíblia, que Deus resisti os soberbos, mas dá graça aos humildes, OH! GLÓRIA!

    ResponderExcluir

Obrigado por nos visitar! Volte sempre!