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Lição 03 - A maravilhosa e inefável graça de Deus

Lição 03 – 15 de Outubro de 2017 – Editora BETEL

A maravilhosa e inefável graça de Deus

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Comentarista: Bispo Abner de Cássio Ferreira

TEXTO ÁUREO
“Porque tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças, para glória de Deus.” 2Co 4.15

VERDADE APLICADA
A graça é o ato misericordioso de Deus pelo qual Ele oferece salvação e vida eterna a todos os pecadores.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Apresentar uma definição acerca da graça e contrastá-la com a lei;
Mostrar com a graça se desenvolve na vida cristã;
Revelar quem éramos, quem somos, e a nossa responsabilidade devido à graça.

GLOSSÁRIO
Deserção: Abandonar, deixar, fugir, largar, retirar-se, rejeitar;
Detrimento: Dano moral ou material; prejuízo, perda, quebra;
Excludente: Que exclui.

LEITURAS COMPLEMENTARES
Segunda:                 Terça:                       Quarta:
Rm 12.1-3                 Rm 13.1-14               2Co 12.9
Quinta:                     Sexta:                       Sábado:
Ef 2.1-2                     Hb 6.7-9                    1Pe 2.10

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Ef 1.3 - Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo,
Ef 1.4 - Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade,
Ef 1.5 - E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo beneplácito de sua vontade,
Ef 1.6 - Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado.

MOTIVOS DE ORAÇÃO
No Dia do Professor, agradeça a Deus pelos professores da Escola Bíblica Dominical.

Introdução
Não há como negar que todos nós somos pecadores. Nossa natureza é corrupta e nossos pensamentos e ações, cheios de engano. Porém, louvamos a Deus porque Ele não nos salva por nossas obras; e, sim, por Sua graça (Ef 2.8-9).

Deus e a graça
A graça de Deus é um dos temas dominantes em toda a Bíblia; aparece mais de 100 vezes no Antigo Testamento e mais de 200 vezes no Novo Testamento. Além disso, ocorre dezenas de vezes mediante palavras sinônimas, como o amor divino, Sua misericórdia e bondade.
As Sagradas Escrituras mostram que a graça de Deus envolve dois aspectos: o favor imerecido de Deus, por Ele expresso a todos os pecadores. O outro se descreve melhor como um poder ou força ativa divinos que refreia o pecado, atrai os homens a Deus e regenera os crentes. Neste segundo aspecto, a graça de Deus opera juntamente com o Espírito Santo, criando uma força ativa para a obra da salvação efetuada no mundo.
Não se deve confundir a graça de Deus como uma “obrigação divina”. Nada ou ninguém pode obrigar ou exigir de Deus a redenção da humanidade caída. É somente o profundo e íntimo amor de Deus que O constrange a providenciar a salvação, e até a convencer o homem a aceitá-la. Este conceito aparece em João 1.16 que declara: “Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça.”
O apóstolo João está explicando que a graça recebida é baseada somente sobre a “graça”, e mais nada. Em outras palavras, a razão de Deus nos amar não partiu de alguma obrigação da Sua parte, ou de uma ação forçada sobre Ele, que “nos expressou o Seu amor porque nos amou”.
Devido à natureza depravada do homem, ele é incapaz de, por si mesmo, procurar agradar a Deus. Por esse motivo, Deus tem concedido a graça comum ou universal a todo homem. A graça comum é vista em várias formas: nas bênçãos materiais da natureza; na maneira como Deus restringe o mal no mundo, e na fixação da consciência do pecado dentro do coração humano (Rm 2.1-11).
Essa “graça comum” não salva automaticamente o homem, mas revela-lhe a bondade de Deus e restaura a cada ser humano a capacidade de responder favoravelmente ao amor de Deus. À luz desta graça comum compreendemos que nenhum homem pode se esconder atrás da desculpa de que ele não teve oportunidade de um encontro com Deus.
A “graça comum” concede a cada homem a capacidade de buscar a Cristo. À medida que o homem responder afirmativamente à graça que o atrai a Deus, ele é beneficiado por uma “graça especial”, que o ajuda a chegar cada vez mais perto d’Ele. É certo dizer que nenhuma pessoa pode vir ao Pai sem este poder adicional (esta graça especial), que vence a escravidão decorrente da sua natureza humana depravada.
Entretanto, está claro que esta graça especial não garante a decisão da parte do homem quanto à sua comunhão com Deus. Ao aproximar-se de Deus, o homem recebe mais graça que o encoraja e o incentiva a aceitar a salvação. Uma experiência paralela temos na cura dos dez leprosos, mencionada em Lucas 17.14: “... indo eles, foram purificados”. Assim opera a graça. Porém, a qualquer momento, o homem pode escolher resistir à Sua graça, o que naturalmente cancela a provisão de mais graça (At 7.51).
Enquanto o homem continuar a responder afirmativamente à graça de Deus, esta será o agente pelo qual ele receberá a justificação (Tt 3.7), a regeneração (Jo 3.3), a santificação (At 26.18) e a segurança de Deus (1Pe 1.5). A quantidade de graça que o homem recebe depende totalmente de sua própria decisão e não do interesse ou vontade de Deus (que já é manifesta).
Apesar de Deus nos amar e querer nos salvar, Ele não pode simplesmente nos declarar inocentes. Pois Ele é não somente um Deus de amor, mas é também um Deus de justiça e santidade. Deus declarar-nos inocentes sem que ocorra a nossa conversão seria uma ofensa à Sua justiça. Entraria em conflito com a Sua santidade e em contradição ante a Sua própria declaração que diz: “... a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.4).
Então como poderia Deus ser perfeitamente justo e ainda salvar pecadores? A resposta está no fato de que Deus não desculpou o pecado, antes Ele o removeu. Para ajudar o homem compreender o assombroso alcance do Seu repúdio ao pecado, Deus nos deu a ilustração de um Cordeiro expiatório. Esse cordeiro simboliza o verdadeiro Cordeiro de Deus, o único que pode remover o pecado.
Sendo assim, de acordo com esse raciocínio embasado na Palavra Santa do Senhor, verificamos que não existe salvação automática (determinismo) salvação inconteste (antinomismo) nem salvação forçada (legalismo). Tudo provém de Deus, que providenciou todo o projeto de redenção da humanidade através do envio de Seu Filho Amado para propiciação de nossos pecados.
Ainda estamos no mundo. Ainda vivemos rodeados de pecados e tentações. Ainda não ascendemos aos céus com nosso Senhor Jesus, pois Ele ainda não voltou. Convém portanto observar todos os mandamentos que nosso Salvador nos orientou a seguir, pois “o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41).
A salvação nos alcançou, mas a vitória final depende de um exercício diário de consciência, fortaleza, disciplina, renúncia e santificação.
Que os irmãos desfrutem de uma semana abençoada, na Paz do Senhor Jesus!
Márcio Celso - Colaborador

1.         Compreendendo a graça de Deus
A graça se refere à bondade de Deus aos homens e demais criaturas. Através dela, aquele que antes habitava em um mundo de trevas e totalmente inimigo ao projeto divino passa da condição de perdido a filho de Deus.

1.1.        Uma definição bíblica a respeito da graça
De forma geral, a graça é um favor que não merecemos. A palavra grega utilizada para graça é “charis”, e era empregada em diferentes aspectos. Era usada para aquilo que causara atração, tal como a graça na aparência ou na fala; era usada quanto à consideração favorável sentida em relação a uma pessoa; era usada para significar gratidão, ou usada quanto a um favor. Era usada adverbialmente em frases como: “por amor a alguma coisa”. Porém, a graça Só assumiu seu significado pleno com a vinda de Cristo. O Seu sacrifício é a graça propriamente dita (2Co 8.9). Quando recebida pelo cristão, ela governa sua Vida espiritual compondo favor sobre favor. Ela capacita, fortalece e controla todas as fases da Vida (2Co 8.6-7; Ef 4.29; 2Ts 2.16; 2Tm 2.1).
A graça do Senhor é absolutamente gratuita (Rm 6.14; 5.15-18; Ef 1.7; 2.8-9); é a dádiva das bênçãos diárias que recebemos d’Ele, sem merecê-las (Jo 1.16); é ela quem dá capacitação divina ao cristão para realizar a obra de Deus (1Co 15.10; Hb 12.28). A graça e' o poder sustentador de Deus, que nos corrobora e condiciona a perseverar na fé depois de salvos (2Co 12.9).

1.2.     A graça é inexplicável
O estado natural do pecador não o faz merecedor de nada, a não ser do juízo. Se Deus nada fizesse pela humanidade, Ele não estaria sendo mau, nem tampouco injusto. Todavia, a Bíblia nos ensina que Deus opera com Sua graça mesmo entre os injustos (Mt 5.45). Teologicamente, a ação de Deus em abençoar também as pessoas não regeneradas é identificada como “graça comum”. Não há como explicar tal bondade manifesta, deve-se apenas crer e desfrutá-la. Na vida do cristão, a graça provê diversos benefícios, como: justificação (Rm 3.24); capacidade de realizar a obra de Deus (Cl 1.29); dignidade e uma nova posição (1Pe 2.5, 9), uma eterna herança (Ef 1.3, 14).
O Novo Testamento destaca três razões porque Deus age com graça, especialmente na salvação. Ele age com graça: para expressar Seu amor (Ef 2.4; Jo 3.16); para que se conheçam nos séculos vindouros as riquezas de Sua graça (Ef 2.7); e para que o homem redimido produza bons frutos (Ef 2.10). A graça soberana é sempre intencional, pois a vida sob a graça é uma vida de boas obras.

1.3.     A graça comparada à Lei
A Lei foi a revelação de Deus para Israel acerca de como manter o relacionamento com Deus. Esta lei que Deus impôs mostrou a santidade do Senhor, a imperfeição do Seu povo e a necessidade de um Salvador. Assim se expressou Agostinho: “A lei foi concedida por Deus para que busquemos a graça, e a graça nos é oferecida para que possamos cumprir a lei”. A Lei nos conduziu a Cristo, para crermos n’Ele (G1 3.23-24). Como escreveu o apóstolo Paulo: “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4). O mesmo Deus que nos pede algo, também nos capacita a realizá-lo (2Co 3.5).
Na aliança da graça, Deus é quem toma a iniciativa, e, por Sua graça, Ele não se apresenta apenas como um Deus soberano e bondoso, mas também, e especialmente, como um Pai misericordioso e perdoador, disposto a perdoar o pecado e a restaurar os pecadores à Sua bem-aventurada comunhão (Ef 2.4-8). Segundo Shedd, Deus concede rica misericórdia aos rebeldes (Ef 2.2-4), e oferece livre graça (salvação ou favor imerecido) aos perdidos (filhos da ira). Não é nada mais, nada menos do que o Seu grande amor e a suprema riqueza da Sua graça demonstrando uma bondade tão infinita.

2.         O mover da graça na vida cristã
Em Tito 2.1 1-12, encontramos que a graça de Deus se manifesta para trazer salvação e para nos ensinar a viver neste mundo. Assim, a graça divina nos acompanha ao longo de toda a caminhada cristã.

2.1.     A graça nos ensina
Interessante notar a ação da graça de Deus entre duas manifestações divinas: “se há manifestado” (Tt 2.11); e “aguardando... o aparecimento” - a manifestação (Tt 2.13). Assim, carecemos desta graça para salvação e para vivermos neste mundo enquanto aguardamos a volta de Jesus Cristo. Após o novo nascimento, a graça salvadora torna-se a graça de um Mestre, pois nos instrui. Bem aventurados todos os que, tendo iniciado a nova vida em Cristo, tornam-se matriculados na “Escola da Graça”, como designou o escritor inglês Canon Hay Aitken, em 1880.
            A graça nos ensina a renunciar “à impiedade e às concupiscências mundanas” e a viver “sóbria, e justa, e piamente”, ou seja, uma vida prudente (moderada), correta e dedicada a Deus. A superabundante graça de Deus se manifestou para salvar, ensinar e capacitar a vivermos uma vida agradável ao Senhor até “o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo”, abrangendo os relacionamentos conosco mesmo, com nosso próximo e com Deus.

2.2.     A graça nos fortalece
No segundo livro de Timóteo, capítulo um, o apóstolo Paulo faz menção à prisão, padecimento e deserção de cristãos na Ásia. Eram dias difíceis e trabalhosos. Neste contexto, Paulo escreve a Timóteo: “Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus.” (2Tm 2.1). Não importa o que os outros estão pensando, falando ou fazendo: “fortifica-te”! Não se trata de sermos fortes em nós mesmos, mas por meio da graça que está em Cristo Jesus. Não encontraremos esta força em nós mesmos, mas em Cristo! O mesmo favor gratuito de Deus que se manifestou para salvação, também intervém para fortalecer-nos e, assim, podermos prosseguir.
É possível vencer, avançar e perseverar mesmo nos dias difíceis e de sofrimento. Quando o apóstolo Paulo pediu a Deus que o livrasse do “espinho na carne”, o Senhor lhe disse: “34 minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”, (2Co 12.9). Hernandes Dias Lopes assim declarou: “Deus sabe equilibrar; em nossa vida, as bênçãos e os fardos, o sofrimento e a glória...”. A graça de Deus é melhor do que a vida. A graça de Deus é que nos capacita a enfrentar vitoriosamente o sofrimento. A graça de Deus é o tônico para a alma aflita, o remédio para o corpo frágil, a força que põe de pé o caído”.

2.3.     A graça nos capacita para o serviço
É importante refletir em Hebreus 12.28: “retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade”. Notemos que a graça de Deus atua nos diversos aspectos da vida cristã: salvação, ensino, fortalecimento, serviço. Não há motivos para sermos inoperantes e nem indiferentes ao serviço cristão. O início do versículo 28 relata que estamos herdando um Reino inabalável. Portanto, se fomos alcançados por tão grande dádiva divina, temos mais responsabilidades ainda de retermos, perseverarmos e sermos ativos participantes servindo ao Senhor.
O apóstolo Paulo escreveu que trabalhava porque a graça de Deus estava com ele (1Co 15.10). Logo, a graça do Senhor também se manifesta fortalecendo-nos para o serviço cristão. Um serviço que agrada ao Senhor. Não trabalhamos para receber a graça, mas, sim, porque ela já está atuando em nós. Que não a recebamos em vão (2Co 6.1).

3.         A graça divina e doutrinas estranhas
Há um alerta bíblico para que não nos deixemos ser levados “por doutrinas várias e estranhas” (Hb 13.9), para tanto se faz necessário que busquemos o fortalecimento espiritual por meio da graça de Deus. Ao longo da história da Igreja, várias doutrinas sem fundamentação bíblica, ou baseadas em distorções do texto bíblico, têm surgido.

3.1.     Antinomismo
É um termo de origem grega que significa “contra” (anti) a “lei” (nomos). Trata-se de uma antiga heresia que distorce a doutrina bíblica da graça e dissemina a ideia de que todos os que foram alcançados pela graça de Deus estão livres para viver sem regras ou princípios morais. O apóstolo Paulo refuta esse pensamento em Romanos 6. A manifestação da graça salvadora não é “passaporte” para continuar vivendo em pecado. Ao contrário, quando a graça domina, ela proporciona vida em Cristo Jesus (Rm 5.1) e a pessoa está morta para o pecado (Rm 6.2).
O povo de Deus precisa estar alerta, pois as Escrituras Sagradas exortam a combatermos a favor da fé (incluindo aí as doutrinas bíblicas). Infelizmente, pessoas sem temor a Deus procuram influenciar os discípulos de Jesus, por intermédio de ensinos que distorcem a pura mensagem bíblica acerca da graça de Deus, para justificar uma vida imoral: “convertem em dissolução a graça de Deus” (Jd 4). A palavra “dissolução”, no grego, admite vários sentidos: “perversão em geral”; “falta de moderação”; “libertinagem”, entre outros. Como diz o texto sagrado, os que assim vivem “negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo”.

3.2.     Legalismo
É o oposto do antinomismo. Trata-se do outro extremo. Enfatiza a lei em detrimento da graça (G1 2.16). Considera e concentra toda a atenção no comportamento humano, não como resultado da ação da graça de Deus na vida humana, mas como requisito para alcançar mérito diante de Deus; como se fosse necessário “completar” o processo de salvação. O texto sagrado afirma que a salvação é pela graça, “por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9). Lembremo-nos de Cornélio, que era piedoso, temente a Deus, fazia esmolas, orava a Deus, jejuava (At 10.1-2, 30), porém não era salvo (At 11.14).
O apóstolo Paulo instruiu as igrejas acerca do perigo do legalismo (Cl 2.20-22; Gl 2.16; 4.9-10), e afirma que, aqueles que não creem na suficiência de Jesus Cristo para justificação por meio da fé n’Ele, “da graça tendes caído” ( GL 5.4). O legalismo enfatiza o dever e a ação do Espirito Santo nos nascidos de novo opera o querer. Russell Shedd declarou: “Qualquer ação, atitude ou esforço aceitável a Deus resulta da atuação do Espírito no filho de Deus”.

3.3. A falta do uso da disciplina na Igreja
Eis um tema bíblico, mas que não tem sido muito exposto na igreja. Será que há incompatibilidade entre a graça e a disciplina? São ações excludentes? A sensação é que muitos evitam este assunto por considerá-lo não apropriado em nossos dias. Contudo, biblicamente, a disciplina é um exercício de amor e graça (Hb 12.1-15). A ausência de disciplina pode resultar em alguém abandonar a graça de Deus (Hb 12.15). A disciplina na igreja visa corrigir para aperfeiçoar o caráter e conduta do discípulo de Cristo. Visa restaurar o faltoso e manter a pureza espiritual, pois contribui para que haja temor na igreja local.
O Senhor Jesus instruiu Seus discípulos quanto a lidar com o pecado de um irmão (Mt 18.17-19). O apóstolo Paulo também tratou deste assunto nas epistolas (1Tm 5.20; Gl 6.1; 2Co 2.5-8; 2Ts 3.14-15). Observando os diversos termos usados nos textos bíblicos referenciados, concluímos que a aplicação da disciplina, de acordo com as orientações bíblicas, está repleta de atitudes de graça: “ir- mão”; “produzir temor”; “mansidão”; “perdão”; “consolo”. Assim, a ausência da aplicação da disciplina na igreja contribui para a distorção da doutrina bíblica da graça de Deus.

Conclusão
Louvemos a Deus por Sua superabundante graça, que se manifestou em Cristo Jesus para nos trazer salvação, pois não há méritos em nós. Por nossos próprios recursos não conseguimos satisfazer a justiça divina. Esta graça que trouxe salvação, também é suficiente para nos sustentar até o dia final.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 4º Trimestre de 2017, ano 27 nº 105 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Jovens e Adultos – Professor – Doutrinas Fundamentais da Igreja de Cristo – Bispo Abner de Cássio Ferreira.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.
Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.
Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.

Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit. 

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