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Lição 08 - Lidando com a instabilidade e hipersensibilidade generalizadas


Lição 08 – 24 de fevereiro de 2019 – Editora BETEL

Lidando com a instabilidade e hipersensibilidade generalizadas

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Sobre o Transtorno de Personalidade Borderline
Antes de falar sobre o Transtorno de Personalidade Borderline, é preciso definir, sob a luz da psicologia convencional, o que é personalidade e como podem se desenvolver seus transtornos. De uma forma simplificada, personalidade é um conjunto de traços psíquicos que constituem o total das características de uma pessoa, inatas (temperamento) e adquiridas (caráter) ao longo da vida. Essas características irão estabelecer e guiar um padrão de comportamento, que será a maneira do indivíduo pensar, perceber e se relacionar.
           Já, o transtorno de personalidade é um padrão mal adaptativo de comportamento, resultante de experiências pessoais negativas ou traumáticas ou de alterações bioquímicas neurais de origem genética, que se torna disseminado, contínuo, inflexível, adquirindo contornos patológicos, cuja manifestações sintomáticas são percebidas geralmente após a adolescência ou no início da vida adulta.
         O Transtorno de Personalidade Borderline, também conhecido como “transtorno de personalidade emocionalmente instável”, ou “transtorno de personalidade limítrofe” é um transtorno mental grave, caracterizado por um padrão de instabilidade contínua no humor, no comportamento, na autoimagem e nos relacionamentos.
          O termo “borderline”, que em inglês significa “fronteiriço”, teve origem na psicanálise: esses pacientes não podiam ser classificados como neuróticos (ansiosos e exagerados), nem como psicóticos (que enxergam a realidade de forma distorcida), mas estariam em um estado intermediário entre esses dois espectros. O primeiro autor a usar o termo foi o psicanalista norte-americano Adolph Stern, em 1938, que descreveu o transtorno como um tipo de “hemorragia psíquica” diante das frustrações.
     Os sintomas mais comuns do transtorno de personalidade borderline englobam instabilidade emocional, sensação de inutilidade, insegurança, impulsividade e relações sociais prejudicadas.
         Esse tipo de comportamento gera ações impulsivas e relacionamentos instáveis. Uma pessoa com transtorno de personalidade borderline pode experimentar episódios intensos de raiva, depressão e ansiedade que podem durar de apenas algumas horas a dias.
         O portador do desse transtorno pode apresentar diversos sintomas comuns a outros transtornos mentais, como distúrbios de humor, transtornos de ansiedade, distúrbios alimentares, abuso de substâncias tóxicas (álcool, drogas, etc.), pensamentos e comportamentos suicidas e automutilação. Alternam-se os momentos de estabilidade aos surtos psicóticos, evidenciando seu comportamento descontrolado.
       Pelo fato das pessoas portadoras do transtorno borderline sofrerem episodicamente com mudanças extremas de humor e às vezes demonstrarem incertezas sobre quem são, seus interesses e valores também podem mudar rapidamente.
         Algumas das características e traços de personalidade mais comuns em pessoas com esse transtorno são:
● Esforços frenéticos para evitar o abandono real ou imaginário. O medo do abandono provoca uma necessidade elevada de nunca se sentirem sozinhas, rejeitadas ou sem apoio.
● Um padrão de relações intensas e instáveis com familiares, amigos e entes queridos, muitas vezes passando de extrema proximidade e amor (idealização) a extrema fúria e ódio (desvalorização). Impulsividade: idealizam pessoas, se apaixonam e desapaixonam de modo fulminante, rapidamente desenvolvem admiração ou desencanto por alguém
● Autoimagem distorcida e instabilidade com relação a si mesmo. Baixa autoestima.
● Comportamentos impulsivos e muitas vezes perigosos, como gastar compulsivamente, buscar relacionamentos sexuais fugazes, abusar de álcool e drogas, conduzir veículos de forma imprudente.
● Comportamentos suicidas recorrentes ou ameaças ou comportamentos autodestrutivos como a automutilação. Muitos se machucam, se queimam, furam, cutucam por vontade de sentir dor. Não é incomum ouvir relatos como “a dor do corpo é melhor do que a dor na alma”.
● Humor intenso e altamente variável, com cada episódio durando de algumas horas a alguns dias.
● Sentimentos recorrentes de vazio e solidão. Possuem alta sensibilidade à rejeição. Pequenas rejeições provocam grandes tempestades emocionais. Uma viagem de negócios do parceiro pode desencadear reação completamente desproporcional como acusações de rejeição, de abandono e de egoísmo.
● Fúria, ódio ou raiva intensa ou problemas/dificuldades para controlar a raiva.
● Presença de pensamentos paranoicos relacionados ao estresse.
● Mais raramente podem apresentar episódios psicóticos.
       Fica evidenciada até aqui a gravidade desse transtorno de personalidade, a dificuldade que as pessoas que sofrem com essa doença têm para se relacionar com o mundo exterior e com si mesmas e com Deus. É verdadeiramente uma enfermidade da alma no sentido mais amplo do termo, e um grande desafio para a Igreja do Senhor, quase sempre negligenciado em nossos dias. Se faz necessário que tenhamos mais atenção com as pessoas portadoras desses vários tipos de síndrome pois elas carecem de nossa atenção e cuidado.
       Sobretudo, o portador do Transtorno de Personalidade Borderline está sujeito a sofrer com um verdadeiro turbilhão de emoções diferentes e contrapostas, o que torna a sua vida extremamente dificultosa, alterando a percepção que tem de si mesmo, como também a percepção que tem do mundo e das pessoas que o circundam. Só a misericórdia de Deus, através de Cristo Jesus, pode amenizar esse sofrimento, trazendo paz no estudo da Palavra de Deus, no hábito extremamente sadio de congregar com os irmãos, na orientação pastoral precisa, suave e sem recriminações, enfim, no conforto maravilhoso da comunhão cada vez mais íntima com o Deus do impossível. Só Ele cura as feridas da alma. Diz a Palavra do Senhor:
        “No dia da angústia clamarei a Ti, pois Tu me responderás.” Sl 86.7.
Uma semana abençoada para todos os irmãos, na Paz do Senhor Jesus!
Márcio Celso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 1º Trimestre de 2019, ano 29 nº 110 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Jovens e Adultos – Professor – Enfermidades da Alma II – Buscando orientações divinas e bíblicas para o tratamento de distúrbios emocionais e outros transtornos - Pastor Israel Maia.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.
Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.
Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.
Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit.
Editora CPAD – 2017 – História dos Hebreus – Flávio Josefo.
Editora Vida – 2014 – Manual Bíblico de Halley – Edição revista e ampliada – Nova versão internacional – Henry Hampton Halley – tradução: Gordon Chown.


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