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Lição 09 - Um chamado à adoração e um alerta

Lição 09 – 31 de maio de 2020 – Editora BETEL

Um chamado à adoração e um alerta

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Sobre o Salmo 95

O cântico deste salmo tem por objetivo:

1. Que “façamos melodia ao Senhor”; tarefa para a qual estamos empolgados e bem assessorados na sua execução, ao sermos convocados para louvar a Deus (vers. 1-2) como um Deus magnífico (vers. 3-5) e como o nosso gracioso benfeitor, (vers. 6-7).

2. Que ensinemos e admoestemos a nós mesmos e uns aos outros; e aqui, também, somos ensinados e alertados a ouvir a voz de Deus (vers. 7), bem como a não endurecermos o nosso coração, como fizeram os israelitas no deserto (vers. 8,9), para que não nos coloquemos debaixo da ira de Deus e não sejamos indignos do repouso oferecido, como ocorreu com a geração dos israelitas no deserto, (vers. 10,11). Este salmo deve ser entoado com uma santa reverência à majestade de Deus e com temor à sua justiça, no desejo de agradá-lo e no receio de não ofendê-lo.

Convite para o Louvor a Deus. Motivos de Louvor

Versículos 1 ao 7:

O salmista, aqui, como de costume, anima e si mesmo e às demais pessoas a louvar a Deus; pois esta é uma tarefa que deve ser exercida com a maior vivacidade, e para a qual temos grande necessidade de estar empolgados, pois a temos exercido de forma tímida e fria. Observe:

Como Deus deve ser louvado:

1. Com um júbilo santo e deleite na sua presença. A canção de louvor precisar ser feita com júbilo, vers. 1, e celebração, vers. 2. A alegria espiritual está no coração e na alma do grato louvor. E a vontade de Deus (para isto, Ele nos concedeu a sua graça) que, quando o honrarmos por ser Ele um ser infinitamente perfeito e bendito, ao mesmo tempo, também nos alegremos n’Ele como o nosso Pai e Rei, e pela sua aliança conosco.

2. Com humilde reverência e um santo temor diante dele (vers. 6): “adoremos e prostremo-nos! Ajoelhemos diante do Senhor, como convém àqueles que conhecem a distância infinita que nos separa de Deus, o risco que corremos diante da sua ira, e a necessidade que temos da sua misericórdia”. Apesar de os exercícios físicos, de maneira isolada, não serem de muito proveito, é nosso dever glorificar a Deus com os nossos corpos como expressão externa de reverência, seriedade, e humildade, nas cerimônias de culto religioso.

3. Devemos louvar a Deus com a nossa voz; precisamos externar o nosso louvor, falando e cantando a partir das riquezas de um coração pleno de amor, júbilo e gratidão - cantemos ao Senhor! Cantemos com júbilo a Ele com salmos, como pessoas que foram pessoalmente influenciadas pela sua grandeza e bondade, que estão propensas a se reconhecer dessa forma, que estão ansiosas para ser, cada vez mais, influenciadas por isso, e, voluntariamente, estariam dispostas a inflamar este mesmo amor devoto e piedoso nos outros.

4. Devemos louvar a Deus em união, nas assembleias solenes: “Vinde, cantemos ao Senhor, unamo-nos no louvor ao Senhor; não se dê este louvor pelos outros sem a minha presença, nem seja feito por mim de forma solitária, mas que eu o faça em companhia dos demais irmãos. Apresentemo-nos juntos ante a sua face, nos átrios da sua casa, onde o seu povo está acostumado a frequentar e esperar as suas manifestações”. Onde quer que nos acheguemos à presença de Deus, devemos faze-lo com ações de graças, por termos sido admitidos diante de tamanha bondade; e, toda vez que tivermos motivos de agradecimento, devemos nos achegar ante a sua face, comparecer diante dele, e nos apresentar a Ele nas cerimônias públicas instituídas pelos seus estatutos.

Por que Deus deve ser louvado e quais devem ser os motivos do nosso louvor. Não nos faltam motivos; seria muito bom que também não nos faltasse motivação para isso. Devemos louvar a Deus:

1. Por Ele ser um Deus grande, e Senhor soberano sobre todos, (vers. 3). Ele é grande e, portanto, deve ser grandemente louvado. Ele é infinito e imenso e têm todas as perfeições em si mesmo. (1) Ele tem um grande poder: grande e Rei grande acima de todos os deuses acima de todas as cidades poderosas, de todos os magistrados, a quem ele disse: vós sois deuses (Ele controla todos eles e cumpre o Seu próprio propósito por intermédio deles, e a Ele todos devem prestar contas), acima de todas as falsas divindades, de todos os impostores, usurpadores; Ele pode fazer o que nenhum deles pode; Ele pode fazer com que, e haverá de fazer com que, todos eles pereçam de fome e sejam derrotados. (2) Ele tem grandes posses. Este mundo inferior é, aqui, mencionado de forma mais específica.

Consideramos que os homens de renome são aqueles que possuem grandes extensões de terra, terras que podem ser reclamadas por eles diante de todo o mundo, mas que, contudo, são uma porção ínfima do universo como um todo: como é grande o Deus que é dono de toda a terra e tudo o que nela há; a terra não está somente debaixo dos seus pés, já que Ele detêm o controle incontestável sobre todas as criaturas e a propriedade sobre todas elas, mas também dentro da sua mão, já que Ele a dirige e se utiliza de tudo o que há na terra para os seus fins (vers. 4); até mesmo as profundezas da terra, que não nos são visíveis, fontes e minas subterrâneas, estão na sua mão; e as alturas dos montes, que estão fora do nosso alcance, devem a ele tudo os que nelas cresce ou delas se alimenta. Isto também pode ser compreendido de maneira figurativa: os mais humildes dentre os filhos dos homens, que são equivalentes às profundezas de terra, não lhes são desconhecidos; e os mais ilustres, que são como a imponência dos montes, estão sob o seu controle.

2. Por Ele ser o nosso Deus, além de ter o domínio sobre nós, Ele também o tem sobre todas as criaturas, contudo guarda uma relação especial conosco (vers. 7): Ele é o nosso Deus, e, portanto, espera-se que o louvemos, pois, se não o fizermos, quem o fará? Para que mais Ele nos criou, senão para que fôssemos para Ele por nome e por louvor (1) Ele é o nosso Criador, e o autor do nosso ser; devemos nos ajoelhar diante daquele que nos criou, (vers. 6). Os idólatras ajoelham-se diante de deuses que eles mesmos fizeram; nós nos ajoelhamos perante um Deus que fez a nós e ao mundo inteiro, e que é, portanto, o nosso legítimo proprietário; assim, pertencemos a Ele, e não a nós mesmos. (2) Ele é o nosso Salvador e o autor da nossa bem-aventurança. Ele é chamado aqui de Rocha da nossa salvação (vers. 1), não somente o fundador, mas o próprio fundamento, daquela obra maravilhosa, sobre o qual ela está edificada.

Esta rocha ê Cristo; a Ele, portanto, devemos entoar os nossos cânticos de louvor, àquele que se assenta no trono e ao Cordeiro. (3) Portanto, somos seus, e estamos debaixo de todas as obrigações possíveis: somos povo do seu pasto e ovelhas da sua mão. Todos os filhos dos homens também o são; eles são supridos e guiados pela sua Providência, que cuida deles, conduz-lhes, como um pastor ao seu rebanho. Devemos louvá-lo, não somente porque Ele nos fez, mas porque nos preserva e nos sustêm, e tanto o nosso fôlego quanto os nossos caminhos estão nas suas mãos. Todos os filhos da igreja também o são, só que de maneira especial; Israel é o povo do seu pastor e as ovelhas da sua mão; e, portanto, Ele exige dele a sua adoração, também de modo especial. A igreja evangélica é o seu rebanho. Cristo é o seu grande e bom Pastor. Nós, como cristãos, somos guiados pela sua mão aos pastos verdejantes, somos protegidos e bem supridos por Ele, somos inteiramente dedicados à sua honra e ao seu serviço como um povo peculiar, e, portanto, a Ele as igrejas devem render glórias (seja neste mundo ou no porvir), em todas as gerações e para todo o sempre, (Ef 3.21).

Advertência contra a Dureza de Coração

Versículos 7 ao 11:

A parte final deste salmo, que começa no meio de um versículo, é uma exortação àqueles que cantam salmos evangélicos para que levem vidas dignas dos padrões apresentados nos evangelhos, e para que ouçam a voz da Palavra de Deus; do contrário, como poderiam eles esperar que Ele venha a ouvir a voz das suas orações e dos seus louvores? Observe:

Os deveres exigidos de todos os que são o povo do pasto de Cristo e rebanho da sua mão. Ele espera que eles ouçam a sua voz, pois declarou: As minhas ovelhas ouvem a minha voz, (Jo 10.27). Somos o seu povo, dizem eles. Você também é? Então, ouça a sua voz. Se você o chama de Senhor, então faça as coisas que Ele ordena, e faça parte do povo que lhe obedece voluntariamente. Ouça a voz da sua doutrina, da sua Lei, e, nestas duas coisas, a voz do seu Espírito; ouça e preste atenção; ouça e se renda a ela.

O pecado do qual eles são advertidos é inconsistente com o ouvido obediente e crente que eles deveriam apresentar: isto é dureza de coração. Se hoje ouvirdes a sua voz, e tirares proveito do que ouvis, então não endureçais o coração; pois uma semente lançada sobre uma rocha jamais gerou fruto bom. Os judeus, portanto, não creram no evangelho de Cristo porque o seu coração foi endurecido; eles não se convenceram do mal do pecado, e do perigo que corriam em função do pecado, e, portanto, não levaram a sério a oferta da salvação; eles não se deixaram dobrar ao jugo de Cristo, nem cederam às suas exigências; e, se o coração do pecador ficar endurecido, é em função dos seus próprios atos e obras (a pessoa se endurece a si mesma), e ele será o único a carregar esta culpa para todo o sempre.

Existe um repouso espiritual e eterno diante de nós, e que nos foi prometido, do qual Canaã não passava de uma tipificação; todos estamos destinados a este repouso (ou, pelo menos, por declaração); só que muitos que parecem estar nesta situação se mostram indignos e jamais desfrutarão dele. Mas, afinal, o que impede a sua entrada? É o pecado; é a incredulidade, um pecado cometido contra o nosso próprio remédio, contra o qual não existe apelação. Aqueles que, à semelhança de Israel, desconfiam de Deus, do seu poder, e da sua bondade, e preferem ficar com os alhos e as cebolas do Egito, rejeitando o leite e o mel de Canaã, serão, com justiça, impedidos de desfrutar do seu descanso: este será o seu lúgubre destino; eles o escolheram por si mesmos.

Uma semana abençoada para todos os irmãos na Graça e na Paz do Senhor Jesus Cristo!

Márcio Celso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 2º Trimestre de 2020, ano 30 nº 115 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Adultos – Professor – A família natural segundo os valores e princípios cristãos –Salmos – Uma referência para a vida de adoração e oração do cristão – Pr. Adriel Gonçalves do Nascimento.

Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.

Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.

Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.

Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.

Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.

Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.

Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.

Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit.

Editora CPAD – 2017 – História dos Hebreus – Flávio Josefo.

Editora CPAD – 2005 – Comentário Bíblico Beacon.

Editora Vida – 2014 – Manual Bíblico de Halley – Edição revista e ampliada – Nova versão internacional – Henry Hampton Halley – tradução: Gordon Chown.


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