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Lição 04 - As lições de uma figueira infrutífera

 Lição 04 – 25 de julho de 2021 – Editora BETEL

As lições de uma figueira infrutífera

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Sobre a figueira infrutífera

“Ora, de manhã, ao voltar à cidade, teve fome; e, avistando uma figueira à beira do caminho, dela se aproximou, e não achou nela senão folhas somente; e disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente. Quando os discípulos viram isso, perguntaram admirados: Como é que imediatamente secou a figueira?” (Mateus 21.18-20).

Isto é um milagre e uma parábola. É um milagre singular, e é uma parábola impressionante. É uma parábola viva, em que o nosso Senhor Jesus nos dá uma lição objetiva. Ele coloca a verdade diante dos olhos dos homens, nesta passagem, para que a lição possa causar uma impressão profunda na mente e no coração. Observemos de que esta é uma parábola, pois, se não olharmos para ela sob esta luz, podemos interpretá-la mal.

O Senhor Jesus quis ensinar aos seus discípulos sobre a destruição de Jerusalém. A recepção dada a ele em Jerusalém estava cheia de promessas, mas das quais nada viria. Seus altos hosanas iriam mudar para: “Crucifica-o!”

Quando Jerusalém foi destruída por Nabucodonosor, no tempo oportuno, os profetas não só tinham falado, tinham usado sinais instrutivos. Mais uma vez, os juízos de Deus estavam às portas da cidade culpada. As Palavras de Jesus tinham sido desperdiçadas, e até mesmo as lágrimas do Salvador tinham sido derramadas em vão, então havia chegado a hora de ser dado um sinal do juízo que estava às portas.

O Senhor Jesus viu uma figueira, que por um capricho da natureza, estava coberta com folhas em um momento em que, no curso normal das coisas, não deveria estar assim; pois as figueiras somente se cobrem de folhas quando já têm dado os seus frutos. Nosso Senhor viu nisso uma oportunidade para uma lição muito boa para os seus discípulos. Quando ele viu que não havia qualquer figo naquela figueira, ele ordenou que ela ficasse infrutífera para sempre, e imediatamente começou a secar.

A figueira arruinada era um símbolo do Estado judeu. A nação havia prometido grandes coisas para Deus.

Quando todas as outras nações eram como árvores sem folhas, sem fazer profissão de fidelidade ao verdadeiro Deus, a nação judaica estava coberta com a folhagem da profissão religiosa abundante, mas sem qualquer fruto. Nosso Senhor tinha olhado para o interior do templo, e tinha encontrado a casa de oração senão como um covil de ladrões. Ele condenou, portanto, a igreja judaica a permanecer como uma coisa inútil sem vida, e assim foi. A sinagoga permaneceu aberta, mas seu ensino tornou-se uma forma morta. Israel não tinha nenhuma influência sobre as nações. A raça judaica tornou-se, durante séculos, uma árvore seca: não tinha nada, senão profissão externa, exibindo uma pomposa folhagem, mas sem frutos, quando Cristo veio, e essa profissão se mostrou impotente para salvar, mesmo a cidade santa. Cristo não destruiu a organização religiosa dos judeus que ele a deixou permanecer, mas ela se secou a partir da raiz, até que vieram os romanos, e com suas legiões arrancaram o tronco infrutífero.

Que lição é essa para as nações! Elas podem fazer uma profissão religiosa, e ainda podem deixar de expor a justiça que exalta uma nação. Nações podem ser adornadas com toda a folhagem da civilização e da arte, e do progresso, e da religião, mas se não há vida interior de piedade, e nenhum fruto de justiça, elas permanecerão por um tempo, e depois desaparecem.

Que lição é isto para as igrejas! Há igrejas que têm tido destaque em número e influência, mas a fé, e amor, e santidade não foram mantidos, e o Espírito Santo deixou-os para a exibição vã de uma profissão infrutífera; e há igrejas, com o tronco da organização, e os ramos amplamente estendidos, mas estão mortos, e todos os anos eles se tornam cada vez mais deteriorados.

Podemos ter um grande número de pessoas que vêm para ouvir a Palavra, e um considerável corpo de homens e mulheres que professam ser convertidos, mas a menos que a piedade vital esteja no interior deles, que são estas congregações e igrejas? Podemos ter um ministério valorizado, mas o que seria esse sem o Espírito de Deus? Podemos ter grandes serviços, mas o que são eles sem o espírito de oração, o espírito de fé, o espírito de graça e de consagração?

Há pessoas que parecem desafiar as estações do ano. Ainda não era o momento de figos, mas eles são como esta figueira coberta com aquelas folhas que geralmente indicavam figos maduros. Quando uma figueira está cheia de folhas, você espera encontrar figos nela, e se você não os encontrar é porque ela não vai ter qualquer figo nessa temporada. Esta árvore era uma aberração da natureza, e não um resultado saudável de verdadeiro crescimento. Tais aberrações da natureza ocorrem nas florestas e nas vinhas, e podem ser encontradas também no mundo moral e espiritual.

Alguns homens e mulheres parecem muito excelentes ante aqueles ao seu redor, e nos surpreendem por suas virtudes especiais externas. Eles são melhores do que o melhor, mais somente na aparência. Elas são pessoas muito superiores, cobertas com virtudes, como esta figueira com folhas.

Observe-se, que eles saltam por cima da regra normal de crescimento. Como já foi dito, a regra é, em primeiro lugar o figo, e depois as folhas da figueira, mas temos visto pessoas que fazem uma profissão antes de terem produzido o menor fruto para justificá-la.

Essas pessoas participam de um encontro de avivamento, e se declaram salvas, embora não tenham sido renovadas no coração, e não possuam nem arrependimento nem fé. Eles vêm para a frente para confessar uma mera emoção. Eles não têm nada melhor do que uma resolução. Nada contra a rapidez da conversão, pelo contrário, é admirável, se verdadeira, mas não podemos julgar até que vejamos o fruto e as evidências nessas vidas. Se a mudança de conduta é distinta e verdadeira, não importa o quão rápido o trabalho é feito, mas há que se ver a mudança.

Onde aqueles que são proeminentes vêm a ser tudo o que eles professam ser, eles são uma grande bênção. Teria sido bom se naquela manhã houvesse figos naquela figueira. Teria sido um grande refrigério para o Salvador se tivesse sido alimentado pelo seu fruto.

O primeiro Adão veio à figueira para procurar folhas, mas o segundo Adão procura figos. Ele examina a nossa personalidade por completo, para ver se há alguma fé verdadeira, qualquer amor verdadeiro, qualquer esperança viva, qualquer alegria que é fruto do Espírito, qualquer paciência, qualquer autonegação, qualquer fervor na oração, qualquer caminhada com Deus, qualquer habitação do Espírito Santo, e se ele não vê essas coisas, ele não fica satisfeito – ir à igreja, reuniões de oração, comunhões, sermões, leituras da Bíblia, pois tudo isso pode não ser mais do que folhagem. Se o Senhor não vê o fruto do Espírito em nós, ele não fica satisfeito conosco, e sua inspeção levará a medidas severas. Observe que o que Jesus procura não é suas palavras, suas resoluções, suas confissões, mas sua sinceridade, sua fé interior, o que está sendo de fato produzido pelo Espírito de Deus para trazer os frutos do Seu reino.

Uma semana abençoada para todos os irmãos na Graça e na Paz do Senhor Jesus Cristo!

Márcio Celso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 2º Trimestre de 2021, ano 31 nº 119 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Adultos – Professor – Os atributos de Deus – Conhecendo a Natureza, o Caráter e a Supremacia de Deus nas Escrituras – Pr. Valdir Alves de Oliveira.

Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.

Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.

Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.

Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.

Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.

Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.

Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.

Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit.

Editora CPAD – 2017 – História dos Hebreus – Flávio Josefo.

Editora CPAD – 2005 – Comentário Bíblico Beacon.

Editora Vida – 2014 – Manual Bíblico de Halley – Edição revista e ampliada – Nova versão internacional – Henry Hampton Halley – tradução: Gordon Chown.

Editora Mundo Cristão – 2010 – Comentário Bíblico Africano - editor geral Tokunboh Adeyemo.

Editora CPAD – 2010 – Comentário Bíblico Mathew Henry – Tradução: Degmar Ribas Júnior, Marcelo Siqueira Gonçalves, Maria Helena Penteado Aranha, Paulo José Benício.

Editora Mundo Cristão – 2011 - Comentário Bíblico Popular — Antigo e Novo Testamento - William MacDonald - editada com introduções de Art Farstad.

Editora Geográfica – 2007 – Comentário Bíblico Expositivo Wiersbe – Antigo Testamento – Volume 2 – Tradução: Susana E. Klassen.

Editora Geográfica – 2007 – Comentário Bíblico Expositivo Wiersbe – Novo Testamento – Volume 1 – Tradução: Susana E. Klassen.

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