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Lição 14 - A bem-aventurada esperança da Igreja

Lição 14 – 31 de Dezembro de 2017 – Editora BETEL

A bem-aventurada esperança da Igreja

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Deus e a esperança da Igreja
Timóteo transmitiu a Paulo algumas perguntas que a igreja dos tessalonicenses tinha a respeito do arrebatamento. Estes crentes estavam temendo que seus entes queridos falecidos perdessem a gloriosa reunião com Cristo no arrebatamento, e deste modo, não tivessem o privilégio de gozar das bênçãos deste acontecimento.
Diante de tais perguntas, Paulo fez esta importante descrição sobre o arrebatamento. Embora o arrebatamento esteja suficientemente relatado através das Escrituras (Jo 14.3; 1Co 15.52; Fp 3.20; Tt 2.13), esta passagem é fundamental para entendermos o modo como ele acontecerá.
Um dos detalhes revelados nesta passagem é o “arrebatamento”, para denotar o encontro dos santos com Cristo no ar. Esta palavra no grego é aparizo, que quer dizer literalmente: levar repentinamente à força. Geralmente esta palavra é associada com a libertação de alguém do perigo. Professores da Bíblia usam esta palavra para distinguir a primeira fase da vinda de Cristo.
Outra palavra importante referente à volta de Cristo, usada em 1 Tessalonicenses é “vinda” (parousia) (1Ts 2.19; 3.13; 4.15; 5.23). Todas as vezes que essa palavra aparece nessa epístola, se refere ao arrebatamento. Nos outros versículos da Bíblia ela se refere à “manifestação” de Cristo no fim da Grande Tribulação (2Ts 2.8-9). Na realidade, a vinda (parousia) de Cristo aos Seus, envolve o arrebatamento e a revelação.
A palavra parousia, que literalmente quer dizer vinda, também era usada para descrever a visita de um rei ou imperador a uma cidade. O Dr. F. F. Bruce, no seu livro EPISTLES TO THE TESSALONIANS, página 1.057, descreve a analogia histórica dessa palavra. Ele diz que quando um dignatário fazia uma visita oficial (parousia) a uma cidade, nos tempos helenísticos, um grupo seleto saía para encontrá-lo nas estradas e voltar à cidade com ele. (Compare Mt 25.6 e At 28.15). Nesta analogia histórica podemos ver um paralelo com a visita de Cristo a este mundo, que tem duas fases (parousia). A primeira fase é o arrebatamento do qual só participará o grupo seleto que sairá para encontrar-se com Cristo nos ares (Note que Cristo não pisará a terra neste acontecimento). Será um encontro exultante, uma ocasião de honra (1Ts 2.19-20) e de grande gozo (Ap 19.7).
A segunda fase, a entrada do rei na cidade e de todos os que vieram lhe encontrar, corresponde à manifestação de Cristo quando Ele vier julgar a terra e restabelecer Sua posição como Rei.
Paulo finda sua explicação do arrebatamento com estas palavras: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.” (v. 18). Para o incrédulo o ensino sobre o arrebatamento é um ensino amedrontador, mas para o crente, é uma esperança consoladora, uma hora para ser esperada ansiosamente.
O capítulo 5 da primeira epístola aos tessalonicenses é uma sequência natural do ensino sobre o arrebatamento, registrado no fim do capítulo anterior. No capítulo final desta carta, Paulo nos lembra da necessidade de despertarmos espiritualmente a fim de que não percamos o arrebatamento e sejamos surpreendidos pela ira de Deus que será derramada sobre toda a terra – O “Dia do Senhor”.
O capítulo 5 se divide naturalmente em duas partes. A primeira é introduzida pela frase: “... relativamente aos tempos e às épocas...”. Nesta passagem Paulo lembra o crente do dia da ira do Senhor que virá sobre a terra. A segunda parte é introduzida com a frase: “... vos rogamos”. É uma aplicação prática do ensino traduzido na primeira metade do capítulo (v. 12).
A palavra “dia”, nas Escrituras nem sempre indica um período de 24 horas. Geralmente é usada no sentido figurado para se referir a um acontecimento ou série de acontecimentos. Dois exemplos deste uso figurado são o “Dia de Jesus Cristo” (1Co 1.8; 2Co 1.14; Fp 1.6-10), e o “Dia do Senhor” (Is 2.12; Ap 16.14; Sf 1.14-18; Jl 1.15).
O “Dia de Jesus Cristo” tem a ver com os galardões e bênçãos a serem recebidas pela Igreja por ocasião da Sua vinda. Isto é chamado arrebatamento, ou tempo quando Cristo virá para a Sua noiva. O “Dia do Senhor”, ao contrário, se associa com julgamento, ira e Israel. Isto não é para a Igreja, mas para os incrédulos, judeus e pecadores. Começará imediatamente após o arrebatamento, continuando até a completa destruição dos céus e terra (2Pe 3.10).
Este ensino é um conforto para o crente, mas também serve de aviso sobre a necessidade de permanecermos alertas espiritualmente, para não perdermos o “Dia de Cristo” e evitarmos sermos surpreendidos pela ira do “Dia do Senhor”.
Se temos a certeza confiante desse evento maravilhoso que nos resgatará definitivamente deste mundo, onde jaz o maligno, para estarmos na eternidade com Cristo Jesus nos céus, temos também que vigiar constantemente para que não percamos essa oportunidade.
O príncipe desse mundo está trabalhando com furor, sabendo que lhe resta pouco tempo para tentar arrebanhar o maior número possível de incautos para a perdição eterna.
Cabe a nós, cristãos, trabalhadores da primeira hora, salvar o maior número possível de almas através da pregação, do testemunho e da conduta ilibada digna de alegrar os olhos do Senhor.
Desejamos um feliz ano novo, cheio de paz, prosperidade e sobretudo a presença de Deus para todos os irmãos na Paz do Senhor Jesus!
Márcio Celso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 4º Trimestre de 2017, ano 27 nº 105 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Jovens e Adultos – Professor – Doutrinas Fundamentais da Igreja de Cristo – Bispo Abner de Cássio Ferreira.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.
Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.
Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.
Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit.

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