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Lição 05 - O sacrifício pelo pecado

Lição 05 – 04 de fevereiro de 2018 – Editora BETEL

O sacrifício pelo pecado

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Sobre o sacrifício pelo pecado
A partir do capítulo 4 de Levítico, Deus trata sobre a purificação do pecado não intencional. Não só a purificação do pecador é abordada aqui, mas também a do tabernáculo por causa da contaminação do pecado do povo. A oferta pelo pecado, ou pela purificação, era prescrita de acordo com a posição da(s) pessoa(s) que cometia(m) a ofensa.
O pecado do sumo sacerdote, ou de toda a congregação, gerava uma “contaminação” mais profunda, o que requeria uma reparação mais severa. O mesmo ocorria com um líder que pecava em relação ao pecado de um cidadão comum. Assim, o “remédio” era mais radical.
O mesmo princípio é aplicado hoje: quanto mais proeminente e influente o pecador, mais profundo e intenso o processo de reparação por causa do pecado.
No versículo 2 desse capítulo encontramos a expressão pecar por erro. Essa expressão se refere ao pecado que acontecia sem que o pecador se desse conta de que estava ofendendo a santidade de Deus e contaminando Sua habitação na terra. Ele pode ser comparado a uma roupa que é suja sem que a pessoa que a usa perceba. Para ser usada novamente, a roupa (e o tabernáculo) deveria ser limpa.
Visto que o sacerdote representava o povo perante Deus, por isso era ungido, seu pecado trazia culpa sobre o povo. Até que a ofensa fosse reparada, o sacerdote não podia posicionar-se perante Deus. Dessa forma, o mais importante intermediário entre o povo e Deus era mantido afastado. Um novilho era o animal mais caro exigido em ofertas pelo pecado, o que refletia a importância da posição do sacerdote.
Os procedimentos empregados para a oferta dos diferentes animais eram similares, com pequenas, porém importantes, variações (v. 14-15, 22, 24, 27, 29, 33). Independente de ser oferecido o novilho pelo sacerdote ungido ou por toda a congregação, o bode pelo líder ou a cabra por uma pessoa comum, o adorador levava o animal, punha a mão sobre a cabeça deste e matava-o. Essas ações enfatizavam que as ofertas expiavam os pecados do ofertante.
O rito mais elaborado era o do sangue pelo sacerdote ungido. O próprio o executava, pois não havia nenhuma pessoa com cargo mais alto para representá-lo diante de Deus. Visto que apenas o sumo sacerdote tinha permissão para entrar no santíssimo, ele era o único com pecado que maculava o local.
O sacerdote tinha que espargir o sangue perante o Senhor sete vezes porque o número sete simboliza a completude na Bíblia, baseada nos sete dias da Criação, em Gênesis 1 e 2. Somente assim o processo de purificação seria integral. Além disso, esse procedimento deveria ser realizado diante do véu do santuário, uma pesada cortina de linho que separava o santíssimo do resto do tabernáculo (Êx 26.31). Espargir o sangue diante do véu, ou sobre ele, purificava o santíssimo.
O versículo 13 do capítulo 4 trata do pecado oculto de toda a congregação, ou seja, do pecado cometido pelo povo de Israel sem que ninguém estivesse consciente disso ou sem que o responsável soubesse que era pecado.
Uma vez que toda a congregação tinha pecado, incluindo os sacerdotes e o sumo sacerdote, sua contaminação atingia o recôndito mais íntimo do tabernáculo, como acontecia com o pecado do sumo sacerdote. Assim, o rito era o mesmo, incluindo a aspersão do sangue do sacrifício diante do véu e a sua colocação sobre as pontas do altar.
Os anciãos (ou autoridades) representavam toda a congregação ao pôr suas mãos sobre a cabeça do novilho. Interessante comparativo com os dias de hoje: o sacerdote (pastor ou líder de uma determinada congregação) representa o seu rebanho perante o Senhor, mas, não para oferecer sacrifícios, e sim para instruir, orientar, admoestar e abençoar.
O sacerdócio não era uma atividade exclusiva dos israelitas. Dos egípcios aos filisteus, todas as nações do antigo Oriente Médio possuíam uma classe sacerdotal.
No monte Sinai, Deus consagrou Arão e seus descendentes como sacerdotes (Êx 28.1). Eles eram os representantes do povo perante Deus e ofereciam sacrifícios e pedidos a favor dos israelitas. Além disso, esses indivíduos instruíam as pessoas a respeito do caráter de Deus e de seus deveres religiosos (Dt 33.8-10).
O Novo Testamento descreve Jesus como nosso sumo sacerdote (Hb 5.10). Por Sua morte na cruz, o sacerdócio formal foi abolido (Hb 10.11-12). Em seu lugar, todos os cristãos se tornaram sacerdotes – não aqueles que oferecem sacrifícios, mas os que oram, adoram a Deus e testemunham a respeito de Jesus para as outras pessoas (Hb 13.15-16; 1Pe 2. 5-9; Ap 1.5-6).
Tomemos posse, pois, desse tão importante ministério, levando o Evangelho do Reino a todas as criaturas que dele necessitam, nos mantendo limpos de toda a sujeira espiritual para podermos adentrar no Santo dos Santos e adorar ao Senhor nosso Deus de forma integral.
Uma semana abençoada para todos os irmãos, na Paz do Senhor Jesus!
Márcio Celso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 4º Trimestre de 2017, ano 27 nº 105 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Jovens e Adultos – Professor – Doutrinas Fundamentais da Igreja de Cristo – Bispo Abner de Cássio Ferreira.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.
Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.
Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.
Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.
Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.
Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit.

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