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Lição 11 - 4º trimestre 2021 - A plenitude do Espírito Santo

 Lição 11 – 12 de dezembro de 2021 – Editora BETEL 

A plenitude do Espírito Santo

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Sobre plenitude do Espírito Santo

A conduta do crente no mundo distingue-se mediante algumas condições impostas pela nova vida em Cristo. Envolve uma condição especial, isto é, um tipo de ética social. O capítulo 5 de Efésios descreve o comportamento cristão dentro da nova perspectiva espiritual em relação ao mundo em que vivemos. A primeira condição nos coloca na posição de filhos amados, que procuram assimilar o caráter do Pai celestial, imitando-o.

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados". A palavra "imitadores", no original grego mimetai, que tem a forma verbal mimeomai, significa seguir, copiar. Duas coisas emergem desse versículo — a paternidade de Deus e a filiação — através de um relacionamento de amor philein, amor de família. O apóstolo nos coloca dentro da família de Deus como filhos amados. Cristo é o modelo por excelência. É o Filho unigênito (Jo 3.16), e nós fomos feitos filhos de Deus (Jo 1.12).

O conselho de Paulo é incisivo, quando diz: "Sede imitadores de Deus". Esse conselho aponta para o caráter moral e espiritual de Deus como Pai Amado. Devemos imitar a Deus em sua natureza moral, isto é, em sua santidade, que deve influir em nossas atitudes para com Deus, para com os nossos semelhantes e para com nós mesmos. Por nosso próprio esforço, somos incapazes de imitar a Deus, mas com a ajuda do Espírito Santo, poderemos imitar a Deus Pai. É natural que os filhos tenham as características dos pais, e assim também ocorre na esfera espiritual. Como "novas criaturas" e feitos "filhos de Deus", compartilhamos da sua natureza e dos seus atributos morais e espirituais (Mt 5.44,48; 1Pe 2.21).

"Como filhos amados" refere-se ao fato de que somos o resultado do grande ágape (amor divino) pelos homens (Jo 3.16; Rm 5.8). A aceitação espontânea ao amor de Deus, que é seu Filho Jesus, tornou possível para nós a posição de filhos de Deus. Somos filhos amados porque fomos gerados pelo grande amor do Pai celestial.

"E andai em amor, como também Cristo vos amou". "... andai em amor" implica a manifestação do amor recebido do Pai celestial para com os vários níveis de relação social e espiritual. "Andai" está no imperativo. Implica movimento e progresso. O mesmo amor, a mesma compaixão, o mesmo ideal de Cristo devem servir de modelo para o crente. O amor motivador de Deus Pai deve ser correspondido pelo nosso amor filial. É amor respondendo ao amor. E amor sendo dado, como Cristo deu-se a si mesmo (Gl 2.20; 1Jo 3.16). Cristo foi o exemplo sublime e incomparável de amor a ser imitado e vivido.

"E se entregou a si mesmo por nós". O ato de Cristo entregando-se à morte por nós é a expressão máxima do amor. No exemplo de Cristo, resume-se a grandiosidade desse amor expresso em renúncia a si mesmo em favor daqueles a quem Ele amou. Esse é o exemplo a ser imitado em termos de amor.

"... em oferta e sacrifício a Deus em cheiro suave". As palavras "oferta" e "sacrifício" são interligadas. Uma explica a outra.

A conotação do texto aqui está no Antigo Testamento, mas tem um sentido espiritual profundo. A palavra "oferta" no grego é prosphora e diz respeito às oferendas incruentas, isto é, sem morte, que eram apresentadas a Deus. Na frase "em oferta e sacrifício", a palavra oferta está ligada ao ato espontâneo de Cristo em "dar-se a si mesmo" ao Pai em favor dos pecadores. Já a palavra "sacrifício" refere-se à sua entrega à morte em nosso lugar (Fp 2.5-8).

"... em cheiro suave" diz respeito à aceitação da oferta e do sacrifício, resultando daí a nossa reconciliação com Deus (Mt 3.17; 2Co 5.18,19; Hb 10.6-17).

Já, no versículo 8, a expressão "filhos da luz" faz contraste com "filhos da desobediência".

A primeira grande afirmação está nas palavras "noutro tempo éreis trevas". Que tempo é esse? O tempo do "velho homem", quando este andava na senda das trevas. Não só seu caminho era de trevas, mas ele mesmo era todo trevas. A expressão "éreis trevas" está no passado e é usada por Paulo para lembrar aos efésios a diferença entre a velha e a nova vida, agora que são luz. A vida paga e pecaminosa não tinha luz nenhuma, mas a nova vida gerou a luz: Cristo é a luz dos homens (Jo 8.12). As obras das trevas eram infrutuosas (v. 11), mas agora as obras da luz têm o fruto do Espírito (Gl 5.22; Ef 5.9,10).

O conselho aos que estão na luz é: "Andai como filhos da luz". Como "filhos das trevas", nossas obras eram infrutuosas, não tinham sentido nenhum. Mas, como "filhos da luz", nossas obras são a bondade, a justiça e a verdade (v. 9).

O fruto do Espírito (v. 9) é, na verdade, o fruto da luz existente no crente em Cristo. A luz manifesta-se nas nossas ações e reflete o nosso caráter transformado pelo Evangelho. Deus é luz (Jo 1.9; 9.5) e seus filhos andam na sua luz como filhos da luz. A nossa luz reflete o caráter de Deus.

O apóstolo aconselha que reprovemos tais obras e evitemo-las, porque a luz não se comunica com as trevas, mas as condena.

"... a luz tudo manifesta". Nenhum pecado fica oculto mediante a luz. Ela tem um poder revelador. O Espírito que habita no crente não convive com o pecado, por isso, quando o pecado é cometido, o Espírito se retira e a luz revela as trevas existentes naquela vida.

No versículo 14, Paulo faz uma citação do profeta Isaías: "Pelo que diz". Foi um meio de fortalecer seu argumento e ensino citando uma passagem do Antigo Testamento (Is 9.2; 26.19; 52.1; 60.1).

"Desperta, tu que dormes". A ordem é para quem está morto espiritualmente. É uma linguagem figurada que Paulo usa. O despertar aqui é para a vida espiritual.

"... levanta-te dentre os mortos". E um chamado para sair do meio dos mortos porque a luz já está raiando. E deixar as trevas da morte espiritual e vir para a luz, que é Cristo.

"... e Cristo te esclarecerá". O verso 14 é figurado. Nada tem a ver com a ressurreição dos mortos.

"Portanto, vede prudentemente como andais" (v. 15). Andar com cautela não significa andar com desconfiança e medo, mas andar sabiamente.

Se somos "filhos da luz", entendemos que a luz implica visão e conhecimento. Não apenas devemos ver os perigos, mas devemos ter conhecimento de causa. Andar prudentemente é andar avisadamente. E saber que o mundo em que vivemos "jaz no maligno", e que não devemos apagar a luz, mas permitir que alumie o nosso caminho.

"... não como néscios". A palavra néscio, no grego, é asophos, que quer dizer insensato. O néscio não avalia sua responsabilidade, mas lança-se desordenadamente sobre o perigo. Ser néscio é desconhecer a luz, mas o sábio anda e conhece a luz.

"..., mas como sábios". Significa andar governado pelo bom senso, pela prudência e pela sensatez. Andar como sábios é andar na luz. É obedecer aos princípios da sensatez.

Andar como sábios é remir o tempo, usar bem o tempo disponível. O sábio não desperdiça as oportunidades surgidas, mas as aproveita para o bem. Os filhos da luz não "matam o tempo", como popularmente se diz, mas administram-no com sensatez. "... porque os dias são maus". A maldade de nossos dias é quase incontrolável, e o crente deve ter consciência da brevidade da vida física, bem como da eternidade da vida além-túmulo. O mau uso do tempo, agora, será acolhido negativamente na eternidade.

"E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda". Temos aqui uma proibição e uma causa. A Bíblia fala de vinho em três sentidos. Positivamente, o vinho pode ser uma bebida saudável, e, nas regiões vinícolas, serve para alimentar e fortalecer fisicamente. Figuradamente, o vinho alegra, aformoseia o rosto. Negativamente, o vinho pode viciar a pessoa que o bebe e, assim, promover desordem moral e física. O deus do vinho era Baco. Havia em Éfeso um culto a ele, em que seus adoradores se embriagavam e incorriam em atos de dissolução. A palavra "contenda" fica melhor traduzida por dissolução, que se entende por licenciosidade e desenfreio.

"..., mas enchei-vos do Espírito". Paulo apresenta uma fonte e uma causa de prazer muito mais forte e saudável que o encher-se de vinho. Ele apresenta um vinho superior, capaz de dar um tipo de alegria permanente, que é a alegria do Espírito. Os adeptos de Baco criam que esse falso deus podia encher-lhes de sua força e influência. Por isso, Paulo lhes apresenta o Deus verdadeiro, o único Deus poderoso, capaz de encher-lhes de sabedoria e de toda a alegria. Alegria que jamais outro deus poderia dar-lhes. "Enchei-vos do Espírito" é um convite e uma ordem para os crentes efésios.

A ordem "enchei-vos" dá a ideia de um enchimento progressivo, isto é, ir enchendo até transbordar. Russel N. Champlin, em seu O Novo Testamento interpretado (vol. 4, pág. 625), diz: "Um indivíduo pode ter preferência ou pelo vinho ou pelo Espírito Santo, pois uma antítese está em foco aqui: o vinho degenera, o Espírito Santo eleva; o vinho conduz ao deboche, o Espírito Santo enobrece; o vinho nos toma bestiais, o Espírito Santo nos toma celestiais" (2Co 3.18).

Uma semana abençoada para todos os irmãos na Graça e na Paz do Senhor Jesus Cristo!

Márcio Celso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 4º Trimestre de 2021, ano 31 nº 121 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Adultos – Professor – Efésios – Uma exposição sobre as riquezas da graça, misericórdia e glória de Deus – Bispo Abner Ferreira.

Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.

Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.

Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.

Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.

Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.

Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.

Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.

Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit.

Editora CPAD – 2017 – História dos Hebreus – Flávio Josefo.

Editora CPAD – 2005 – Comentário Bíblico Beacon.

Editora Vida – 2014 – Manual Bíblico de Halley – Edição revista e ampliada – Nova versão internacional – Henry Hampton Halley – tradução: Gordon Chown.

Editora Mundo Cristão – 2010 – Comentário Bíblico Africano - editor geral Tokunboh Adeyemo.

Editora CPAD – 2010 – Comentário Bíblico Mathew Henry – Tradução: Degmar Ribas Júnior, Marcelo Siqueira Gonçalves, Maria Helena Penteado Aranha, Paulo José Benício.

Editora Mundo Cristão – 2011 - Comentário Bíblico Popular — Antigo e Novo Testamento - William MacDonald - editada com introduções de Art Farstad.

Editora Geográfica – 2007 – Comentário Bíblico Expositivo Wiersbe – Antigo Testamento – Volume 2 – Tradução: Susana E. Klassen.

Editora Geográfica – 2007 – Comentário Bíblico Expositivo Wiersbe – Novo Testamento – Volume 1 – Tradução: Susana E. Klassen.

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