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Lição 08 - 1º trimestre 2022 - Mensagem contra os falsos profetas e os pastores infiéis

 Lição 08 – 20 de fevereiro de 2022 – Editora BETEL

Mensagem contra os falsos profetas e os pastores infiéis

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Sobre os falsos profetas e pastores infiéis

Ezequiel havia respondido às ideias levianas e egoístas dos exilados e do povo em Jerusalém, mas em seguida atacou a origem de seu otimismo cego: as mensagens dos falsos profetas. Em Jerusalém, Jeremias precisou confrontar um grupo parecido de homens que diziam ter uma palavra do Senhor.

Apesar de os falsos profetas afirmarem que falavam em nome do Senhor, como faziam Jeremias e Ezequiel, suas mensagens não vinham de Deus. Ezequiel falou contra falsos profetas (versículos 1-16) e contra falsas profetisas (versículos 17, 23), que na verdade usavam práticas de ocultismo proibidas ao povo de Deus (Dt 18.9-14).

Os profetas mentirosos (Capítulo 13 - versículos 1-16). Quatro vezes neste parágrafo Deus declara que as visões e adivinhações dos profetas são mentiras. Deus não os havia chamado (Jr 23.21, 22) e não lhes deu suas mensagens, ainda que afirmassem ser profetas dele. Falavam de acordo com sua própria imaginação, e sua "inspiração" era induzida por eles mesmos. Ezequiel comparou-os a raposas, que viviam como carniceiras no meio dos escombros desertos da terra. Preocupavam-se apenas consigo mesmos, não faziam nada para melhorar a situação e viviam à custa do medo do povo. Em tempos de crise, sempre há oportunistas religiosos vitimando o povo ignorante e fraco que procura segurança e consolo fáceis.

Ezequiel também comparou os falsos profetas com trabalhadores que não conseguiram construir algo duradouro. A "parede" espiritual que havia protegido os judeus durante séculos havia caído e se transformado em ruínas, e profetas como Ezequiel e Jeremias tentavam reconstruí-la e fortalece-la proclamando a Palavra e chamando o povo de volta a Deus. Mas os falsos profetas ignoravam a Palavra de Deus e, no lugar dela, colocavam suas próprias mentiras ("cal"). Eram como trabalhadores que caiavam uma parede fraca para dar a aparência de que era forte, pois prometiam paz quando Deus havia prometido destruição (Ez 13.10, 16; Jr 6.14; 7.8; 8.11). Assim como viria a tempestade e a chuva, o granizo e o vento derrubariam o muro, e a ira de Deus destruiria Jerusalém, os falsos profetas e suas mensagens enganosas. Um verdadeiro profeta diz às pessoas aquilo que precisam ouvir, mas um falso profeta lhes diz o que querem ouvir (2Tm 4.1-5). Um verdadeiro servo de Deus constrói cuidadosamente sobre alicerces sólidos e mantém as paredes bem conservadas, mas um mercenário constrói com descuido e cobre suas obras com cal para melhorar sua aparência.

Deus explicou como Ele julgaria os falsos profetas (Ez 13.9). Primeiro, seriam desmascarados como imitações para que perdessem sua boa reputação no meio do povo. Perderiam sua posição de proeminência nos concílios de Judá. Deus trataria deles como judeus que haviam perdido sua cidadania (Ed 2.59, 62) e, portanto, foram privados do privilégio de voltar para sua terra. Ao que parece, os falsos profetas de Jerusalém seriam mortos pelo inimigo, e os da Babilônia seriam deixados lá para morrer. Para o povo, os profetas enganadores davam falsas esperanças, mas para os profetas enganadores, Deus não dava esperança alguma.

Ser chamado por Deus para transmitir sua Palavra ao povo é algo muito sério. Assumir uma função de ministério sem ter sido chamado nem recebido dons para isso é arrogância, e inventar mensagens sem recebê-las do Senhor é impertinência. Os falsos profetas do tempo de Ezequiel eram culpados dessas duas transgressões. A popularidade não serve de parâmetro para a verdade.

A história mostra que aqueles que falaram a verdade com frequência foram rejeitados pela maioria, perseguidos e até mortos. Jesus usou a mesma figura de uma tempestade para advertir sobre os falsos profetas (Mt 7.15-27). É fácil as pessoas dizerem: "Senhor, Senhor", mas não é fácil andar pelo caminho estreito e confrontar a multidão que está indo em direção contrária.

A exploração e o abuso das ovelhas (Capítulo 34 - versículos 1-10). Reis e oficiais do governo eram chamados de "pastores" (2Sm 7.7, 8; Sl 78.70, 71; Is 56.10, 11; 63.11; Jr 23.9-11; 25.18, 19). Era responsabilidade deles cuidar do povo, protegê-lo e providenciar para que suas necessidades fossem supridas. Contudo, os líderes egoístas do reino de Judá haviam explorado o povo e abusado dele, pois pensavam somente em si mesmos. Ordenhavam as ovelhas e comiam o coalho, tosquiavam-nas e faziam vestes de lã e abatiam-nas para saborear a carne, mas não cuidavam das ovelhas nem supriam suas necessidades.

Sempre que os líderes tomam do povo sem dar-lhe nada em troca, trata-se de um ato de exploração. Os verdadeiros líderes, porém, não exploram seu povo, mas se sacrificam por ele. Jesus, o Pastor, deu o exemplo ao entregar a vida por seu rebanho (Jo 10:10).

Os líderes não apenas exploravam as ovelhas como também abusavam delas ao negligenciar suas necessidades. Ovelhas precisam de cuidado constante, mas os líderes não administravam os assuntos nacionais visando o bem do povo e sim o benefício próprio. Na verdade, não davam qualquer atenção ao rebanho. Se os pecados de comissão dos líderes eram terríveis, seus pecados de omissão eram ainda piores. Não ministravam às ovelhas enfermas e feridas nem buscavam as perdidas e dispersas. Governavam apenas pela força e pela crueldade.

Ezequiel os acusou três vezes de permitir que as ovelhas se dispersassem, sendo que um rebanho espalhado e sem pastor torna-se vulnerável e pode ser facilmente atacado por animais selvagens (Jr 50.6). Por causa das decisões egoístas e imprudentes dos líderes, a nação se desintegrou e o rebanho foi disperso. (vide comentário da Lição 07, complementando este assunto).

Uma semana abençoada para todos os irmãos na Graça e na Paz do Senhor Jesus Cristo!

Márcio Celso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 1º Trimestre de 2022, ano 32 nº 122 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Adultos – Professor – Ezequiel –O profeta com a mensagem de juízo, arrependimento, restauração e manifestação da glória de Deus – Pastor Valdir Alves de Oliveira.

Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.

Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.

Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.

Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.

Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.

Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.

Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.

Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit.

Editora CPAD – 2017 – História dos Hebreus – Flávio Josefo.

Editora CPAD – 2005 – Comentário Bíblico Beacon.

Editora Vida – 2014 – Manual Bíblico de Halley – Edição revista e ampliada – Nova versão internacional – Henry Hampton Halley – tradução: Gordon Chown.

Editora Mundo Cristão – 2010 – Comentário Bíblico Africano - editor geral Tokunboh Adeyemo.

Editora CPAD – 2010 – Comentário Bíblico Mathew Henry – Tradução: Degmar Ribas Júnior, Marcelo Siqueira Gonçalves, Maria Helena Penteado Aranha, Paulo José Benício.

Editora Mundo Cristão – 2011 - Comentário Bíblico Popular — Antigo e Novo Testamento - William MacDonald - editada com introduções de Art Farstad.

Editora Geográfica – 2007 – Comentário Bíblico Expositivo Wiersbe – Antigo Testamento – Volume 2 – Tradução: Susana E. Klassen.

Editora Geográfica – 2007 – Comentário Bíblico Expositivo Wiersbe – Novo Testamento – Volume 1 – Tradução: Susana E. Klassen.

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