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Lição 04 - 2º trimestre de 2023 - A alienação humana a partir da Queda

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Lição 04 – 23 de abril de 2023 – Editora BETEL

A alienação humana a partir da queda

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Sobre a alienação humana

Gênesis 3.8-12. A pergunta: “Onde estás?”, não foi feita por Deus não saber o paradeiro deles, mas porque Ele queria induzir a resposta e fazer o homem e a mulher saírem do esconderijo pela própria confissão.

A resposta de Adão: “Temi”, esclarece o motivo de terem se escondido. Participar do fruto da árvore não o fez semelhante a Deus, como sugeriu a serpente, mas comprometeu sua verdadeira essência de ser homem diante de Deus.

Deus conhece o bem e o mal da perspectiva da bondade divina e soberana. Mas o homem, sendo homem e dependente de Deus, só pode conhecer o bem e o mal da perspectiva da obediência à vontade de Deus ou da perspectiva da desobediência, que é a rejeição da vontade expressa de Deus. O alcance do homem ao estado divino só o lançaria no papel da desobediência; por conseguinte, seu conhecimento do bem e do mal estava misturado com culpa e medo.

A primeira pergunta foi feita diretamente ao homem: “Comeste tu?”. Adão não tinha desculpa, porque ele sabia qual era a ordem. Tratava-se de uma proibição simples e clara. Mas Adão não enfrentou sua responsabilidade; ele passou a culpa para a esposa

“ela me deu” - e Deus não a deu para ele? Certamente, ela era digna de confiança como guia para a ação.

A mulher também tentou evadir-se da responsabilidade, dizendo: “A serpente me enganou”. Então ela se deu conta de que a serpente “a fez de boba”.

Podemos resumir este episódio de Gênesis da seguinte forma, bem sucinta:

1) O pecado causa culpa pessoal;

2) O pecado separa Deus e o homem;

3) Deus busca o homem pecador;

4) Deus perdoa a culpa do homem.

Se Gênesis 3 não estivesse na Bíblia, a Bíblia como a conhecemos não existiria. Isso porque o resto das Escrituras documenta as tristes consequências do pecado de Adão e explica o que Deus, em sua graça, fez para nos resgatar. Ao compreender as verdades fundamentais desse importante capítulo, é possível entender melhor a argumentação de Paulo sobre a justificação em Romanos 5, seus ensinamentos sobre homens e mulheres na igreja em 1 Timóteo 2.8-15 e sua explicação sobre a futura ressurreição em 1 Coríntios 15.

A desobediência de Adão trouxe o pecado para dentro da raça humana. No entanto, a Bíblia não nos oferece qualquer explicação sobre a existência de Satanás e do mal antes da queda do homem. O registro de Gênesis 3 não é um mito. Se a queda do homem, na verdade, não ocorreu, então a fé cristã foi construída sobre fábulas, não fatos, e Jesus Cristo sofreu desnecessariamente na cruz. De Gênesis 3 até Apocalipse 21, a Bíblia registra o conflito entre Deus e Satanás, o pecado e a justiça e insta os pecadores a se arrepender e confiar em Deus.

A necessidade de crer em algo faz parte dos seres humanos; e, se não crêem na verdade, então vão acabar acreditando em mentiras (2 Tessalonicenses 2.10). Mas se crêem em mentiras, terão de sofrer as consequências que sempre acompanham a decisão de rejeitar a verdade de Deus.

O pecado produz tanto vergonha quanto culpa, e essas duas coisas criam no pecador o desejo de se esconder. Adão e Eva se envergonharam por causa de sua condição (nudez) e sentiram culpa por causa de sua ação (desobediência a Deus).

A culpa e o medo normalmente andam juntos, o que explica por que o primeiro casal não quis desfrutar a comunhão com o Senhor no jardim no final do dia. Adão admitiu: "Tive medo". Certamente, é inútil tentar esconder-se do Senhor (Salmo 139.1-12), e, no entanto, em sua culpa os pecadores sempre tentam fazer o impossível.

A vergonha, o medo e a culpa transformaram o ser interior de Adão e Eva a ponto de não poderem mais se deleitar com o maravilhoso jardim onde viviam. As árvores que haviam admirado, das quais haviam cuidado e se alimentado, transformaram-se em "coisas" a ser usadas para que os dois pecadores assustados se escondessem de Deus. Não era o que as árvores desejavam fazer, mas não tinham outra escolha. A natureza é uma janela através da qual vemos Deus, mas Adão e Eva transformaram-na numa porta trancada para manter Deus do lado de fora! Um dia, o Salvador iria morrer sobre um madeiro para que os pecadores assustados pudessem ir até o Senhor e encontrar o perdão.

Pela misericórdia de Deus, hoje vivemos no período da Graça, depois que o Senhor Jesus Cristo se tornou sacrifício vivo e puro por nós todos, pecadores. Devemos valorizar a cada dia de nossas existências o fato de termos sido remidos pelo Seu precioso Sangue.

Como conhecedores da Palavra de Deus, sabemos de antemão aonde poderão nos levar determinados caminhos que sabidamente não são os corretos pela ótica de Deus. Se temos o conhecimento acerca do que seja certo e errado, enquanto cristãos e seguidores de Cristo, o pecado certamente não poderá fazer parte de nossas vidas como fez parte da vida de Adão e Eva.

As consequências dessa primeira desobediência, deste ato rebelde e inconsequente foram devastadoras e até hoje sentimos os seus efeitos maléficos. A serpente continua ativa até hoje, nos tentando e nos oferecendo manjares para nos envenenar com o pecado e nos tirar da presença do Senhor.

Devemos estar atentos, pois os dias são maus, disso ninguém duvida, e é nesses momentos de provação e perseguição que mais devemos vigiar e orar, para não tosquenejar durante a batalha.

Sim, estamos atravessando um período em que a batalha espiritual se intensifica, pois, Satanás já sabe que está perdendo terreno e que seus dias estão contados. Perseveremos em orar e interceder, para logo podermos desfrutar de dias melhores ainda aqui na terra.

Pessoalmente, tenho fé de que esse período probatório é transitório, e de que antes da volta do Senhor Jesus ainda poderemos desfrutar de momentos de avivamento da Igreja, de muitas almas buscando a Deus, de muita prosperidade física, material e espiritual, porém por um tempo breve.

Já temos evidências de que o Anticristo se avizinha, o Senhor Jesus nos avisou sobre isso e os sinais que antecederiam esse período de trevas: são as primeiras dores de parto, conforme Mateus 24.8. Nação já se levanta contra nação, rumores de guerras e guerras já acontecem, terremotos se sucedem. Estejamos firmados na Rocha que é Jesus e andemos em santidade, sem a qual ninguém verá a face de Deus!

Uma semana abençoada para todos os irmãos, na Paz do Senhor Jesus Cristo!

Márcio Celso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 2º Trimestre de 2023, ano 33 nº 127 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Jovens e Adultos – Professor – Gênesis – A segurança de viver pela fé nas promessas de Deus – Bispo Abner Ferreira.

Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.

Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.

Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.

Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.

Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.

Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.

Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.

Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit.

Editora CPAD – 2017 – História dos Hebreus – Flávio Josefo.

Editora Vida – 2014 – Manual Bíblico de Halley – Edição revista e ampliada – Nova versão internacional – Henry Hampton Halley – tradução: Gordon Chown.

Editora Mundo Cristão – 2010 – Comentário Bíblico Africano - editor geral Tokunboh Adeyemo.

Editora CPAD – 2010 – Comentário Bíblico Mathew Henry – Tradução: Degmar Ribas Júnior, Marcelo Siqueira Gonçalves, Maria Helena Penteado Aranha, Paulo José Benício.

Editora Mundo Cristão – 2011 - Comentário Bíblico Popular — Antigo e Novo Testamento - William MacDonald - editada com introduções de Art Farstad.

Editora Geográfica – 2007 – Comentário Bíblico Expositivo Wiersbe – Antigo Testamento – Volume 2 – Tradução: Susana E. Klassen.

Editora Geográfica – 2007 – Comentário Bíblico Expositivo Wiersbe – Novo Testamento – Volume 1 – Tradução: Susana E. Klassen.

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