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Lição 07 - Confiança em tempo de aflição

Lição 07 – 17 de maio de 2020 – Editora BETEL

Confiança em tempo de aflição

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Sobre o tempo de aflição

A partir deste Salmo 56, e de muitos outros salmos, parece que, mesmo nos momentos de intensa angústia e aflição, Davi jamais pendurou a sua harpa nos salgueiros, jamais a desdenhou ou a deixou de lado; mas, nas suas horas de maior temor e perigo, continuou a dedilhar e a cantar louvores ao nome do Senhor. Ele estava em perigo iminente no momento em que redigiu este salmo, ou, pelo menos, estava em perigo iminente no momento em que meditou acerca destas palavras; mas, nem por isso, a sua meditação sobre Deus deixou de ser doce. Ele reclama da maldade dos seus inimigos e implora por misericórdia sobre si e justiça para com eles, versículos 1,2,5-7. Ele confia em Deus, na certeza de que Ele estava do seu lado, consolando- se nisso: que ele estava seguro e sairia vitorioso, pois, enquanto vivesse, louvaria ao Senhor, vs. 3,4,8-13. Que alegria será para um cristão sincero poder cantar este salmo e louvar ao Senhor tanto por aquilo que Ele fará quanto por aquilo que Ele já fez na sua vida.

Davi, neste salmo, e pela fé, atira-se nas mãos de Deus, mesmo depois de ter se atirado nas mãos dos filisteus, pelo seu medo e pela sua insensatez; foi quando eles o levaram para Gate, para onde ele fugiu com medo de Saul, esquecendo-se da batalha que com ele tiveram e que culminou na morte de Golias; só que não demoraria para que eles se recordassem de quem estavam ajudando, (1Sm 21.10-11). Naquela ocasião, ele modificou o seu comportamento, mas o abalo por ele sofrido foi tão insignificante para o seu estado de espírito, que, exatamente nesta hora, ele pôde escrever este salmo e o de número 34. Este é chamado de Mictão - um salmo de ouro. Outros salmos também recebem este título, só que este possui algo de peculiar no seu título; ele trata de Jonate-elem-recoquim, que significa a pomba silenciosa ao longe. Alguns intérpretes entendem que esta expressão é uma referência ao próprio Davi, que desejou alçar voo como que nas asas de uma pomba. Ele era inocente e inofensivo, meigo e paciente, como uma pomba, e, naquele momento, estava afastado do seu ninho, do Santuário (SI 84.3), foi forçado a fugir, a procurar abrigo em terras distantes; ali ele era como as pombas dos vales, que se condoíam em melancolia, mas se mantinham em silêncio, nem murmurando contra Deus nem se rebelando contra aqueles que lhe causavam mal: eis aqui uma tipificação de Cristo, que era uma ovelha muda diante dos tosquia- dores e um exemplo para os cristãos, os quais, independentemente de onde estiverem e das injúrias sofridas, devem permanecer calados como as pombas. Nesta primeira parte do salmo:

Ele queixa-se a Deus da maldade e da impiedade dos seus inimigos, e mostra a razão do seu temor a eles, bem como a causa e a necessidade da intervenção divina contra eles (v. 1): Tem misericórdia de mim, ó Deus! Esta petição inclui todo o bem que desejamos da parte do trono de Deus; se dele obtivermos misericórdia, teremos obtido tudo o que desejamos e de nada mais precisaremos para a nossa felicidade. Ela implica, de igual modo, a nossa melhor súplica, não pelos nossos méritos, mas pela misericórdia de Deus, a sua rica e gratuita misericórdia. Ele ora para poder encontrar misericórdia diante de Deus, pois não a havia conseguido da parte dos homens. Quando fugiu da crueldade das mãos de Saul, ele acabou por cair na crueldade das mãos dos filisteus. “Senhor” (diz ele), “sê misericordioso comigo agora, do contrário, serei destruído.” A misericórdia de Deus é para onde podemos correr e onde devemos depositar a nossa confiança e o destino das nossas orações, quando estivermos rodeados de perigos e dificuldades por todos os lados. Ele reclama: 1. Que os seus inimigos eram em grande número (v. 2): “Pois são muitos os que pelejam contra mim, e pensam em me sobrepujar nos números; observa bem isto, ó Altíssimo, e mostra-lhes que, onde quer que eles se gloriem, tu sempre lhes será por maioral”. E ponto de honra ir ao socorro de uma pessoa que é agredida por um grupo numeroso. E, se Deus estiver ao nosso lado, independentemente do número de pessoas que vierem nos enfrentar, poderemos, com uma base muito boa, vangloriar-nos de que um número ainda maior de guerreiros estará ao nosso lado; pois (como disse aquele grande general): “Por quantos homens consideramos que Deus vale?” 2. Que eles eram deveras bárbaros: eles procuravam devorá-lo, v. 1, e novamente, v. 2. Nada menos que isso lhes serviria; eles vinham até ele com fúria extrema, como animais de rapina, a fim de consumir a sua carne, Salmos 27.2. Os homens, os indivíduos da sua mesma espécie, os devorariam, pois deles ele somente poderia esperar reações humanas. Os animais famintos não vão ao encalço de outros animais da mesma espécie; mas um homem maldoso é capaz de devorar um homem bom, se puder fazê-lo. “Eles são homens, fracos e frágeis; faze-os saber quem realmente são”, Salmos 9.20.

3. Que eles eram unânimes (v. 6): Ajuntam-se; apesar de serem muitos, e de terem entre si interesses diferentes, eles, mesmo assim, uniram-se e combinaram-se contra Davi, tal como fizeram Herodes e Pilatos contra o Filho de Davi. 4. Que eles eram muito poderosos, demasiadamente difíceis para ele, sem o auxílio de Deus: “Eles que pelejam contra mim (v. 2); eles me oprimem, v. 1. Estou quase me dando por vencido e superado por eles, estou quase reduzido às minhas últimas extremidades”. 5. Que eles eram extremamente sutis e ardilosos (v. 6): “escondem-se”; eles encobrem astuciosamente os seus intentos para que possam exercê-los e persegui-los de maneira mais efetiva. Eles escondem-se tal qual um leão na sua cova, para que possam marcar os meus passos”; ou seja: “eles estão atentos a tudo o que eu digo e faço com olhar crítico, para que possam ter algo de que me acusar” (da mesma forma que os inimigos de Cristo também o observavam, Lc 20.20), ou: “eles observam todos os meus movimentos, para que possam achar ocasião de me fazerem mal, e de lançarem sobre mim os seus laços”. 6. Que eles eram extremamente odiosos e malignos. Eles colocavam um tom de inveja em todas as palavras que ele pronunciava, mesmo que elas tivessem sido ditas de forma honesta e prudente (v. 5): “todos os dias torcem as minhas palavras”, colocam-nas em evidência para, depois, delas tirar aquilo que nelas nunca esteve contido”; e assim, pela sua própria palavra, faziam dele um criminoso (Is 29.21), retratando-o de forma distorcida perante Saul, agravando a situação, e fazendo o coração de Saul arder com um ódio ainda maior por ele. O seu único objetivo era arruinar Davi; todos os seus pensamentos eram no sentido de fazer-lhe mal, por isso interpretavam as suas palavras de forma maliciosa. 7. Que eles eram muito inquietos e incansáveis. Eles aguardavam continuamente a sua alma; o seu interesse estava na sua vida, naquela preciosa vida; o seu maior anseio era a sua morte, v. 6. Eles lutavam diariamente contra ele (v. 1), e estavam todos os dias prontos para devorá-lo (v. 2), e todos os dias torciam as suas palavras, v. 5. A sua maldade não admitia a menor concessão no sentido de baixar as armas, ou diminuir os atos de hostilidade, mas estavam continuamente no seu encalço. Desta mesma natureza é a inimizade de Satanás e dos seus agentes contra o reino de Cristo e os interesses da sua santa religião, a qual, se for abraçada de forma cordial por nós, nos levará a pensar que este tipo tratamento deve ser esperado por nós, mesmo que coisas estranhas aconteçam conosco. Isto se deu com os melhores homens dentre nós: os profetas foram assim perseguidos.

Ele anima a si mesmo em Deus, nas suas promessas, no seu poder, e na sua providência, vs. 3-4. Em meio às suas queixas, e antes de declarar o que tinha dizer acerca dos seus inimigos, ele triunfa diante da divina proteção. 1. Ele decide fazer de Deus a sua confiança, então, quando todos os perigos estivessem no seu nível máximo e todas as outras confianças falhassem: “Quando eu estiver com medo, no dia do medo, quando estiver mais aterrorizado exteriormente e mais intimidado interiormente, então confiarei em ti, e, com isso, os meus medos serão silenciados”. Observe que há momentos que, de maneira especial, devem ser dedicados para temermos ao Senhor junto com o povo de Deus; nestes momentos, é dever e interesse do povo confiar em Deus e saber em quem ele tem depositado a sua confiança. Isto corrigirá o seu coração e o manterá em paz. 2. Ele resolve transformar as promessas de Deus em objeto do seu louvor, e temos motivo para tal (v. 4): “Em Deus louvarei, não somente a obra que Ele já executou, mas também a palavra que Ele já proferiu; dar-lhe-ei graças mesmo pelas promessas que ainda não foram cumpridas. Em Deus (pela sua força e pela sua assistência), tanto me gloriarei na sua palavra quanto lhe darei glória por ela”. Algumas pessoas compreendem que a expressão “sua palavra” (v. 4) se refere às suas providências em todos os acontecimentos que Ele ordena e indica: “Quando falo bem de Deus, estou falando bem de tudo o que Ele realiza”. 3. Com esta segurança, ele ousa desafiar todas as forças que se opõem a ele: “em Deus, pus a minha confiança”, estou seguro, estou tranquilo, não temerei o que pode me fazer a carne; ela não passa de carne e não pode fazer muita coisa; sim, ela nada pode fazer sem a permissão divina”. Assim como não devemos confiar no braço de carne quando este está ao nosso lado, também não devemos temer o braço de carne quando este se levanta contra nós.

Ele antevê e profetiza a ruína daqueles que lutaram contra ele, bem como de todos os outros que pensaram em firmar-se em práticas ímpias ou por elas prosperar (v. 7): Porventura, escaparão eles por meio da sua iniquidade? Eles esperam escapar do juízo de Deus, da mesma forma que conseguiram escapar dos homens, pela violência, pela fraude, por artifícios de injustiça, e pela traição; mas, será que escaparão mesmo? Não, certamente que não. O pecado jamais poderá representar uma forma de segurança para os pecadores, tampouco o seu descaramento ou a sua hipocrisia os afastarão da vara de Deus; na sua ira, Deus há de derrubar e expulsar estas pessoas da sua presença (Rm 2.3). Ninguém está em posição tão elevada, nem apoiado de forma tão firme, que não possa ser trazido ao chão pela justiça de Deus. Estas pessoas serão derrubadas tanto das suas “dignidades” quanto das suas “confianças”. Quem conhece o poder da ira de Deus, a que altura ela pode chegar, e qual a força da sua pancada?

Pelo fato de Deus ter tomado conhecimento de todas as suas queixas e de todas as suas aflições, v. 8. 1. De todas as inconveniências daquela situação: Tu contaste as minhas vagueações, as vezes em que mudei de residência, segundo uma tradução antiga. Davi, naquele momento, não passava de um jovem (com menos de trinta anos), contudo já havia se mudado de residência várias vezes, da casa do seu pai para a corte, de lá para o campo, e agora vagueava à procura de um lugar para ficar, porém sem permissão para fixar-se em lugar algum; ele era caçado como se fora uma perdiz das montanhas; terrores e cansaços contínuos o atormentavam; mas isto lhe consolava: o fato de Deus ter guardado um registro específico de todas as suas mudanças, e de ter numerado todos os passos fatigantes que ele deu, de noite ou de dia. Observe que Deus toma conhecimento de todas as aflições do seu povo; e que Ele não lança fora do seu cuidado e do seu amor aqueles que foram rejeitados dos relacionamentos e das conversas pelos homens. 2. De todas as impressões assim feitas no seu espírito. Quando ele estava vagando, ele normalmente estava chorando, e, por isso, fez esta oração: “põe as minhas lágrimas no teu odre, para que elas sejam preservadas e levadas em conta; pois sei que elas estão no teu livro, o livro das tuas lembranças”. Deus tem um odre e um livro para registrar as lágrimas do seu povo, tanto as derramadas por causa do pecado quanto por causa das suas angústias. Isto indica:

(1) Que Ele os observa com compaixão e preocupação afável; ele é afligido com as aflições deles, e conhece as suas almas na adversidade. Assim como o sangue e a morte dos seus santos são preciosos aos olhos do Senhor, também as suas lágrimas, nenhuma delas cairá no chão. Vi as tuas lágrimas (2Rs 20.5). Bem ouvi eu que Efraim se queixava (Jr 31.18). (2) Que Ele se lembrará deles e voltará a verificá-los, assim como fazemos com relatos que anotamos em livros. Paulo importava-se com as lágrimas de Timóteo (2Tm 1.4), e Deus não se esquecerá das angústias do seu povo. As lágrimas do povo perseguido de Deus estão engarrafadas e seladas no meio dos seus tesouros; e, quando estes livros forem abertos, elas se transformarão em pequenos frascos de ira que serão derramados sobre os seus perseguidores, com quem Deus, certamente, ajustará as contas por todas as lágrimas que eles fizeram o povo de Deus verter; e serão como que seios de consolo para os justos que padecem, e as suas vestes de saco serão transformadas em vestes de louvor. Deus consolará o seu povo na mesma medida em que eles foram por Ele afligidos e fará com que aqueles que semearam lágrimas ceifem o júbilo. O que foi semeado por lágrimas frutificará por pérolas preciosas.

Pelo fato de que as suas lágrimas seriam poderosas para a derrota e vergonha dos seus inimigos, bem como para o seu próprio apoio e ânimo (v. 9): “Quando a ti clamar, então, retrocederão os meus inimigos”; não precisarei de nenhuma outra arma além das orações e lágrimas; isto eu sei porque Deus é por mim, para defender a minha causa, para me proteger e me livrar; e, se Deus é por mim, quem poderá ser contra mim e prevalecer?” Os santos têm Deus a seu lado; eles podem ter conhecimento disto; e é a Ele que eles devem clamar quando estiverem rodeados pelos inimigos; e, se fizerem isto por fé, haverão de descobrir o poder divino exercido e engajado a seu favor; os seus inimigos serão forçados a retroceder, os seus inimigos espirituais, contra que lutamos melhor quando estamos de joelhos, (Ef 6.18). Pelo fato de que a sua fé em Deus o colocaria num patamar acima do medo dos homens, vs. 10-11. Aqui ele repete, com toda intensidade, aquilo que já havia dito (v. 4): “Em Deus louvarei a sua palavra; ou seja, confiarei firmemente na promessa em função daquele que a proferiu, pois Ele é verdadeiro, fiel e tem sabedoria, poder e bondade suficiente para cumpri-la para o meu bem”. Quando damos crédito a uma nota promissória emitida por um homem, estamos prestando honra à pessoa que a emitiu; portanto, ao agirmos e sofrermos por causa de Deus, na dependência das suas promessas, sem delas duvidar, estamos prestando honra e glória a Ele, estamos louvando a sua Palavra e, com isto, também rendendo a Ele o nosso louvor. Tendo, pois, depositado a nossa confiança em Deus, ele olha com um santo desdém para o poder ameaçados dos homens: “Em Deus tenho posto a minha confiança, nele somente, e, portanto, não temerei o que me possa fazer o homem (v. 11), apesar de saber muito bem o que ele faria comigo, caso pudesse fazê-lo”, v. 1-2.

Esta palavra triunfante, que expressa tão bem a santa magnanimidade, o apóstolo coloca na boca do crente verdadeiro, a quem transforma em herói cristão (Hb 13.6). Agora, cada um de nós pode declarar com ousadia: O Senhor é o meu ajudador, por isso não temerei o que me possa fazer o homem; pois ele não tem poder que não lhe tenha vindo do alto.

Pelo fato de que ele estava comprometido com Deus (v. 12): “Os teus votos estão sobre mim, ó Deus! - não como uma carga que me pesa, mas como um distintivo no qual eu me gloriarei, como uma marca de que sou teu servo submisso; não como grilhões que me prendem (pois se tratariam devotos supersticiosos), mas estão sobre mim como um freio que refreia tudo que poderia me fazer mal e me direciona no caminho dos meus deveres. Os teus votos estão sobre mim, os votos que fiz a ti, dos quais, não somente és uma testemunha, mas uma parte integrante, e os quais me ordenaste e me incentivaste a fazer”. É provável que ele esteja aqui se referindo aos votos que ele fez diante de Deus nos seus momentos de angústia e sofrimento, dos quais ele se lembraria e reconhecia suas obrigações, depois de terminado o seu sofrimento. Observe que deve ser motivo da nossa consideração e júbilo o fato de os votos de Deus estarem sobre nós - os nossos votos batismais renovados diante da mesa do Senhor, os nossos votos ocasionais sob convicções, sob correções, por estes estamos obrigados a viver para Deus.

Pelo fato de que ele ainda teria muitas ocasiões para louvá-lo: Ó Deus; eu te renderei ações de graças. Isto faz parte do cumprimento dos seus votos; pois votos de ações de graças são consequência lógica dos pedidos de misericórdia, e, quando a misericórdia é recebida, é apropriado que eles sejam cumpridos. Quando estudamos o que devemos fazer, concluímos que isto é o mínimo a ser feito, prestar louvores de ações de graças a Deus - o que seria um pagamento medíocre diante de uma dádiva tão preciosa! Por duas coisas, ele louvará a Deus: 1. Por aquilo que Ele já lhe tinha feito (v. 13): “Tu livraste a minha alma, a minha vida, da morte, que estava oportunamente pronta para apanhar-me”. Se Deus nos livrou do pecado, quer da comissão dele, por meio da graça preventiva, quer da punição dele, por meio da misericórdia perdoadora, temos razão para reconhecer que nisso Ele livrou as nossas almas da morte, que é o salário do pecado. Se nós, que, por natureza, estávamos mortos no pecado, estamos vivificados juntamente com Cristo, e somos feitos espiritualmente vivos, temos razão para reconhecer que Deus livrou as nossas almas da morte.

2. Por aquilo que Ele faria por ele: “Tu livraste a minha alma da morte, e, dessa forma, me deste uma nova vida e, destarte, a certeza da misericórdia futura, de que impedirás os meus pés de tropeçarem; tu já fizestes o mais difícil, por isso não te furtarás de fazer o mais fácil; já começastes uma boa obra e, por isso, a levarás adiante e a aperfeiçoarás”. Isto pode ser tomado tanto como o motivo da sua oração, numa argumentação a partir da sua experiência, quanto como motivo do seu louvor, fazendo aumentar as suas expectativas; e aqueles que sabem como louvar pela fé darão graças a Deus pelas misericórdias da promessa e da perspectiva, assim como darão graças também pelo desfrute da bênção. Observe aqui:

(1) Que a expectativa de Davi é de que Deus livre os seus pés de tropeçarem no pecado, que mancharia a sua consciência, ou na aparência de pecado, do que os seus inimigos se aproveitariam para manchar o seu bom nome. Aqueles que pensam estar em pé, precisam cuidar para que não caiam, porque os melhores não ficarão de pé quando Deus não mais se alegrar de que assim estejam. Somos fracos e o nosso caminho é liso, ele está repleto de pedras de tropeço, os nossos inimigos espirituais são ardilosos no seu intento de nos derrubarem, por isso, pela fé e pela oração, estamos decididos a render-nos aos cuidados daquele que mantém a fé dos santos. (2) Qual a base sobre a qual ele apoia a sua esperança: “Tu livraste a minha alma da morte e, com isso, magnificaste o teu poder e a tua bondade, além disso me colocaste numa posição de receber futuras misericórdias de ti; e, agora, não confirmarias nem coroarias a tua própria obra? Deus jamais tirou o seu povo do Egito para exterminá-lo no deserto. Aquele que, na conversão, livra a alma de uma morte tão grande quanto o pecado, não deixará de conservá-la até o seu reino celestial. (3) Qual o seu objetivo com estas esperanças: para que eu ande diante de Deus na luz dos viventes, ou seja: [1] “Que eu possa chegar ao céu, o único lugar de luz e vida; pois neste mundo a morte e as trevas reinam”. [2] “Que eu possa cumprir com os meus deveres ao longo de toda esta minha vida”. Note que este deve ser o nosso objetivo, em todos os nossos desejos e expetativas de livramento tanto do pecado quanto dos problemas, a fim de que possamos prestar a Deus o nosso melhor serviço - para que, depois de sermos salvos das mãos dos nossos inimigos, possamos servi-lo sem temor.

Extraído do Comentário Mathew Henry – Livros Poéticos.

Uma semana abençoada para todos os irmãos na Graça e na Paz do Senhor Jesus Cristo!

Márcio Celso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 2º Trimestre de 2020, ano 30 nº 115 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Adultos – Professor – A família natural segundo os valores e princípios cristãos –Salmos – Uma referência para a vida de adoração e oração do cristão – Pr. Adriel Gonçalves do Nascimento.

Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.

Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.

Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.

Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.

Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.

Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.

Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.

Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit.

Editora CPAD – 2017 – História dos Hebreus – Flávio Josefo.

Editora Vida – 2014 – Manual Bíblico de Halley – Edição revista e ampliada – Nova versão internacional – Henry Hampton Halley – tradução: Gordon Chown.


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