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Lição 7 - O drama da depressão

  Lição 07 – 15 de novembro de 2020 – Editora BETEL

O drama da depressão

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Sobre a depressão

Segundo a OPAS – Organização Pan-americana da Saúde, subordinada à OMS, “a depressão é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente e pela perda de interesse em atividades que normalmente são prazerosas, acompanhadas da incapacidade de realizar atividades diárias, durante pelo menos duas semanas”.

Além disso, pessoas com depressão normalmente apresentam vários dos seguintes sintomas: perda de energia; mudanças no apetite; aumento ou redução do sono; ansiedade; perda de concentração; indecisão; inquietude; sensação de que não valem nada, culpa ou desesperança; e pensamentos de suicídio ou de causar danos a si mesmas.

A depressão pode afetar qualquer pessoa. Não é um sinal de fraqueza. É um transtorno tratável por meio de psicoterapia, medicamentos antidepressivos ou uma combinação de ambos.

A morte de um ente querido, a perda de um emprego ou o fim de um relacionamento são experiências difíceis para uma pessoa suportar. Assim, é normal que sentimentos de tristeza ou de luto se desenvolvam em resposta a tais situações. Desse modo, aqueles que experimentam perda, muitas vezes podem descrever-se como “deprimido”.

Contudo ficar triste não é o mesmo que ter depressão. O processo de luto é natural e único para cada indivíduo e compartilha algumas das mesmas características da depressão. Ou seja, tanto o luto quanto a depressão podem envolver tristeza intensa e afastamento das atividades habituais.

Eles também são diferentes em aspectos importantes:

No luto, sentimentos dolorosos vêm em ondas, muitas vezes misturadas com lembranças positivas do falecido.

Na depressão maior, o humor e/ou interesse (prazer) diminuem durante a maior parte das duas semanas.

No luto, a autoestima é geralmente mantida. Na depressão maior, sentimentos de inutilidade e auto aversão são comuns.

Para algumas pessoas, a morte de um ente querido pode causar depressão grave. Perder um emprego, ser vítima de uma agressão física ou de um grande desastre pode levar à depressão para algumas pessoas.

Quando o luto e a depressão coexistem, o luto é mais grave e dura mais do que o luto sem depressão. Apesar de alguma sobreposição entre tristeza e depressão, elas são diferentes. A distinção entre elas pode ajudar as pessoas a obter ajuda, apoio ou tratamento de que precisam.

Afirmar que um personagem bíblico experimentou depressão seria anacronismo, pois o conceito contemporâneo de depressão não pertencia à época das Escrituras. Nesse sentido, é seguro afirmar que a Bíblia não fala sobre esse assunto. O que as Escrituras fazem, porém, é descrever a tristeza e angústia de alma humana por meio de vários outros termos, ou seja: abatimento (Sl 42.5, 6 e 11, 44.25 e 57.6), aflição (Sl 38.8 e 88.15), angústia (Is 61.3 e Jo 12.27), tristeza profunda (Mt 26.38) e muitas outras. Consequentemente, é possível extrair lições e princípios inspirados para a luta contra a depressão a partir da observação de como os personagens bíblicos lidaram com suas persistentes sensações de tristeza e perda de interesse pela vida, principalmente para os pastores que lutam contra esse mal.

Mateus 26.37-38 afirma que, quando no Getsêmani, o Senhor foi “tomado de tristeza e angústia” e disse aos seus discípulos: “a minha alma está profundamente triste até a morte” (Mt 26.37-38). As atitudes de Jesus naqueles momentos de aflição apontam passos importantes na luta que qualquer cristão contemporâneo trava contra a depressão.

A dor e a enfermidade geralmente isolam o aflito de outras pessoas. Quando estamos enfermos não queremos estar perto de ninguém e muitos também não querem estar próximos a nós. Talvez por essa razão, em sua aflição, o profeta Elias tenha reclamado: “só eu fiquei” (1Rs 19.10 e 14). No caso de Jó, a grande maioria dos seus parentes e amigos o desamparou em meio ao seu sofrimento (Jó 19.14). O salmista, em sua aflição, também se queixa: “Olha à minha direita e vê, pois não há quem me reconheça, nenhum lugar de refúgio, ninguém que por mim se interesse” (Sl 142.4). Em certo sentido, o leito do sofrimento se transforma em leito da solidão.

Em se tratando de sofrimento tão complexo como a depressão da alma, porém, a comunhão fraternal é instrumento divino para o coração ferido. Quando nossa perspectiva está turva e obscura, necessitamos ser guiados pelos olhos de quem nos ama e está enxergando melhor. Quando a única coisa que nosso coração nos diz é negativo e desesperador, carecemos daqueles que nos falam palavras de esperança. Amizades não são apenas preciosas (Pv 17.17), mas necessárias nesses instantes. Jesus, mesmo sendo o Filho de Deus, não abriu mão desse benefício em seu momento de angústia.

Saber que Jesus é capaz de compreender nossa dor e de nos curar são passos para uma compreensão ainda maior: a de que Ele quer nos curar e que Ele vai nos curar!

A cada um de nós, o Salvador faz um carinhoso convite:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt 11.28-30).

Agora, nem todas as dores são retiradas de maneira imediata. Pessoas que sofrem com depressão podem ter que enfrentar este desafio por toda a vida. O Apóstolo Paulo pediu, por exemplo, para ser curado de “um espinho na carne” que o afligia (2Co 12.7), o Senhor recusou-Se a atendê-lo. Paulo escreveu posteriormente que o Senhor explicou: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (v. 9). Paulo respondeu, obediente: “De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. (…) Porque quando estou fraco então sou forte”. (v. 9-10).

Embora Paulo não fosse libertado de seu “espinho na carne” após orar intensamente por três vezes, não perdeu sua fé, e reconheceu que essa fraqueza poderia torná-lo mais forte. Foi graças ao poder fortalecedor de Jesus Cristo que ele conseguiu perseverar. O mesmo se aplica as pessoas que sofrem com depressão.

Cristo pode curar qualquer enfermidade física, mental ou espiritual. Mas nem sempre o fará, devido a Sua sabedoria e amor por nós. Neste tempo de provação há lições que precisamos aprender ao passarmos por adversidades duras. Mas chegará um dia em que “Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor”. (Ap 21.4).

Uma semana abençoada para todos os irmãos na Graça e na Paz do Senhor Jesus Cristo!

Márcio Celso

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 4º Trimestre de 2020, ano 30 nº 117 – Revista da Escola Bíblica Dominical - Adultos – Professor – A importância da Palavra de Deus para o bem estar do ser humano – Pr. Isaqueu Mendes de Freitas.

Sociedade Bíblica do Brasil – 2009 – Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida.

Sociedade Bíblica do Brasil – 2007 – Bíblia do Obreiro – João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada.

Editora Vida – 2014 - Bíblia Judaica Completa – David H. Stern, Rogério Portella, Celso Eronildes Fernandes.

Editora Vida – 2014 – Bíblia de Estudo Arqueológica – Nova Versão Internacional.

Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Antigo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.

Editora Central Gospel – 2010 - O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento – Earl D. Radmarcher, Ronald B. Allen e H. Wayne House – Rio de Janeiro.

Editora Vida – 2004 – Comentário Bíblico do Professor – Lawrence Richards.

Editora Central Gospel – 2005 – Manual Bíblico Ryken – Um guia para o entendimento da Bíblia – Leland Ryken, Philip Ryken e James Wilhoit.

Editora CPAD – 2017 – História dos Hebreus – Flávio Josefo.

Editora CPAD – 2005 – Comentário Bíblico Beacon.

Editora Vida – 2014 – Manual Bíblico de Halley – Edição revista e ampliada – Nova versão internacional – Henry Hampton Halley – tradução: Gordon Chown.

Editora Mundo Cristão – 2010 – Comentário Bíblico Africano - editor geral Tokunboh Adeyemo.

Editora CPAD – 2010 – Comentário Bíblico Mathew Henry – Tradução: Degmar Ribas Júnior, Marcelo Siqueira Gonçalves, Maria Helena Penteado Aranha, Paulo José Benício.

Editora Mundo Cristão – 2011 - Comentário Bíblico Popular — Antigo e Novo Testamento -  William MacDonald - editada com introduções de Art Farstad.

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